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Meus 15 Anos

(Meus 15 Anos, 2017)
Por Pedro H. S. Lubschinski Avaliação:             6.0
Este comentário é recomendado pela equipe Cineplayers.

Este comentário revela detalhes da história do filme.

Acho que quem é apaixonado por cinema sempre insiste em tentar ver qualquer filme sem um pré-conceito estabelecido já antes dos créditos iniciais, porém, é inegável que sempre torceremos o nariz pra algum projeto antes de assisti-lo (ou até evitando assistir), seja pelo tema ou pelos envolvidos. Assim, admito que paguei pela boca ao encerrar esse Meus 15 Anos, que acabei assistindo após ler alguns elogios pensando que poderia confirmar a loucura de quem os fez ao término dos créditos finais. Pois, a verdade é que o filme estrelado pela estrela teen Larissa Manoela é surpreendentemente agradável e bem resolvido.

É aquele coming of age que deveria ser mais comum no nosso cinema, que lida bem com o universo adolescente sem ignorar a mesquinhez, futilidade e decepções de certos momentos que vivenciamos nessa época, mas sabendo equilibrar com coisas como amizade, amores e alguns sorrisos que sabemos desde que se formam que serão eternos em nossas memórias. É um filme sobre amadurecimento, principalmente, então satisfaz o espectador perceber como todos ao fim se tornam versões mais bacanas de si do que eram no início. E se Larissa Manoela, de quem não conheço quase nada sobre - excetuando uma ou outra fofoca que acabamos lendo mesmo involuntariamente em páginas na internet -, for a atriz promissora e segura (admito ter ficado espantado com a maneira como ela equilibra uma dicção excelente com a voz doce de uma menina que ainda se descobre mulher, sempre com personalidade) que se revela aqui, temos um nome a ser olhado com atenção.

Gosto também de como mais duas mulheres dominam o filme com uma segurança de si mesmas invejável: a primeira é Anitta, que diferentemente do que muitos artistas pop de seu calibre (e hoje em dia, queira-se ou não, poucos estão no seu calibre) fariam, permite que sua cena musical sirva ao filme, não o contrário, jamais sendo o foco (vale lembrar quantos filmes "param" para vermos performances de artistas populares que participam deles) em um momento dramático importante que utiliza a letra da ótima "Príncipe de Vento" como simbolismo para a situação que será vivida pela personagem de Larissa em alguns minutos. E a maneira como, ao contrário do que poderíamos supor, ela serve de "escada" para a companheira juvenil encerrar o "show" é digna de elogio também.

E há a diretora/roteirista Caroline Fioratti, que contorna a obviedade de diversos momentos do filme que são seu ponto fraco (alguns de seus momentos mais dramáticos são previsíveis minutos antes) com cenas que contém uma força bonita de se ver, como aquela em que, após usar a ausência da mãe da protagonista para fortalecer a relação dela com o pai (o ótimo Rafael Infante), traz a os três lado a lado se divertindo em imagens de arquivo. Vale dizer também que, apesar de conter a velha rivalidade entre duas mulheres pelo homem desejado por todos (Bruno Peixoto), Fioratti aposta em momentos de força feminina bastante interessantes de se ver numa produção com público-alvo adolescente, principalmente em seu final que permite a protagonista dar-se o tempo necessário antes de escolher ficar ou não com seu melhor amigo (Daniel Botelho), não fazendo isso apenas para agradar seus espectadores.

Uma maturidade que encaixa bem em um filme que retrata justamente o amadurecimento de sua protagonista. Fosse produzido pela Disney e estrelado, sei lá, pela Taylor Swift, teríamos um texto por dia em sites como Buzzfeed falando de como Meus 15 Anos ~ lacra ~ ou alguma expressão dessas, porém, o fato de não estar não diminui a grata surpresa representada pelo filme do SBT estrelado por Larissa Manoela.

Por Pedro H. S. Lubschinski, em 29/10/2017 Avaliação:             6.0
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Por Pedro H. S. Lubschinski, em 30/10/2017 | 17:02:19 h
Não é uma festa de 15 anos filmada e tal. Mas admito que pensei isso tbm primeira vez que vi o nome
Por Felipe Ishac, em 30/10/2017 | 14:23:00 h
gostei tbm, um dos principais nomes do autorismo vulgar brasileiro. afinal de contas, não é toda menina que tem sua festa de 15 anos filmada e passada no cinema. grande crítica pepe, apesar de eu não ter lido e provavelmente nunca lerei, mesmo assim usou as palavras certas... uma obra meticulosamente pensada para esse nicho que vc tanto se encaixa quanto se esbalda
Por Pedro H. S. Lubschinski, em 30/10/2017 | 12:05:05 h
Hahahahaha admito que questionei umas 3 vezes pq tava dando play nesse, mas me surpreendeu. Ainda bem
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