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CRÍTICA

A Dama e o Vagabundo

(Lady and the Tramp, 1955)
Por Rodrigo Cunha Avaliação:                 8.0
Leia a nossa avaliação sobre uma das maiores obras-primas já feitas pela Disney.

“Na história do mundo há apenas uma coisa em que o dinheiro não pode comprar, que é o abanar do rabo de um cachorro” – Josh Billings

Lady é uma pequena cocker spaniel que chega à casa de uma tradicional família européia, no início do século XX, para trazer alegria ao local. O tempo passa, ela cresce. A querida senhora da família fica grávida e, com isso, Lady passa a se sentir em segundo plano. Amparada pelos amigos Fiel, um cão que perdeu o faro, e Joca, da raça do cão da iG, ela tenta se confortar com a nova fase de sua vida – justamente quando Vagabundo, um cão que costuma passear pelas ruas da cidade, cruza seu caminho. Quando os donos da casa precisam viajar, eles chamam a tia Sarah para cuidar do neném recém-nascido. Dona de dois gatos malvados, causa um desespero interior em Lady, que a leva a fugir de casa. Cabe então a Vagabundo faze-la refletir sobre a situação e dar a volta por cima.

Com uma sutileza incrível e terna em detalhes na recriação das astúcias da pequena canina, Lady conquista não apenas seus donos, mas também todos aqueles que estão assistindo à animação. Perceba, por exemplo, o modo como ela vira o bucho para cima quando Jim chega perto dela para lhe colocar na cama, ou então o modo como ela levanta a orelha, quando ouve o entregador de jornais passando pela rua. Juntando esses maravilhosos detalhes a um dos mais impressionantes e marcantes trabalhos de design de personagens da Disney, você terá uma obra-prima visual extremamente rica. Vagabundo não é o contrário e tem toda a sua classe bem representada, tanto no modo desleixado de viver a vida quanto nos pensamentos.

Algumas das mais belas cenas de toda a história da empresa também foram realizadas neste longa. Como pensar no filme e não lembrar do inesquecível jantar no beco do restaurante italiano, onde os dois cachorrinhos comem uma bela macarronada e se beijam através de um macarrão que interliga as duas bocas? Simplesmente apaixonante. Aliás, esse é uma outra característica forte dos grandes clássicos da Disney, de nos fazer identificar com as situações vividas pelos personagens, mesmo estes sendo animais - e nos emocionar com isso.

A Disney fez a acertadíssima opção de não se entregar ao clichê do amor impossível entre duas "pessoas" de classes diferentes e trabalhou o roteiro em cima de outro conflito, o do retorno para casa com um sub-texto interessantíssimo sobre liberdade x responsabilidade. Criado em uma época pré-Easy Rider estadunidense, o filme se torna importante e com conteúdo como história, afinal, todos querem viver livres, mas como Lady pergunta a Vagabundo, “mas quem cuidaria dos bebês?” – algo que a Disney parece que realmente esqueceu de uns dez anos para cá, inserir conteúdos interessantes em seus projetos.

O filme é todo mais lento, charmoso, delicado do que os demais também. Dá um passo de cada vez, sem pressa, nos apresentando tudo de forma forte e deliciosa. Regado com belíssimas canções, é uma viagem apaixonante e até mesmo os clichês não incomodarão. Se há falhas (alguns personagens que passam rápido demais na história, influenciam o caminho dos personagens e depois são esquecidos mais rápido ainda), essas se tornam pequenas perante à declaração de amor que é A Dama e o Vagabundo – o maior e melhor animal de estimação que o cinema já teve.

“Nesta linda Bella Notte”

Por Rodrigo Cunha, em 15/09/2006 Avaliação:                 8.0
Notas - Equipe
• Alexandre Koball 6.0
• Daniel Dalpizzolo 7.0
• Rodrigo Cunha 8.0
• Régis Trigo 8.0
• Heitor Romero 8.0
•  Média 7.4
Notas - Usuários
7.7 (309 votos)
Minha nota:
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 FICHA DO FILME

 Dama e o Vagabundo, A
(Lady and the Tramp, 1955)
• Direção:
- Clyde Geronimi
- Wilfred Jackson
- Hamilton Luske
• Elenco Principal:
- Verna Felton
- Bill Thompson
- Alan Reed
• Sinopse: A história de uma cachorrinha de classe chamada Lady que se sente abandonada pelos donos quando eles têm um bebê e acaba se envolvendo com um cachorro de rua conhecido como Vagabundo. Os dois terão que lidar com uma injusta tia que, com seus gatos de...
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