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Alien: Covenant

(Alien: Covenant, 2017)
Por Carlos RB Barros Avaliação:         4.5
Este comentário é recomendado pela equipe Cineplayers.

Alien: Covenant (Ridley Scott, 2017) é um trabalho que veio gerando grandes expectativas desde o anúncio de sua produção. Seja por aqueles que gostam de continuações ou, seja também por aqueles que pensam que essa franquia poderia se redimir de seus últimos três filmes, que foram, catastroficamente mal elaborados. Sendo, que ainda, temos aquele público que se classifica, propriamente como um fã da franquia, e que por isso o seguirá em qualquer oportunidade. Definitivamente, em quaisquer desses grupos em que o espectador se encaixar, vai se decepcionar com o filme.

Analisando os pontos negativos do filme por camadas, podemos enquadrar vários seguimentos que não desabrocharam. Contudo o problema gritante do filme está no roteiro. Onde não é evitável acreditar que Ridley Scott e, com seu parceiro de agora, John Logan (que tem um bom currículo histórico), erraram com uma boa oportunidade em mãos.

Fica muito claro que o principal erro do roteiro, sendo ele trivial, é o mesmo que se desenvolveu em Prometheus: o despreparo e as decisões estúpidas de uma equipe de pessoas que deveria ser responsável pelo destino futuro da raça do homem.

Em seguida, assim que a história vai se ramificando, nós encontramos o "elo" com o filme Prometheus, na "pessoa" do android David (Fassbender). O problema é que o "elo" termina aí (além da singela trilha sonora de Prometheus, que por vezes é tocada).

Continuando ainda sobre o roteiro, vamos falar de clichês, que são muitos. Sabe aquela cena em que voce, como espectador, já não suporta mais, como por exemplo: aquele indivíduo que vai fazer algo sozinho em tal lugar, por opção própria, sabendo que aquele ambiente é visivelmente inóspito e desconhecido ? Ou então aquela sequência em que o personagem peca pela incapacidade e despreparo a ponto de prejudicar um parceiro, que se encontra em apuros ? Sem falar dos clichês que a própria franquia conseguiu criar: como a famosa cena da concepção do futuro bebê alien e, posteriormente, do próprio nascimento da abominação ? Enfim, tudo está nesse filme. Infelizmente todos muito mal executados.

Do ponto de vista de continuação para Prometheus, observamos várias lacunas que não se enquadram e várias respostas que simplesmente nao foram respondidas, mas que deveriam. Em suma, o que de fato fica aparente é que poderiam encaixar tranquilamente um filme entre a história de Prometheus e a história de Alien: Covenant.

Vale também citar que o filme não consegue assustar, colocar medo e nem nos incomodar com alguma cena que tenha um julgamento de escatologia. Inclusive, cabe ressaltar que, pelo menos esse ponto o seu sucessor, Prometheus, conseguiu cumprir.

Além disso, cabe ainda recordar que o filme não consegue deixar o espectador submerso nos momentos de ação, pelo simples fato da sensação de que os personagens conseguirão sair da situação empregada. Nunca há uma dúvida aparente sobre a perda de vantagem. O exemplo perfeito está em uma das cenas finais envolvendo a personagem Daniels (Waterson).

Concluindo a análise do roteiro, temos uma tentativa de plot twist no terceiro ato do filme que até uma criança de sete anos conseguiria deduzir muito antes. Isso é falho do ponto de vista imersivo para os personagens do filme, que acabam envolvidos na situação, como também submersivo para o espectador, que pode vir a sentir-se ridicularizado.

Vamos falar de atuações agora. Infelizmente o elenco não ajudou. O único que consegue se salvar é o Michael Fassbender, que contracena a dualidade de dois personagens com camadas externas muito iguais e sentimentos distintos. Já o resto do elenco não consegue produzir. Talvez seja por culpa do próprio roteiro.

Depois de tantas críticas negativas cabe a ressalva que a fotografia do filme é boa. Tecnicamente o design do filme também não vai mal. É um filme visualmente bem feito e isso tem que ser levado em conta. Mas no geral, não parece ser um filme para se levar à sério.

Enfim, o que não se pode fazer, e é exatamente o que essa franquia tem feito, é utilizar de um título de um grande clássico do terror/ficção/ação para gerar um blockbuster que se limita, em termos narrativos, em apenas trabalhar cenas de correria e tensão avulsa diante de um monstro, sem a mínima lógica na narrativa estar implementada. Infelizmente estão depreciando, a cada trabalho, essa bela franquia.

Por Carlos RB Barros, em 12/05/2017 Avaliação:         4.5
Notas - Equipe
• Alexandre Koball 4.0
• Daniel Dalpizzolo 4.5
• Silvio Pilau 5.0
• Heitor Romero 3.0
• Marcelo Leme 4.0
• Rafael W. Oliveira 5.0
• Felipe Leal 5.0
•  Média 4.4
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