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Loft

(Shi no otome, 2005)
Por André Vidazinha Avaliação:               7.5
Este comentário é recomendado pela equipe Cineplayers.

Um diretor optar por uma mudança brusca de rumo pode parecer uma ideia bem controversa para alguns. Ainda mais quando tudo parece ter sido modificado. No entanto, se o material for bem trabalhado, passando diversas sensações ao espectador, por que não apostar em um desenrolar mais ousado? Assistir tal obra torna-se um exercício, de certa forma, mais interessante e satisfatório do que acompanhar filmes que adotam velhos desfechos convencionais; sem uma identidade própria. E marca registrada é o que não falta na carreira de Kiyoshi Kurosawa, que aplica suas próprias regras ao cinema. Ou melhor, contradiz vários aspectos dados como característicos na construção de um longa-metragem; que, na verdade, devem mesmo serem quebrados para que, assim, esta arte possa alcançar novos ares. Caminhos inimagináveis; aos quais ''Loft'' está definitivamente incluído.

De um ponto de vista geral, o plot inicial deste aqui não é lá dos mais inovadores. Na verdade, até meio repetido em produções orientais. Trata-se de uma escritora de sucesso chamada Reiko, que no momento está sofrendo de um bloqueio criativo e tossindo seguidamente, até que um dia expele pela boca um líquido preto mucoso, parecido com lama. Sentindo-se agora em uma situação desagradável, ela pede para que seu editor consiga uma nova residência; mais ampla, afável, e não tão hermética e fria como a atual. Ele consegue realizar o desejo de Reiko, e a mudança é concretizada; para uma região mais ecológica, verde; no subúrbio e longe de badalações que possam dificultar sua criatividade escritural. O novo ambiente logo é afetado por uma má energia vinda da suposta casa vizinha abandonada; quando Reiko percebe que um homem carrega um corpo acobertado para dentro do local; e os antigos fantasmas retornam para atormentarem sua vida.

Ao longo que os minutos vão passando, percebemos uma mudança de personalidade nos personagens. É nos passada uma ideia de que não devemos acreditar totalmente em alguém, pois todos possuem dois lados; uma dualidade de condutas. É um pouco similar ao que Kurosawa fez recentemente no ótimo ''Seventh Code''; somos enganados à todo momento pelo próprio diretor, que vai nos revelar uma incrível descoberta à cerca do que cada pessoa realmente almeja no filme. E isso acaba influenciando muito na metamorfose que o teor dramático de ''Loft'' sofre do seu princípio ao fim. Fica a impressão de que estamos à assistir um thriller investigativo que acaba alternando entre terror/suspense e até mesmo um romance; tudo pela mudança de decisões de seus personagens; o que não chega à ser uma qualidade, pois o Kurosawa parece perder um pouco a peteca narrativa.

Não é novidade nenhuma que a sonorização das obras do Kurosawa possuem um retoque único. O diretor toma um cuidado meticuloso nos takes, para que a essência das cenas não perca o seu charme. O silêncio quase ensurdecedor de alguns momentos é talvez um dos maiores trunfos de suas obras, pois abre alas para o visual; dá evidência aos mínimos detalhes das ações de seus personagens. Todas elas, sempre capturadas em um grande plano, que cobre praticamente todo o ambiente filmado. O cineasta se abstém do uso de uma câmera mais próxima aos personagens e prefere demonstrar expressões de corpo inteiro; anexando os atores aos cenários que, por sinal, muito lindos e certamente bem escolhidos.

Com certeza está longe de ser um dos melhores trabalhos narrativos do diretor; que se perde aqui em diversos momentos, fazendo algumas sequências soarem incoerentes. Mas a direção é segura; Kurosawa não tem medo de ousar na hora de construir climatizações assombrosas e conecta muito bem o plano espiritual com o real; fazendo uma verdadeira mixagem entre ambos. O segredo de grande parte da qualidade de ''Loft'' está na autenticidade artística do diretor; que molda sua obra com base em seus próprios princípios. E cria cenas louváveis de apreciação do público fã de um bom suspense, em sua mais pura e verossímil forma.

Por André Vidazinha, em 22/02/2015 Avaliação:               7.5
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