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... E o Vento Levou

(Gone With the Wind, 1939)
Por André Luís da Silva Coutinho Avaliação:                   9.5
Este comentário é recomendado pela equipe Cineplayers.

O que dizer sobre um dos filmes mais influentes da história da Sétima Arte? O drama épico de 4 horas dirigido por Victor Fleming dispensa apresentações. Todo indivíduo do planeta já deve ter ouvido o nome “...E o Vento Levou” ou o carro-chefe da trilha sonora conhecido como “Tema de Tara”, que é a ação dos ventos em forma de música, seja suave ou violenta. Em GONE WITH THE WIND, conhecemos a história da jovem Scarlett O’Hara, seus amores, ilusões, tragédias e dificuldades em um tempo cruel da Guerra Civil americana entre a Confederação e os ianques.

O primeiro ponto a apontar são as atuações, dando destaque aos protagonistas Scarlett e Rhett, interpretados pelos astros Vivien Leigh e Clark Gable, respectivamente. Ela estava em ascensão, enquanto o galã das comédias românticas já tinha sido premiado com uma estatueta pelo sensacional IT HAPPENED ONE NIGHT. Mas foi no épico de Fleming que ele deu seu show dramático. Na hora final do longa, o personagem Rhett, que tinha dado o melhor de seu charme cafajeste até então, se transforma em um marido amargurado pelos ciúmes. Algumas das melhores cenas do final são protagonizadas por ele. Já a personagem de Leigh, a estonteante Scarlett O’Hara, deixa os telespectadores em conflito. Por um lado, temos uma mulher egoísta, sedutora e que não se preocupa em decepcionar pessoas que a amam para chegar em seu objetivo. Por outro, temos uma jovem sofrida, deprimida e iludida, que sempre é derrubada pelos olhos da sociedade ou pelo pesar da guerra, mas que sempre arruma algum jeito de se levantar e lutar. Torcemos para ela ou não? A atriz, bem jovem ainda, atua essa ambiguidade de maneira exemplar.

E quem pensa que os coadjuvantes não têm muito desenvolvimento está enganado. Personagens como a gentil Melanie (Havilland) e a descontraída Mammy (McDaniel) apresentam muito desenvolvimento. McDaniel, a primeira afro-descendente a ganhar um Oscar, faz um trabalho competente como a escrava doméstica dos O’Hara, sempre com uma atitude materna e com alguns diálogos muito engraçados. Já a senhorita Melly, meiga e doce rival de Scarlett, atua simplesmente com os olhos, sem precisar da ajuda de palavras para representar suas emoções.

O roteiro é exemplar! Além de apresentar diálogos mais romantizados que já conhecemos bem hoje em dia, também nos presenteia com monólogos surpreendentes. A cena em que Scarlett, sem comida e com a casa saqueada, desabafa aos céus no meio de um campo morto chega a dar arrepios, pela força da protagonista e pelas palavras majestosas que saem de sua boca. Não é exagero falar que o filme apresenta vários gêneros além de romance e drama. Temos ação, em uma certa fuga de carruagem no meio das chamas; aventura, em diversos momentos de viagens por paisagens magníficas e aterrorizantes ao mesmo tempo; e um pouco de comédia nas primeiras cenas de Gable.

A direção de arte e o figurino estão de encher os olhos. As roupas dos personagens combinam com a situação em que eles se encontram. Em horas mais difíceis, Scarlett usa um vestido vermelho sangue, bem diferente das vestimentas amarelas e brancas que a mesma usava no começo, quando a tensão ainda estava baixa. A direção de arte está fantástica. Cada construção, tanto no exterior quanto no interior estão belíssimas, até mesmo para a média de hoje.

Mas, nos aspectos técnicos, o que realmente impressiona é a trilha sonora e a fotografia. As músicas combinam perfeitamente com as respectivas cenas, principalmente quando o pai de Scarlett observa a paisagem de Tara com a filha e a música tema ecoa suavemente, como uma brisa no crepúsculo. Outro exemplo é a cena final, em que vemos o mesmo plano da cena apontada anteriormente, mas com uma tonacidade musical bem mais violenta, simbolizando que as mudanças foram grandes até ali.

A fotografia é a força da história! Temos os momentos de crepúsculo, em que o céu fica avermelhado como a cor da terra em Tara. O interior da casa de Rhett e Scarlett perto do fim são mais escuros, demonstrando aquele sentimento de angústia e sofrimento que ambos os personagens sofrem naquele momento. A cena da fuga com a carruagem no meio das chamas da guerra é inesquecível e aterrorizante por causa da fotografia.

Enfim, GONE WITH THE WIND é um drama épico impressionante com uma longa duração, mas que consegue prender sua atenção por essas 4 horas. Um romance que retrata as vidas destruídas na guerra, as diferenças sociais entre homens e mulheres na época e ilusões e conflitos amorosos que podem culminar em tragédias familiares. Isso além de apresentar a civilização da época, que fora mudada ao longo dos anos. “Uma civilização que o vento levou...”

Por André Luís da Silva Coutinho, em 02/06/2016 Avaliação:                   9.5
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• Vlademir Lazo 10.0
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