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Só Você

(Only You, 1994)
Por João Vitor G. Barbosa Avaliação:             6.5
Este comentário é recomendado pela equipe Cineplayers.

Se tratando de comédias românticas, sempre fui um dos que evita (ou, pelo menos, atualmente evito) o uso do adjetivo clichê como termômetro de qualidade para determinado gênero. Inegável que se trata talvez do gênero hollywoodiano que mais se entrega a convenções moralistas com modelos em formas pré-moldadas. Sendo assim, é preciso de algum grau de permeabilidade do espectador se este quer dar alguma chance a qualquer filme de tal caráter.

Por isso é fundamental que Norman Jewison, um veterano conhecido por sua versatilidade, seja tão sincero em sua abordagem neste longa-metragem. Desde o início do desenlace do roteiro, sabemos exatamente para onde vamos, e o diretor está plenamente consciente de tal fatalismo. Como é possível que acabemos nos divertindo? A respostas são dois nomes. Marisa Tomei e Robert Downey Jr.

Escrito por Diane Drake (responsável pelo roteiro do sucesso Do que as Mulheres Gostam), somos apresentados a esperançosa Faith, uma mulher que quando criança depositou sua fé (duh!) em um tabuleiro de ouija que apontou "Damon Bradley" como o nome do amor da sua vida. Passam-se anos e anos, e quando está prestes a se casar com Dwayne (Hickey), ela descobre que um paciente de seu marido possui o tal nome almejado e vai tentar ir ao seu encontro. O detalhe, porém, é que seu casamento é em algumas semanas e Bradley está de viagem para Veneza.

Poderia ser de se estranhar o quão acelerada essa introdução até o ponto incisivo da trama ocorre, mas não é o caso de um problema de desenvolvimento. A verdade é que Jewison, em união com seu montador Stephen E. Rivkin, não se detém a aspectos dos quais não pode (ou não deseja) se focar. Esta é uma forma muito elegante do diretor de anunciar com todas as letras que será na química entre Tomei e Downey que residirá o conforto.

E que conforto! Na primeira cena que os dois se encontram (destaco todo o andamento desde o início até a culminação na praça) já estamos encantados. Seus diálogos são extremamente breves e soam expositivos, mas quando se entregam aos calorosos beijos interrompidos por breves frases (e "I was born to kiss you" ainda me faz suspirar), nos damos conta de que nos afeiçoamos e torcemos para que o destino se cumpra. E o êxito da dinâmica do relacionamento se mostra muitíssimo eficaz a partir do instante que constatei que todos os obstáculos que vão sendo sistematicamente postos na trama me fizeram sentir aflição e angústia, mesmo ciente de que tudo era subterfúgio para atrasar o inevitável e previsível final feliz.

E é nesse aspecto que desfecho meu raciocínio inicial sobre o quão equivocado é atribuir um adjetivo tão ambíguo e maldito entre os críticos e cinéfilos como "clichê". Sabemos da ilusão que é o cinema, e pagamos o ingresso para adquirir um sentimento enlatado. A prova também é a fotografia maravilhosa do genial Sven Nykvist que realça o calor das imagens de Veneza e Roma que nos transmitem o romance emergindo diante de nossos olhos, mesmo sabendo que as alterações estéticas provocadas pela cinematografia são produtos de artifícios técnicos que partem da noção de que a subjetividade dos protagonistas altera sua percepção acerca do real e, consequentemente, alterando a nossa apreensão e compreensão da realidade.

Apesar da competência de Bonnie Hunt e Joaquim de Almeida enquanto atores, é preciso admitir que seus personagens se tornam caricaturas que legitimam o típico moralismo monogâmico que jamais ganha cores novas, mesmo possuindo dois intérpretes qualitativos como os dois. Por fim, seu aspecto de muleta narrativa é escancarado em diversos momentos como no último diálogo entre Hunt e seu marido (interpretado por Fisher Stevens) que soa excessivamente didático e, consequentemente, inorgânico.

Ainda assim, volto a ressaltar que o filme é carregado nas costas por Tomei e Downey. É bom ver a ilusão encenada por estes dois. Aliás, eu diria que adoraria vê-los novamente (um desejo que admito que tenha cara de Tom Hanks-Meg Ryan). Pode parecer uma fantasia, mas não é disso que se trata o cinema mesmo?

Por João Vitor G. Barbosa, em 09/04/2017 Avaliação:             6.5
Notas - Equipe
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Por João Vitor G. Barbosa, em 09/07/2017 | 23:34:35 h
Muito obrigado pelo comentário, Felipe. Daqueles filmes que te ganham pela doçura dos protagonistas. Aproveitando a deixa: muito louco ver Downey Jr. e Tomei voltando a compartilhar as cenas no Universo Marvel, não?
Por Felipe Nicéas Carneiro Leão, em 10/04/2017 | 14:12:19 h
Um ótimo filme do gênero, Robert e Marisa estão muito bem em cena.
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