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Metropolitan

(Metropolitan, 1990)
Por Marcel G. Rosa Avaliação:               7.5
Este comentário é recomendado pela equipe Cineplayers.

Este comentário revela detalhes da história do filme.

A pessoa de Tom Townsend (Edward Clements) é querida por um grupo de Manhattan, mesmo sendo de classe social menor em relação a dos pertencentes do grupo. O seu jeito, a aparência e a adequação dos trajes o qualificam para as reuniões. As conversas dos encontros giram em torno de assuntos políticos, sociais, coisas de jovens, além da literatura. Esta, anda bem ao lado de Metropolitan (idem, 1990), filme de Whit Stillman que leva a conversação ordinária às referências de arte, propondo por meio disso algumas reflexões sobre os laços humanos, o desejo, incerteza e da inexperiência.

E eis a velha questão: a do parecer ser. O jovem Tom declara com ênfase, só lê análises de livros - não lê os romances, só as críticas. Para o assombro de Audrey Rouget (Carolyn Farina), que se deleita em lembrar e tentar sentir um pormenor de Guerra e Paz. Mas, a conversa dos dois acerca de literatura é de igual para igual. De qualquer forma, Tom, em suas atitudes de fato, soa quase sempre bem, mesmo nas contradições.

A ação, o que se dá de fato, derruba facilmente as sutilezas; ou, as falas nada mais são do que perturbações interiores. Charlie Black (Taylor Nichols), por exemplo, é o mais enfático nas opiniões políticas, declamando-as sofregamente. É difícil captar as reais vontades no oceano da fala, distingui-las dos ímpetos gratuitos torpes do real desejo ou de um nobre sentimento. Afinal é a perplexidade costumeira mais a inexperiência da idade pairando por sobre os debates e atitudes. Mas, a forma é o veredito final.

No romance de Oscar Wilde, O retrato de Dorian Gray, as máximas de Lord Henry e outros desdobramentos mostram a importância das máscaras, da forma não una do ser e, contudo, constante na sofisticação

Alguns pontos reflexivos do banal em Metropolitan são extraídos - são as declamações e opiniões instantâneas e charmosas, entretanto, sem o tom solene das personagens de Oscar Wilde, por conta do caráter mais prosaico dado às relações do grupo de Manhattan e das incertezas. As personagens do filme não têm certeza e força, os pontos levantados ganham o alcance artístico nas referências, nas reflexões sugeridas pelo diretor; no romance a retórica e o escopo artístico estão juntos. Isto é, o que fortalece Metropolitan é a fraqueza, a ausência de eloquência real, das personagens.

Em relação ao grupo vira desilusão caçar traços de irmandade mais sólidos entre os integrantes. A dissolução dos encontros se dá no rumo variado que alguns deles tomam. Se em Os boas-vidas (I Vitelloni, 1953), de Fellini, a paixão e a camaradagem são a força da amizade, ou se no mais contemporâneo Começar de novo (Reprise, 2006) é a nostalgia o motor, em Metropolitan, por outro lado, a conversação toda opera em significados e símbolos artísticos escondidos e propostos na fala, no que falta nela, no convívio.

E resta o desencontro, o poema Quadrilha de Drummond se encaixa perfeitamente. O desejo, de forma sutil e leve, escancara a possível artificialidade do que se dá; a inevitável necessidade de força do eu social, do ator, é impotente. E o filme acompanha essas incertezas e dilemas humanos, envolve as questões no plano da literatura e da arte.

Por Marcel G. Rosa, em 13/02/2017 Avaliação:               7.5
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