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CRÍTICA

7 Desejos

(Wish Upon, 2017)
Por Francisco Carbone Avaliação:             6.0
Quando o cinema vulgar é invadido pelo acaso.
imagem de 7 Desejos
Esta tem sido uma década brilhante para o cinema de gênero no geral e para o horror em particular. Inúmeros grandes filmes surgiram, mas para além disso, algo mais importante aconteceu. Uma gama de novos realizadores dispostos a trazer um novo olhar para o gênero, todos igualmente surgidos por agora. De David Robert Mitchell a Robert Eggers, passando por Fede Alvarez, Anita Rocha da Silveira, David Landberg e muitos outros, isso é o mais importante observar, que vai para além da qualidade dos títulos, mas a qualidade e diversidade dos realizadores que compõem esse painel. Nesse quadro surge então John R. Leonetti. Diretor de fotografia de grande parte da filmografia de James Wan (inclusive realizando um trabalho memorável em Invocação do Mal), Leonetti acabou ganhando a direção do primeiro episódio de Annabelle pra si, além de ter sido o diretor de Mortal Kombat: A Aniquilação. Sim, eu sei o que se pensa a partir daqui: Annabelle, Mortal Kombat 2... e chegamos a 7 Desejos

Então agora entrem na máquina do tempo e voltem 20 anos nele. Visualizem os seguintes títulos: Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado, Lenda Urbana, Premonição, e pensem o que esses filmes tem em comum. Acertou quem chutou 'adolescentes numa high school americanas sendo dizimados', e temos então o palco da hora nesse novo lançamento. Sim, novo, chegando ao Brasil quase simultaneamente aos EUA, mas com esse sabor anacrônico que não está presente nessa leva celebrada da década. Mas parece ter algo além nesse anacronismo, algo proposital. Ao olhar o roteiro e perceber falhas tão óbvias (como personagens mais de uma vez caindo em contradição, de seus discursos para suas ações), ao observar esse ambiente praticamente não-utilizado no cinema de gênero recente, ao perceber que seu elenco abriga nomes como os de Ryan Philippe, Sherilyn Fenn e Jerry O'Connell (que passearam no gênero em sua juventude), e parece estarmos sim diante de uma homenagem, e assustados com a possibilidade de Leonetti ter assimilado algo da movimentação ao seu redor e tentado criar pra si um produto diferenciado.
 
Ao mesmo tempo que observamos o movimento do cinema vulgar ganhar espaço e adeptos cada vez mais insuspeitos, público e crítica interessado no movimento que se espalha rápido na internet podem acabar se confundindo com títulos tão sui generis. Partindo de uma cartilha ainda tão recente e não definitiva, o cinema vulgar começa a ganhar adeptos fervorosos no momento agora e é difícil imaginar que já tenhamos cineastas e produtores empenhados em entregar produtos pensados dentro do movimento; o que se pode perceber é que realizadores sendo finalmente celebrados em suas searas, de onde sempre foram fiéis. E das poucas certezas que já se tem em relação ao vulgarismo é que o cinema de gênero é tratado como cânone do movimento e celebrado como grande arte, o que na maioria das vezes sempre foi. Agora, qual o limite que separam nomes como Michael Mann e Brian De Palma ao de John R. Leonetti? Na verdade, qual a diferença de peso entre obra e autor dentro do cinema vulgar? A construção do movimento vai esbarrar em exemplares como 7 Desejos pela frente, e o debate proveniente dessas questões parece pertinente. 

Identificar algumas diretrizes comuns ao cinema vulgar no filme de Leonetti me pareceu um exercício até meio óbvio lá pelas tantas da projeção. O já propalado descolamento do tempo que sua narrativa propõe, com direito a bullying juvenil, artefato de realização de sonhos e realidade alterada mediante volta no tempo (que Leonetti já tinha visitado em um dos episódios da série Efeito Borboleta que dirigiu); as homenagens ao gênero que o filme parece fazer - nada requintadas diga-se, não se trata de um projeto pensado como tal, como a brilhante série Pânico, de um dos papas do vulgar Wes Craven; o visual até com um mínimo de elaboração, que utiliza até algo de plano-sequência; e acima de tudo, o arremesso rumo ao adolescente que todos nós fomos anos 90 que o filme faz questão de provocar, de maneira muito bem sucedida. 

Acho que é essa onda de empolgação e nostalgia que senti ao ver filmes como The Guest, que também remete a uma filmografia de outro tempo (no caso, os anos 80) e que nos faz vibrar, aliado às soluções narrativas tão pobres e rasteiras que só podem ser propositais e a uma recriação sonora e imagética de um tempo que o próprio cinema não tem o menor interesse aparente de retomar, são todos indícios que tratam de colocar 7 Desejos no caminho do cinema vulgar e acabe ele adquirindo um status superior do que seria outorgado 20 anos antes. Ainda que Leonetti tenha acertado quase involuntariamente, não deixou de contribuir para um gênero que acaba de ganhar representação teórica e análise fílmica, podendo no futuro ser debatido para além de seus defeitos, até eles divertidos. Para além, mas ao mesmo tempo talvez orgulhosos deles.
Por Francisco Carbone, em 24/07/2017
Avaliação:             6.0
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Por ●••● Yves Lacoste ●••●, em 24/07/2017 | 15:30:44 h
Deixando a implicância chata de muitos sobre o meu amado gênero de lado: o que a imagem de "Invocação do Mal" está fazendo na ficha do filme? A garota cresceu ué! Háháhá!
Por Daniel Dalpizzolo, em 24/07/2017 | 14:36:24 h
cinema vulgar, pós-horror e afins são pseudo-sub-gêneros cinematográficos que os gringos adoram inventar para gourmetizar o cinema de gênero
Por LUCAS MOREIRA DA SILVA, em 24/07/2017 | 13:32:59 h
Não sei porque tanta implicância com o "cinema de gênero", principalmente o terror, cinema vulgar ? De onde tiram isso ?
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 FICHA DO FILME

 7 Desejos
(Wish Upon, 2017)
• Direção:
- John R. Leonetti
• Elenco Principal:
- Sherilyn Fenn
- Joey King
- Elisabeth Röhm
• Sinopse: Adolescente descobre uma caixa com poderes mágicos, mas que vem com um preço mortal.
 FILMES RELACIONADOS
• Annabelle
• Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado
• Invocação do Mal
• Lenda Urbana
• Premonição
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