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Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald

(Fantastic Beasts: The Crimes of Grindelwald, 2018)
Por Sergio Gregorio Araujo Silva Avaliação:                 8.0
Este comentário é recomendado pela equipe Cineplayers.

Quando o primeiro filme da saga Harry Potter estreou, em meados de 2001 ele chegou com tudo, batendo recordes de bilheterias e construindo um fenômeno cinematográfico e conquistando cada vez mais fãs. Dez anos depois, com o lançamento do último longa da saga, a franquia mostrou mais uma vez o seu poder e levou multidões ao cinema e foi uma das maiores bilheterias da história, fazendo uma despedida digna para os fãs.

Contudo, por mais que todos nós amemos todos esses longas, filmes são produtos e podem ser explorados como tal. Justamente por isso os estúdios da Warner, mal esperaram os fãs se recuperarem da despedida, e já lançaram uma nova aventura ambientada no universo de Harry Potter. Sendo assim, chegou aos cinema em 2016 Animais Fantásticos e Onde Habitam, que mesmo não chegando aos pés de nenhum filme de Harry Potter, não fez feio e até mesmo ganhou um Oscar na categoria de Melhor Figurino. Até então, o único Oscar de toda a saga.

Evidentemente, o spin-off de Harry Potter daria origem a uma nova saga, e sequência chega aos cinemas com tudo, prometendo se aprofundar na mitologia, mas sem deixar as referências e homenagens de lado.

A trama acompanha Newt Scamander (Eddie Redmayne) reencontrando Tina Goldstein (Katherine Waterston), Queenie Goldstein (Alison Sudol) e Jacob Kowalski (Dan Fogler), e sendo recrutado por seu antigo professor em Hogwarts, Alvo Dumbledore (Jude Law), para enfrentar o bruxo das trevas Gellert Grindelwald (Johnny Depp), que escapou da custódia da MACUSA (Congresso Mágico dos EUA) e passou a reunir seguidores, dividindo o mundo entre seres de magos sangue puro e seres não-mágicos.

Assim como no filme anterior, a trama é bastante confusa, levantando uma série de subtramas sem conclusão, como se fossem o início de uma série de TV. Tudo isso desanima um pouco e é o maior problema do longa, pois soa como uma obra incompleta, um mero primeiro capítulo.

O protagonista segue interessante e Eddie Redmayne é um ator bastante carismático, oferecendo um personagem repleto de particularidades, mas muito simpático e “fofo”, que mesmo não sendo o personagem certo para guiar a nova franquia, já que ele não é um super guerreiro, ou escolido, ou mesmo um investigador… Newt é apenas uma pessoa muito azarada que acaba entrando em um mundo muito maior do que ele é capaz de conceber, e embora o envolvimento de aparente um tanto forçado, afinal de contas, ele é apenas um magizoologista, mas isso também pode ser uma qualidade, já que também é muito interessante observar um personagem completamente normal e humano, como um pequeno Hobbit partindo para um aventura e conhecendo o mundo.

O demais personagens que retornaram do filme anterior estão todos bem. Credence, está menos bizarro, porém ainda mais misterioso e ativo, se tornando o McGuffin da trama. Tina, agora uma auror, tem ao seu favor uma grande trama de investigação, fazendo dela uma personagem ainda mais interessante que no filme anterior. Queenie e Jacob continuam divertidos, contudo, a trama leva os personagens para um caminho inesperado e muito mais sombrio e sério.

Dentre os novos personagens, a maior surpresa e Leta Lestrange (Zoe Kravitz), que carrega todo um mistério em volta de seu passado, o que nos presenteia com os melhores flashbacks do filme. Diferente de Theseus (Callum Turner), irmão de Newt e noivo de Leta, que inicialmente é um personagem interessante, pois é de certa forma um rival de Newt em diversos pontos, mas nada disso é aprofundado como poderia. A relação dos dois, assim como muitas coisas do longa, ficaram para trás, como o potencial de Maledictus (Claudia Kim), que mesmo parecendo novidade, a personagem se mostra como uma velha conhecida, o que aquece o coração dos fãs.

A grande novidade e destaque, como já esperado, são Grindelwald e Dumbledore, que mesmo não interagindo um com outro diretamente, o filme nos apresenta os personagens de forma a enfatizar como ambos são poderosos, sábios e antagônicos, mesmo que o passado dos dois esteja ligado por um forte laço de amor. Jude Law consegue transmitir todo o carisma e charme do icônico personagem, enquanto que Johnny Depp surpreende com uma atuação ameaçadora e contida ao mesmo tempo, oferecendo um vilão eficiente, com uma boa lábia e motivação. Disparada a melhor atuação de Depp em anos!

Outro ponto alto do filme é seu visual. Os efeitos em CGI melhoram consideravelmente em comparação ao filme anterior, principalmente nos animais, que aparentam muito mais vida, com texturas, pelagens, fluidos, tudo muito real, de uma beleza visual nunca vista ante na franquia. O mesmo pode ser dito sobre a direção de arte e o figurino, que nos transportam para um mundo de fantasia inconcebível pelo imaginário humano. A cena do circo é um exemplo. Tão linda, vibrante, colorida, rica em detalhes, enchendo os olhos. Mesmo 17 anos depois, a franquia continua nos deixando fascinado.

Um grande problema está na história e no desenvolvimento do filme, que assim como no longa anterior, nos apresenta diversas tramas, mas sem resoluções, muitas perguntas em aberto, que poderiam ter sido resolvidas aqui, ficaram para depois, dando a sensação de que acabamos de ver um filme desnecessário e apenas introdutório. Isso sem contar nas histórias que surgem e já são resolvidas ali mesmo.
Outro grande problema é o clímax final, que mesmo não chegando a ser decepcionante como no longa anterior, está longe da batalha épica que esse tipo de filme precisa. É difícil comentar sem spoilers, mas o filme faz duas belas referências à Segunda Guerra Mundial, uma bastante explícita e outra um tanto discreta, mas que poderia gerar uma bela e grandiosa cena de batalha, mas que acaba se resumindo em uma cena de ação confusa e desnecessária.

Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwand é um filme espetacular, divertido, empolgante e com certeza um belo exemplo de como expandir uma franquia e contar novas histórias, mas sem deixar de lado os elementos característicos que nos fizeram amar essa franquia tão querida.

Agora nos resta saber o que os próximos filmes nos reserva, e levando em consideração o final do longa, podemos afirmar que Animais Fantásticos III promete muito.

OBS: NÃO TEM CENA PÓS CRÉDITOS

Por Sergio Gregorio Araujo Silva, em 18/11/2018 Avaliação:                 8.0
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