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Corrida do Ouro - Falando Outra Língua

Categoria: Premiações
Por Francisco Carbone
Nossas apostas para melhor filme estrangeiro

Uma das corridas mais imprevisíveis do ano (em qualquer ano) cai nos filmes estrangeiros. Mesmo depois de tanto anos e mudanças, a Academia parece estar sempre atrasada na categoria, mesmo que eventualmente considere adaptar frequentemente sua lisura nesse quadro. No fim das contas, continua tudo sendo muito confuso e injusto com tantos países e opções, nunca chegando a um quadro de real melhoria e tendo anualmente histórias bem tristes para contar em torno de filmes espetaculares que não conseguem a indicação. Não apenas espetaculares, mas muitas vezes extremamente populares e premiados no mundo todo, inclusive entre eles.

Na década passada, depois de esnobadas históricas como a do nosso Cidade de Deus, do Caché de Michael Haneke e de 4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias de Cristian Mungiu, ficou claro que estava tudo errado e algo precisava ser feito. Desde então, a categoria conta com os votantes habituais e selecionados (que precisam provar terem visto os mais de 80 títulos pré-selecionados), e um plus de um séquito especializado que tem como missão escolher 4 títulos além dos 5 que esse grupo de votantes escolhem; esses 9 filmes iniciais são a peneira que define quem ainda está no jogo e é divulgada geralmente na segunda metade de dezembro. É desse grupo de 9 que sairão enfim os 5 indicados, a serem anunciados no comum a todas as outras categorias - esse ano, 22 de janeiro.

Imaginava-se que esse grupo de especialistas teria vindo para corrigir os grosseiros erros que motivaram essa mudança mais recente, mas ano a ano os erros não param de acontecer, ou alguém já esqueceu a esnobada a Elle de Paul Verhoeven, simplesmente o filme não-falado em inglês mais premiado nos EUA há dois anos? Com todos os erros e absurdos correntes, já sabemos que ao menos 1 ou 2 títulos muito fortes ficarão de fora até dessa lista inicial. Como é impossível prever os motivos dessa exclusão, anualmente os previsores apenas destacam os favoritos e rezam muito para que grandes filmes não sejam excluídos, e que a justiça prevaleça.

É assim que farei abaixo. A lista inicial desse ano diminuiu 10 pré-selecões em relação ao ano passado, e é bom dizer que nós, que enviamos O Grande Circo Místico de Cacá Diegues, não temos qualquer chance mais uma vez. Mas poderemos torcer por uma nova vitória latino americana pelo segundo ano seguido. Vamos as apostas:


1) Por que Roma?

Bom, a resposta a essa pergunta poderia ser 'porque sim', e encerrar o tópico. Provavelmente o filme em qualquer língua mais aclamado do ano nos EUA, Alfonso Cuarón está rindo a toa. Deve chegar a umas 10 indicações com seu filme, está se preparando para ganhar alguns prêmios, e já começou ganhando o Leão de Ouro em Veneza. Se prepara para tomar de assalto a corrida e está com sede de muito mais para além dessa categoria, mas ele precisa demonstrar seu poderio já aqui, e isso não será difícil. Nunca um filme estrangeiro que concorreu na categoria principal perdeu aqui, e não será agora. A história da babá de Cuarón cruzou o México e agora está prestes a ganhar o mundo. O empecilho: Netflix. O serviço de streaming esse ano mostra o alcance do seu poder. 


2) Por que Guerra Fria?

Pawel Pawlikowski acabou de passar por aqui faz apenas três anos, levando para casa o boneco por Ida. A Polônia voltou a indica-lo e ele deve voltar a concorrer aqui e em fotografia, mais uma vez filmando em maravilhoso p&b. Com uma história mais envolvente e um apelo comercial maior, Pawlikowski mostra dessa vez a história de amor entre um maestro e uma cantora, que durante quase 10 anos passam por diversos encontros e desencontros por causa da guerra. Já considerado de casa, o polonês saiu de Cannes com o prêmio de direção, é o campeão de indicações ao European Film Awards e quer ser uma pedra no sapato de Cuarón.


3) Por que Assunto de Família?

Hirokazu Kore-Eda é velho conhecido do público brasileiro, que é fã da sua delicadeza, de seu viés naturalista e há anos o prestigia no cinema. Esse ano Cannes mostrou que não apenas o Brasil e o Japão o amam, dando a ele a Palma de Ouro, considerada uma das melhores da década. De apelo popular largo e de fato sendo um dos mais belos filmes da temporada, além de cinematograficamente impressionante, o longa japonês poderia ser uma opção caso o mexicano acabe se tornando o favorito na categoria principal. A história da mais disfuncional de todas as famílias é lindíssima e vai comover a todos. Estará o Oscar preparado para ela?


4) Por que Cafarnaum?

De uma hora pra outra, o Líbano virou um queridinho do Oscar. Foram diversas indicações recentes, e o país foi acumulando um respeito junto à Academia. Esse ano não apenas os americanos aparentam ter se dobrado a eles, porque Cannes (de novo eles...) deu a Nadine Labaki o prêmio do júri. Nadine já estava na alça de mira para a consagração e o longa sobre o menino que quer processar os pais por terem o posto no mundo é daqueles que nem o mais duro dos corações passa incólume. É a evolução e a ascensão de uma cineasta, que demonstra muita garra e talento nesse projeto típico para ganhar. Pena que na maior chance do país seja exatamente em ano tão competitivo para a categoria.


5) Por que Girl?

A Bélgica praticamente selou seu destino já em Cannes, quando o filme de Lukas Dhont saiu com o prêmio Camera D'Or para diretores estreantes, entre outros. Um dos mais aplaudidos filmes do ano, além de tudo o longa conta a história certa para o momento: uma bailarina trans em processo diário de transformação e luta, enquanto desabrocham seus próprios sentimentos. O filme é outra aposta da Netflix na categoria, e eu acredito que especificamente aqui o streaming se dê bem, porque acaba popularizando filmes de difícil acesso a todos. A sensibilidade do filme pode também ser um diferencial para um projeto cuja visibilidade nunca é demais.


6) Por que Culpa?

Outro país que a Academia adotou pra si e que acaba sempre enviando títulos competitivos, a Dinamarca enviou o estreante Gustav Möller e seu suspense psicológico para a zona de combate do Oscar. O filme já é um sucesso entre a crítica americana e sua presença na listagem dos 9 é considerada uma barbada. O filme tem um desenvolvimento hipnótico e uma condução que está dando o que falar. Ganhou prêmios em diversos festivais incluindo Sundance, o filme conta a história de um policial que recebe o telefonema de uma mulher sequestrada, e o filme conta essa história em tempo real com esse único ator em cena. Uma produção que pode ir longe na competição com certeza.


7) Por que Em Chamas?

Apesar de ter indicado três filmes orientais num mesmo ano em 94, é muito raro o Oriente conseguir emplacar mais de um candidato no ano. Ainda assim, a Coreia do Sul tem esse exemplar incrível de cinema que os próprios americanos já aprovaram, e seria incrível vê-lo fazer companhia ao Japão. O filme é um drama com toques de suspense que mostra o envolvimento nada ortodoxo de um rapaz com a jovem por quem é apaixonado e um homem que ela conhece, de posses, que passa a domina-los. O diretor Lee Chang-Dong é um dos melhores da atualidade e seu filme pode ser uma surpresa da lista, com sua combinação de romance, mistério, sexo e psicologia, também premiado em Cannes, com o FIPRESCI.


8) Por que Gräns?

O sueco vencedor do prêmio da Un Certain Regard em Cannes é, junto com o candidato abaixo do Reino Unido, dos bichos mais raros da seleção desse ano. Dirigido por Ali Abbasi, o filme é uma fantasia alucinógena que está conquistando a América de tal maneira que até uma indicação pra maquiagem é cogitada. Sua trama é tratada a sete chaves por quem já viu para evitar os temidos spoilers, mas todos garantem se tratar de um filme de grande estranheza porém extrema beleza também, e um desses casos onde a estranheza pode fazer a diferença na categoria, como no passado o fizeram 'Corpo e Alma', 'A Teta Assustada' e 'Lobo do Deserto'. A Suécia é um país que há muito tempo não aparece entre os indicados, e esse ano a Europa está fazendo falta, isso também pode pesar a favor dele. 


9) Por que Eu Não Sou Uma Bruxa?

Países de língua inglesa dificilmente candidatam filmes a essa categoria, como é o caso principalmente do Reino Unido, mas isso não quer dizer que não aconteça, inclusive nem seria a primeira vez que a indicação ocorreria. Dirigido por Rungano Nyoni, o filme é uma aclamada e polêmica produção que mostra a vida de uma menina que é considerada bruxa por sua vila após uma banalidade, e enviada para um campo onde será treinada para adquirir seu lugar como tal. Essa categoria ultimamente tem escolhido sempre um candidato que represente práticas e/ou imagens que liguem a algum exotismo local, ao menos para os padrões quadrados americanos, como no filme sueco. Esse pode ser um dos candidatos ideais para essa vaga.


10) Por que Nunca Deixe de Lembrar?

A Alemanha é um país de tradição na categoria e Florian van Haeckel Donmersmack é o último vencedor deles, por A Vida dos Outros. Depois disso foi cooptado para o cinema americano onde cometeu atrocidades. De volta ao seu país, ele competiu em Veneza e agora tenta voltar aos bons tempos com essa saga de 3 h de duração contando uma história de amor e obsessão entre dois jovens estudantes de arte, e o pai de um deles que deseja separá-los.

E onde ficam Uma Noite de 12 Anos, O Anjo, Yomeddine, Memórias da Dor e Dogman? Bom, todos na torcida para que seus filmes consigam cair nas graças que é essa incógnita que é a categoria de melhor filme estrangeiro. Até semana que vem, aqui na Corrida do Ouro
Por Francisco Carbone, em 28/11/2018
Comente no Cineplayers (2)
Por Walter Prado, em 29/11/2018 | 17:53:10 h
E convenhamos, em geral a Academia não é fã do cinema asiático, a não ser quando existia Kurosawa. Coréia do Sul, por exemplo, nunca foi indicada.
Por Walter Prado, em 29/11/2018 | 17:51:49 h
"o longa japonês poderia ser uma opção caso o mexicano acabe se tornando o favorito na categoria principal"

Na verdade o Oscar não faria isto, pois não teria lógica. Se Roma vence a categoria principal, tem que vencer aqui também. Uma divisão neste caso é ilógica e incoerente.

"A Suécia é um país que há muito tempo não aparece entre os indicados"

E como assim? A Suécia foi indicada nos 2 últimos anos.
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