FILMES CRÍTICAS NOTÍCIAS PERFIS TRILHAS TOPS PREMIAÇÕES ARTIGOS COMENTÁRIOS FÓRUNS   SÉRIES PUBLICIDADE
CENTRAL DE USUÁRIOS   |    CADASTRE-SE   |   ENTRAR
   
FILMES
CRÍTICAS
NOTÍCIAS
PERFIS
TRILHAS
TOPS
PREMIAÇÕES
ARTIGOS
COMENTÁRIOS
FÓRUNS

SÉRIES
CADASTRE-SE   |   ENTRAR
CRÍTICA

A Garota Dinamarquesa

(Danish Girl, The, 2015)
Por Rafael W. Oliveira Avaliação:     2.0
A covardia escancarada de Tom Hooper.
imagem de A Garota Dinamarquesa
Recentemente, escrevi aqui no Cineplayers sobre o balado em festivais independentes Tangerine, que relatava um período de, ao menos, 24 horas da vida de duas transexuais negras e prostitutas em meio a uma ensolarada Los Angeles, e que fora filmado com pouquíssimos recursos (apenas três iPhones 5), ganhou seu público ao denunciar a marginalização com que nossa sociedade, ainda presa aos costumes tradicionais, enxerga tais figuras como meros estereótipos a serem banalizados. O motivo de estar lembrando desse filme em especial e ressaltando sua temática é para traçar um certo paralelo com A Garota Dinamarquesa, que supostamente (e ressaltem aqui o supostamente) conta a história de Einar Wegener, o primeiro homem a se submeter a cirurgia de redesignação de sexo, vindo a se tornar Lili Elbe. O material, por si só, já possui peso suficiente por sua abordagem ainda encontrar grande força atualmente, onde as transexuais seguem lutando insistentemente contra o preconceito e a visão deturpada de nossa sociedade sobre os que sentem desconfortáveis em seu corpo de nascimento.

Pedi para que ressaltassem o “supostamente” acima pois Tom Hooper, já vencedor de um Oscar pelo almofadinha O Discurso do Rei (antes disso, o projeto estava nas mãos de Anand Tucker e seria estrelado por Nicole Kidman e Charlize Teron), e conhecido por ser um diretor de mão cheia para agradar as premiações, denuncia sua total covardia ao transformar um filme num estudo sobre... nada. A Garota Dinamarquesa causou rebuliço quando seu primeiro trailer revelou um Eddie Redmayne extremamente feminilizado e assustadoramente parecido com uma mulher, e durante todo este tempo o filme foi vendido quase como uma espécie de porta-voz sobre a causa transexual por retratar a origem desse movimento, se assim pode ser dito. E realmente espanta... Ou melhor, realmente ofende o quanto o diretor soa desinteressado em se aprofundar no tema em questão, pesado por si só, preferindo trazer seu foco para a esposa de Einar/Lili, Gerda (Alicia Vikander, de Ex-Machina) e seu processo de aceitação pelos reais desejos do marido.

Obviamente que boa parte da culpa recai sobre o roteiro de Lucinda Coxon, que parece não compreender absolutamente nada do peso no material que possui em mãos. E esse mesmo desconhecimento ou desvalorização é ressaltado pelo diretor, que num trabalho inconsequente e desleixado, dá preferência para a exibição da direção de arte e os figurinos trajados em cena, utilizando muitos planos abertos para exibir a luxuosidade do cenário (e continua sendo inexplicável sua insistência em deixar os atores no canto escondido da tela), e ignorando a complexidade de tudo o que está acontecendo em cena: Einar abraçando o vestido, Lili beijando um homem pela primeira vez e, principalmente, a percepção gradativa de Gerda sobre o que está acontecendo com seu marido. Hooper passa por cima disso ao estabelecer uma narrativa que não nos deixa sentir ou compreender nada, onde tudo acontece aos olhos do público na velocidade da luz. Não compreendemos coisa alguma sobre Einar/Lili ou Gerda, o que resume a obra numa experiência emocionalmente fria e distante.

De fato, Hooper prefere trazer um clima falso de sofisticação para A Garota Dinamarquesa, apoiando-se em cenas supostamente delicadas e suaves (ressaltadas pela presente trilha de Alexandre Desplat), mas que se analisadas em seus propostos significados, soam deveras duvidosas. Essa opção em transformar uma história tão intimista e de importância social tão persistente numa espécie de vidro de perfumaria, apenas para agradar aos olhos e aos sentidos, é o real fator para que o filme soe tão ofensivo aos que, de fato, possuem consciência do peso da história de Lili. Algo que Hooper parece não possuir.

Eddie Redmayne, que chamou certa atenção na recente adaptação épica do musical da Broadway Os Miseráveis (também de Hooper, vejam só) e ganhou os holofotes após vencer seu primeiro Oscar pelo quadradinho A Teoria de Tudo, causa um desconfortável estranhamento desta vez na pele de Einar/Lili. Se no papel que lhe rendeu a estatueta dourada o ator demonstrou um belo trabalho de linguagem corporal, aqui o mesmo soa o tempo todo desconfortável e sem muita postura em cena, compondo Reinar como um homem de muitas caretas (o que é aquele sorrisinho tímido de baixo pra cima?) e resumindo Lili numa mulher de puros trejeitos estereotipados e transformando-a numa caricatura, deixando claro que trata-se de um trabalho de caracterização, e não composição. Em seu contraponto, Alicia Vikander rouba a cena ao compor Gerda com uma sensibilidade que, em ao menos dois momentos, consegue tocar o público, um esforço que é continuamente sabotado pela insistência do roteiro em transformá-la numa mulher emocionalmente desequilibrada e que ora parece aceitar as mudanças no marido, ora se entrega à histeria por não saber lidar com aquela situação. É incompreensível.

Alterando a história real de Lili para um desfecho negativista e não menos nojento, A Garota Dinamarquesa acabou não fazendo jus ao falatório que despertou de início, ganhando uma recepção fria do público e comentários pouco empolgados com o resultado. Ao menos é um bom sinal, pois pode significar que o público esteja finalmente abrindo os olhos para a caretice que é o cinema de Tom Hooper e em como uma boa história em suas mãos pode terminar completamente sabotada.
Por Rafael W. Oliveira, em 21/02/2016
Avaliação:     2.0
Notas - Equipe
• Alexandre Koball 6.0
• Régis Trigo 6.0
• Silvio Pilau 8.0
• Heitor Romero 3.0
• Marcelo Leme 5.0
• Rafael W. Oliveira 2.0
• Léo Félix 7.0
•  Média 5.3
Notas - Usuários
6.3/10 (265 votos)
Minha nota:
0.5 1.0 1.5 2.0 2.5 3.0 3.5 4.0 4.5 5.0 5.5 6.0 6.5 7.0 7.5 8.0 8.5 9.0 9.5 10.0
    --
• Todas as opiniões 
Comente no Cineplayers (21)
Por Alexandre Marcello de Figueiredo, em 12/06/2016 | 18:50:48 h
Poderia tratar mais a fundo sobre à mudança de sexo. Alicia Vikander roubou o filme.
Por Daniel Raskólnikov, em 02/03/2016 | 20:54:11 h
Afff, parece que só tem esquerdopata nesse site. A começar pelo autor da resenha; parece um militante do PSOL
Por Declieux Crispim, em 25/02/2016 | 10:38:16 h
Dos piores filmes que vi na vida.
Por Vinícius Cavalheiro, em 24/02/2016 | 20:13:16 h
Sobre a relevância social, eu acho positivo simplesmente o fato do filme existir. Sendo ruim ou não. Porque por mais que seja ruim, se uma pessoa for impactada já é muita coisa. Obviamente que filme nenhum tem obrigação de ser relevante socialmente ou de dar voz para grupos socialmente oprimidos, mas se o faz, que bom.
Por Vinícius Cavalheiro, em 24/02/2016 | 20:10:57 h
Augusto, não sei se concordo tanto contigo. Eu entendo o que você quer dizer, mas quando me refiro à reação positiva da plateia, não estou afirmando que o filme é bom POR CAUSA DISSO. Estou dizendo que o filme tem uma proposta e essa proposta agradou o público, ou pelo menos parte dele.

Mesma coisa as comédias da Globo. Elas são feitas para um público menos instruído, e se este público reage positivamente ao filme, dando risada de coisas que pra cinéfilos mais "experientes" são bobagens, eu não me sinto no direito de analisar o filme com o meu olhar sem pensar antes nos objetivos e na proposta do filme. Não muda minha opinião, logico, e tampouco gostei mais ou menos de Danish Girl por causa da opinião de quem estava no cinema, mas acho que é um indicativo bem válido de que Hooper conseguiu alcançar pelo menos parte do objetivo que queria.
Por Ricardo Amaral Guedes, em 24/02/2016 | 20:10:36 h
"mensagem pra mim não faz, não fez e nunca fará filme"

Isso. O mesmo para premissas criativas. Se o desenvolvimento não funciona, as boas intenções só servem de escudo.
Por Augusto Barbosa, em 24/02/2016 | 16:26:09 h
Outra: a relevância social do tema. Sendo veículo de massa, o cinema tem essa potencialidade de trazer à baila qualquer assunto, mas não é o simples fato de o fazer que eleva as qualidades desse ou daquele filme. Filadéflia é outro exemplo, filme que também acho bem ruim, apesar de ter vindo em momento oportuno - o que não impede que tivesse sido bem melhor.

Em suma, mensagem pra mim não faz, não fez e nunca fará filme. Além do que acredito piamente que Turing, Lili e cia. mereciam MUITO mais do que lhes deram.
Por Augusto Barbosa, em 24/02/2016 | 16:24:25 h
Me intrometendo um pouco aí, não acho esse argumento de "despertar a simpatia do público" tão validante assim não, Vinícius. Tipo, se a galera ri horrores com as comédias da globo filmes, isso automaticamente faz com que esse filmes sejam bons? As pessoas podem gostar pela identificação que já têm com aquele(s) ator(es), por estarem habituadas com o formato televisivo e pouco se importarem que ele se mantenha no cinema, etc., enfim, o que quero dizer é que há uma série de variantes que provocam determinada reação no público e não necessariamente têm que influir na visão/análise do cinéfilo.
Por Felipe Ishac, em 22/02/2016 | 19:28:41 h
huahusuhshushushushushushushushusuhshus

cala boca conde
Por Vinícius Cavalheiro, em 22/02/2016 | 18:31:38 h
Pedro, tudo a ver com a mão pesada do diretor e tudo a ver também com a história, que é bastante pesada por si só (até mais do que foi mostrado no filme). Mas se a intenção era despertar empatia do público pela história de Lilli, então acho que o filme cumpriu seu papel, não?
Por Dr. Julio Silva , em 22/02/2016 | 13:34:19 h
Nada contra tua opinião Rafael. Mas é notório que o Felipe Ishac fala com paixão, sem raciocinar. Ele não conseguiu se identificar nas formas magérrimas de Eddie Redmayne. Fosse um ator mais FOFO, quem sabe?!
Por Pedro H. S. Lubschinski, em 22/02/2016 | 07:53:15 h
"mas ao final do filme eu olhei para o lado e vi metade da sala chorando. Até eu cheguei a me emocionar em algumas partes. "

Puta qualidade artística essa, nada a ver com a mão pesada do diretor mesmo...
Por Vinicius de Moraes, em 21/02/2016 | 22:37:01 h
O filme é fraquinho demais. Esse tema merecia uma abordagem melhor, ficou parecendo até meio... Bagunçado. O tal do hans,por exemplo,fica perdido na trama. Ele está ali pra aflorar os desejos de Lili, para confortar a esposa de Einar (com segundas intenções) ou para ajudar na transição? Acaba não fazendo nenhum dos três e sendo desperdiçado. Na minha opinião, o filme é um grande nada. Não discute realmente nada e nunca chega a lugar nenhum.Uma pena
Por Matheus Johan Darswik Rodrigues Barbosa, em 21/02/2016 | 17:59:04 h
Eu assisti o filme e adorei,é uma obra delicada e elegante sobre uma pessoa corajosa e valente,discordo da crítica escrita por você Rafael.
Por Dáiron César Waick Schuck, em 21/02/2016 | 15:57:21 h
O texto é bem escrito (como sempre), mas achei que pesou a mão na nota. Não compartilho de tantos problemas assim, e mesmo que existam, há muitas qualidades técnicas e também de atuações excelentes que renderiam uma nota maior. (y)
Por Álvaro, em 21/02/2016 | 15:50:01 h
A nota parece ser mais uma crítica ao cinema de Hooper do que a qualidade da obra em si
Por Douglas Rodrigues de Oliveira, em 21/02/2016 | 15:49:11 h
Crítica melhor que o filme rs Filme oco, nota justa.
Por Vinícius Cavalheiro, em 21/02/2016 | 14:49:29 h
Mas o maior mérito do filme, ao meu ver, é mostrar os dois lados de uma relação marcada pelo processo de transição de gênero: convence quando mostra todo o sofrimento de Lilli, crítica quando fala da fetichização e da figura trans como caricatura (porque é assim, de fato, na vida real) e ao mesmo tempo mostra todo o sofrimento de Gerda, que é uma PUTA personagem (e Vikander rouba o filme pra si, de fato) e que ama o marido e está vendo ele desaparecer e precisa lidar com isso sozinha.
Por Vinícius Cavalheiro, em 21/02/2016 | 14:46:47 h
Rafa, discordo de alguns pontos. Não achei o filme ótimo -- concordo com algumas das críticas feitas ao Hooper e faria outras ainda mais duras ao roteiro, que achei bem fraco (a cena final é de uma pieguice sem fim) --, mas ao final do filme eu olhei para o lado e vi metade da sala chorando. Até eu cheguei a me emocionar em algumas partes.

Vejo isso como um sinal de que, por mais fraca que seja a narrativa (apressada e sem ritmo) e a direção bem aquém do que poderia ser, o filme funciona e leva representatividade da causa trans ao cinema. Gostei da diferenciação que rola entre transexualidade e homossexualidade e fiquei bastante satisfeito quando o filme mostra que, apesar de serem coisas completamente distintas, mesmo assim elas andam juntas (como na cena da agressão).
Por Felipe Ishac, em 21/02/2016 | 14:03:12 h
nota ta alta demais, isso sim
Por Kennedy, em 21/02/2016 | 13:12:52 h
"narrativa que não nos deixa sentir ou compreender nada, onde tudo acontece aos olhos do público na velocidade da luz. Não compreendemos coisa alguma sobre Einar/Lili ou Gerda, o que resume a obra numa experiência emocionalmente fria e distante".

Definiu bem em poucas palavras. Só achei a nota baixa demais e não vi o desfecho como negativista, mas também não vi como positivo. Achei um desfecho comum, apesar de certa forma bonito visualmente, porém sem vida e humanidade. Apenas uma simples sofisticação, como você disse.
Comente no Facebook
Todas as informações aqui contidas são propriedades de seus respectivos produtores. Sugestões? Reclamações? Elogios? Faça valer sua opinião, escreva-nos!
 CINEPLAYERS CAST
CP Cast
#49 Neorrealismo Italiano
#48 O Exorcista
#47 Wall-E
#46 The Last of Us
#45 60 anos de Tim Burton
#44 Meu Amigo Totoro
#43 Missão: Impossível - Efeito Fallout
#42 Filmes da Sessão da Tarde
#41 Batman: O Cavaleiro das Trevas
#40 100 anos de Ingmar Bergman
#39 Os Incríveis 2
#38 Era Uma Vez no Oeste
#37 Jurassic Park e Jurassic World
#36 O Bebê de Rosemary
#35 A Noite dos Mortos-Vivos e Despertar dos Mortos
#34 Han Solo: Uma História Star Wars
#33 Deadpool 2
#32 Um Corpo que Cai
#31 Stephen King no Cinema
#30 Vingadores: Guerra Infinita
#29 A Franquia 007
#28 Um Lugar Silencioso
#27 2001: Uma Odisseia no Espaço
#26 Jogador Nº1
#25 Planeta dos Macacos
#24 Quentin Tarantino
#23 75 anos de David Cronenberg
#22 Projeto Flórida
#21 Trama Fantasma
#20 Três Anúncios Para um Crime e Lady Bird
#19 Oito e Meio de Fellini
#18 A Forma da Água
#17 The Post e os filmes de Jornalismo
#16 Indicados ao Oscar 2018!
#15 20 Anos de Titanic
#14 Nostalgia Cinéfila - Especial 15 Anos!
#13 Melhores de 2017
#12 Star Wars: Episódio VIII - Os Últimos Jedi
#11 Especial Natalino
#10 Assassinato no Expresso Oriente
#9 Onde os Fracos Não Têm Vez
#8 Liga da Justiça
#7 Stranger Things
#6 45 anos de O Poderoso Chefão
#5 Branca de Neve e os Sete Anões
#4 Halloween
#3 Blade Runner / Blade Runner 2049
#2 De Volta Para o Futuro
#1 Os Goonies
#0 O Piloto
 LEIA TAMBÉM
 FICHA DO FILME

 Garota Dinamarquesa, A
(Danish Girl, The, 2015)
• Direção:
- Tom Hooper
• Elenco Principal:
- Eddie Redmayne
- Alicia Vikander
- Matthias Schoenaerts
• Sinopse: Einar e Gerda Wegener são um casal de pintores na Copenhague de 1926, eles vivem um bom relacionamento, apesar de não conseguirem ter filhos. Mas quando Gerda decide pintar um quadro de Einar vestido de mulher, faz aflorar um lado feminino, que semp...
 FILMES RELACIONADOS
• A Teoria de Tudo
• O Discurso do Rei
• Os Miseráveis
• Tangerine
CINEPLAYERS LTDA. (2003 - 2018) - TODOS OS DIREITOS RESERVADOS

CENTRAL DE USUÁRIOS
FILMES
CRÍTICAS
NOTÍCIAS
PERFIS
TRILHAS SONORAS
HOME CINEMA
TOPS
COMENTÁRIOS
ARTIGOS
PREMIAÇÕES
JOGOS
FÓRUNS
PAPÉIS DE PAREDE
MAIS ASSISTIDOS
EQUIPE
NOSSA HISTÓRIA
CONTATO
PERGUNTAS FREQUENTES
PROMOÇÕES
ESTATÍSTICAS
ESPECIAL A NOVA HOLLYWOOD
ESPECIAL WES CRAVEN
CHAT
MAPA DO SITE
API CINEPLAYERS
ANUNCIE CONOSCO
         
CINEPLAYERS LTDA. (2003 - 2018)

           
 USUÁRIOS
 + ASSISTIDOS
 EQUIPE
 HISTÓRIA
CONTATO
FAQ
PROMOÇÕES
ESTATÍSTICAS
WES CRAVEN
MAPA DO SITE
API
ANUNCIE