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Infância Roubada

(Tsotsi, 2005)
Por Rosana de Almeida Machado Avaliação:                 8.0
Este comentário é recomendado pela equipe Cineplayers.

Um ótimo trabalho do diretor Gavin Hood (mesmo diretor de “O Suspeito“ que ainda não tive a oportunidade de apreciar), prestigiado com o Oscar de melhor filme estrangeiro em 2006, produzido conjuntamente na África do Sul e Reino Unido, que também roteirizou majestosamente o livro de do famoso literário sul-africano Athol Fugard.

Tsotsi é um garoto marginalizado, líder de uma gangue de jovens de uma periferia, Johannesburg, que leva a vida de forma bastante ilícita, que inicialmente da a entender que é mais um filme sobre a bandidagem da periferia causada por jovens armados e violentos, mas que com o decorrer da historia vemos que ao é em assim, após um discussão com um de seus amigos do bando, Tsotsi rouba um carro de uma família de Elite local, porém logo após o crime ele escuta o choro de um bebê, o que o faz ater em uma placa de sinalização, por um momento de desespero tem o impulso de fugir, porém diante do choro compulsivo do neném ele acaba por cometer o segundo crime, seqüestro, movido por um instinto paternal, vem a tona em sua mete sua infância sofrida e os fatos que o levaram a entrar para o mudo do crime, porém agora com o bebê muita coisa parece mudar em sua vida, e é essa mudança que faz com que tenhamos a certeza que criticar é fácil, mas temos antes de qualquer coisa compreender e tentar entender o porque. Este filme atinge o seu propósito quando nos faz repesar nossas vidas e nossos atos para conosco e com os outros, o osso dia a dia se reflete a tela, fazendo nos acreditar que Todos merecemos uma segunda chance, tudo isso sem ser piegas ou melodramático.

Presley Chweneyagae foi muito feliz ao dar vida a Tsotsi, com uma interpretação belíssima, coerente com o momento, inicialmente o seu olhar incógnita, distante e frio, com o desenrolar seu olhar torna-se mais humano, carente em alguns momentos retratado cada sensação do personagem, fazendo com que torçamos pelo bandido e não para o mocinho, proeza conseguida não somente com um roteiro enxuto e realista, mas também com a imparcialidade e devoção com que o jovem atua. Assim como todos os outros jovens atores evolvidos a trama, destaque também para a bela Mirian (Terry Pheto).
Uma química perfeita entre os personagens e seus atores, deixando nos envolvidos com a história.

O filme usa a imagem em detrimento de diálogos exageradas e palavras chulas comumente utilizados nestes tipos de filmes, imagens estas que por si só explicam determinados atos por si só, como o olhar emocionado de Tsotsi para Mirim enquanto esta amamenta David, com a entrada do flash da sua infância, retrata o momento de desespero diante do autoritarismo e violência do pai, explicado-o sem dizer uma só palavra sobre o porque ele quer cuidar de David, como ele seria um pai diferente do que o seu fora, a esperança de que com aquele bebê ele pudesse se tornar uma outra pessoa, alguém melhor. Com uma fotografia primorosa, com belas imagens da periferia, a luminosidade da casa de Miriam se opondo a escuridão do barraco de Tsotsi

O filme vai ser mais bem apreciado no DVD, por trazer em seus extras um trabalho primoroso de “The Storekeeper”, uma película de apenas 25 minutos, porém o suficiente para mostrar a que veio, sendo considerado pelo próprio diretor como uma introdução a Tsotsi, um belo drama sobre a violência, que aflige não só a classe A, mas que na verdade as maiores vítimas são os mais carentes por não terem como se proteger de tal violência. Além de 2 finais alternativos, onde num primeiro momento Tsotsi é baleado e morre após entregar o bebê, e na segunda hipótese ele foge, porém o diretor acertadamente escolheu aquele em que o público sai do cinema e comenta o que aconteceu após, levado-os a uma análise de toda a obra, que deixa de ser um passatempo tornando se uma critica a sociedade, quando mostra de forma dramática todas as suas mazelas, a violência dos guetos, a pobreza, a carência de nossos jovens, que muitas das vezes é a causa de sua delinqüência,

Como o próprio diretor afirma em seus extras o final foi decidindo na sala de edição, que fizeram um belo trabalho, e em uma das cenas excluídas temos o prazer de assistir uma pela atuação do “professor” Boston interpretado por Mothusi Magano, onde ele explica porque não se tornou um professor e diante do oferecimento de Tsotsi para que ele conclua sua formação narra a seus amigos que cometera um crime hediondo e monstruoso, estuprara uma garota na escola, uma cena que emociona até os mais insensíveis dos seres, mas foi exatamente por isso que este foi excluindo do filme para não dar a impressão que a ora ficasse apelativa ao extremo e tecnicamente melodramática, se tiverem a oportunidade assistam, é realmente imperdível, assim como todo o filme, que merecidamente foi prestigiado com o maior prêmio dado ao cinema mundial o Oscar.

Por Rosana de Almeida Machado, em 02/07/2008 Avaliação:                 8.0
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• Silvio Pilau 8.0
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