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1492: A Conquista do Paraíso

(1492: Conquest of Paradise, 1992)
Por Weliton Vicente Avaliação:             6.5
Este comentário é recomendado pela equipe Cineplayers.

Para comemorar os 500 anos de descobrimento da América, Ridley Scott aceitou dirigir este "1492: A Conquista do Paraíso". Trata-se de um projeto grandioso que envolveu técnicos e elenco de peso para dar vida à viagem de Colombo à América. O filme não teve indicações ao Oscar, apenas ao Golden Globe de trilha sonora para Vangelis. Infelizmente a produção foi um fracasso de bilheteria; os $47milhões investidos nos 154 minutos do filme renderam apenas $7,191,399 nas bilheterias americanas.

Pode-se notar em seus filmes, que uma das grandes qualidades de Ridley Scott é o apuro visual caracterizado por efeitos visuais de primeira qualidade, locações que tentam nos passar uma idéia clara do ambiente em que ocorreram os acontecimentos, figurinos baseados em pesquisas aprofundadas sobre os padrões de vestuário do período e reprodução de objetos e artefatos característicos das épocas que procura apresentar em seus filmes.

Tendo as atenções internacionais voltadas para o resultado de seu trabalho, Scott fez com que "1492 - A Conquista do Paraíso" viesse a ser um épico de grandes qualidades, principalmente nas áreas que domina bem (figurinos, locações, e reprodução de época). Além disso, contou com o apoio da magistral trilha sonora do grego Vangelis Papathanasiou com forte influência moura para dar uma aura mais clara de vitória, conquista e êxtase, assim como de religiosidade, à chegada de Colombo a América. E não é para menos, afinal trata-se do histórico 'descobrimento da América'.

Gerard Depardieu convence como Cristóvão Colombo, e a história contada aqui também é convincente. O filme mostra a grande luta que o navegador teve que empreender para conseguir o apoio necessário para realizar sua viagem, sofrendo restrições por parte dos religiosos, enfrentando o desdém dos políticos e a indiferença dos comerciantes para chegar ao seu intento. Apenas com o apoio do banqueiro Santangél e da rainha Isabel da Espanha (Sigourney Weaver, um tanto pouco deslocada no papel) Colombo conseguiu reverter sua perspectiva e permitir que viesse a inscrever seu nome na História das navegações e da humanindade.

Um dos méritos do filme é nos colocar lado a lado com a trajetória de Cristóvão Colombo, acompanhando-o nas caravelas, como que sofrendo com ele os reveses de uma viagem longa e desgastante e triunfando com o desembarque em terras americanas em 1492.

A seqüência da chegada ao som de "Conquest of Paradise" é deslumbrante, os homens se jogando ao chão, os passos de Colombo, as cores das bandeiras e os sons que acompanham esse momento permitem-nos entender como foi grandioso esse acontecimento (e aqui se nota algo curioso: somente o cinema pode dar ao espectador a chance de vivenciar situações como a da chegada dos europeus na América, enchendo esse de glamour, uma sensação de realização, de grandiosidade; depois de comtemplar algo tão grandioso provavelmente se estívéssemos ao lado de Colombo vendo-o no instante em que desembarcou ficaríamos desapontados, faltariam os fatores presentes nesta produção que acabam tornando o filme encantador).

Os momentos de sofrimento e humilhações de Colombo e da tripulação também aparecem no filme. Colombo passou rapidamente de homem festejado a inimigo do estado, seus méritos como navegador foram considerados como indiscutíveis, porém, sua capacidade como administrador deixou muito a desejar. Seus projetos em terras americanas foram grandes fracassos e, as despesas que realizou tornaram-no indesejado na corte espanhola.

Não se pode negar o apuro técnico de "1492": fotografia, figurinos, direção de arte, trilha sonora, montagem. Porém, faltou um pouco mais de consistência no roteiro que explicou a chegada de Colombo. Algumas cenas são mais demoradas que o necessário, o que prejudica o ritmo do filme que acaba se tornando um pouco lento. A direção de Scott foi apenas correta e ele não mostrou nenhuma novidade, preferindo apegar-se ao papel de dirigir um épico.

"1492: A Conquista do Paraíso" não é um filme fenomenal; é um bonita versão romanceada de fatos histórico, e nessa área o filme funciona.

Por Weliton Vicente, em 06/04/2008 Avaliação:             6.5
Notas - Equipe
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• Daniel Dalpizzolo 4.0
• Régis Trigo 5.0
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