FILMES CRÍTICAS NOTÍCIAS PERFIS TRILHAS TOPS PREMIAÇÕES ARTIGOS COMENTÁRIOS FÓRUNS   SÉRIES PUBLICIDADE
CENTRAL DE USUÁRIOS   |    CADASTRE-SE   |   ENTRAR
   
FILMES
CRÍTICAS
NOTÍCIAS
PERFIS
TRILHAS
TOPS
PREMIAÇÕES
ARTIGOS
COMENTÁRIOS
FÓRUNS

SÉRIES
CADASTRE-SE   |   ENTRAR
CRÍTICA

Larry Crowne - O Amor Está de Volta

(Larry Crowne, 2011)
Por Heitor Romero Avaliação:         4.5
Nem Tom Hanks ou Julia Roberts conseguem salvar Larry Crowne da mediocridade.

Se formos eleger o ator mais destacado e rentável da década de 1990 no cinema americano, na certa Tom Hanks ocuparia a posição – com dois Oscar consecutivos (um recorde), inúmeros sucessos de bilheteria e um bem sucedido trabalho na direção do adorável The Wonders - O Sonho Não Acabou (That Thing You Do!, 1996). Da mesma forma, se fosse para apontar a atriz que mais ganhou destaque nessa mesma época, nenhum nome seria mais apropriado do que Julia Roberts, eternizada pelo seu papel em Uma Linda Mulher (Pretty Woman, 1990), arriscando-se até como produtora executiva de alguns projetos bem quistos. Esses dois gigantes do cinema comercial americano só vieram a ter seus caminhos cruzados na década seguinte, sob a tutela de ninguém menos que Mike Nichols, em Jogos do Poder (Charlie Wilson’s War, 2007), um trabalho interessante que acabou passando despercebido pela maioria. Analisando essa trajetória resumida da carreira dos dois, fica fácil lembrar o motivo pelo qual Larry Crowne - O Amor Está de Volta (Larry Crowne, 2011) é um filme tão esperado. Afinal, trata-se da segunda investida de Hanks na direção e da segunda parceria entre ele e Julia, o que na certa deveria resultar em algo ao menos decente. Mas não é bem isso o que acontece.

A grande mensagem que Larry Crowne procura passar envolve um incentivo àqueles que pretendem mudar em um estágio já um pouco mais avançado da vida. Nasce, a partir dessa premissa, uma grande ironia não intencional quando a obra é analisada por inteiro, já que o próprio Tom Hanks deveria seguir tais conselhos e mudar um pouco o rumo que sua carreira anda tomando. Larry, interpretado pelo próprio Hanks, é um cara que passou a vida toda se dedicando ao trabalho mediano em um supermercado famoso, mas que perde seu emprego depois que seus superiores decidem exigir um curso universitário em seu currículo. Desesperado, ele se inscreve nas aulas da mal-humorada professora de oratória Mercedes Tainot (Roberts), pela qual acaba se apaixonando.

Um conjunto de fatores contribui para que Larry decida radicalizar. Primeiramente, ele se dá conta do quão medíocre sua vida é sem seu emprego. Depois, se surpreende ao notar sua dificuldade em acompanhar o simples curso de oratória de Mercedes. Por último, surge em sua vida uma colega de faculdade super animada que lhe convida para integrar um grupo de motociclistas que basicamente passam o tempo todo rodando pela cidade sem um objetivo muito claro em mente. Agora influenciado por sua nova leva de amigos aventureiros, Larry tem como único objetivo mudar de vida e conquistar o coração de sua professora.

O problema maior em toda essa história é a total falta de objetivo do roteiro. O que começa sendo uma desventura vivida por um cinqüentão acomodado, se transforma em um romance aguado que em momento algum convence e termina em uma sucessão de desfechos abruptos e pouco imaginativos. Chega a surpreender essa falta de idéias apresentada por Hanks, um cara que sabe como ninguém o quão carente de inovação andam as comédias americanas. O que poderia ser uma bela contribuição para o cinema comercial atual americano é apenas um filme bobo, onde tudo acontece rápido demais e em momento algum decola pra valer.

Julia Roberts, apesar de encantadora, não consegue fazer muito para mudar a situação. Mercedes é uma personagem apática, que deveria mudar com o decorrer da trama, mas que não ganha espaço o suficiente para crescer. Hanks tende a atribuir força aos personagens secundários, de modo que o casal principal é o mais sem graça de todos. Para piorar, há uma enxurrada de personagens periféricos idiotas e apelativos, claramente usados para arrancar risadas do público a duras penas.

Nada funciona muito bem, e o pior de tudo é a exposição em que Hanks se submeteu através desse projeto. Tanto ele como Julia Roberts andam dando umas patinadas em suas respectivas carreiras, e parece que o público não anda muito simpático com eles. Julia, depois que retornou da licença maternidade, nunca mais conseguiu um papel à sua altura. Hanks anda se minimizando ao aceitar papéis fáceis e pouco profundos. Larry Crowne, por fim, serve como vitrine para expor o quão fora de forma os dois parecem estar. Seria bom se eles aprendessem com o próprio personagem-título e decidissem dar uma repaginada em suas escolhas profissionais daqui para frente.

Apesar dos pesares, ainda há um vestígio de bons momentos durante a duração do filme, que se resumem basicamente ao carisma de seus protagonistas (o sorriso de Julia Roberts ainda é uma arma infalível). Fora isso é pequeno e covarde, incapaz de sair da mesmice e que não acrescenta nada aos envolvidos no projeto. Resta torcer para que isso não se repita futuramente. Afinal, dói fundo ver dois grandes talentos tão desperdiçados em um trabalho tão ameno.

Por Heitor Romero, em 10/09/2011
Avaliação:         4.5
Notas - Equipe
• Alexandre Koball 6.0
• Régis Trigo 4.0
• Silvio Pilau 3.0
• Heitor Romero 4.5
• Marcelo Leme 5.5
•  Média 4.6
Notas - Usuários
5.2/10 (116 votos)
Minha nota:
0.5 1.0 1.5 2.0 2.5 3.0 3.5 4.0 4.5 5.0 5.5 6.0 6.5 7.0 7.5 8.0 8.5 9.0 9.5 10.0
    --
• Todas as opiniões 
Comente no Cineplayers (9)
Por Carlos Saldanha, em 31/10/2011 | 02:15:36 h
Eu sou um grande fã dos dois protagonistas desse filme, e realmente é lamentável que eles tenham feito um trabalho tão medíocre. Não dá pra imaginar como Tom Hanks aceitou dirigir um roteiro tão vagabundo. Espero que eles acertem no próximo.
Por Fernanda Pertile, em 02/10/2011 | 17:37:47 h
Olha, eu gostei do filme. Concordo com a crítica, Tom e Julia podem muito mais, mas não foi tão desastroso assim o filme...
Por Paulo Faria Esteves, em 12/09/2011 | 16:30:08 h
Entra pra história: O dia em que o fã Nº1 da Julia Roberts não aprovou um filme da Julia Roberts!

Pensei isso mesmo, hehe... mas o Heitor sabe separar as coisas! Pena que ainda não vi o filme...sou capaz de ficar um tempo sem ler críticas de editores por ver poucos filmes...
Por ●••● Cláudio Henrique Tabrickvar, em 12/09/2011 | 13:11:50 h
Passo longe
Por Heitor Romero , em 11/09/2011 | 20:21:02 h
olha, amo a Julia, defendo ela até a morte, mas esse filme é ruim demais. Estaria sendo injusto se defendesse o filme só por causa dela.
Por Wellinton Nascimento, em 11/09/2011 | 18:28:55 h
Ainda assim, eu vou assistir.
Por Vanessa Soria, em 11/09/2011 | 14:46:35 h
Eu tava pensando nisso se o Heitor que adora a Julia Roberts achou tão ruim, eu vou passar bem longe desse filme.
Por Bruno Kühl, em 11/09/2011 | 12:03:39 h
Entra pra história: O dia em que o fã Nº1 da Julia Roberts não aprovou um filme da Julia Roberts!
Deve ser um lixo mesmo, passarei longe, até porque "Comer, rezar, amar" é um perda de tempo monstruosa!
Por Marcus Almeida, em 10/09/2011 | 23:16:01 h
Imaginei coisa ruim mesmo.
Comente no Facebook
Todas as informações aqui contidas são propriedades de seus respectivos produtores. Sugestões? Reclamações? Elogios? Faça valer sua opinião, escreva-nos!
 CINEPLAYERS CAST
CP Cast
• #45 60 anos de Tim Burton
• #44 Meu Amigo Totoro
• #43 Missão: Impossível - Efeito Fallout
• #42 Filmes da Sessão da Tarde
• #41 Batman: O Cavaleiro das Trevas
• #40 100 anos de Ingmar Bergman
• #39 Os Incríveis 2
• #38 Era Uma Vez no Oeste
• #37 Jurassic Park e Jurassic World
• #36 O Bebê de Rosemary
• #35 A Noite dos Mortos-Vivos e Despertar dos Mortos
• #34 Han Solo: Uma História Star Wars
• #33 Deadpool 2
• #32 Um Corpo que Cai
• #31 Stephen King no Cinema
• #30 Vingadores: Guerra Infinita
• #29 A Franquia 007
• #28 Um Lugar Silencioso
• #27 2001: Uma Odisseia no Espaço
• #26 Jogador Nº1
• #25 Planeta dos Macacos
• #24 Quentin Tarantino
• #23 75 anos de David Cronenberg
• #22 Projeto Flórida
• #21 Trama Fantasma
• #20 Três Anúncios Para um Crime e Lady Bird
• #19 Oito e Meio de Fellini
• #18 A Forma da Água
• #17 The Post e os filmes de Jornalismo
• #16 Indicados ao Oscar 2018!
• #15 20 Anos de Titanic
• #14 Nostalgia Cinéfila - Especial 15 Anos!
• #13 Melhores de 2017
• #12 Star Wars: Episódio VIII - Os Últimos Jedi
• #11 Especial Natalino
• #10 Assassinato no Expresso Oriente
• #9 Onde os Fracos Não Têm Vez
• #8 Liga da Justiça
• #7 Stranger Things
• #6 45 anos de O Poderoso Chefão
• #5 Branca de Neve e os Sete Anões
• #4 Halloween
• #3 Blade Runner / Blade Runner 2049
• #2 De Volta Para o Futuro
• #1 Os Goonies
• #0 O Piloto
 LEIA TAMBÉM
 FICHA DO FILME

 Larry Crowne - O Amor Está de Volta
(Larry Crowne, 2011)
• Direção:
- Tom Hanks
• Elenco Principal:
- Tom Hanks
- Julia Roberts
- Wilmer Valderrama
• Sinopse: Depois de ser inexplicavelmente demitido, Larry Crowne, sujeito de meia-idade, percebe que precisa mudar sua vida. Endividado e sem rumo, ele volta para a faculdade onde faz amizade com alunos lambreteiros e se encanta com a professora Mercedes Taino...
 FILMES RELACIONADOS
• Jogos do Poder
• The Wonders - O Sonho Não Acabou
• Uma Linda Mulher
CINEPLAYERS LTDA. (2003 - 2018) - TODOS OS DIREITOS RESERVADOS

CENTRAL DE USUÁRIOS
FILMES
CRÍTICAS
NOTÍCIAS
PERFIS
TRILHAS SONORAS
HOME CINEMA
TOPS
COMENTÁRIOS
ARTIGOS
PREMIAÇÕES
JOGOS
FÓRUNS
PAPÉIS DE PAREDE
MAIS ASSISTIDOS
EQUIPE
NOSSA HISTÓRIA
CONTATO
PERGUNTAS FREQUENTES
PROMOÇÕES
ESTATÍSTICAS
ESPECIAL A NOVA HOLLYWOOD
ESPECIAL WES CRAVEN
CHAT
MAPA DO SITE
API CINEPLAYERS
ANUNCIE CONOSCO
         
CINEPLAYERS LTDA. (2003 - 2018)

           
 USUÁRIOS
 + ASSISTIDOS
 EQUIPE
 HISTÓRIA
CONTATO
FAQ
PROMOÇÕES
ESTATÍSTICAS
WES CRAVEN
MAPA DO SITE
API
ANUNCIE