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ARTIGO

Cinema Marginal (1968-1973)

Categoria: Especial
Por Lucas Murari
Confira a história de um dos movimentos cinematográficos mais importantes da história do Brasil.

O Bandido com Câncer que Matou a Família e foi a Copacabana Desesperado por uma Orgia a Margem da Cinemateca

O Cinema no Brasil sempre teve um “sotaque” independente, experimental. Desde os primórdios de forma direta ou indireta nossos cineastas já simpatizavam com formas esdrúxulas e alternativas de cinema. No entanto, foi somente no final dos anos sessenta que houve uma situação favorável para que ele se instalasse de vez por aqui. O Brasil vivia uma das épocas mais conturbadas de sua história. O fechamento político instaurado pelo regime militar provocou um desmoronamento das ilusões libertárias nutridas durante a década de sessenta.

Nesse período, vários movimentos fincaram suas raízes por aqui, com destaque para o Movimento Cultural Tropicalista, o Teatro Oficina e outros. Esse quadro político-cultural foi o solo fértil para o desenvolvimento do Cinema Marginal. A fonte de inspiração do Cinema Marginal foi “A Margem” (1967) de Ozualdo Candeias, um filme precursor dirigido por um cineasta paulista que, antes de se arriscar no cinema, já havia trabalhado como caminhoneiro. Um filme grotesco, irônico que definiu os moldes do que, futuramente, chamaria “Cinema Marginal”.

Ozualdo antes de dirigir seu primeiro filme já havia trabalhado com José Mojica Marins, o Zé do Caixão. Figura muita conhecida por ter um estilo próprio de filmar, cineasta bizarro que começou sua carreira desde muito cedo, seu primeiro longa-metragem foi lançado em 1958 e posteriormente teve Candeias como assistente.

A partir do ano de 1968 o Cinema Marginal ganha força e vários filmes são feitos, mas nem todos acabam entrando em cartaz. Os militares acabam censurando alguns. Todavia um filme conseguiu grande público e até mesmo bateu recordes nacionais. Estamos falando de “O Bandido da Luz Vermelha”, de Rogério Sganzerla (1968) que, além de grande sucesso com o espectador acaba por ganhar vários prêmios em festivais.

"O Bandido" foi um filme marco, um divisor de águas, mas não foi o único grande filme a ser lançado em 68. Câncer de Glauber Rocha também saiu do papel. Jardim de Guerra de Neville d'Almeida e Hitler no III Mundo de José Agripino de Paulo são alguns outros grandes filmes que estrearam o novo estilo de Cinema Brasileiro. 

O Cinema Marginal com certeza é um cinema de oposição ao Cinema Novo, apesar de o expoente máximo novista Glauber ter se aproximado bastante do tipo de produção Marginal. De certa forma os Marginais se ligaram com o legado do Cinema Novo com mais complexidade e cheio de nuanças.

Sganzerla antes de diretor já era respeitado como crítico de cinema do Jornal da Tarde e do Estadão. Ele e mais alguns jovens se identificaram com algumas posições do Cinema Novo e foram chamados de Cinema Novíssimo (1966-1967) por alguns críticos. Todavia acabaram, na evolução dos fatos, por radicalizá-las e ir em direção oposta.

Enquanto os velhos monstros do Cinema Novo idolatravam os europeus, os Marginais por sua vez eram fãs de cineastas americanos como Fuller, Welles e Hitchcock.

Júlio Bressane, importante cineasta dos Marginais, era um grande amigo de Glauber Rocha. No ano de 1968 voltava então de uma viagem com ele em que haviam ido a vários festivais e assistido a diversos filmes. Bressane tinha suas raízes fincadas no Cinema Novo, porém no ano de 1969 acaba por filmar “O Anjo Nasceu”, um dos grandes expoentes da nova escola da qual, a partir deste filme, faria parte.

Isso despertou a fúria de Glauber que escreveu o artigo “Udigrudi”, uma velha novidade, em que define o Cinema Marginal como “Jovens cineastas, como Tonacci, Sganzerla, Bressane, Neville e outros de menor talento, que se levantaram contra o Cinema Novo anunciando uma velha novidade: cinema barato de câmara na mão e idéia na cabeça.”
 
Sganzerla definiu o Cinema Novo como um cinema estrangeiro, europeu, diferente, um estilo cinematográfico de difícil compreensão ao público brasileiro, ao povo.
 
O modelo proposto pelos Marginais era um modelo de filme pobre, que questionava toda uma política cinematográfica e seu modelo padrão. As condições ideológicas da época, 68-70, propiciaram que algumas dessas propostas antigas fossem reativadas de maneira mais contundente, sem o freio a que foram submetidas no começo da década. Havia grupos armados de esquerda e torturas físicas à tona com as tais repreensões dos militares. Pregava-se uma contracultura, uma antiestética, toda uma rebeldia sessentista refletia a efervescência do movimento tropicalista e da vanguarda teatral (Teatro Oficina), pode-se inserir a pop - art nova-iorquina. A verdadeira rejeição do cinema bem feito em favor da tela suja e a estética do lixo.

A estética do lixo era, segundo autores, “o estilo mais apropriado para um país do terceiro mundo, na medida em que possibilita a transformação das sobras de um sistema internacional dominado pelo monopólio capitalista do primeiro mundo”. Isto é, cada país faz a forma de arte que sua economia permite.

Uma grande característica do Cinema Marginal é o uso de elementos estéticos urbanos, história em quadrinhos, propagandas, romances, meios de comunicação em massa (rádio e TV), jornalismo sensacionalista, o cinema em sua vertente consumista.

Com isso uma parte dos diretores do cinema novo acabou por abandonar as propostas mais radicais de questionamento da narrativa cinematográfica e caminhou em direção a conquista de mercado. Havia toda uma ruptura com os esquemas de produção da época. No Cinema Marginal o retorno financeiro se consolidou como uma característica rara no cinema brasileiro.

Rogério Sganzerla fez seus dois primeiros filmes com produção quase independente e conseguiu um bom sucesso comercial. Com o dinheiro recebido aplicou na criação da produtora Belair juntamente com Júlio Bressane, que entra com suas finanças pessoais. Os filmes da Belair foram responsáveis pelos traços mais radicais do grupo marginal em termos de um questionamento da narrativa cinematográfica. No total, a Belair produziu vários filmes entre longas e curtas. Merecem destaque “Barão Olavo, o Horrível”, “Família do Barulho”, “Cuidado Madame”, “Betty Bomba”, “A Exibicionista”, “Copacabana Mon Amour”, “Sem essa Aranha”.

O Cinema Marginal pode ser divido em várias categorias, os principais são os cineastas cariocas, baianos, mineiros e os paulistas (vale salientar que mais abaixo se pode encontrar toda a lista de filmes e diretores que compuseram o movimento, aqui detalharei somente os principais). Em torno de Sganzerla surgiu o movimento paulista que conseguiu uma boa inserção no mercado de exibição graças à produtora Belair. Além de o diretor de O Bandido da Luz Vermelha, no movimento paulista ainda fazem parte Ozualdo Candeias que além de A Margem também filmou Meu Nome é Tonho e A Herança. Outros grandes nomes é o de Andréa Tonacci que idealizou o grande Bang bang e João Silvério Trevisan que dirigiu Orgia ou o homem que deu cria.

No Rio o principal nome foi de Júlio Bressane, figura central no marginal carioca que até os dias de hoje continua fazendo grandes filmes. Além de O Anjo Nasceu, fez Barão Olavo, o Horrível, Crazy Love, Cuidado Madame, A Fada do Oriente, A Família do Barulho, Lágrima Pantera, Memórias de um Estrangulador de Loiras, O Rei do Baralho e o pretensioso Matou a Família e foi ao Cinema, todos estes durante os anos de 1969 a 1973. Outro destaque carioca é Elyseu Visconti seus principais filmes são Os Monstros de Babaloo e O Lobisomem, o Terror da Meia-Noite.

Em Minas Gerais Neville d´Almeida foi o grande mentor que juntamente com Sylvio Lanna, João Batista de Andrade e Geraldo Veloso faziam parte da divisão mineira. Algumas regiões possuíam certos centros de produções como a Boca da fome no Rio de Janeiro, a Boca do Lixo em São Paulo e a do inferno em Salvador.
 
Infelizmente muitos filmes deste gênero não puderam participar de festivais. O motivo seria segundo os dirigentes a falta de condições técnicas. A resposta dada pelos cineastas era “positivamente o deboche não e uma linguagem entendida aqui”. Com isso os Marginais excluídos acabavam organizando mostras paralelas, em Brasília era denominada I mostra de Horror nacional.

Na própria década de 70 os filmes marginalizados ganham um tom cult e vários festivais são criados para divulgar os filmes como é o caso da Semana do Cinema Maldito em Ipanema, Semana do Cinema Marginalizado Brasileiro, Mostra do Cinema, Ciclo de Cinema Bandido entre outros.

Movimento de Curtição e Horror, marcado pela esculhambo, irracionalidade, o próprio avacalho é considerado pioneiro do que mais tarde se chamaria pornochanchada.

Uma atriz merece amplo destaque, Helena Ignez atriz baiana que criou um estilo de atuar, debochada e extravagante. Atua em quase toda filmografia de seu na época parceiro amoroso Rogério Sganzerla. Antes teve relações com Glauber Rocha e posteriormente com Júlio Bressane. Acaba se tornando um ícone do Cinema Marginal tão importante quanto os demais pioneiros do movimento.

Paulo Villaça é outro grande ator dos Marginais. Interpreta o marcante bandido da luz vermelha, além de atuar em outros grandes filmes como Perdidos e Malditos,  Mangue Bangüê, Carnaval na Lama, Copacaba Mon Amour entre vários outros.

O fim do movimento se dá de forma trágica, no ínicio dos anos 70 a tensão obriga uma boa parte dos cineastas a emigrar em direção à Europa. Estiveram no exterior Julio, Rogério, Neville, Andréa entre outros. Atualmente o movimento está quase esquecido. Outro fator importante é o retorno de Neville ao Brasil e logo na sua reestréia nos cinemas brasileiros rompe com a marginalidade e atinge em cheio o mercado exibidor com A Dama da Lotação. A 5ª maior bilheteria da história do cinema nacional, quase 7 milhões espectadores no filme que tem como atriz principal Sônia Braga.
 
“O Terceiro Mundo já explodiu e o lixo está contaminando o universo!
Salve a boçalidade do submundo! 
Quem tiver de sapato não vai sobrar, não vai sobrar, não vai!
O negócio é o seguinte:
Quando a gente não pode fazer nada, a gente avacalha e se esculhamba!
O Bandido da Luz Vermelha".

Logo abaixo toda a filmografia dos cineastas que de forma direta ou indireta participaram do Cinema Marginal:
 
Luna Alkalay: Curtas e médias: 1969 - Lacrimosa, co-dir.: Aloysio Raulino; 1970 - Arrasta a bandeira colorida, co-dir. A. Raulino; 1973 - Sangria // Longa: 1974-75 - Cristais de sangue.

Neville d´Almeida: Curtas: 1966 - O bem-aventurado; 1972 - Lunch-Time // Longas: 1968 - Jardim de guerra; 1970 - Piranhas do asfalto; 1971 - Mangue-Bangue; 1972 -The night cats; 1973 - Surucucu Catiripapo; 1975 - A dama do lotação; 1977 - Os sete gatinhos; 1980 - Música para sempre, co-dir. Dudi Guper e Guaracy Rodrigues; 1982 - Rio Babilônia; 1989 - Amazon Encounter; 1990-91 - Matou a família e foi ao cinema; 1997 - Navalha na carne.

João Batista de Andrade: Curtas : 1963 - O lixo; 1966 - Liberdade de imprensa; 1968 - Cândido Portinari, um pintor de Brodósqui; 1971 - Eterna esperança; 1972 -Ônibus; Trabalhadores rurais; 1973 - Vera Cruz; Pedreira; 1975-76 - Buraco da comadre; Restos; O jogo do poder; Volantes, mão-de-obra rural; Batalha dos transportes; Escola de 40 mil ruas; Viola contra guitarra; Mercúrio no pão nosso de cada dia; 1978 - O caso Norte; Alice; 1979 - Greve!; Trabalhadores, Presente!; 1981 - Tribunal Bertha Luz; Por um lugar ao sol; A ferrovia do diabo; 1982 - 1932-1982: A herança das idéias 2; 21 de Julho; 1984 - Cubatão urgente // Longas: 1968 - Gamal, o delírio do sexo; 1969 - Em cada coração um punhal (3o. episódio: O filho da televisão; 1970 - Paulicéia fantástica; 1976 - Doramundo; 1978 - Wilsinho Galiléia; 1979 - O homem que virou suco; 1982 - A próxima vítima; 1987 - Céu aberto; 1987 - O país dos tenentes; 1995-96 - O cego que gritava luz; 1998-99 - O tronco.

Haroldo Marinho Barbosa: Curtas e médias: 1964 - O pau-de-arara; 1966 - Copacabana; 1967 - Dom Quixote; 1970 - Eu sou a vida não sou a morte; 1971 - Petrópolis; 1978 - Nélson Rodrigues; 1979 - A mulher de qorpo santo; 1983 - Visita ao Presidente // Longas: 1972 - Vida de artista; 1975 - Ovelha negra, uma despedida de solteiro; 1981 - Engraçadinha; 1986 - Baixo Gávea.

José Sette de Barros: Curtas e médias: 1975 - Cidade da Bahia; 1976 - Natureza torta; 1978 - Naturalista Krajsberg; Natureza e Escultura; Interior de Minas - As memórias do Dr. Lund; 1979 - Dr. Lund, o homem de Lagoa Santa; 1981 - O mundo gráfico de Goeldi; Um sorriso por favor; 1990-98 - Encantamento de Camargo Guarnieri; 2000 - A janela do caos // Longas: 1975-76 - Bandalheira infernal; 1977 - Casa das Minas; 1982-85 - Um filme 100% brasileiro; 1999 - O rei do samba.

Sérgio Bernardes Filho: Curta: 1967 - Venha doce morte // Longa: 1968 - Dezesperato.

Júlio Bressane: Curtas: 1966 - Lima Barreto, Trajetória; Bethânia bem de perto, co-dir. Eduardo Escorel; 1981 - Cinema Inocente // Longas: 1967 - Cara a cara; 1969 - O anjo nasceu; Matou família e foi ao cinema; 1970 - A família do barulho; Barão Olavo, o horrível; Cuidado Madame; 1971 - A fada do oriente; Crazy Love (Amor Louco); Memórias de um estrangulador de loiras; 1972 - Lágrima Pantera; 1973 - O rei do baralho; 1975 - O monstro Caraíba; 1977 - A agonia; 1978 - O gigante da América; 1982 - Tabu; 1985 - Brás Cubas; 1989 - Sermões; 1992 - Oswaldianas (1o. episódio: Quem seria o feliz conviva de Isadora Duncan); 1995 - O mandarim; 1996-97 - Miramar; 1999 - São Jerônimo. Júlio Calasso: 1966 - Copa 66 // 1970-71 - Longo caminho da morte. João Callegaro: Curtas: 1967-Alegria; 1968 - O suspense segundo Hitchcock;1979 - Papagaio; Papagaio, Motocross // Longa: 1968- As libertinas (3o. episódio: Ana); 1970 - O pornógrafo.

Jairo Ferreira: Curtas e médias: 1973 - O guru e os guris // Longas: 1975-77 O vampiro da cinemateca (super 8 ); 1978 - 80 - O insigne ficante (super 8).

Fernando Cony Campos: Curtas: 1964 - Brasília, Planejamento Urbano; 1965 - O Cristo flagelado; 1966 - O sol do labirinto; 1967 - Rio Amado; Do grotesco ao arabesco; 1969 - Tarsila do Amaral, co-dir. David Neves; O natal de Cristo; 1973 - Rebolo Gonzalez; Brasil de Pedro a Pedro, co-dir. Renato Neumann; 1974 - Pelo sertão, co-dir. R. Neumann; 1975 - Painel Tiradentes-Portinari; 1979 - Art-Noveau (Introdução), co-dir. Sérgio Sanz // Longas: 1964 - Morte em três tempos; 1967 - Viagem ao fim do mundo; 1968-69 - Um homem e sua jaula, co-dir. Paulo Gil Soares; 1970 - Uma nega chamada Teresa; Sangue quente me tarde fria, co-dir. Renato Neumann; 1977 - Ladrões de cinema; 1983 - O mágico e o delegado.

Ozualdo Candeias: Curtas: 1959 - Polícia feminina; 1962 - Ensino industrial; 1974 - Zézero; 1976 - A visita da velha senhora; Candinho; 1977 - Boca do Lixo: Cinema // Longa: 1967 - A margem; 1968 - Trilogia do terror (2o. episódio: "O Acordo"); 1969 - Meu nome é Tonho; 1971 - A herança; 1973 - Caçada sangrenta; 1979-81 - A opção ou As rosas da estrada; 1982 - Manelão, o caçador de orelhas; 1983 - A freira e a tortura; 1987 - As belas da Billings; 1992-93 - O vigilante.

Maurice Capovilla: Curtas: 1962 - União; 1963 - Meninos do Tietê; 1964-65 - Subterrâneos do futebol; 1966 - Esportes no Brasil; 1968 - Ensino Vocacional; O rio do sono; 1971 - Terra dos Brasis; O poder jovem; A indústria e a moda; O pão nosso de cada dia; 1973 - Revolução do consumo; Do grande sertão ao beco da Lapa; 1974 - Bahia de Todos os Santos; O homem que comprou a morte; O cantoreador do Nordeste; 1975 - O último dia de Lampião; 1976 - As cidades do sonho; História de um político; 1977 - O mundo maravilhoso do circo; Os homens verdes da noite; Raízes populares do Nordeste // Longas: 1967 - Bebel, a garota propaganda; 1968 - Brasil Verdade (episódio: Subterrâneos do Futebol); 1969 - O profeta da fome; 1970 - Vozes do medo (episódio: Loucuras); 1971 - As noites de Iemanjá; 1976 - O jogo da vida; 1978 - Copa 78, o poder do futebol; 1980 - O boi misterioso e o vaqueiro menino.

Ivan Cardoso: Curtas: 1970 - Amor e tara; 1973 - Moreira da Silva; 1974 - Alô, Alô Cinédia; Museu Goeldi; 1976 - Ruínas de Murucutu; 1978 - O universo de Mojica Marins; Dr. Dyonélio; História do olho; Curiosidades de vidas irregulares; 1980 - H.O.; 1999 - À meia-noite com Glauber // Longas: 1977-81 - O segredo da múmia; 1983 - Os bons tempos voltaram, Vamos gozar outra vez (1o. episódio: Sábado Quente); 1984-86 - As sete vampiras; 1989-91 - O escorpião escarlate.

Carlos Frederico: Curtas: 1965 - Garoto da calçada; 1966 -Manequim-Fábulas; 1967 - Noturno de Goeldi; 1969 - Isto é Lamartine; 1974 - Ukrinma Krinkin // Longas: 1970 - A possuída dos mil demônios; 1978 - Lerfa Mu. Carlos Alberto Prates Correia: Curtas: 1966 - Milagre de Lourdes // Longas: 1968 - Os marginais (1o. episódio: "Guilherme"); 1970 - Crioulo doido; 1975 - Perdida; 1979 - Cabaré mineiro; 1984 - Noites do sertão; 1989 - Minas-Texas.

Carlos A. Ebert: Curtas: 1963 - Passes; 1968 - Mar Morto; // Longas: 1970 - República da traição.

Emílio Fontana: Curta: 1968 - Lasar Segall // Longas: 1970 - Nenê Bandalho; 1982 - O último vôo do condor.

Álvaro Guimarães: Curta: 1962 - Moleques de rua // Longa: 1970 - Caveira my friend.

Sylvio Lanna: Curtas: 1967 - Roteiro do gravador; 1968 - Superstição e Futebol; 1973 - Forofina (To Africa - L'Afrique - Na Africa); 1983 - Eugênio Gudin - o homem de dois séculos, co-dir. Hilton Kauffmann e Júlio Wolhgemuth // Longa: 1970 - Sagrada Família.

Walter Lima Jr.: Curtas: 1971 - Arquitetura: a transformação do espaço; 1975 - José Lins do Rego; 1977 - Conversa com Cascudo; 1978 - Joana Angélica; 1981 - Em cima da terra e embaixo do céu // Longas: 1965 - Menino de engenho; 1967-68 - Brasil ano 2000; 1970 - Na boca da noite; 1973-77 - A lira do delírio; 1979-85 - Chico Rey; 1982 - Inocência; 1986 - Ele, o boto; 1995 - O monge e a filha do carrasco (The Monk and Hangman´s Daughter); 1996-97 - A ostra e o vento.

Schubert Magalhães: Curtas: 1968 - Aleluia; 1978 - Tradição no serro do frio; 1980 - O círculo das águas // Longas: 1970 - O homem do corpo fechado; 1983-84 - Elas e os homens.

José Mojica Marins: Longas: 1957 - Sina de aventureira; 1961 - Meu destino em suas mãos; 1964 - À meia-noite levarei sua alma; 1965 - O diabo de Vila Velha; 1966 - Esta noite encarnarei no teu cadáver; 1967 - Trilogia do terror (3o. episódio: "Pesadelo macabro"); O estranho mundo de Zé do Caixão (1o. episódio: "O fabricante de bonecas"; 2o. episódio: "A tara"; 3o. episódio: "A Ideologia"); 1969 - Ritual de sádicos; 1970 - Sexo e sangue na trilha do tesouro; 1971 - Finis Hominis; Dgajão mata para vingar; 1972 - Quando os deuses adormecem; 1973 - A virgem e o machão; 1974 - Exorcismo negro; 1975 - Como consolar viúvas; 1976 - Inferno carnal; 1977 - A mulher que põe a pomba no ar, co-dir. Rosângela Maldonado; 1977-78 - Delírios de um anormal; 1978 - Perversão; O mundo, mercado do sexo; 1983 - A 5a. dimensão do sexo; 1984 - 24 horas de sexo ardente; 1985 - 48 horas de sexo alucinante; 1986 - O dr. Frank na Clínica das Taras.

André Luiz Oliveira: Curtas: 1969 - Doce amargo; 1972 - A fonte; 1976 - Ladeiras de Salvador // Longas: 1969 - Meteorango Kid, o herói intergalático; 1975 - A lenda do Ubirajara; 1994 - Louco por cinema.

José Agrippino de Paula: Longa: 1968 - Hitler 3o. mundo.

Carlos Reichenbach: Curtas: 1966-69 - Esta rua tão Augusta; 1979 - Sonhos de vida; M da minha mão; 1995 - Olhar e sensação // Longas: 1968 - As libertinas (1o. episódio: "Alice"); 1969 - Audácia, fúria dos desejos (Prólogo - 1o. episódio: "A Badaladíssima dos Trópicos"); 1971 - Corrida em busca do amor; 1974 - Lilian M: Relatório confidencial; 1977 - Sede de amar (Capuzes Negros); A ilha dos prazeres proibidos; 1978 - Império do desejo; 1979 - Amor palavra prostituta; 1980 - Paraíso proibido; 1982 - As safadas (1o. episódio: "A Rainha do Fliperama"); 1983 - Extremos do prazer; 1985 - Filme Demência; 1986 - Anjos do arrabalde (As professoras); 1988 - City Life (episódio: "Desordem em Progresso"); 1992-94 - Alma corsária; 1998-99 - Dois córregos.

Glauber Rocha: Curtas: 1957-59 - Pátio; 1965 - Amazonas Amazonas; 1966 - Maranhão 66; 1968 - 1968; 1976 - Di; 1977 - Jorjamado no cinema // Longas: 1960-61 - Barravento; 1963 - Deus e o diabo na terra do sol; 1966 - Terra em transe; 1968-72 - Câncer; 1968 - O dragão da maldade contra o santo guerreiro; 1969 - Der leone have sept cabezas (O Leão das Sete Cabeças); 1970 - Cabezas cortadas (Cabeças Cortadas); 1972-74 - História do Brazyl, co-dir. Marcos Medeiros; 1974 - As armas e o povo; 1975 - Claro; 1978-80 - Idade da Terra.

Rogério Sganzerla: Curtas: 1966 - Documentário; 1969 - Histórias em quadrinhos, co-dir. Álvaro Moya; Quadrinhos no Brasil, co-dir. A. Moya; 1971 - Fora do baralho; 1976/77 - Viagem e descrição do Rio Guanabara por ocasião da França Antártica; 1981 - Brasil; 1981 - Noel por Noel; 1990 - Isto é Noel Rosa; 1991-Linguagem de Welles; //Longas: 1968 - O bandido da luz vermelha; 1969 - A mulher de todos; 1970 - Sem essa Aranha; Copacabana mon amour; Carnaval na lama; 1971 - Fora do baralho; 1971-77 - Mudança de Hendrix; 1977 - Abismu; 1980-86 - Nem tudo é verdade; 1990 - Istoé Noel Rosa; 1993 - Oswaldianas (5o. episódio: "Perigo Negro"); 1995/98 - Tudo é Brasil.

Andrea Tonacci: Curtas: 1965 - Olho por olho; 1968 - Bla Bla Blá; 1978 - Novos baianos, Hermeto e Macalé // Longas: 1971 - Bang Bang; 1975 - Interprete mais, ganhe mais; 1977 - Conversas no Maranhão.

João Silvério Trevisan: Curta: 1968 - O&A; 1969 - Contestação // Longa: 1970 - Orgia ou homem que deu cria.

Geraldo Veloso: Curtas: 1971 - Olerol; 1978-79 - Toda a memória de Minas; 1983 - N.S.O. // Longas: 1970 - Perdidos e malditos; 1975 - Homo Sapiens; 2000 - O circo das qualidades humanas, co-dir. Milton Alencar, Paulo Augusto Gomes e Jorge Moreno.

Elyseu Visconti: Curtas: sem data dos anos 60: O moleque e a pipa; Folguedos populares; A feira de Juazeiro; 1965 - Semana da cultura brasileira em Praga; Monólogo; 1968 - Folia do divino; 1970 - Romaria; Bom Jesus da Lapa, salvador dos humildes; Elyseu Visconti, arte gráfica e industrial; 1971 - Sertanejas; 1972 - Giuventu; Índia mística; Budismo no Ceilão; 1973 - Paquistão; Turquia: Gorema e a Capadócia; 1978 - Ticumbi; Caboclinhos Tapirapé; Maracatu, Estrela da tarde; 1979 - Feira de Campina Grande; Boi Calemba; Cavalo marinho da Paraíba; 1981 - Guerreiros de Alagoas; 1982 - Pastoril; 1987 - Sindicalismo no Brasil // Longas: 1970 - Os monstros do Babaloo; 1971 - Lobisomem, terror da meia-noite.

Paulo Rufino: Curtas: 1968 - Lavra dor; 1970 - A fiandeira; 1980 - O homem habita em poeta; 1984 - Os homens do presidente; 1992 - Pequena história; 1995 - Escola básica; 1996 - Batata e o banco // Longas: 1991 - O canto da terra.

José Celso Martinez Correa - Médias: 1975 - O parto, co-dir: Celso Lucas // Longas: 1971-81 - O rei da vela, co-dir: Noilton Nunes; 1975 - 25, co-dir: Celso Lucas.

Flávio Moreira da Costa - Curtas: 1966 - Situação; 1967 - Un jour, un film; 1968 - Chico, retrato em branco e preto; 1980: Chico Buarque 1968 // Longas: 1969 - América do sexo (episódio "Balanço")

André Faria Jr. - Longas: 1970 - Prata Palomares.

Leon Hirszman - Curtas: 1964 - Maioria absoluta; 1969 - Nelson Cavaquinho; 1974 - Megalópolis; Ecologia; 1975 - Cantos do trabalho: mutirão; 1976 - Cantos do trabalho: cacau; Cantos do trabalho: cana-de-açúcar; 1976-82 - Partido alto; 1977 - Rio, carnaval da vida // Longas: 1962 - Cinco vezes favela (episódio "Pedreira de São Diogo"); 1965 - A falecida; 1967 - Garota de Ipanema; 1969 - América do sexo (episódio "Sexta-feira da Paixão, Sábado de Aleluia"); 1972 - São Bernardo; 1977 - Que país é este?; 1979-90 - ABC da greve; 1981 - Eles não usam black-tie; 1983-86 - Imagens do inconsciente (filme em três partes: "Em busca do espaço cotidiano", "No reino das mães" e "A barca do sol"); 1984-96 - Bahia de todos os sambas, co-dir: Paulo César Saraceni.

Celso Luccas - Médias: 1975 - O parto, co-dir: José Celso Martinez Correa; 1986 - Brasília, capital dos cerrados; 1998 - Parque da serra // Longas: 1975 - 25, co-dir: José Celso Martinez Correa; 1990-96 - Mamazônia - A última floresta, co-dir: Brasília Mascarenhas. 2002 - Fragmentos da China, co-dir: Brasília Mascarenhas.

Rubens Maia - Longas: 1969 - América do sexo (episódio "Bandeira zero").

Álvaro de Moya - Curtas: 1969 - HQ, co-dir: Rogério Sganzerla; Quadrinhos no Brasil, co-dir: Rogério Sganzerla.

Aloysio Raulino - Curtas e Médias: 1967 - São Paulo; 1968 - Retorna, vencedor; 1968-69 - Ensino vocacional, direção coletiva; 1969 - Rua 100/Nova Iorque, co-dir: Plácido de Campos Jr.; 1969-70 - Lacrimosa, co-dir: Luna Alkalay; 1970 - Arrasta a bandeira colorida, co-dir: Luna Alkalay; 1971 - Jardim Nova Bahia; 1972 - Atelia / Atelier infantil de arte; Expressão corporal; 1974 - Teremos infância; 1975 - Tarumã, co-dir: Mário Kuperman; 1976 - Apocalipsis; 1978 - Porto de Santos; 1980 - O tigre e a gazela; 1981 - A morte de um poeta; 1985 - O inventário da rapina // Longas: 1970 - Vozes do medo (episódio "A santa ceia"); 1981-82 - Noites paraguaias.

Sérgio Santeiro - Curtas: 1966 - Paixão; 1969 - O guesa; 1970 - Volta Redonda, a capital brasileira do aço; 1971 - A indústria do solúvel; 1972 - Klaxon; 1973 - Humor amargo; 1975 - Viagem pelo interior paulista; 1976 - Universidade fluminense; 1977 - Primeiros cantos; 1979 - Morto no exílio; Ismael Nery; 1983 - Isto é Brasil; 1986 - Isso é problema seu; 1987 - Encontro com Prestes.

Sebastião de Souza - Curtas: 1968 - Festa do divino; 1969 - O cu da mãe // Longas: 1969 - Em cada coração um punhal (episódio "Transplante de mãe"); 1975 - O quarto da viúva.

Roman Stulbach - Curtas: 1968 - Por exemplo Butantã; 1968-69 - Ensino vocacional, direção coletiva; 1971 - Steinberg; 1974 - Missa do galo; 1979 - Goteiras na alma // Longas: 1970 - Vozes do medo (episódio "O mundo é cor de rosa").

Fonte: http://www.cinemamarginal.com.br
Mais informações: http://www.heco.com.br

Por Lucas Murari, em 03/03/2007
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