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A Última Sessão de Cinema

(Last Picture Show, The, 1971)
Por Jackson Moreira Ferreira Avaliação:                 8.0
Este comentário é recomendado pela equipe Cineplayers.

Este comentário ainda não foi avaliado pela equipe editorial do Cineplayers e está sujeito a alterações e remoção.

Permanecer imóvel diante das profundas e intensas mudanças ocorridas no mundo durante os fins dos anos 60 e começo dos 70, não era o objetivo de Hollywood. Era necessário mostrar ao revolucionário cinema europeu que também sabia fazer filmes tão sérios quanto eles. Produções fantasiosas como os Westerns, Musicais , Gangsters entre outros gêneros, com suas histórias de vilão e mocinho, enredos ingênuos e cheio de fantasias , foram deixados de lado. Já não havia muito espaço para o glamour e o melodrama.

Surgiram cineastas comprometidos em criar um caráter mais autoral às produções hollywoodianas, e as atenções voltaram-se para a realidade, abordando a vida cotidiana das pessoas nas grandes ou pequenas cidades. Teríamos agora , anti-herois, protagonistas ambivalentes, em lugar de heróis impecáveis. O ser humano seria mostrado com todos os seus defeitos. Teríamos ate filmes fazendo reflexões existenciais em plena Hollywood. Entre os diretores autorais surge Peter Bogdanovich e sua obra-prima A ÚLTIMA SESSÃO DE CINEMA.

Baseado no romance de Larry Mcmurtry, e vencedor de 2 oscars ( ator e atriz coadjuvantes ), A ultima sessão de cinema é mais um dos novos filmes incluidos pelos críticos da AFI na nova atualização da lista dos 100 melhores. Se a escolha foi justa ou não, particularmente, é uma afirmação dificil de ser feita, pois o clássico de Bogdanovich não despertou grandes elógios de minha parte, mas tem um tom autoral que raramente filmes Hollywoodianos possuem.

Não é um filme inesquecível, emocionante ou apaixonante para se ver várias vezes: é apenas uma rara obra de arte poética, impessoal, e objetiva produzida por Hollywood. Assim como Antonioni mostra o tédio da burguesia em filmes como a Aventura (60) , Bognadovich o faz neste: a vida tão monótona e vazia de pessoas sem perspectiva alguma em uma pequena cidade do Texas. A história de jovens adolescentes e suas descobertas e a história dos mais velhos e suas perdas.

É claro, ao explorar o tédio, o filme também passa a se mostrar cansativo, lento, vazio, e chato para muitos. Mas é inegavel a beleza da fotografia e direção de arte. O talento de um bom elenco e a escolha perfeita da linda atriz Cybil Shepherd, como a jovem e sedutora Jacy. Quem naquela pequena cidade resistiria a tanta beleza? Cybil Shepherd compensa toda a monotonia do filme, e foi o que me motivou a assistir a este clássico dos anos 70 ( fiquei encantado ao vê-la em Táxi- Driver).

Entre as cenas que destaco no filme, considero a cena da piscina, a curtição dos jovens no celeiro durante a noite; As tentativas constantes de Jacy em perder a virgindade, a briga entre os dois amigos, Sonny(Timothy Bottoms) e Duanne (Jeff Bridges) por causa da jovem garota, ou a cena final em que Sonny puxa o corpo morto do amigo Billy após este ter sido atropelado por um caminhão, levando-o até a entrada do antigo cinema, local onde Billy morava. Todas essas cenas , mostradas sem glamor e melodrama.

Enfim, é um filme que não assemelha-se a um filme hollywoodiano, não é um filme sobre cinema como diz o título ( o cinema da cidade serve apenas como uma metáfora para indicar a decadencia dos personagens, já que o local acaba falindo e fechando suas portas), não possui uma trilha sonora, escutamos apenas as músicas tocadas no rádio, tem um ótimo elenco e uma linda Cybil Shepherd, o suficiente para prender a atenção do espectador.

Por Jackson Moreira Ferreira, em 30/08/2008 Avaliação:                 8.0
Notas - Equipe
• Alexandre Koball 7.0
• Daniel Dalpizzolo 8.5
• Régis Trigo 7.0
• Silvio Pilau 7.5
• Vlademir Lazo 8.5
• Heitor Romero 9.0
• Bernardo D.I. Brum 8.0
• Francisco Bandeira 9.0
•  Média 8.1
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