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A Conquista do Planeta dos Macacos

(Conquest of the Planet of the Apes, 1972)
Por Daniel Borges Avaliação:               7.5
Este comentário é recomendado pela equipe Cineplayers.

Quando foi lançado A Conquista do Planeta dos Macacos em 1972, a série já tinha conquistado seu espaço na cultura americana e reconhecimento de crítica e público, tornando-se uma das sagas mais interessantes e cativantes do cinema naquele período. Quando era divulgado mais uma continuação, todos corriam para lotar os cinemas e acompanhar o desenrolar de uma história que parecia não ter fim, sempre envolvente e chamativo com seus temas fantasiosos que cativava crianças e adultos. Mas aqui ocorre uma mudança drástica no quesito temática, se comparado com a trama leve e descompromissada do terceiro capítulo. Aqui a violência parece tomar toda a projeção, através de cada respiração dos macacos, o suspense ganha um contorno maior e a crítica social e politizada parece ter retornado para ficar e comandar o desenrolar da história. O que se nota neste quarto episódio, é que não se trata de um filme leve para crianças, mas sim um retrato brutal de uma realidade que não estava longe daquele período, o tempo dos conflitos, da revolução e do clamor das tensões.

Violento e politicamente perturbador, A Conquista do Planeta dos Macacos se passa em uma sociedade moderna, mais por volta do início da década de 90, ou seja, mais ou menos 20 anos após o nascimento de César, filho de Zira e Cornelius. Após escapar com vida do atentado aos seus pais, com a ajuda de Armando, César se encontra em meio ao caos que a sociedade atual se tornou. Uma praga misteriosa dizimou todos os cães e gatos da face da Terra, onde os humanos começaram a domesticar macacos para estes tomarem os lugares dos animais. O diretor J. Lee Thompson não poupou desde o início, pudores em ilustrar a brutalidade dos treinamentos de adestramento, onde eram domesticados de forma maldosa e sem o mínimo de compaixão. Após ser capturado, César é vendido como escravo para o governador interpretado por Don Murray, onde vivendo perto do alto comando, começa a aprender os valores de poder e força dentro de uma sociedade, bem como maneiras adequadas ou não de manipular a mesma e manobrá-la.

O contexto do filme faz um paralelo excelente ao horror da escravidão, como também aborda temas como guerra, violência urbana e tensões raciais, elementos estes presentes em boa parte dos filmes daquele período, como Perseguidor Implacável e Operação França. O diretor busca deixar o clima sombrio imperar durante quase toda a projeção, restando pouquíssimos momentos descontraídos (que não faltavam no filme anterior). Natalie Trundy vive a macaca Lisa, em sua terceira participação na série, já que no segundo capítulo ela vive uma humana do subterrâneo do planeta dos macacos, e no filme anterior vive uma psicóloga. Rapidamente sua personagem se enturma com César e juntos ficarão juntos até o desfecho da série em 1973. É após a morte de um importante personagem que César passa a não encontrar bondade no coração do ser humano perdendo assim toda sua esperança e compaixão para com o mesmo, iniciando assim sua revolução junto com centenas de outros símios.

As passagens são cruéis e muitas delas contêm altos níveis de violência, refletindo eficientemente todo o desespero e horror dos conflitos urbanos. César agora é um militante raivoso e sem o mínimo de afetividade para com os humanos, o que fez muitas crianças não apreciarem o filme, devido ao seu contexto mais pesado e complexo. Aqueles simples elementos de fantasia e diversão ficaram no último capítulo. Lee Thompson acerta em cheio ao mostrar essa realidade de forma natural e crua, até mesmo porque este é diretor de filmes que tratam de uma temática séria e repleta de tensão como Os Canhões de Navarone e Cabo do Medo. A ação corre solta, explosões e mais explosões, batalhas corpo a corpo e centenas de tiros cortando os céus escuros, o ódio circulando pelas veias de humanos e macacos, em busca da conquista de seu espaço e hegemonia no planeta, em um contraste que vai muito além e abrange as perspectivas sociológicas mostradas moderadamente no terceiro capítulo.

Apesar de A Conquista do Planeta dos Macacos contar com o menor orçamento dos filmes da série original, com risórios R$ 1,7 milhões de dólares, o diretor Lee Thompson conseguiu imprimir nas telas do cinema toda a voracidade que pedia o roteiro e o desenvolvimento dos personagens. Só que isto afastou um pouco o público alvo dos produtores, que são justamente as crianças, o que transformou o quinto filme da série em um modelo mais leve e voltado mais para o círculo familiar novamente. A censura barrou a exibição de A Conquista do Planeta dos Macacos em sua primeira divulgação, o que fez que muitas cenas fossem cortadas ou editadas, trazendo mais suavidade para o futuro filme da série que seria lançado em 1973. Para os dias de hoje, este filme é tido como a melhor continuação do original, por seu contexto extremamente delicado e envolvente.

Por Daniel Borges, em 20/01/2012 Avaliação:               7.5
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 Conquista do Planeta dos Macacos, A
(Conquest of the Planet of the Apes, 1972)
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