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Os Nomes do Amor

(Le Mon dês Gens, 2010)
Por Bill Coln Avaliação:               7.5
Este comentário é recomendado pela equipe Cineplayers.

Se tem uma impressão que causa em qualquer pessoa sobre as comédias francesas, é que todas elas são bem diferentes do que estamos acostumados com os produtos genéricos de Hollywood, mas essa aqui se supera. Os Nomes dos Amores (Le Mon dês Gens, 2010) é uma bagunça total, uma bagunça hora divertida, hora irritante. A narrativa anarquica proporciona um clima total de loucura graças a boa montagem (mas com alguns defeitos) e a insana e excêntrica protagonista Baya Benmahmoud (Sara Forestier).

Em um gênero que raramente se escapa dos clichês e sempre apresenta mais do mesmos, comédias como esta escrita por Baya Kasmi e Michel Leclerc, e dirigida por este último, são sempre bem vindas. O longa apresenta os personagens Arthur Mart (Jacques Gamblin), um homem conservador, comum e discreto. Completamente o contrário de sua companheira a linda e carismática Baya Benmahmoud (Sara Foreister), com seu jeito ousado e incomum, Baya é uma ativista de esquerda, descendentes de palestinos, que dorme com seus adversários políticos para tentar mudar a posição política deles. Mas dessa vez, ela foi muito além da cama, se apaixonando por Arthur, e como é de se esperar, ela muda e enlouquece completamente a vida dele.

A premissa do filme é bastante chamativa e curiosa, e talvez até estranha, pois não é todo dia que se ver um filme sobre uma garota esquerdista, meio hipper que "vive a vida adoidada" que tem o hábito de transar com homens de direita (os taís "fácistas" que são o câncer do mundo) para poder apresentar as suas ideias e fazerem mudar de posição política. Pela sinopse já da pra perceber que Baya não bate muito bem da cabeça, e este é o principal aspecto (mas não o único) que faz do filme tão atrativo e delicioso de se acompanhar. O comportamento e as atitudes dela cria momentos divertido e discussões interessantes. Por outro lado tanta insanidade em sua personagem também atrapalha, a falta de bom senso nela e no roteiro as vezes incomodam, criando também cenas irritante e diálogos insulportáveis. A atuação dela também deixa a desejar em certas ocasiões, como na parte onde ela conheço a sua futura paixão num restaurante. A maneira que Sara Forestier atua nessas cenas soam nada natural e o tom de voz é exagerado (como muitas outras coisas do filmes), talvez o soltaque francês atrapalhe, de qualquer forma depois você se acostuma com esse jeito de falar dela.


As maiores qualidades do filme são a personalidade de Baya e a montagem criativa, e os maiores defeitos do filme são a personalidade de Baya e a montagem maluca. Baya carrega o filme pelo seu jeito excêntrico, que é um dos principais aspectos que fazem deste filme uma comédia inovadora, o problema é que o roteiro faz questão que ela se comporte como louca o tempo todo! Fazendo um filme gostoso e simpático se transformar em algo ridículo em certos momentos. Baya é uma das melhores personagens femininas que eu já vi, pena que ela não respeita os limites do aceitável para manter o filme agradável e não constrangedor. O trabalho de montagem contribui para o clima bagunçado e envolvente do filme. Há depoimentos dos protagonista, flashbacks do passado dois protagonistas e quebra da quarta parede. Mas um furo de roteiro que também se torna um problema na montagem é a presença de um estudante - que do nada entra no filme - que brinca com o holoscauto e depois mente se passando por um judeu. Estas cenas não tem relação alguma com a trama principal, serve só para atrapalhar na narrativa. O personagem só é útil quando ele se encontra do nada com o Arthur para poder dar conselhos a ele, servindo com uma espécie de consciência dele.

O roteiro do filme consegue ficar um pouco mais profundo ao abordar com bom humor e sutileza assuntos delicados como abuso sexual, holocausto e posições políticas de forma divertida, sem incomodar, evitando parecer ofensivo ou de mau gosto. A rivalidade entre direita e esquerda também é abordada da maneira correta, sem tentar influênciar o posicionamento político do público, o filme está longe de parecer uma propaganda política, pelo contrário tudo não passa de uma deliciosa brincadeira que pode ser apreciada tranquilamente por qualquer um seja qual for a sua ideologia.

Os Nomes do Amor é o filme que o gênero comédia romântica estava precisando, acerta sem erros no seu visual e nos temas abordados. Apresenta uma personagem divertidíssima e um trabalho de montagem interessante, mas comete alguns erros nestes dois pontos. Mas estes defeitos não estragam a experiência de acompanhar esse lindo filme!

Por Bill Coln, em 05/05/2017 Avaliação:               7.5
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