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COMENTÁRIO

Três Homens em Conflito

(Buono, il Brutto, il Cattivo, Il, 1966)
Por Bill Coln Avaliação:                   9.5
Este comentário é recomendado pela equipe Cineplayers.

Ao contrário de quase todas as triologias do cinema, onde a qualidade dos filmes tende a cair com o decorrer dos lançamentos, em a Triologia dos Dólares (ou Triologia do Homem sem Nome) ocorre justamente o contrário. Em Por um Punhado de Dólares (Per un pugno di dollari, 1964), Clint Eastwood que encarna todos os protagonista dos três filmes - apesar de terem nomes diferentes, todos os personagens são praticamente os mesmos, sempre mantendo o carisma e o jeito machão do grandioso Eastwood - interpreta Joe que está sozinho, é tenta levar vantagem em cima de dois poderosos de uma cidade. Uma trama simples, mas graças ao trabalho cuidadoso e competente de Leone, Eastwood e Morricone conseguem elevar o nível do filme. No segundo capítulo da triologia dessa vez Eastwood encarna Monco que se alia a Dougla Mortimer (Lee Van Cleef) - que também está presente no filme sucessor -, este filme é claramente superior graças ao roteiro mais elaborado. Mas é no terceiro capítulo que a série chega ao seu ponto máximo e conquista o status de obra-prima.

Desta vez o filme conta com três protagonistas, três homens gananciosos chamados de Blondie (Clint Eastwood), Sentenza (Lee Van Cleef) e o Tuco (Eli Wallach), ambos também ganham os respectivos nomes de o Bom, o Mau e o Feio. Apesar dos nomes subjetivos e sem importância para a estória, os três personagens são quase iguais, apresentando características típicas dos anti-heróis dos westerns spaghetti, a imagem deles são de foras da lei, sujos, ganânciosos, é claro violentos. O show de balas e bang-bang no filme é bastante envolvente, transformado a obra ainda mais empolgante. Cada personagem do trio de pistoleiros se destacam ao seu jeito, Blondie (Clint Eastwood, também apelidado de "Loirinho" na versão em português) como sempre mantém a sua elegância sem deixar de lado o seu jeito de machão discreto, é ele o dono da melhor frase do filme e uma das melhores do cinema, quem viu deve saber qual é. Eli Wallach (Tuco) chega a aparecer um psicopata histerico em seus momentos de insanidade. E Lee Van Cleef (Sentenza) também não faz feio, soando elegante, mau e violento ao mesmo tempo.

A premissa do roteiro é simples e objetiva, três homens ambiciosos e egoísta tentam se apropriar de um tesouro enterrado na cova de um cemitério. O Blondie sabe o número da cova e o Tuco o nome do cemitério, mesmo não tendo informações sobre a fortuna, Sentenza se envolve no jogo de caça ao tesouro. Como cada um deles são seres gananciosos, a opção de dividir o tesouro passa longe de ser satisfotaria para cada um deles. É isso que contribui para o envolvimento do público com os personagens, essa imagem que eles passam de malvadões que sempre buscam levar vantagem sobre tudo e a todos, características diferentes dos protagonistas dos clássicos western americano. Por isso que este filme é fortemente a obra definitiva dos faroestes spaghetti. Uma outra clara impressão sobre o filme é a longa duração do primeiro ato (mesmo para um filme de 3 horas), certamente é o primeiro ato "menos primeiro ato" de todos os tempos, pois o trio só sai em busca do tesouro depois de mais de uma hora de filme, o que pode parecer algo horrível é na verdade uma espécie de "aquecimento" para a jornada dos três.

Em Três Homens em Conflito (Buono, il Brutto, il Cattivo, Il, 1966) todas as qualidades do dois filmes anteriores estão reunidas, mas desta vez de forma ainda mais grandiosa e superior. Os três do maiores ícones dos faroestes que revoluncioram o gênero, e definiram o faroeste spaghetti mostram o máximo de seu talento, três gênios, em três áreas diferentes, em seus auges. Leone cria aquele clima grandioso onde até a cena mais simples pode soar épica. E também não da pra esquecer de seus finais tensos, uma de suas principais cactéristicas que seria imperdoavel faltar neste aqui. O trabalho de câmera ajuda a criar um diferencial comparado aos outros finais dos dois últimos filmes, aqui os últimos minutos são simplesmente os mais tensos da hitoria do cinema, os cortes e os enquandramentos fazem qualquer um roer as unhas de tamanha tensão e curiosidade em saber o que vai acontecer, quem vai se mexer, se alguém vai morrer. Simplesmente inesquecível... Cada segundo desta cena se transforma em um minuto, e cada minuto em uma eternidade!

A trilha sonora composta pelo mestre Ennio Morricone (melhor compositor de trilhas depois do John Willians) é tão épica quanto o filme. O som que foi inspirado no uivo dos coiotes ajudou a revolucionar as trilhas de westerns que antes dos faroestes spaghetti eram musicas meio genéricas. O tema musical aqui é daquelas trilhas clichês (tipo as mais famosas do John Willians) que são conhecidas até mesmo por quem não conhece o filme de tanto que foi tocado em outros filmes e outras mídias. A trilha é tocada do começo ao fim do filme, só que não inteira, este é o interessante dela que diferente de outros temas musicas (como a de Psicose por exemplo) ela é reproduzida em partes diferentes, isso faz com que não se torne cansativa, além da musica ser sempre tocada no momento certo. Pode durar pouco, mas é muito foda ouvi-la nos momentos chaves do filme!

E se não é o suficiente, o longa ainda traz bons e descontraídos alívios cômicos, que aumentam o nível de diversão desta obra-prima. O roteiro ainda aborda a Guerra Civil Americana (1861 - 1865) sem se aprofundar no acontecimento histórico (ainda bem, pois iria estragar o rumo e o foco do filme), uma impressão que passa nestas partes (que são duas) é que o roteiro joga os personagens nesta situação meio que de forma arrastada, mas isso não prejudica o momento.

Três Homens em Conflito é sem duvidar a obra máxima do faroeste italiano, e também do faroeste mundial, com uma premissa não muito original Leone criou uma jornada épica e divertidissima ao mesmo tempo que ao lado de outras lendas imortalizaram este filme e representaram um gênero.

Por Bill Coln, em 04/05/2017 Avaliação:                   9.5
Notas - Equipe
• Alexandre Koball 9.0
• Daniel Dalpizzolo 8.5
• Rodrigo Cunha 9.0
• Régis Trigo 8.0
• Silvio Pilau 7.5
• Vlademir Lazo 9.5
• Heitor Romero 9.0
• Marcelo Leme 10.0
• Rafael W. Oliveira 10.0
• Victor Ramos 9.5
• Léo Félix 9.5
• Francisco Bandeira 10.0
•  Média (Top Editores #26) 9.1
Notas - Usuários
9.0/10 (783 votos)
Top Usuários #8
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