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Nina

(Nina, 2016)
Por Bill Coln Avaliação:         4.0
Este comentário é recomendado pela equipe Cineplayers.

Pelo título que Nina carrega, dar a entender que este filme é uma biografia da emblemática cantora de soul Nina Simone. Bem se você assim como eu, esperava por isto, você sem dúvidas vai se decepcionar, pois este filme não chega nem perto de responder a pergunta de quem foi essa lenda do jazz americano. Aliás um filme como este não seria capaz de definir absolutamente ninguém, por mais medíocre e simplista seja essa pessoa. Tudo bem que filmes sobre artistas não precisam ser uma daquelas biografias em que se aprofunda completamente na vida inteira do biografado do começo ao fim, é possível fazer um bom filme sobre uma personalidade sem narrar a vida completa dele, muitos filmes já fizeram isto com sucesso. O problema aqui é que o roteiro não tem nenhum foco, não sabe qual é o seu objetivo, aqui tudo o que temos é uma estória completamente perdida, que joga fora a oportunidade de falar sobre uma das maiores lendas da música negra, ou seja, é um filme completamente descartável e desnecessário.

Dirigido por Cynthia Nort e com Zoë Saldana no papel da icônica cantora Nina Simone, o filme se abre numa cena da cantora em sua infância/adolescência, uma parte inútil, mas não ruim, até serve para mostrar o "orgulho negro" da cantora sem parecer apelativo ou piegas. A seguir é mostrada uma emblemática apresentação de Nina tocando e cantando o seu mais envolvente sucesso Feeling Good. Esta cena até tem a sua utilidade ao mostrar os dias de glória da cantora através de manchetes de jornais que vão surgindo durante a apresentação. A partir daí o filme assim como a carreira de Nina só vai se decaindo, uma pena para os dois. De tão medíocre e sem nexo que é o roteiro, fica até difícil dizer como seria uma sinopse dele, pois não se sabe do que o filme se trata além de ser sobre a cantora. Mas infelizmente o roteiro não é nem de longe o único culpado pela bagunça que o filme é, parte do problema se deve ao horrível trabalho de montagem, bastante incompetente que parece ter sido feito às pressas pelo assistente do estagiário. Aqui não há cuidado algum em criar uma narrativa no mínimo um pouco conectada, e que possa fazer sentido. A falta de competência (e de respeito com o público) é evidente a cada minuto.

Não posso afirmar que este filme seja uma biografia, a verdade é que eu não sei sobre o que este filme é, e aposto que nem produção dele sabe. Claramente temos a impressão de um trabalho perdido e desorganizado. É um dos principais motivos para isto, é a infeliz escolha de contar o filme através de 3 enredos paralelos ao decorrer da trama. Um deles é uma entrevista em que a protagonista dá a uma emissora de rádio, e essa é a única coisa interessante do filme, pois são nestes momentos em que são extraidos alguns bons diálogos vindo da protagonista, livrando o filme da merda total. E o resto do filme é mostrar de maneira bem desinteressante e preguiçosa a carreira de Nina sem glamour, na verdade tudo que se ver é ela indo de um lugar para ou outro, nada que vá evoluir a trama. E também há a relação amorosa de Nina com o seu enfermeiro/empresário Clifton (David Oyelowo), que irem comentar em breve.

E ainda há o tempo todo a tentativa de mostrar de maneira bem desesperada (e duvidosa) a personalidade da biogafrada, desde o começo vemos a cantora agredindo e atacando todos os branquelos que ousam incomoda-lá, alguns motivos para tamanha agressividade são tão fúteis e sem sentido que na tentavia de criar uma personalidade forte e de temperamento alto, acaba resultando apenas em uma mulher doida que age sem pensar e acaba dando menos lógica ao filme.


Outro grande furo de roteiro bem irritante, é a relação de Nina com uma pequena paixão de sua vida, o enfermeiro Clifton, que a recebe a difícil missão de tomar conta dela após receber o diagnóstico de louca. O engraçado (pra não dizer insuportável) é que o enfermeiro já desenvolve uma afeto com Nina assim que ele chega na casa dela, não há preocupação alguma em desenvolver a relação dos dois de maneira mais realista. A pressa que o roteiro tem além de ilógica é muito, muito irritante. O Clifton se preocupa com a Nina não como se ela fosse apenas mais uma paciente, é sim como uma companheira de longa data. É como se eles já se conhecem há anos, sendo que ele mal chegou na casa dela! Isso sem falar que a relação deles é muito sem química, e é de lá onde se sai os mais vergonhosos e piores diálogos do filme. E pra piorar a direção não consegue balancear a mudança constante de clima e tramas paralelas do filme: uma hora é uma entrevista para a rádio, outra hora é um romance sem graça e em outra hora é a cantora tentando erguer a sua carreira. E isso é o maior defeito do filme, o fato do roteiro/direção/montagem/atuações quererem ser um monte de coisas ao mesmo tempo, mas o que esse povo deve desconhecer é que para conseguir manter muitos enredos paralelos e criar uma mistura de climas necessita de competência e boa vontade, duas características que parecem terem passadas bem longe de toda a produção.


E o último ato nem sei se poderia realmente chamá-lo de último ato, pois aquelas cenas poderiam se encaixar quase que perfeitamente no primeiro ou no segundo ato, já que aqui é tudo bagunçado mesmo, para o montador não faz diferença a ordem em que as cenas estão, o negócio é gravar e juntar de qualquer jeito. E por este e muitos outros motivos que Nina é uma aula de como NÃO se fazer cinema, e mostrando que um filme não é preciso ser uma comédia besteirol para tratar o público com desrespeito. Uma pena não só para o público em geral, mas para principalmente os fãs da cantora que mereciam assim como ela um trabalho no mínimo um pouco decente, e que poderia responder a pergunta: quem foi Nina Simone?

Por Bill Coln, em 09/06/2017 Avaliação:         4.0
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