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CRÍTICA

Gamer

(Gamer, 2009)
Por Conrado Heoli Avaliação: 0.0
Uma das piores e mais imbecis experiências que o cinema comercial norte-americano pode proporcionar.

Bem intencionados são os realizadores que buscam injetar no cinema contemporâneo norte-americano uma dose de originalidade, quebrando paradigmas e fórmulas da produção massificadora do cinema comercial com opções estéticas e narrativas inovadoras. Quando tais boas intenções são desenvolvidas e trabalhadas por mentes criativas e competentes, filmes inteligentes nascem e com eles uma faísca de esperança surge para os cinéfilos mais céticos, que desacreditam da possibilidade de se encontrar qualidade em meio ao cinema comercial feito hoje nos Estados Unidos. Mas como diz o ditado, de boas intenções o inferno está cheio, e é para lá que os criadores do pseudo-filme Gamer deveriam exibir sua criação.

Com uma trama que não poderia ser mais enrolada e cheia de furos, Gamer apresenta uma versão alternativa de nossa sociedade onde a fixação por jogos e realities é beneficiada por uma indústria de última tecnologia, que desenvolve os games mais realistas já imaginados. Capitaneados por Ken Castle, os jogos virtuais permitem que internautas controlem pessoas de carne e osso, como acontece no sucesso Society, uma espécie de Second Life em live action. Outro dos jogos perversos que saíram da mente de Castle é Slayers, versão macabra de Counter Strike onde condenados à morte são os personagens controláveis do game, que devem sobreviver em meio a uma guerra urbana.

Mark Neveldine e Brian Taylor, diretores que conseguiram uma legião de admiradores depois dos intensos Adrenalina, reúnem em Gamer os piores elementos de filmes como O Sobrevivente, Blade Runner - O Caçador de Andróides e congêneres, incluindo ainda algumas referências bastante superficiais à cibercultura e, com muita interpretação, pode-se identificar menções indiretas – e provavelmente incidentais – aos estudos do pensador francês Jean Baudrillard, que previamente já foram deturpados – segundo o próprio – na trilogia Matrix. Neveldine e Taylor acabam por descartar um melhor desenvolvimento de roteiro e fica evidente que a intenção principal dos realizadores para com a produção estava na direção do filme. Mas é justamente a combinação de uma trama enrolada executada de forma péssima que torna Gamer uma das piores experiências do cinema norte-americano recente.

Do roteiro de Gamer se tira uma ou outra crítica à sociedade contemporânea e suas escolhas no que dizem respeito a gostos culturais duvidosos, mas o filme acaba por sabotar tal questionamento justamente por ser um grande exemplo de entretenimento banal e idiotizante. Enquanto diretores, Neveldine e Taylor não se saem nada melhor, trabalhando em cima de uma estética que emula a jogabilidade de games em terceira pessoa e que não funciona de forma alguma no filme – pelo contrário, apenas cansa e confunde, ainda mais com a montagem que excede nos cortes rápidos, tornando alguns momentos praticamente ininteligíveis. Gamer também surpreende por não conseguir segurar a atenção em suas intermináveis sequências de ação, uma das principais propostas de um filme do gênero, causando apenas o enfado do espectador. Só a lembrança das cenas onde deveria acontecer o clímax do filme corresponde a um valium e um copo de leite morno.

Com performances terríveis por parte de seu elenco, incluindo Gerard Butler em uma versão risível do personagem habitual de Schwarzenegger em seus anos áureos, Gamer merece destaque entre o que de pior foi produzido por grandes estúdios nos Estados Unidos em 2009 – independente do que venha a ser lançado até o final de dezembro. Enquanto os mais fracos filmes do gênero trazem ao menos alguns momentos de distração, Gamer não merece nada além do esquecimento. Que não sirva de exemplo para nenhum cineasta bem intencionado que procura por inovação num segmento cada vez mais detestável da sétima arte.

Por Conrado Heoli, em 03/10/2009
Avaliação: 0.0
Notas - Equipe
• Alexandre Koball 5.0
• Daniel Dalpizzolo 6.0
• Silvio Pilau 2.0
• Vlademir Lazo 5.0
• Heitor Romero 1.0
• Rafael W. Oliveira 5.0
• Victor Ramos 6.0
•  Média 4.3
Notas - Usuários
4.6/10 (226 votos)
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Comente no Cineplayers (17)
Por Matheus Duarte, em 06/01/2014 | 13:18:39 h
O filme não acerta em nada que se propõe. Se ele quer divertir, não diverte. Se ele tenta passar alguma mensagem social, não convence. Não tem clímax e os personagens são rasos. Um dos mais aborrecidos que já assisti e olha que já vi muita merda no cinema.
Por Rodrigo Torres de Souza, em 08/07/2013 | 23:56:27 h
Adoro textos radicais!
Por Vinícius Aranha, em 08/07/2013 | 22:49:42 h
Motoqueiro Fantasma 2 é o filme mais difícil para eles, concordo. Mas ainda prefiro as sensações e subversões propostas por Gamer. E cara, sobre eles serem punks do cinema, tu achou a palavra certa, haha
Por Victor Ramos, em 08/07/2013 | 22:24:12 h
Os caras são os punks do cinema. Verdadeiros punks, rs

Como GG Allin falou uma vez em uma entrevista: "Meu corpo é um templo do Rock n' Roll e pertence ao povo, queira ele ou não."
Por Victor Ramos, em 08/07/2013 | 22:22:28 h
Sim, sim. Concordo que é o filme mais maduro deles e tals, mas acho que esse abração que eles dão na figura cinematográfica do Motoqueiro Fantasma faz com que eles recebam o gosto por subverter aquilo (e em certo ponto é o que transforma aquilo no mais ousado filme deles); a obra faz referência ao povo, é pop (filmada em 3D, inclusive), mas é ao mesmo tempo renegado por este. É talvez o caso mais extremo de "filme maldito" que eles criaram.

Já Gamer não; é algo menor, enquanto Motoqueiro é algo de uma grande indústria sendo adulterado e transformado naquela porra-louca.
Por Vinícius Aranha, em 08/07/2013 | 22:12:06 h
Os dois Adrenalina já brincavam bastante com a cultura pop - principalmente videogames e fimes de ação machistas, em prol da pura diversão de ideias absurdas (Motoqueiro Fantasma 2 também, claro). Mas em Gamer o terreno onde isso ocorre é mais direto: Um 'futuro' onde a mídia nos manipula totalmente enquanto nos distraímos (e nos distanciamos do mundo) com videogames bem mais que reais. Só passei a entender e apreciar de verdade o cinema de Neveldine & Taylor depois de entender e apreciar Gamer.
Por Victor Ramos, em 08/07/2013 | 22:04:53 h
Não sei se diria que esse é o mais essencial. Fico em dúvida entre esse e o filme do motoqueiro, onde há toda aquela subversão de valores (do próprio cinema como um instrumento de mercado, além da ausência de valores éticos que compõem o humor negro do filme - Idris Elba de ponta cabeça nos galhos de uma árvore logo ao início, hein), talvez em maior grau, do cinema dos caras.

E é difícil dizer qual é o melhor. Eles têm uma carreira muito sólida. Adrenalina (tanto o primeiro como o segundo) fica no mesmo nível de Gamer, que fica no mesmo nível de Motoqueiro Fantasma. Agora, se a questão for maturidade, realmente Gamer é bem mais maduro que Adrenalina, por exemplo - o que não significa que é melhor como um filme.
Por Pedro Paulo Vieira Silva, em 08/07/2013 | 20:55:03 h
Vinicius falou tudo.
Por Vinícius Aranha, em 08/07/2013 | 20:42:28 h
Mas nas mãos de outro diretor, seria transformado num filme qualquer de crítica social à geração pós-moderna. Já N&T usam o problema social (quer dizer, a situação do novo 'pão e circo' da mídia) a seu favor, procurando não apontá-lo somente, mas usando em prol de si mesmo como filme sensacionalista assumido. Quer dizer, Gamer é ele próprio um pão e circo pós-moderno descontrolado - diversão que pega carona com o pior dessa cultura pop - que denuncia o pão e circo pós-moderno descontrolado da realidade. No meio disso, nasce uma ficção em conflito consiga mesma (o que é mais complexo do que só bagunça), então resta aos espectadores aceitar o desafio proposto por essa ficção provocadora/realista construída pelos diretores e aproveitar o que o filme tem de mais ironicamente confortável: As sensações extremas.

Agora o resto é só o que tirei da experiência mesmo; a maioria odiou com tudo, eu curti muito na revisão. Mas só você reconhecer que a ideia é boa já é o bastante.
Por Anderson de Souza , em 08/07/2013 | 20:18:41 h
Acho que Gamer tosco demais. Talvez nas mãos de outro diretor poderia dar certo. A ideia é boa
Por Vinícius Aranha, em 08/07/2013 | 19:06:15 h
Pra mim Adrenalina é o experimento e Gamer é onde o estilo deles finalmente ganha um contexto forte de verdade.
Por Anderson de Souza , em 08/07/2013 | 18:45:14 h
Um dos piores que já vi.
Por Ricardo Nascimento Bello e Silva, em 08/07/2013 | 17:38:23 h
Prefiro Adrenalina, mas é sim um filme fraco, gosto do jeito em que tudo funciona e a ação é de primeira, é legal se visto de forma descompromissada, por que ele é levado a serio, tanto o filme, em si, a forma como foi feito e pelos espectadores...
Por André Sandes, em 08/07/2013 | 15:30:12 h
Esse filme é uma verdadeira zona!!!!
Por Vinícius Aranha, em 08/07/2013 | 15:13:39 h
O melhor e mais essencial da dupla.
Por Victor Ramos, em 08/07/2013 | 14:41:23 h
Gamer é um bom filme. Um dos melhores e mais essenciais da dupla.
Por Pedro Paulo Vieira Silva, em 08/07/2013 | 13:36:01 h
que vergonha de texto.
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 FICHA DO FILME

 Gamer
(Gamer, 2009)
• Direção:
- Mark Neveldine
- Brian Taylor
• Elenco Principal:
- Gerard Butler
- Amber Valletta
- Michael C. Hall
• Sinopse: Num futuro próximo um revolucionário videogame on-line será a mais popular forma de diversão. Semanalmente, milhões de internautas assistem condenados lutando para sobreviver como se fossem personagens virtuais em um videogame. Kable, um prisioneiro,...
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