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A Forma da Água

(Shape of Water, The, 2017)
Por Victor Mendonça Avaliação:                 8.0
Este comentário é recomendado pela equipe Cineplayers.

Embora seja um filme passado na Guerra Fria com tons de fantasia, “A Forma da Água” é obra extremamente atual na representatividade dos personagens e nas reflexões sobre humanidade. Trata-se de produção bastante simbólica em que um ser com características não humanas pode significar desde um perigo que convoca os seres ‘superiores’ a destruí-la até uma figura dócil que desperta o desejo de cuidado nos outros.

Na trama, em meio aos grandes conflitos políticos e às transformações sociais ocorridas nos Estados Unidos, Elisa (Sally Hawkins), zeladora em um laboratório experimental secreto do governo, conhece e se afeiçoa a uma criatura fantástica mantida presa no local. Para elaborar um arriscado plano de fuga, ela recorre a um vizinho (Richard Jenkins) e à colega de trabalho Zelda (Octavia Spencer).

Para definir não somente a criatura que é o cerne do enredo como, também, todos os outros personagens, utilizo essa citação do filósofo Daisaku Ikeda: “As pessoas não são nobres desde o nascimento, mas se enobrecem através de suas ações. As pessoas não são medíocres desde o seu nascimento, mas tornam-se assim através de suas ações. Se existe alguma diferença entre as pessoas, então essa diferença está somente nas suas realizações.”

Basta analisarmos o vilão interpretado por Michael Shannon. O ator se aproveita de uma cutucada não muito sutil do cineasta Guillermo Del Toro para criar um vilão cujas características que o tornam detestável são as mesmas que poderiam ser utilizadas para a composição de um herói em outra produção que utilizasse tal abordagem de ‘conto de fadas para adultos’. Seu Coronel Richard é trabalhador, religioso e familiar. Características que são neutras e podem aparentar-se até mesmo como positivas dependendo do viés utilizado para enxergá-las. Contudo, elas também exibem um conservadorismo perigoso. Isso porque o personagem julga-se capaz de destratar, subjugar ou mesmo eliminar os seres que não são como ele. Shannon é hábil ao criar uma criatura vilanesca, mas que parece ter a ideia de que está agindo para o melhor, o que, em última análise, apenas serve para torná-lo ainda mais danoso.

Enquanto isso, Sally Hawkins encara o desafio de uma personagem muda com seriedade e respeito, transmitindo, por meio de suas expressões tímidas, mas muito contundentes, uma forte e genuína preocupação com o bem estar da Criatura. A relação acaba evoluindo para toques românticos ao longo da projeção. Aliás, é um belo trabalho artístico acompanhar a transformação visual do longa-metragem e dos próprios figurinos da personagem, que assumem um vermelho apaixonado como a tomada do por do sol, tons que contrastam com a atmosfera cinzenta da Guerra Fria que Del Toro havia desenvolvido até então.

O diretor, aliás, faz um belíssimo trabalho por meio das metáforas que rondam a narrativa, o que impede o filme de se tornar simplesmente um “A Bela e a Fera” para adultos. Não que as comparações com o clássico conto não sejam inevitáveis, mas Del Toro vai além do que qualquer versão jamais foi ao aprofundar-se nas questões éticas e morais do enredo e de seus personagens. Ele também arranca composições fortes de todo o elenco, de Doug Jones a Richard Jenkins, passando por Octavia Spencer (embora esta última apresente um repertório limitado como atriz, pois não vai além do que já conhecemos dela ao funcionar como um alívio cômico com toques dramáticos).

A trilha sonora, que inclui até Carmen Miranda, é charmosa e sublime ao nos fazer relembrar de clássicos do cinema ao mesmo tempo em que se encaixa perfeitamente no universo dos personagens (em especial, no de Sally Hawkins). Dessa forma, ela acaba tornando-se a cereja do bolo deste belo filme.

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Por Victor Mendonça, em 15/07/2018 Avaliação:                 8.0
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• Alexandre Koball 6.0
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• Rodrigo Cunha 8.0
• Régis Trigo 6.5
• Silvio Pilau 8.0
• Heitor Romero 6.0
• Marcelo Leme 6.5
• Bernardo D.I. Brum 9.0
• Francisco Carbone 9.0
• Guilherme Bakunin 4.0
• Cesar Castanha 7.0
• Rafael W. Oliveira 7.0
• Léo Félix 7.5
• Felipe Leal 4.5
•  Média 6.6
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 Forma da Água, A
(Shape of Water, The, 2017)
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