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COMENTÁRIO

Dogville

(Dogville, 2003)
Por Ricardo Nascimento Bello e Silva Avaliação:                   9.0
Este comentário é recomendado pela equipe Cineplayers.

Este comentário revela detalhes da história do filme.

SUPER CRÍTICO E DRAMÁTICO. O MELHOR DE TRIER E PROVAVELMENTE DE NICOLE KIDMAN



Depois de seu outro filme bem criticado, Dançando no Escuro(2000), Trier cria agora uma das maiores películas corajosas da história do cinema. Usando recursos rudimentares, como câmeras amadoras e luzes não profissionais sem tripés, Trier, cria um filme que funciona como crítica durante a estória e uma crítica mais indireta que desde o começo Von Trier disse que ia fazer em seu filme, que é mostrar como um filme é baseado e o que devemos explorar intensamente nele, a estória, além de ser sério, Trier faz uma junção entre Teatro e Cinema. Apesar de alguns pequenos erros é incrível a capacidade interpretativa de tantos atores diante de um cenário tão simples. É difícil entender no começo o problema da pequena cidade em questão, Dogville, e às vezes a ingenuidade de Grace, a “forasteira”, irrita no começo, mas logo entendemos tudo de uma forma indireta durante a estória. E com tantos fatos a serem comentados e selecionados por momentos importantes, resolvi dividir essa maravilhosa película em partes e analisar elas do prólogo até o nono e último capítulo, portanto é recomendável que não se leia está crítica, sem antes ter visto o filme, a não ser que isto não faça importância para você, claro:

“Prólogo(que nos apresenta à cidade e seus habitantes)”

Somos apresentados há pequena cidade chamada Dogville com uma bela narrativa documentarista que é introduzida como damos de cara com a rua onde tudo e todos durante a estória passam, e sobre essa narrativa, (também somos apresentados ao estilo quase que “teatral” do filme que pode ou não ter sido posto por Trier de forma direta), é feita várias “tiradas de sarcasmo” sobre as ruas, como a rua do olmo e etc, o que da a entender que se trata de uma pequena cidade e abandonada. Vemos também diante de vários os riscos de giz sobre o chão, os nomes que fazem referência há algumas pessoas famosas, o que da a entender aonde realmente a estória quer passar, na verdade, reafirmando a apresentação básica que o narrador faz no começo. Com todas as pessoas apresentadas, a primeira impressão que temos é que a vida que levam é monótona, trabalhosa, honesta, orgulhosa, triste e ignorante vida que cada um dos moradores da pequenina cidade vive. E intendemos por completo em meio dessa narração-observadora a situação, localização e habitantes desta cidade. “Acompanhados” de Tom(Paul Betanny), que mostra ser o poeta, filósofo e escritor, pelo menos para si mesmo, além que mostra ter uma paixão(pela única menina da cidade, o que não bem pode ser representado como paixão e sim falta, o que nos da traços da personalidade de Tom) e é percebível que o acompanharemos em especial, ou seja que algo será mais “fixado” na vida do mesmo. Assim fecha o prólogo do filme, dando à entender como a estória, que neste filme é “mais” valorizada(segundo a proposta de Trier), é contada para o telespectador.

“Capítulo Um: Tom ouve alguns tiros e conhece Grace”

A noite vemos Tom, sentado no banco que logo ouve um barulho, e olha fora do cenário. No fim aparece Grace Margaret Mullingan(Nicole Kidman), que interpreta maravilhosamente bem, andando pela pequena cidade, apavorada e com uma roupa chique e charmosa e logo acha Tom, que se apresenta bem amigável e gentil, fala com a moça simpaticamente e com alguns sermões e clichês depois que Grace fala, como “Eu não tenho nada para oferecer em troca”, o diálogo termina. Logo em seguida, com a chegada da máfia que ao entender, parece estar atrás dela, Tom desconversa enquanto Grace se esconde na mais rudimentar mina encontrada no cinema, no fim eles vão embora avisando sobre o perigo dessa moça, mesmo assim, Tom não se vê preocupado e deixa ela ficar. No próximo dia, Tom chama todos para a igreja onde eles conversam, mas enfim, ele resolve mostrar logo Grace, eles agem com estranheza, e mostram como a sociedade mesmo tendo esta característica de simpática e honesta, e assim, começa realmente a crítica de Trier aos costumes de uma “simpática” que funciona para outras, e principalmente mostrando a indiferença que os seres humanos tem sobre eles mesmos. No final do capítulo podemos ver que a sociedade já ganha outra cara, dando a “chance” como se tudo funcionasse como se fosse uma espécie de jogo. Vemos a característica desses habitantes. Tom então dá a dica de ela fazer um trabalho braçal, o que soa mais como alguma utilidade que ele quer usar, já que ele está fazendo um “favor” a Grace.

“Capítulo Dois: Grace segue o plano de Tom e parte para o trabalho braçal”

Grace segue isto e vai pedir ajuda com a sua bela carinha de anjo, que já traz ao telespectador, um traço bem forte de ingenuidade que irrita os habitantes. Pedindo a todos os habitantes e todos recusando, com estranheza, ela vai limpar à tarde a casa de Chuck(Stellan Skarsgård). Lá depois de uma bela arrumação, há um dos melhores diálogos de todos os filmes, quando entra Jason(Miles Purinton), e a olha com estranheza como todos e faz perguntas como se a mesma fosse uma psicopata, uma perfeita cena, sem dúvidas. O menino já se mostra bem repugnante e inconveniente, ainda mais quando fala sobre os ciclopes e seus olhos, dando a entender que tem alguma atração pela mesma, tirando esse sarcasmo, Trier encaixa com sutileza, e faz com que Grace faça o menino limpar a casa, o que tira o clima tenso entre os dois. Enfim à noite, Grace vê onde vem a inconveniência do menino, do pai, com outro belo diálogo.

“Capítulo Três: Grace se entrega á uma provocação barata”

No fim dos trabalhos, ela vai na casa do cego e ignorante Jack McKay(Ben Gazzara). Com outro diálogo surpreendente, ele assume sua cegueira e irritado mais bem passivo manda à embora. No dia seguinte ajudando alguns e outros, além do “burro” Bill Henson(Jeremy Davies). Vemos depois que Grace faz um código para ver se todos á aceitam até chegar as 15 badaladas, caso contrário deveria ir embora, pois o dia do “julgamento” havia chegado. Depois de bastante suspense, Grace conta 14 badaladas, apenas um não aceitará, decidida á ir embora, Grace ouve a última e conclui que Chuck resolveu aceita-lá, tudo isso faz com que o telespectador, pense, em algum plano que a cidade poderia estar pregando, já que eles nem pediram a ajuda e olharam com indiferença à nova forasteira. E termina o capítulo com a felicidade de Tom, o mais interessado em Grace...

“Capítulo Quatro: Bons tempos em Dogville”

Mostrando bem rapidamente, que Grace faz seu papel maravilhosamente, ajudando todos. Uma parte importante se destaca neste capítulo, a confissão de Liz Henson(Chloë Sevigny) sobre o voto em Grace, que mostra que os habitantes votaram não pensando só em ajudar a frágil garota, mas sim em seu próprio beneficio, pelo menos essa era a intenção demonstrada por uma das habitantes. De tarde, vem um policial que vem por um cartaz sobre o desaparecimento de Grace. No fim os habitantes se apresentam “assustados”.

“Capítulo Cinco: Finalmente, 4 de Julho”

Com uma câmera fazendo uma visão oblíqua, o narrador fala sobre o dia da independência e aparece Grace pegando as flores para os enfeites. Todos comendo, e agradecendo Grace com falsidade, até que a falsa festa feliz termina com pessoas chegando e falando que ela roubará um banco á duas semanas atrás. Sendo impossível ela ter roubado já que estava este tempo todo em Dogville. Conversando com Tom, Grace vê que terá que trabalhar mais por menos e pergunta se não querem que ela vá realmente. Trabalhando mais Grace acaba ficando mais exausta e quebrando algumas coisas as pessoas ficam irritadas e bravas com ela, além da implicância de Ma Ginger(Lauren Bacall) com os arbustos. Tirando tudo isso, o abuso que estão fazendo começa a ficar mais explícito e assim deixam de ser só apenas trabalhos em ajuda a comunidade e começam a ficar quase que trabalhos escravos. Com um pequeno abuso de MacKay e arrogância de Chuck, ela resolve falar com Tom, quando vai dormir, ele claro usa sempre algo para defender os amigos, falando que o mesmo que o encostara era cego, mesmo assim Grace se mostra desconfortável, mesmo assim vai dormir.



“Capítulo Seis: Quando Dogville mostra seus dentes”

Na casa, Jason provoca Grace chantageando a moça fazendo com que ela bata nele, no fim ele vai e conta para mãe, injustamente, de acordo com o que teria falado, mas, sabíamos que ia ser assim. Quando novamente vêm procurar por Grace, Chuck entra na casa e fala várias coisas para a forasteira e acaba jogando ela no chão violentamente, indefesa e sem poder fazer nada já que não podia fazer barulho por causa das pessoas que a procuravam, acaba sendo sexualmente violentada. Uma das cenas mais fortes e tristes do filme. Depois avisando ao Tom, vemos a personalidade repugnante do mesmo nem ligando para o que realmente ele teria feito, na verdade, já sabendo. Realmente repugnante, Trier consegue mostrar a cara de uma falsa sociedade sem valores morais. Além disso todos os habitantes como a Vera estavam já tratando a moça com desrepeito



“Capítulo Sete: Quando Grace se enche de Dogville e volta a ver a luz do dia”

Sabendo do tal “espancamento” falso que seu filho reportará, a mãe indignada vai e faz com que ela respeite a doutrina do estoicismo, como se ela tivesse alguma moral para aplicar isto. Quebrando cada bonequinhos que Grace comprará até que ela parasse de chorar, claro isto não acontece. Não revelando a verdade para Tom, ela faz um acordo com Ben(Zlejko Ivanek) para que a leve com as maçãs para um outro lugar fora de Dogville. Durante a viagem vemos uma visão perfeita e oblíqua também, dela nas maçãs. De repente tudo para e Ben vai no compartilhamento dando desculpa esfarrapadas como sempre sobre o setor cargueiro, falando bastante, ele depois vai e a estrupa sem seu consentimento. Depois ela dorme profundamente, quando acorda todos de Dogville olham para ela e Ben diz que ela se infiltrou no seu compartilhamento de cargas, o que da ao telespectador uma grande repulsa e enfim, uma verdadeira indignação com tudo o que acontece na cidade, a falsidade, hipocrisia e ignorância de todos. E então é feita uma reunião para ver o que vai ser feito com ela, enquanto ela fica esperando com uma corrente na qual foi feita por o menino que na qual ela ensinara ele a engenharia.
“Capítulo Oito: Há uma reunião onde a verdade é dita e Tom há deixa(mas depois retorna)”

Fingindo que estava indignado e mais preocupado com seu livro ele acha que é o momento de fazer amor com Grace, já que os dois são “apaixonados” segundo a concepção de Tom. Ela escrava e ninguém ligando, ela começara a servir as necessidades dos homens e ser empregada de todos, um dia especial nem a moça incapacitada lhe da “oi” falando para a mesma ficar quieta devido a um evento na qual Tom nem convidara a propia Grace. Depois de bastante trabalho que Grace faz, á noite, Tom, maldosamente pegue o cartão dos gangstêrs e chama-os achando que eles vão dar um fim em Grace.



“Capítulo Nove: Dogville recebe a tão esperada visita e o filme termina”

Com toda a cidade esperando para que eles acabam com Grace, que para a cidade já não era mais útil. Os carros chegam e pegam Grace, a grande revelação de Trier, é finalmente descoberta, o pai de Grace era o chefe da máfia, enquanto o diálogo mais rico do filme se passa, ele fala que dará a ela todo o poder se ela se juntar a ele, e vemos uma cena filosófica que ela foi tentar ajudar, foi ingênua e todos se aproveitaram, como Judas fosse Tom e Grace fosse Jesus. Lamentando, Tom fala que foi ignorante, e de repente Grace em vez de perdoa-lo como sempre foi acaba concordando que ele é realmente um idiota. O pai da ideia de queimar a cidade, depois que olha para todos da cidade que agora olham com medo, ela pensa se não faria o mesmo, depois de bastante tempo, vai determinada ao carro, e responde ao pai que pode acabar com a cidade, em uma fantástica cena, os dois ficam vendo pelo vidro de passageiro do carro, tudo pegando fogo, quase que indagando, ela faz ainda mais uma coisa que até o pai fica indignado, chama um capanga e faz com que a mulher com filhos (a única que tinha) olhasse para os filhos e fizesse ela olha e enquanto ela não parasse de chorar, era para continuar atirando, no fim Grace termina com uma bela frase: “O mundo será melhor sem esta cidade”. Apesar de um final triste e tenso é necessário e emocionante, uma crítica ao que as pessoas acabam se aproveitando de uma pessoa tão ingênua. Realmente Dogville é uma obra prima!



Escrito por, Ricardo do Nascimento Bello e Silva

Fonte: Meu Site: www.cinemachocolatepipoca.webnode.com

Por Ricardo Nascimento Bello e Silva, em 12/09/2012 Avaliação:                   9.0
Notas - Equipe
• Alexandre Koball 10.0
• Daniel Dalpizzolo 5.0
• Rodrigo Cunha 9.0
• Josiane Ka 10.0
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• Silvio Pilau 9.0
• Heitor Romero 7.5
• Marcelo Leme 9.0
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• Victor Ramos 8.0
• Léo Félix 9.0
• Francisco Bandeira 9.0
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Comente no Cineplayers (1)
Por Bill Coln, em 05/07/2017 | 21:25:43 h
Parabéns pelo texto! Muito boa a ideia de analisar o filme pelos capítulos.
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