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CRÍTICA

Exilados

(Fong Juk, 2006)
Por Emilio Franco Jr. Avaliação:             6.5
Um bom filme e um bom thriller policial urbano, porém é cansativo em alguns momentos.

Exilados, que participou da mostra competitiva do Festival de Veneza de 2006, terá lançamento exclusivo no POPCINE, em São Paulo. Nos demais estados brasileiros, o filme chegará direto em DVD. Não precisa lamentar, pois a nova produção de Johnnie To (Eleição – O Submundo do Poder) deixa um pouco a desejar. 

A história se passa em Macau, no ano de 1998. A cidade está às vésperas de sua devolução à China. Todos buscam a chance de ganhar dinheiro antes que uma nova era se inicie. Wo, um membro da máfia renegado, está tentando uma nova vida ao lado de sua família. A mando do chefe Fay, dois mafiosos de Hong Kong perseguem Wo para matá-lo. No entanto, os assassinos entram num dilema quando encontram dois outros antigos membros da organização, cuja missão é proteger Wo a qualquer custo. 

Johnnie To é um dos diretores mais famosos do cinema oriental. Por aqui, ficou conhecido há pouco. Para se ter dimensão do sucesso de To, ele é considerado o Spielberg do Oriente. Costuma trabalhar no gênero policial e não se contenta em realizar poucos filmes. Costuma dirigir um por trimestre. Em Exilados, o diretor mostra sua habilidade para filmar cenas de ação que envolvem tiroteios intermináveis. Com tantos personagens e fumaça em cena, To faz uso, acertadamente, da câmera lenta, com o objetivo de não deixar o espectador se perder. 

O começo do filme já é bastante interessante. Dois mafiosos chegam à casa de Wo com a intenção de matá-lo. Em seguida, chegam outros dois homens, mas desta vez, com a intenção de protegê-lo. Enquanto esperam a chegada de Wo, que não estava em sua residência, os quatro homens, em uma praça, olham uns para os outros e se cumprimentam, expondo ao público que eles se conhecem. Durante toda cena inicial, até o momento em que todos estão dentro da casa de Wo esperando para começar o tiroteio, o filme de Johnnie To parece um faroeste transferido para os dias de hoje. A troca de tiros é interrompida pelo choro de um bebê.  Os homens, então, sentam-se à mesa para conversar, e, por meio de uma foto antiga, vemos que todos eles se conhecem, já que foram, no passado, integrantes de uma mesma gangue. Os homens, então, resolvem se juntar para matar o mafioso que os colocou naquela situação. 

Com isso, o filme começa a explorar a questão da amizade. O sentimento que os une desde a infância fará com que todos sejam leais uns aos outros até o fim. Diversas situações comprovam isso, como em uma apoteótica cena, em que, mesmo podendo abandonar um local de “batalha”, o grupo de gangsteres resolve ficar para não deixar um deles para trás. Todos eles são capazes de dar suas próprias vidas para salvar o amigo. 

Outro bom momento do filme é a cena em que o chefe, que havia ordenado o assassinato de Wo, acaba por encontrá-lo em um hospital clandestino, tornando a cena que ocorre em seguida um verdadeiro “balé das armas”. Tudo é perfeitamente coreografado e filmado.

O humor está presente no filme de To, representado pela figura do policial. Ao mesmo tempo em que ele serve como figura cômica por temer os mafiosos e não querer enfrentá-los, ele também é um personagem com função crítica. O policial é uma representação da ausência do estado, e, até mesmo, da farsa que a instituição policial pode representar, já que além de fingir não estar vendo os massacres cometidos pelos gangsteres locais, ele ainda possui o telefone do chefe da máfia, que após uma ligação sua, ordena para que não o matem.  Uma crítica de maneira cômica se torna mais sutil, porém é muito mais interessante. 

Em algumas ocasiões o filme exagera, como na cena em o que o médico continua a tratar o chefe Fay enquanto ele está andando e atirando, tornando o momento um pouco bizarro. Exilados ainda dá outras pisadas na bola. A repetição de enfrentamentos entre os mesmos personagens, apesar de bem filmadas por To, são repetitivas, deixando as quase duas horas do longa um pouco cansativas. Sorte que há outras subtramas. Apenas o enfrentamento que ocorre já ao final do longa se diferencia dos demais. Não só pelo desfecho, mas pelo significado da cena. 

A trilha sonora, que deixa um clima de faroeste e de cidade sem lei, é muito bem empregada, estando presente em quase todo o longa. Outro aspecto interessante é o ótimo trabalho de mixagem de som, e o som propriamente dito. Os filmes orientais, de um tempo para cá, têm apresentado qualidade técnica invejável. 

Exilados é um thriller policial urbano com toques de faroeste americano. O resultado é um bom filme, mas que não satisfaz por completo, já que em alguns momentos cansa e soa artificial.

Por Emilio Franco Jr., em 16/03/2007
Avaliação:             6.5
Notas - Equipe
• Daniel Dalpizzolo 8.0
• Régis Trigo 6.0
• Pedro Tavares 8.0
• Francisco Bandeira 7.5
•  Média 7.4
Notas - Usuários
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 FICHA DO FILME

 Exilados
(Fong Juk, 2006)
• Direção:
- Johnnie To
• Elenco Principal:
- Anthony Wong Chau-Sang
- Francis Ng
- Josie Ho
• Sinopse: O ano é 1998. O lugar: Macau, onde todos buscam a chance de ganhar dinheiro, antes que uma nova era se inicie. Um membro renegado, que está tentando uma nova vida ao lado de sua família, passa a ser procurado por dois mafiosos de Hong Kong. Mas os as...
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