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Django Livre
(Django Unchained, 2012)
Por Gustavo H. Razera Avaliação:                   9.0

O interessante em Django Livre é sua aversão a pretensões de nobreza. Uma produção que lide com o passado escravocata no sul dos EUA tenderia a se encastelar na própria importância, justificada pela consciência dos realizadores de estarem explorando um tópico delicado. Tarantino ri dessa quadradice.

Para ele, o exagero, o humor e a provocação proporcionam uma abordagem superior em visceralidade, espontaneidade e, por que não, honestidade. O temperamento do cineasta – pop, referencial, irreverente – tem efeito amplificado por estar inserido numa cultura na qual impera o politicamente correto (que, por sua vez, regula os limites de uma indústria cinematográfica avessa a riscos).

Logo, faz parte da proposta inserir comicidade na aparição de um grupo proto-Ku Klux Klan, elevar a indignação com um caricato negro que despeja preconceito contra outros escravizados do seu grupo étnico, pintar flores e paredes alvas com litros de líquido vermelho que voa pelos ares. No entanto, Tarantino impede que a seriedade do assunto a servir de pano de fundo à roupagem western seja anulada pela faceirice que domina o relato. O sofrimento dos negros nas mãos dos sulistas brancos é registrado em cenas relativamente curtas, mas incisivas a ponto de chegarem a quase chocar – castigos corporais, desmembramento, lutas até a morte, separações forçadas, tormento psicológico.

Django Livre desmerece acusações de irresponsabilidade moral e histórica. Une entretenimento com o vergonhoso legado de uma época menos distante do que se pode supor. Algo impensável para puritanos que veem desrespeito em versões não acadêmicas de acontecimentos considerados “sagrados”, “intocáveis”. Pedir a cabeça de Tarantino só faria sentido caso a obra fosse despida de méritos artísticos, insensível ao sangue derramado pela tragédia alheia.

Por Gustavo H. Razera, em 18/08/2013 Avaliação:                   9.0
Notas - Equipe
• Alexandre Koball 5.0
• Daniel Dalpizzolo 6.5
• Rodrigo Cunha 9.0
• Josiane Ka 9.0
• Régis Trigo 7.0
• Demetrius Caesar 7.0
• Silvio Pilau 9.0
• Emilio Franco Jr. 9.0
• Vlademir Lazo 7.5
• Luis Henrique Boaventura 6.0
• Heitor Romero 7.0
• Rodrigo Torres de Souza 9.0
• Bernardo D.I. Brum 9.0
• Francisco Carbone 6.0
•  Média 7.6
Notas - Usuários
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