FILMES CRÍTICAS NOTÍCIAS PERFIS TRILHAS TOPS PREMIAÇÕES ARTIGOS COMENTÁRIOS FÓRUNS   SÉRIES PUBLICIDADE
CENTRAL DE USUÁRIOS   |    CADASTRE-SE   |   ENTRAR
   
FILMES
CRÍTICAS
NOTÍCIAS
PERFIS
TRILHAS
TOPS
PREMIAÇÕES
ARTIGOS
COMENTÁRIOS
FÓRUNS

SÉRIES
CADASTRE-SE   |   ENTRAR
COMENTÁRIO

O Nó do Diabo

(Nó do Diabo, O, 2016)
Por Matheus Gomes Avaliação:             6.0
Este comentário é recomendado pela equipe Cineplayers.

Quatro cineastas juntaram esforços para produzir esta obra, vendida como um filme de horror com perspectivas políticas e sociais; ambientada em cinco momentos diferentes da história do Brasil pelos séculos XIX, XX e XXI. A temática usa do racismo e da escravidão como forma de passear pelos demais temas abordados na obra.

O longa é subdividido em cinco arcos, todos tratando-se da história de uma fazenda em uma ordem decrescente temporalmente - primeiro em 2018 e finalizando em 1818 - em que fenômenos sobrenaturais e estranhos ocorrem no local.

O primeiro arco é justamente o ponto mais fraco do filme; o que é bastante prejudicial à obra, visto que ele é longo e inicia a obra; dando a impressão no espectador de que o filme se manterá naquela linha. Nele, um homem perturbado trabalha em 2018 defendendo uma fazenda de invasores que praticam vandalismo e usam o local como point de drogas e sexo.

O arco até é bastante promissor, com direito a uma bela cena de tensão à escuridão, mas o que parece é que o roteiro deste primeiro ato foi escrito especificamente para que o diretor pudesse colocar suas visões políticas e sociais (há referências à maconha, homossexualidade, o impeachment de 2016 - utilizando-se da falácia do espantalho, na verdade). Tudo é meio confuso; soa inverossímil e há uma cena de chacina em que as vítimas (aquele esteriótipo de jovens ligados à esquerda) são mais burras que uma minhoca.

Felizmente, para o espectador, esse primeiro ato fraco é deixado de lado para os excelentes arcos dois e três. No segundo, um casal de trabalhadores negros vai até à fazenda em busca de emprego; mas logo se veem diante de circunstâncias perturbadoras. No terceiro; duas irmãs vivem os resquícios da escravidão na mesma fazenda.

Esses arcos foram de um capricho elogiável; desde a história criativa à sua execução. A maquiagem, os cenários e os figurinos da época são bastante competentes, dado o orçamento e o roteiro consegue criar a tensão necessária para manter o espectador atento. Deslizes são cometidos (mais uma vez, talvez, por insistência do cineasta em colocar temas tabus à tona) - neste caso, uma cena de feto abortado sem qualquer propósito - não há nenhuma reflexão sobre o tema, o que dá a entender que ele foi simplesmente soltado ali de forma inócua.

O quarto ato começa bem; mas é falho e confuso (o entendimento de algumas cenas fica quase a critério do espectador). No quinto; o tema começa a se esgotar (e a duração do primeiro arco começa a fazer efeito); sendo difícil não torcer para que a obra enfim, termine; o que ocorre de maneira quase protocolar.

Sobre as atuações; competentes. O ator de maior destaque em cena (até pelo seu personagem) é Fernando Teixeira, interpretando o proprietário da fazenda, Sr. Vieira; aparentemente uma entidade sobrenatural. Teixeira rouba a cena sempre que aparece.

Existem falhas técnicas; mas que por se tratar de um filme de baixo orçamento seria até injusto pegar no pé (há uma cena em que se percebe visivelmente que o intestino é na verdade uma corda pintada de vermelho, risos). É preferível elogiar o trabalho dos envolvidos; porque nas demais cenas, o trabalho é extremamente competente - no arco dois, a maquiagem das feridas de um dos personagens é coisa de primeira.

O arco 2, inclusive, é o ponto alto do filme. Tenso, com pitadas de horror e personagens levemente assustadores.

Aliás, o filme vende-se como um terror, mas assustar mesmo; não assusta. De qualquer forma, trata-se de uma obra diferente das realizadas no Brasil e tem seu valor; embora esbarre nas limitações criativas de seus cineastas; bem como em seus vícios em jogar algumas convicções pessoais no filme; de maneira porca.

A tendência é melhorar.

Por Matheus Gomes, em 20/07/2018 Avaliação:             6.0
Notas - Equipe
•  Média -
Notas - Usuários
6.7/10 (3 votos)
Minha nota:
0.5 1.0 1.5 2.0 2.5 3.0 3.5 4.0 4.5 5.0 5.5 6.0 6.5 7.0 7.5 8.0 8.5 9.0 9.5 10.0
    --
• Todas as opiniões 
Comente no Cineplayers (0)
Não há opiniões dos usuários.
Comente no Facebook
Cineplayers não se responsabiliza pelo conteúdo deste comentário. Ajude-nos a manter a integridade do conteúdo. Se você tiver provas de cópia ou plágio do texto, entre em contato conosco, denunciando (passe o link do material original).
 CINEPLAYERS CAST
CP Cast
#49 Neorrealismo Italiano
#48 O Exorcista
#47 Wall-E
#46 The Last of Us
#45 60 anos de Tim Burton
#44 Meu Amigo Totoro
#43 Missão: Impossível - Efeito Fallout
#42 Filmes da Sessão da Tarde
#41 Batman: O Cavaleiro das Trevas
#40 100 anos de Ingmar Bergman
#39 Os Incríveis 2
#38 Era Uma Vez no Oeste
#37 Jurassic Park e Jurassic World
#36 O Bebê de Rosemary
#35 A Noite dos Mortos-Vivos e Despertar dos Mortos
#34 Han Solo: Uma História Star Wars
#33 Deadpool 2
#32 Um Corpo que Cai
#31 Stephen King no Cinema
#30 Vingadores: Guerra Infinita
#29 A Franquia 007
#28 Um Lugar Silencioso
#27 2001: Uma Odisseia no Espaço
#26 Jogador Nº1
#25 Planeta dos Macacos
#24 Quentin Tarantino
#23 75 anos de David Cronenberg
#22 Projeto Flórida
#21 Trama Fantasma
#20 Três Anúncios Para um Crime e Lady Bird
#19 Oito e Meio de Fellini
#18 A Forma da Água
#17 The Post e os filmes de Jornalismo
#16 Indicados ao Oscar 2018!
#15 20 Anos de Titanic
#14 Nostalgia Cinéfila - Especial 15 Anos!
#13 Melhores de 2017
#12 Star Wars: Episódio VIII - Os Últimos Jedi
#11 Especial Natalino
#10 Assassinato no Expresso Oriente
#9 Onde os Fracos Não Têm Vez
#8 Liga da Justiça
#7 Stranger Things
#6 45 anos de O Poderoso Chefão
#5 Branca de Neve e os Sete Anões
#4 Halloween
#3 Blade Runner / Blade Runner 2049
#2 De Volta Para o Futuro
#1 Os Goonies
#0 O Piloto
 LEIA TAMBÉM
 FICHA DO FILME

 Nó do Diabo, O
(Nó do Diabo, O, 2016)
 MAIS COMENTÁRIOS
• Ladrões de Bicicleta (1948), por André Oliveira de Araujo Ferreira
• O Príncipe do Natal (2017), por Victor Mendonça
• O Grande Truque (2006), por Matheus Darswik
• Venom (2018), por Sergio Gregorio Araujo Silva
• O Segredo dos Seus Olhos (2009), por Matheus Darswik
CINEPLAYERS LTDA. (2003 - 2018) - TODOS OS DIREITOS RESERVADOS

CENTRAL DE USUÁRIOS
FILMES
CRÍTICAS
NOTÍCIAS
PERFIS
TRILHAS SONORAS
HOME CINEMA
TOPS
COMENTÁRIOS
ARTIGOS
PREMIAÇÕES
JOGOS
FÓRUNS
PAPÉIS DE PAREDE
MAIS ASSISTIDOS
EQUIPE
NOSSA HISTÓRIA
CONTATO
PERGUNTAS FREQUENTES
PROMOÇÕES
ESTATÍSTICAS
ESPECIAL A NOVA HOLLYWOOD
ESPECIAL WES CRAVEN
CHAT
MAPA DO SITE
API CINEPLAYERS
ANUNCIE CONOSCO
         
CINEPLAYERS LTDA. (2003 - 2018)

           
 USUÁRIOS
 + ASSISTIDOS
 EQUIPE
 HISTÓRIA
CONTATO
FAQ
PROMOÇÕES
ESTATÍSTICAS
WES CRAVEN
MAPA DO SITE
API
ANUNCIE