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CRÍTICA

Enterrado Vivo

(Buried, 2010)
Por Kênia Freitas Avaliação:               7.0
Em sua estreia no cinema, Rodrigo Cortés faz um filme-dispositivo tecnicamente muito bom, mas com enredo óbvio.

Em seu filme de estreia, Enterrado Vivo, o diretor espanhol Rodrigo Cortés leva às últimas consequências a ideia de fazer um filme-dispositivo. Isto porque, durante os seus 90 minutos de duração, temos apenas um personagem, Paul Conroy, preso dentro de um caixão debaixo da terra. É admirável essa coragem e obstinação de levar a proposta de contar uma história com a presença física de apenas uma pessoa – dos outros personagens só ouviremos as vozes pelo telefone – em um espaço limitado e pouco iluminado. Esse é o seu ponto forte, pois o diretor consegue, bem ou mal, prender nossa atenção até o final do filme.

Paul Conroy, interpretado de forma até convincente por Ryan Reynolds, é um motorista de caminhão norte-americano que trabalha no Iraque. Ele e seus companheiros sofreram um ataque enquanto trabalhavam – embora Paul não saiba exatamente o que aconteceu e como foi parar naquele caixão. Sua única arma para tentar sair dali é um telefone celular, com o qual negocia com o sequestrador e tenta  desesperadamente conseguir a ajuda dos seus familiares, da empresa em que trabalha e do governo americano.

As telas pretas e o silêncio absoluto que pontuam o filme são elementos de suspense muitos bem utilizados. Um dos usos mais inventivos das potencialidades estruturais cinematográficas mais básicas vistas no cinema comercial. Nesses momentos, conseguimos por alguns instantes escapar da obviedade narrativa que o dispositivo nos propõe e realmente nos preocupamos e torcemos pelo personagem.

Ao mesmo tempo, o filme-dispositivo funciona como uma limitação narrativa, justamente por causa dessa obviedade da proposta: o homem não pode sair do caixão até o desfecho da história. Nesse sentido, todos os desdobramentos que acontecem durante o filme, a descoberta de sua condição, os telefonemas para a família, a relação com o sequestrador, com a empresa em que trabalha e com o funcionário do governo americano e etc, só servem para manter o dispositivo funcionando. Assim, mesmo levando a trama para frente e mantendo o espectador conectado à narrativa, esses novos elementos reforçam o tempo inteiro a presença do dispositivo em si. Cada novo elemento é também uma nova forçada de barra – necessária, porém cansativas ao se acumularem. Um ciclo do qual nem mesmo a competência técnica de realização do filme consegue fugir.

É também por isso que o tom de denuncismo pós-11 de setembro soa artificial no filme. Só mais uma enrolação de roteiro pseudo-politizada para prolongar a claustrofobia da narrativa. Uma pena, pois o filme esbarra em discussões interessantes como a ocupação norte-americana no Iraque, o uso da mídia como ferramenta política dos terroristas e a frieza do capitalismo financeiro. Mas todos esses temas parecem apenas uma forma do diretor ganhar mais cinco minutos dentro da sua caixa fechada.

Haveria alguma outra forma de sustentar o dispositivo sem torná-lo mais importante que o enredo e o próprio filme? Talvez esse seja o problema dos filmes que nascem a priori para serem dispositivos: eles não conseguem sair do seu próprio caixão.

Por Kênia Freitas, em 15/12/2010
Avaliação:               7.0
Notas - Equipe
• Alexandre Koball 7.0
• Daniel Dalpizzolo 7.0
• Josiane Ka 6.0
• Régis Trigo 5.5
• Silvio Pilau 8.0
• Marcelo Leme 7.5
•  Média 6.8
Notas - Usuários
7.1/10 (324 votos)
Minha nota:
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Comente no Cineplayers (5)
Por Tom Ripley, em 26/01/2014 | 16:29:46 h
Excelente, tesão e suspense do inicio ao fim. O final do filme mostra algo que flerta com a realidade, as vezes o fator sorte é determinante para o sucesso de um empreendimento, no caso o resgate do protagonista...e mostrar a importância do tempo, se tivesse mais 30 minutos talvez ainda fosse possível localizá-lo e salvá-lo, mas não deu!
Por Júlio César Filho, em 26/02/2012 | 14:46:22 h
Filmaço!!!!!!!
Por Osnir Sotério de Lima, em 20/01/2012 | 07:37:05 h
O único mérito real desse filme é a coragem e originalidade da idéia, no entanto uma idéia original não é necessariamente uma boa idéia.
A história não tem um propósito, o vilão não é vilão e o mocinho não é mocinho, é um cara comum que não tem nenhuma qualidade especial nem um grande drama para resolver( além do confinamento, é claro}. E o ponto principal é exatamente esse, o único problema que o protagonista tem para resolver ele não tem como fazê-lo pois está confinado, ou seja a única celeuma imposta à trama não pode ser selecionada pelo único personagem que aparece fisicamente no filme, mas sim por outros personagens que pouco interesse tem em solucionar a questão. Além do que, por mais que choque as pessoas, governo de país nenhum sairia pagando resgates milionários para sequestradores.
O filme se resume a uma história simploria onde a única dúvida é se Ryan Reynolds vai ou não conseguir sair do caixão. Cheio de falhas no fraco roteiro, como por exemplo um isqueiro tipo Zippo no qual o fluído dura horas, quando se sabe que o fluído utilizado por esses isqueiro não queima mais que dez minutos interruptos, uma cobra que de repente aparece dentro do caixão, ainda mais dentro da calça do personagem e para piorar sai do caixão cavando a terra, o oxigênio que num espaço daquele tamnho, e com isqueiro queimando continuamente, não duraria uma hora, lá dura mais de duas, além da questão de Mark White, (fundamental no desfecho).
Levando-se em consideração que Mark encontrava-se sequestrado e não salvo, contrariando o que o policial disse a Paul, como foi identificado em segundos na hora do desfecho final? Filmes dessa natureza já foram melhor explorados como no caso de “Por um fio”, onde o drama passado pelo protagonista vai muito além das ameaças de morte, o vilão pretende que ele assuma seus erros para esposa, amigos e para ele mesmo, a trama é muito mais complexa. Em “Enterrado vivo” a sensação que se tem é que a história poderia ser contada para um amigo em dois minutos, com riqueza de detalhes. Como disse no início, o ponto alto é a originalidade e a coragem para produzir um filme passado completamente dentro de um caixão, fora isso não se tem grandes atrativos.
As pessoas tem que acabar com essa cultura de “pseudointelectuais” de que filme bom acaba mal, ou que se você sair insatisfeito do cinema é porque não entendeu o filme. Se uma piada não fizer você rir não quer dizer que você não a entendeu, ela pode apenas ser “RUIM”. Assistam e tirem suas conclusões. Para mim ficou devendo.
Por Thiago Cotta, em 21/09/2011 | 09:18:03 h
Um filmaço desse e vem me falar de enredo?
Por Mara Rúbia Pereira, em 18/09/2011 | 00:00:41 h
Bom. Eu sou uma leiga, e uso o site como uma referência, quando assisto, ou pretendo assistir a um filme. Neste sentido, fiquei totalmente perdida nesta crítica, pois traz um jargão, que, a menos que minha ignorância seja maior do que imagino, a torna hermética a uma grande quantidade de pessoas. Não sei o que é filme-dispositivo, e até tentei pesquisar, e continuo confusa. No mais, a crítica me pareceu circular, pois ao mesmo tempo em que vislumbra pontos negativos, questiona se haveria uma maneira de fazer diferente. Vou assistir ao filme, para tirar minhas conclusões.
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 FICHA DO FILME

 Enterrado Vivo
(Buried, 2010)
• Direção:
- Rodrigo Cortés
• Elenco Principal:
- Ryan Reynolds
- José Luis García Pérez
- Robert Paterson
• Sinopse: Um civíl é sequestrado no Iraque e acorda enterrado no deserto, dentro de um caixão, possuindo apenas uma faca e um telefone celular para se salvar.
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