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CRÍTICA

Marnie - Confissões de uma Ladra

(Marnie, 1964)
Por Rodrigo Rosp Avaliação:               7.5
O domínio da linguagem cinematográfica por Hitchcock é evidente, porém o diretor parece ter sido menos perfeccionista nesta obra que em outras que o consagraram.

Adornado por um péssimo subtítulo brasileiro, Marnie - Confissões de uma Ladra é mais um trabalho muito bem executado por Alfred Hitchcock. Se aqui não há o suspense que caracteriza muitas de suas produções, outros elementos surgem para capturar o interesse do público. Marnie conta a história de uma moça (Tippi Hedren) que costuma limpar o cofre da empresa em que trabalha e depois sumir. Ela utiliza o dinheiro para sustentar a mãe. Além disso, sabe-se que estranhos traumas atormentam Marnie. As coisas ganham novo rumo quando seu novo patrão (Sean Connery) a reconhece e, mais que isso, passa se interessar por ela.

Marnie é, acima de tudo, um filme de personagem. Na verdade, de uma só: embora Sean Connery tenha uma presença forte, seu Mark Rutland apenas serve de amparo para o desenvolvimento e a construção da complexidade de Marnie. É nisso que o filme se baseia: nos dois eixos da ladra. Um é o caminho adiante, a trajetória dela que está sendo contada; outro é uma busca atrás de respostas no seu passado que ajudem a entender o comportamento no presente narrativo.

A opção por executar um movimento em ambas as direções funciona, pois mantém duas tensões armadas: os conflitos que acontecem e a busca pelos que aconteceram. Para tornar a trama mais tensa, vários elementos são adicionados, como o constante medo de que ela seja descoberta. É interessante o fato de Rutland fazer um esforço enorme para, ao mesmo tempo, esconder dos outros o passado da amada e tentar, ele, desvendar os mistérios dela.

Hedren consegue personificar toda a frieza da personagem. Seu olhar tem o tom exato, em que há alguma docilidade por trás da fortaleza exibida. Talvez seja isso que desperte o interesse do personagem de Connery: ter visto a fragilidade por trás da mulher de pedra. Essa dualidade no caráter de Marnie é mais um elemento que enriquece o filme.

Há, no entanto, problemas. O roteiro não é, pode-se dizer, redondo, e algumas coisas parecem ficar fora do lugar, enquanto que outras são explicativas demais, quando poderia haver mais espaço para a construção do público. Além disso, a solução final tem algo de artificial. É esse traço meio caricato, que surge em determinadas situações – como em momentos da própria atuação de Hedren –, que diminui um pouco o impacto. O que poderia ter sido uma obra-prima torna-se apenas um bom filme.

É evidente que isso não é pouco, e Marnie tem seus méritos. Há diversas cenas construídas com brilho, como a do roubo (em que há tensão total) e a do beijo, visualmente belíssima. O domínio da linguagem cinematográfica por Hitchcock é evidente, porém o diretor parece ter sido menos perfeccionista nesta obra que em outras que o consagraram. Mesmo assim, Marnie é válido pela boa narrativa e pela complexa composição da protagonista.

Por Rodrigo Rosp, em 11/09/2007 Avaliação:               7.5
Notas - Equipe
• Alexandre Koball 5.0
• Rodrigo Cunha 5.0
• Régis Trigo 6.0
• Demetrius Caesar 5.0
• Silvio Pilau 8.5
• Vlademir Lazo 8.0
• Heitor Romero 8.0
• Marcelo Leme 7.0
•  Média 6.6
Notas - Usuários
7.1 (141 votos)
Minha nota:
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Por Pedro Paulo Vieira Silva, em 28/04/2014 | 23:10:45 h
até o Mark se torna uma espécie de Freud em determinado momento, pra que possamos parar e só analisar a personagem.é quando se consegue enxergar todos esses elementos.
Por Pedro Paulo Vieira Silva, em 28/04/2014 | 22:47:51 h
esse filme é uma aula de condução, Hitch habilidoso como sempre nos planos, a modo de intensificar o suspense.

a crítica ao roteiro também é sem sentido.
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 FICHA DO FILME

 Marnie - Confissões de uma Ladra
(Marnie, 1964)
• Direção:
- Alfred Hitchcock
• Elenco Principal:
- Tippi Hedren
- Sean Connery
- Diane Baker
• Sinopse: Marnie é uma mulher pertubada psicologicamente que vai trabalhar para Mark Rutland e tenta roubá-lo. Só que Mark acaba casando com ela e tenta ajudá-la a curar sua doença, confrontando o seu passado.
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