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CRÍTICA

Azul é a Cor Mais Quente

(La Vie d'Adèle, 2013)
Por Francisco Carbone Avaliação:                     10.0
Na construção de um ser, explode o melhor e mais íntimo filme do ano.

Entrar no universo de Adèle pra mim parecia fácil. A ansiedade natural para conferir o mais recente vencedor da Palma de Ouro em Cannes estava unida ao fato de gostar da pegada naturalista que o diretor Abdellatif Kechiche lapidou em seus bem sucedidos filmes anteriores (em especial O Segredo do Grão [La Graine et le Mulet, 2007]), então seria uma sessão tranquila, entre amigos. Da tela, então, vejo saltar um gancho que me puxaria para dentro daquele universo durante as próximas 3 horas, passando com espantosa velocidade. Não fazia ideia de que o longa sobre o qual lia desde maio, com sinopse de realidade tão distante da minha, fosse se tornar tão íntimo e pessoal, pegando carona em sentimentos que não faço questão de expor ou rememorar com frequência. Mas tal qual Frances Ha (idem, 2013), descubro que 'a vida de Adèle' também é uma triste tradução da dificuldade de ser.

Enquanto Frances quer lidar com um amadurecimento tardio (através da dança) que pode vir ou não vir, não importa, Adèle quer descobrir e aprender. Ambas têm fome de leoa, e se jogam em cima de suas presas e interesses; ambas têm atitude corporal impecável e mostram com cada gota de suor do que são capazes. Admiro a garra de Frances, sua impávida condição de lutadora do bem, mas talvez a melancolia de Adéle se aproxime mais de mim (e de uma certa "antepassada" americana dela, a senhorita Enid de Mundo Cão [Ghost World, 2001]), me tocando de maneira indelével. Kechiche, por sua vez, descobriu na HQ Azul é a Cor Mais Quente a matéria prima necessária para o seu filme mais íntimo, cujas explosões tão intensas ocorrem todas dentro de uma única pessoa: Adèle.

Adèle tem apenas 17 anos, e nenhuma experiência. Nenhuma. Uma adolescente experimentando, como qualquer outra. Mas tem algo ali... uma inquietação, uma dúvida, uma vontade inexplicável e nem se sabe de quê. Um dia, uma menina na rua a faz virar a cabeça, literalmente. Adèle já tinha transado com um rapaz, mas será isso mesmo o que ela queria? E mais: será somente disso feita a vida? Nossas angústias emocionais passam todas por colocações amorosas, por colocações de gênero? Afinal, o que quer Adèle?

Não à toa o parágrafo anterior tem mais perguntas que respostas, porque é disso que se faz uma grande existência, de questionamentos. Adèle ainda não sabe, mas ela provavelmente terá uma jornada riquíssima pela frente. Mas... rico não quer dizer necessariamente tranquilo. Como toda grande jornada, a jovem não irá passar incólume; ao seu lado está Emma, a jovem de cabelos azuis. E passam-se os anos, e Kechiche engrandece sua obra mostrando que homossexualidade nunca foi seu tema principal. O que importa é a inadequação inerente a todos que têm sensibilidade aguçada e se atrevem a questionar o que há ao redor. A sociedade continua vendendo que o melhor é ser assim e assado, que o certo a se fazer é isso e não aquilo. Um dia essas regras serão de vez destroçadas, e são a alegria de Frances, a sinceridade de Enid e os olhos gulosos de Adèle os exemplos reais a serem seguidos.

De montagem espetacular e direção impressionante, Kechiche precisava de duas atrizes capazes para protagonizar seu filme; achou mais que isso. Se Lea Seydoux comprova sua meteórica ladeira acima na carreira com uma composição delicada e intimista, a novata Adèle Exarchopoulos mostra o que talvez seja a melhor estreia francesa desde Isabelle Adjani em A História de Adele H.  (L' Histoire d'Adèle H., 1975) - coincidência demais? Sua interpretação diz tudo em cada milimétrico detalhe impresso pela igualmente jovem atriz; interpreta com olhos, mãos, boca, com cada mecha de cabelo, com cada passo adiante; tudo é meticuloso ali. E tudo é necessariamente espetacular, cuidadoso e delicado. Muito do mérito do filme está na junção de seu trabalho com o de Kechiche, que sempre radiografou até os poros de seus personagens, e achou em Exarchopoulos poros pulsantes, unindo a ela uma vontade avassaladora de contar uma história através de cada mísero movimento de alguém.

Saí do cinema em completa conexão com aquela dor, aquela ânsia de existir livre, aqueles passos finais... e iniciais. Porque toda vida está eternamente iniciando, só os melhores conseguem sobreviver, e Adèle só nos mostrou seus dois primeiros capítulos.

PS: E não, eu não falarei sobre as cenas eróticas do filme. E quem estiver atrás do filme por isso... por favor, cresçam!

Por Francisco Carbone, em 05/12/2013 Avaliação:                     10.0
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Comente no Cineplayers (53)
Por Ana Carolina, em 12/02/2014 | 13:42:58 h
Ótima crítica. Eu não daria 10, mas o filme é realmente incrível. Deixou bem azul minha tarde de terça-feira.
Por Silvia Lima, em 10/02/2014 | 05:36:43 h
O filme é lindo, azul e muito intenso.
Atrizes incríveis, cenas perfeitas, direção primorosa. Três horas de cinema vida real que eu nem vi passar.
Por Leonardo Melo, em 18/01/2014 | 08:43:22 h
O filme é incrível, as atuações são espetaculares, as cenas de sexo são muito bem construídas e compõem muito bem a história...

Deveria ter ao menos sido indicado ao oscar de melhor estrangeiro!
Por João Paulo , em 06/01/2014 | 02:18:56 h
Assisti o filme recentemente e o que mais me chamou e que todo filme é filmado em cenas logas com câmera estática, e logo é natural que as cenas de sexo são filmadas da mesma maneira o que não era esperado por mim levando em conta o barulho que essas rederam, um belo filme, meio subestimado acredito eu, mas infelizmente refém desse clichê de filme polemico.
Por Raphael da Silveira Leite Miguel, em 06/01/2014 | 01:42:32 h
Pois é Pepe, se a pessoa tiver a curiosidade de só ver isso, sugiro o canal Hustle TV, 24 horas por dia...
Por Eduardo Pepe, em 06/01/2014 | 00:16:06 h
Só lembrando que o filme tem três horas, as cenas só duram uns dez minutos, acho que custo benefício de ver um filme feito exatamente para isso é maior...
Por Rodrigo Jambeiro Pinto, em 05/01/2014 | 22:09:01 h
Ué, mas qual que é o maldito problema em, num primeiro momento (sim, porque creio que isso se passe em sua maioria em quem nunca assistiu o filme), se interessar em ir assistir o filme só pelas cenas de sexo ? Ninguém tem sangue correndo nas veias ñ? Ninguém pensa em sacanagem de vez em quando ñ? Do jeito que alguns falam aqui até parece que a marmanjada vai la assistir e no final ñ vai sentir nada além da vontade de correr pra algum lugar e se masturbar. Ah, façam-me o favor...
Por Vinícius De Vita, em 05/01/2014 | 16:15:39 h
Porque tem muita gente indo ver o filme só por causa das cenas de sexo entre duas mulheres. MUITA gente.
Por Vinícius Aranha, em 05/01/2014 | 14:23:09 h
Mas não é óbvio que o filme não é só as cenas de sexo, e também que não é necessário comentá-las na crítica? Pra que colocar esse aviso??
Por Vinícius De Vita, em 05/01/2014 | 14:07:40 h
O que mais precisa ser dito sobre as cenas de sexo, gente? Todo mundo já sabe que elas são longas, explícitas e que representam isso e aquilo para o filme. O que mais falta ser dito que virou lei que toda crítica sobre o filme diga algo sobre?

Carbone está coberto de razão, e acho que ficou suficientemente claro que o aviso foi para os que estavam interessados no filme unicamente por causa disso. Machistas que são.
Por Rodrigo Torres de Souza, em 18/12/2013 | 23:47:29 h
Imagino que o Victor não tenha visto o filme antes de criticar a recusa do Carbone em falar EM SEPARADO das cenas de sexo (Lygia também não o fez), pois o texto não ignora tais cenas no todo; elas são importantíssimas, tanto para o filme, como para o texto, pois representa a entrega e a fome de viver da protagonista, temas abordados na(s) crítica(s).

E não se enganem. O aviso - que tinha como objetivo gerar essa discussão mesmo - é direcionado: aos puritanos, a quem se interessou pelo filme simplesmente por causa disso, àqueles que poderiam achar que o filme é ou gira em torno das cenas de sexo... Enfim, creio que o Carbone quisesse enfatizar que seria simplista demais se apegar a isso (que faz parte de um todo) e alimentar ainda mais uma discussão vazia.

Pra se ter uma ideia, as cenas de sexo são tão explícitas quanto aquelas em que a personagem se lambuza eroticamente com spaghetti. Elas estão ali organicamente, têm uma função narrativa, isso que importa.
Por Augusto Santos Filho, em 11/12/2013 | 09:26:28 h
Assinando em baixo no que o Aranha e o Victor disseram aí.
Por Vinícius Aranha, em 10/12/2013 | 23:40:36 h
Cara, as cenas de sexo são a coisa mais importante deste filme, e não só pela forma como foram inseridas como, sim, por atraírem um público heterossexual para um filme que fala sobre uma lésbica de maneira tão discursiva, capaz, no fundo, de convencer até o maior dos machistas que a homossexualidade é natural.
Por Victor Ramos, em 10/12/2013 | 23:24:54 h
Elizabeth, nem me dirigi a você, na verdade. Foi ao autor do texto mesmo, que se recusou a abordar isso na crítica, o que me parece estranho.

Me desculpe se soou mal, huehue
Por Augusto Santos Filho, em 10/12/2013 | 16:48:23 h
Hehe, beleza, Elizabeth, mas quando falei de puritanismo não me referi a você não. Tu não falou em momento algum que o filme tenta chocar, etc. etc. Foi um carinha que comentou mais abaixo.
Por Elizabeth Silva, em 09/12/2013 | 22:17:56 h
Desculpe se fiz parecer o discurso pseudo-maduro, ou de parecer uma puritana, não era esse o meu ponto.
Queria dizer que apenas não entendo o posicionamento de alguns diante do filme, que entram na sala e começam "do que se trata esse filme?" "é aquele com umas lésbicas gostosas se pegando com altas putarias" "nossa, essas são tão gostosas que eu transformava em hétero" . Eu me sinto incomodada de ouvir isso, torna-se, na minha opinião, um machismo muito agressivo por estar dissolvido.
Não tenho absolutamente nada contra sexo em filmes ou algo do tipo, como já disseram, sexo é natural e faz parte do ser-humano.
Mas não consigo entender comentários como os que citei.
Por Victor Ramos, em 09/12/2013 | 21:12:04 h
A última coisa que um filme desse merece é ser visto apenas por causa das cenas de sexo lésbico, sinceramente.

Nem precisa dizer isso. O filme deve falar por si só. Se for eficiente em sua exploração além do sexo lésbico sob a ótica hétero (como você defende), beleza (a compreensão do público será mera consequência); se não, aí já são outros quinhentos (o público não é obrigado a pagar por um erro que não é dele).
Por Victor Ramos, em 09/12/2013 | 21:04:22 h
E quem estiver atrás do filme por isso... por favor, cresçam!

Esse discursinho pseudo-maduro é algo patético.

Se isso não fosse julgado como um elemento importante (importante ao ponto do público se interessar pelo filme também pelo conteúdo erótico), talvez nem estivesse contido aí. Se está aí, é porque faz parte do filme; portanto, não vejo como não ir atrás do filme também por isso - é uma consequência.

E sexo é vida, é algo que faz parte de nós, animais que somos. Na verdade é quem nega isso que precisa crescer.
Por Augusto Santos Filho, em 09/12/2013 | 20:46:42 h
"Cresçam", pfff... como se o interesse pelo sexo não fosse algo absolutamente natural ao ser humano.
Por Augusto Santos Filho, em 09/12/2013 | 20:42:07 h
Eu estava atrás do filme também por causa das cenas eróticas. Qual o problema? Faz parte, ué, e não cerceia a experiência geral do negócio, é um baita filme.

E, na moral, dizer que a explicitude das cenas de sexo são puras tentativas de chocar, é atestar pra si mesmo um alto nível de puritanismo, mesmo que tentando ser disfarçado. Pra quem tem pudores de ver o corpo humano e duas pessoas transando, éh, realmente chocante - a "invasão" da privacidade da protagonista é o princípio da mise-en-scene de Kechiche, explicitada desde os primeiros minutos, com sua mania de filmar a galera bem de perto, captando mínimos (e relevantes) detalhes.
Por Francisco Bandeira, em 09/12/2013 | 14:50:59 h
Carbone, já espero um texto seu para Frances Ha!
Por Elizabeth Silva, em 09/12/2013 | 10:52:53 h
Vinícius disse tudo.
PS: E não, eu não falarei sobre as cenas eróticas do filme. E quem estiver atrás do filme por isso... por favor, cresçam! (2)
Por Vinícius De Vita, em 08/12/2013 | 22:29:39 h
Só procurem dar uma maneirada nos comentários machistas, gente. Deviam fazer um exame que identificasse o grau de machismo de cada indivíduo que pretende assistir a esse filme antes de permitir a entrada na sessão. A última coisa que um filme desse merece é ser visto apenas por causa das cenas de sexo lésbico, sinceramente.
Por Luís Daniel, em 08/12/2013 | 19:29:59 h
"Sorry to disagree, but this is NOT a great love story. It's a very ordinary love story, the kind which we've all experienced a dozen times. Not the kind, as Francis Coppola told me when I filmed him, we've all only experienced once, at the most twice, in our lives.

As Steve Gaydos described it, an artist chooses muses of lesser intellectual capacity that are interchangeable. None are great loves, merely necessary appendages. The poor muse is temporarily traumatized, but will survive to find another similar tormenter."

Monte Hellman... devo ver essa semana esse aqui, mas tô esperando coisa boa
Por Augusto Santos Filho, em 08/12/2013 | 19:20:39 h
Deve ser algo autêntico.
Por Vinícius Aranha, em 08/12/2013 | 18:14:38 h
Kkkkkkk
Por Lucas do Carmo, em 08/12/2013 | 18:09:24 h
"pseudo-imitação de "50 tons de cinza"?"

E agora, o que seria uma pseudo-imitação?
Por Diogo Serafim, em 08/12/2013 | 15:29:53 h
Também não achei que o filme tentou chocar não, e as cenas de sexo são fantásticas!
Por Alexandre Rossi, em 08/12/2013 | 12:57:33 h
E a direção é extremamente original e sensível. O Kechiche constrói quase uma narrativa nas cenas de sexo.
Por Alexandre Rossi, em 08/12/2013 | 12:54:13 h
Não tenta chocar. Mas não tenta MESMO! Tudo que o filme NÃO faz é tentar chocar.
Por Khalil Nascimento , em 08/12/2013 | 11:00:19 h
Para um filme pouco original e excedente na tentativa de chocar pelos pudores cada vez mais ultrapassados, esta obra recebeu uma nota bem exagerada.
Por Paulo Matheus, em 08/12/2013 | 00:32:05 h
Assisti hoje e só digo uma coisa, rapaziada...

é difícil segurar a mão
Por Daniel Oliveira Neves, em 07/12/2013 | 12:09:05 h
Ainda prefiro o final da HQ.
Por Jairo Simões, em 06/12/2013 | 16:13:52 h
Vou ver semana que vem :)
Por Gustavo Hackaq, em 06/12/2013 | 11:57:33 h
Outro 10.0 senhor me leva.
Por Vinícius De Vita, em 06/12/2013 | 10:38:06 h
esse título é lindo, parem de birra.
Por Rodrigo Torres de Souza, em 06/12/2013 | 10:12:07 h
Sem falar que o título original é foda. Afinal, desde quando "azul é a cor mais quente"? Fizeram bem em recuperar o original. Bem mais impactante que A Vida de Adele (que até é um bom título).
Por Daniel Dalpizzolo, em 06/12/2013 | 09:51:07 h
a tradução é o nome da obra que originou o filme.
Por Thyago Militão , em 06/12/2013 | 09:33:33 h
Só eu que detestei a tradução para o Brasil que faz uma pseudo-imitação de "50 tons de cinza"?
Por Alexandre Rossi, em 06/12/2013 | 03:08:18 h
É lindo, lindo, lindo. Um dos melhores filmes que já vi na vida. Obra-prima. Nem sei mais o que dizer. Ainda estou extasiado.
Por Felipe Soares, em 06/12/2013 | 01:22:50 h
Acho que antes de acrescentar algo à primeira, ele quis expressar aquilo que o filme representou pra ele.
Por Vinícius Aranha, em 06/12/2013 | 00:45:39 h
Na moral, se é pra ter uma segunda crítica pra um filme, que ela acrescente alguma coisa ao que a outra disse.
Por Thiago Cunha, em 06/12/2013 | 00:43:05 h
Crítica linda linda. E a menção de dois dos melhores filmes que vi esse ano, Frances Ha e Ghost World, apenas me deixam mais ansioso para assistir esse.
Por Francisco Bandeira, em 05/12/2013 | 20:44:31 h
Vc descreveu uma atuação agora ao melhor estilo Gena Rowlands e Maria Falconetti.
Por Silvia Lima, em 05/12/2013 | 20:33:57 h
Louca pra ver.
Por Matheus Veiga, em 05/12/2013 | 19:26:52 h
porque não aparece a nota da lygia?
Por Renan Fernandes, em 05/12/2013 | 19:25:55 h
Nossa fiquei muito afim de ver o filme depois da crítica.
Por Raphael da Silveira Leite Miguel, em 05/12/2013 | 19:12:27 h
Vou ver o filme sim e não só pelo erotismo, assim como o do Trier (Ninfomaníaca). Muito boa a crítica, sucinta e objetiva. Ainda coloca vários questionamentos sobre a sociedade, parabéns!
Por Paulo Matheus, em 05/12/2013 | 17:05:36 h
Só espero que essa ansiedade toda não vire decepção. Verei amanhã...
Por Carlos Dantas, em 05/12/2013 | 16:59:57 h
Acho que todo mundo, né. Uma coisa não exclui a outra. Dá para apreciar o filme sem abrir mão das cenas "eróticas". Desnecessário esse aviso da crítica.
Por Daniel Dalpizzolo, em 05/12/2013 | 15:32:01 h
quero ver por causa das cenas eróticas :(
Por Felipe Soares, em 05/12/2013 | 14:32:52 h
Segunda crítica com nota 10.. caramba!! Ansiosíssimo rsrs
Por Vinícius De Vita, em 05/12/2013 | 14:23:22 h
ai ♥
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 FICHA DO FILME

 Azul é a Cor Mais Quente
(La Vie d'Adèle, 2013)
• Direção:
- Abdellatif Kechiche
• Elenco Principal:
- Adèle Exarchopoulos
- Léa Seydoux
- Jeremie Laheurte
• Sinopse: Adèle é uma garota de 15 anos que descobre, na cor azul dos cabelos de Emma, sua primeira paixão por outra mulher. Sem poder revelar a ninguém seus desejos, ela se entrega por completo a este amor secreto, enquanto trava uma guerra com sua família e ...
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