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CRÍTICA

O Concurso

(Concurso, O, 2013)
Por Rodrigo Torres de Souza Avaliação: 0.5
Que cinema é esse?

Em entrevista recente, o cineasta Miguel Gomes foi perguntado sobre a vitalidade do cinema português atual. E o autor de Tabu (idem, 2012) surpreendeu. Ele atribui esse frescor criativo não especificamente aos cineastas que o compõem, mas à pequena dimensão do mercado consumidor e da indústria cinematográfica de seu país. "Essa ausência da pressão por dinheiro oferece liberdade", disse Gomes. Ele tem toda razão, como comprova a plena contramão pela qual o cinema brasileiro trafega.

Apenas no primeiro semestre foram 13 milhões de espectadores. Entre os 10 maiores sucessos até então, seis filmes que seguem uma tendência flagrante, e o pior deles, Giovanni Improtta (idem, 2013), reúne todas as piores características desse grupo:  comédias dirigidas por homens de TV pouquíssimo preocupados em exercer uma linguagem cinematográfica; um humor grosseiro que muitas vezes apela ao mau gosto e a piadas prontas proferidas à revelia; elenco não necessariamente composto de grandes atores, mas de nomes familiares ao público (tanto melhor se num filme baseado no personagem trambiqueiro da novela das oito). Tudo tão uniforme que não é exagero prever um legado de obras esquecíveis, uma vez que nada as diferencia. Nada além de números, ou das sequências que cifras satisfatórias venham a viabilizar.

Produto dessa epidemia é O Concurso (idem, 2013), filme que traz em sua premissa o potencial de uma comédia de costumes de âmbito nacional, mas se limita a estereótipos e gags desgastados. É o resultado de um projeto que se propõe a embarcar no sucesso hollywoodiano de Se Beber, Não Case (The Hangover, 2009), quando teria em exemplares bem-sucedidos do cinema nacional  como O Auto da Compadecida (idem, 2000) e até mesmo o thriller policial Tropa de Elite (idem, 2007)  a fórmula mais adequada para ironizar as peculiaridades regionais de seu quarteto principal com inspiração, ou o mínimo que fosse.

Freitas (Anderson di Rizzi), Rogério Carlos  (Fabio Porchat)  e Bernardinho (Rodrigo Pandolfo) vão à cidade do Rio de Janeiro concorrer com o carioca Caio (Danton Mello) a uma vaga de juiz federal, ponto alto de uma grande obsessão dos brasileiros atualmente: um cargo público. O primeiro é um nordestino cuja fé abundante, aqui sinônimo de crendices múltiplas, o leva a experimentar uma boa macumba. Porchat vive um mauricinho de Porto Alegre, filho de um gaúcho típico e rígido (Jackson Antunes), que o amedronta e o leva a reprimir sua verdadeira sexualidade. O nerd do interior de Pandolfo tem cara de bobo, usa suspensório, gel no cabelo partido e, de quebra, vive uma relação surreal com uma vizinha Panicat (Sabrina Sato) que nada diz além de "me come ou eu te mato!", umas trezentas vezes. Por fim, um carioca cuja suposta malandragem se resume a repetir óbvia e forçosamente a validade de cometer uma "contravençãozinha", numa caracterização fajuta que jamais se aproxima das fiéis composições dos personagens de E aí... Comeu? (idem, 2012), para citar um similar muito mais eficiente e que perto dessa estreia ganha contornos de obra-prima.

Não bastasse um roteiro também ruim em seu desenvolvimento, que se rebaixa ao bizarro ao investir numa briga de anões, o diretor Pedro Vasconcelos ainda se mostra incapaz de conferir o mínimo de graça tanto à cena citada (eu, que não resisto a um humor politicamente incorreto, não movi um músculo facial durante o distinto combate) como ao resto do filme pelo contrário, ao invés de contornar a falta de timing do elenco, o realça ao antecipar gags que poderiam funcionar pelo efeito surpresa. A dura transposição da estética limitada da televisão para a tela grande é o arremate de uma direção desastrosa. Ou suficiente, como devem pensar seus contratantes, incapazes de corrigir um problema claro como o sotaque vai-e-volta de Fábio Porchat (ator muito competente em... emprestar o prestígio do nome mais famoso do hit Porta dos Fundos ao pôster do filme).

Afinal, não há necessidade de se dedicar com apuro e minúcia ao processo cinematográfico se o altíssimo investimento em marketing e distribuição se basta. Pois no Brasil, ao contrário da realidade portuguesa, o valor de um cineasta não é medido pela qualidade artística de sua obra, mas pela capacidade que a mesma terá de levar 200 mil espectadores aos cinemas em seu fim de semana de estreia uma mentalidade preocupante, que, como consequência, tende à uniformização da concepção de cinema nacional a comédias nos moldes do fatídico O Concurso, transformando em gênero todo o resto.

Por Rodrigo Torres de Souza, em 22/07/2013 Avaliação: 0.5
Notas - Equipe
• Alexandre Koball 2.0
• Marcelo Leme 1.0
•  Média 1.5
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Comente no Cineplayers (52)
Por Ma Rodrigues Barbosa, em 26/08/2013 | 18:23:54 h
A película está dentre as 200 piores da História deste site.
Por Ma Rodrigues Barbosa, em 26/08/2013 | 18:23:12 h
Concordo com Rodrigo.
Por Kennedy B. Vasconcelos, em 29/07/2013 | 09:39:42 h
Cara, infelizmente o filme é mesmo uma merda. Poucos foram os risos que tive durante a sessão. A briga de anões, então, nem se fala: ridícula. Além de um punhado de cenas forçadas para rirmos.

Enfim, a crítica está certíssima, apesar de eu ter dado uma nota 4.5
Por Adriano Augusto dos Santos, em 26/07/2013 | 11:29:44 h
Realmente falei algo idiota,pois qualquer um merece discussão.

Mas o que queria dizer mesmo é que é um filme limitado,pra comentarios curtos,rapidos,não existe algo pra explorar em texto longo.
Por Matheus Veiga, em 24/07/2013 | 21:26:35 h
Cinema feito para as massas acostumadas com o padrão de qualidade globo, cinema de qualidade é quase escasso, como disse o rodrigo você vai no cinema e é obrigado a escolher entre blockbusters americanos ou uma comédia nacional porcaria, prefiro comprar os filmes e assistir em casa mesmo...
Por Rodrigo Torres de Souza, em 24/07/2013 | 20:03:10 h
Obrigado, Mion! =]
Por Victor Ramos, em 24/07/2013 | 14:41:43 h
"E filmes dessa escala nem cabe discussão.É algo inutil.São claros e simples.Nem critica deveria ter.Não abrem para questionamentos,duvidas,admiração tecnica."

Na boa, cara. Foi o comentário mais inútil e sem noção que li aqui.

A crítica não serve somente para mostrar o que uma obra tem, mas também para mostrar o que ela não tem.
Por Juliano Mion, em 24/07/2013 | 14:37:06 h
Mais que os estúpidos que buscam a autopromoção, mais que a boçalidade de garoto de colégio vendida como "comédia", mais que esse oportunismo da televisão transvestida de "cinema nacional", o que me traz alegria e paz de espírito é ler um texto como este aqui, do meu amigo Rodrigo Torres de Souza. Esta sim uma verdadeira contribuição!

O que me faz rir, de satisfação, é de ver que ainda tem gente lúcida nesse mundo.
Por Raphael da Silveira Leite Miguel, em 24/07/2013 | 12:20:05 h
Cilada Bino!
Por Pedro H. S. Lubschinski, em 24/07/2013 | 09:51:04 h
"E filmes dessa escala nem cabe discussão.É algo inutil.São claros e simples.Nem critica deveria ter.Não abrem para questionamentos,duvidas,admiração tecnica."

Discordo. Se a crítica do Rodrigo despertou toda essa discussão que está tendo nos comentários, ela alcançou sua razão de ser e, sendo assim, por pior que o filme seja, vê-se que em algo ele contribui.
Por Adriano Augusto dos Santos, em 24/07/2013 | 09:19:12 h
Mas e daí que tais filmes fazem sucesso ? Que bom uai.
Filmes brasileiros estão dando lucro. É um ótimo fator.


Falam como se fosse uma condição única daqui,sendo que qualquer mercado cinematografico é igual.

E filmes dessa escala nem cabe discussão.É algo inutil.São claros e simples.Nem critica deveria ter.Não abrem para questionamentos,duvidas,admiração tecnica.
Por Rodrigo Torres de Souza, em 24/07/2013 | 06:09:11 h
E calma, gente, o nosso cinema não vai acabar. Muito pelo contrário. Proponho a reflexão justamente porque muito vem sendo produzido. A questão é que pouco é exibido. Agora que a indústria está arrecadando bastante é o momento de propiciarem melhores condições a Gabriel Mascaro (adoro Doméstica), Caetano Gotardo (odeio O Que Se Move), essa galera que propõe cinema de verdade. Deve haver espaço para tudo, e, como o Thiago bem disse, o problema está nas táticas predatórias da distribuidora em questão. A diversidade deve existir, pr'um lado e pro outro. Mas o que vemos são os multiplexes tomados por Homem de Aço, O Cavaleiro Solitário e O Concurso, e uma diminuição drástica dos espaços que exibem um cinema mais autoral. A manutenção e o fomento de polos de exibição do nosso cinema em sua diversidade que dará um fôlego aos 100 filmes nacionais que estreiam no ano. Para isso, basta que pare de destinar toda a grana apenas para um dos lados. Que a distribuição seja mais justa, caspita!
Por Rodrigo Torres de Souza, em 24/07/2013 | 06:00:57 h
E aí... Comeu? é bacaninha. E eu não gosto exatamente da virada do filme. Mas as cenas na mesa do bar são muito legais, e o principal: funcionam. O filme funciona como um todo.
Por Victor Bruno, em 24/07/2013 | 03:06:35 h
peço um pouco de drama, somente
http://www.youtube.com/watch?v=QtFPdBUl7XQ
Por Fellipe De Paula, em 24/07/2013 | 01:42:41 h
puta merda
Por Daniel Mendes , em 23/07/2013 | 22:25:09 h
O exemplo procede (mas cuidado, que vc tinha 0,01% de chance de estar equivocado ), o cinema comercial brasileiro tem coisas legais, mas pode ir mais longe do que E Aí Comeu? A questão é que não acho que a solução seja buscar algo mais vanguardista e fazer quase tudo errado que nem o Carvana. Tava dando uma cutucada msm, e vc nem era meu alvo . Me preocupa aquela galera que vai imaginando coisa boa por causa da opinião de um editor com um conhecimento absurdo e de um usuário que manja do assunto e fecha a cara para as falhas terríveis do filme. Veja só E aí Comeu é um filme engraçadão e que trabalha sempre no limite, beirando a babaquice. Se tú quiser pode terminar o filme refletindo sobre o machismo ambíguo e socialmente aceito presente ali, ou achar tudo apelativo e blabalabalabla.
Por Victor Ramos, em 23/07/2013 | 22:03:42 h
Mas aí é que tá: não assisti ao filme, huehue. Foi apenas um exemplo solto mesmo.
Por Daniel Mendes , em 23/07/2013 | 22:00:37 h
Não cara, mas aí vai a subjetividade mesmo. Se alguém me falasse que achou uma merda, não teria problema algum. Eu, por exemplo fui assistir e já esperava aquilo: um cinemão bem despretensioso, que na verdade não passava de uma conversa de bar entre amigos animada e estendida. SPOILER: Acontece que no final pra ficar mais bonitinho, a escrotidão masculina dá espaço a uma reflexão de vida e discussões relacionamentais (hauahauahauaha) banais, e os machões viram cavalheiros. O filme continua machista, mas passa para aquele machismo que convém e termina redondinho e engraçado. Muita gente não veria depois disso daqui que eu falei, mas acredite é divertido e tem um timing preciso.
Por Victor Ramos, em 23/07/2013 | 21:48:08 h
Tudo bem, não falei especificamente do filme; foi apenas um exemplo solto dessa nova safra de comédias globais.
Por Daniel Mendes , em 23/07/2013 | 21:45:01 h
Só porque tocaram no assunto...E aí Comeu? é um filme bem legal dentro de suas limitações. Cinema comercial até o talo, divertidão e do tipo pra se assistir tomando cerveja e falando bobagem com os amigos. É um filme machista, mas muito dentro da realidade e sem beirar a babaquice. Já o tal Não Se Preocupe, Nada Vai Dar Certo, tem falhas grotescas e só cresce no final. Percebi que algumas semelhanças com as chanchadas (segundo o Lazo, já que eu sinceramente ainda não vi uma chanchada setentista) e a presença do Carvana (que estava mal no filme) geraram uma certa condescendência por parte de alguns usuários e editores. Sobre esse daí de cima, tem cara de bomba mesmo.
Por Walter Faria, em 23/07/2013 | 20:35:46 h
Eu vejo o problema mais na questão do "8 ou 80". Ou temos uma globochanchada ou temos filmes 'dificeis' para o grande publico como O Homem que não dormia, Sudoeste, Febre do Rato, etc. Enquanto o primeiro grupo da dinheiro e poderia sustentar uma industria (mesmo sendo filmes bobos) o segundo não se sustenta sem a Ancine. O que o cinema nacional precisa é de mais filmes num meio termo, coisas como Tropa de Elite ou Heleno. Senão teremos essa "briga" de comercial x artistico sempre, o que não leva a nada.
Por Rodrigo Torres de Souza, em 23/07/2013 | 20:29:19 h
Um adendo: o último trecho após o travessão é paráfrase ao que um amigo, Alexandre Bragança (Pipoca Gigante), coloca sobre o cinema nacional, e que creio ser a melhor definição para esse problema. Pois, eu não me incomodo que elas existem, acho até que filmes como Minha Mãe é uma Peça e Eu Odeio o Dia dos Namorados devem existir. Incomoda é perceber que a intenção de seus realizadores é elevarem essas comédias da condição de mero gênero e as posicionarem como concepção de cinema nacional, transformando em gênero todo o resto.

Pena não ter tempo de ler os comentários agora.

Por Vinícius Oliveira, em 23/07/2013 | 20:06:30 h
Victor Ramos, não acho esses trailers tão reveladores, e se fossem apenas editar trechos daquelas entediantes conversas que sempre se fazem presente nesta franquia, aí não estariam provocando o interesse, mas sim, a falta dele pelo público.
Por Vinícius Oliveira, em 23/07/2013 | 20:01:32 h
De modo algum quis dizer que nosso cinema não era um bom celeiro de filmes, Victor Ramos. Mas lamentei, assim como o autor da crítica acima, que nosso cinema esteja retrocedendo por apelo comercial, ainda mais depois de dar alguns passos brilhantes a frente. Infelizmente, nosso cinema banalizou o sexo e a violência por bastante tempo, e fiquei feliz com a revigorada q o mesmo teve de uns anos para cá. Contudo, espero que tenham sido apenas dois filmes ruins, e que não se transforme em uma constante.
Por Pedro H. S. Lubschinski, em 23/07/2013 | 19:55:45 h
Hahaha, quando li "concordo com Shin Chan" nos ultimos comentários achei que fosse o nome de algum filósofo chinês que tinha opiniões que se encadram-se com a situação do cinema nacional...
Por Victor Ramos, em 23/07/2013 | 19:51:28 h
Quem nunca revelou detalhes importantes de seus filmes foi Hitchcock, como você pode notar aqui: http://www.youtube.com/watch?v=Ps8H3rg5GfM

De resto, pode notar que em todos os trailers há revelação de detalhes importantes, principalmente de blockbusters.
Por Victor Ramos, em 23/07/2013 | 19:46:04 h
Atividade Paranormal é uma franquia que não revela oq tem de melhor em seus trailers.

Como não?

No trailer, se reparar, existem cenas do casal dormindo, de longe uma das partes mais importantes do filme.
Por Victor Ramos, em 23/07/2013 | 19:44:46 h
O cinema nacional sempre teve muitos filmes bons, Vinícius. O problema é que nem sempre teve um público capaz de compreendê-lo, como você pode notar na chanchada (anos 70) hoje respeitada pela crítica mas nunca compreendida pelo público. A única mudança que ocorreu foi que recentemente souberam como fazer um cinema comercial, e só; uma forma de agradar ao público-médio.

E vale tocar também no fato de que um filme ser ou não ser ruim é algo que, comercialmente (o que importa aqui), toca muito na subjetividade. Atualmente, por mais que você repudie tais filmes feitos, o cinema nacional anda por um bom momento comercial. Ninguém pode reclamar do cinema nacional ou vir com preconceito, já que são essas pessoas quem vão aos cinemas gastar com filmes como E aí... Comeu? e coisas do tipo, e dão alimento a esse tipo de coisa. Ou seja, reclamar a essa altura do campeonato é hipocrisia. E não vejo ninguém reclamando, mas sim elogiando - como se o nosso cinema nunca tivesse sido criativo.
Por Vinícius Oliveira, em 23/07/2013 | 19:44:07 h
Atividade Paranormal é uma franquia que não revela oq tem de melhor em seus trailers. Não é uma obra prima, longe disso, mas ainda consegue ser campeão no custo/beneficio, sem falar que ainda leva legiões aos cines. Concordo com "Shin Chan", o que é bom, tem que ficar guardado a sete chaves, pois vc acaba por sabotar um dos melhores aspectos que há nesse meio, a imprevisibilidade.
Por Victor Ramos, em 23/07/2013 | 19:36:22 h
Shin Chan, isso não é exclusividade nossa. Diria que 99% dos trailers de todo o mundo entregam as cenas mais impactantes de um determinado filme; até mesmo porque isso vende, e todo marqueteiro é um exibicionista nato.
Por Vinícius Oliveira, em 23/07/2013 | 19:31:05 h
Filmes como "O Auto da Compadecida" e "Tropa de Elite" deram ânimo novo ao brasileiro q detestava o cinema nacional. Naum a toa, Tropa de Elite 2 foi o maior recorde de bilheteria da historia do nosso cinema, bem por conta do belo filme que foi seu antecessor. Com tantos filmes ruins voltando a tona, talvez retornemos a velhos costumes como, preferir ver um O ESPETACULAR HOMEM ARANHA do que qualquer filme brazuca, o preconceito contra as obras nacionais, parece q logo voltará, e alguém reclamará se isso acontecer?. Depois de dois filmes palermas, só em 2013, fica dificil querer ir ao cinema para prestigiar o que é nosso de fato!!!
Por Shin Chan, em 23/07/2013 | 19:13:36 h
O problema é exibicionismo ou marketing transmitido pelos trailers ou propagandas,nas quais são exibidas as melhores partes do filme.Se querem o respeito da crítica e nós(cinéfilos) façam igual ao Tropa de Elite 2 e deixem as surpresas durante a sessão.
Por Victor Ramos, em 23/07/2013 | 19:10:50 h
Olha a lógica do cidadão abaixo.
Por Robin Kazan, em 23/07/2013 | 19:08:51 h
As vezes é melhor assistir apenas os trailers ou propagandas do que ir ao cinema.Eu nem prefiro mais ver filme braileiro porque daqui a poucos meses vão estar disponíveis no YouTube.
Por Renan Fernandes, em 23/07/2013 | 14:29:17 h
Na minha opinião a bilheteria em parte é culpa da falta de opção, tenho como prova, eu que fui ao cinema no auge das estreia dos filmes blockbuster e na onda dessas "grandes" estreias que levam multidões ao cinema, esses filmes menores acabaram ganhando espaço... Eu mesmo cogitei assistir essa porcaria pra não voltar embora sem assistir nada.
Por Carlos Dantas, em 23/07/2013 | 13:43:39 h
Isso que o Thiago Lopez citou, é uma realidade não só por aqui. Lá fora também, filmes como a saga Eclipse, Harry Potter e afins, também são necessários para injetar grana nos estúdios para que estes possam bancar projetos menores e mais autorais.

A diferença é que no Brasil, a Globo Filmes raramente se importa com esses filmes menores e quando algum cineasta mais autoral pretende lançar algo, muitas vezes o faz de forma independente ou com a ajuda da Ancine, e sempre com um orçamento baixo.
Por Victor Ramos, em 23/07/2013 | 13:31:41 h
É uma faca de dois gumes, Thiago. A exploração comercial de nosso cinema sempre é algo positivo; o problema mesmo fica por conta da forma como essa exploração é feita.
Por LaPelecoteco Guimarães , em 23/07/2013 | 13:29:47 h
É claro, com pouquíssimas exceções
Por LaPelecoteco Guimarães , em 23/07/2013 | 13:29:09 h
Cinema é diferente de Globo Filmes
Por Thiago Lopez, em 23/07/2013 | 13:25:13 h
Previsível, passarei longe desse filme. Mas me pergunto: não seriam esses filmes capazes de atrair uma legião de espectadores "de televisão" os longas que viabilizam a indústria cinematográfica nacional?

Quero dizer, por piores que sejam, não seriam eles peças fundamentais (infelizmente) financeiramente?

Ainda acho que as distribuidoras são o grande problema do Cinema nacional, com uma prática predatória de ocupação das salas pelo Brasil, roubando espaço de obras como o sempre citado "O Som ao Redor". Mas penso que talvez as grandes bilheterias destes filmes descartáveis sejam fundamentais para viabilizar a produção realmente criativa e artística.

Seja como for, falta um meio termo entre ganância e fomento da criatividade.
Por Victor Ramos, em 23/07/2013 | 13:19:02 h
O pior filme que assisti em minha vida foi japonês, mas se eu fosse dizer que o cinema japonês não presta só por conta disso - de um ou outro gato pingado - eu estaria sendo imaturo - estaria dizendo uma das coisas mais burras de minha vida, afinal.
Por Victor Ramos, em 23/07/2013 | 13:17:17 h
Carlos falou o correto e o Alexandre interpretou da forma errada.

Acontece que o Carlos falou do âmbito comercial, este que vem criando muita porcaria em nosso cinema, mas que vende como água. Todavia, o nosso cinema não se resume a isso, e generalizar é burrice; temos o nosso underground, e daí nascem obras peculiares e indispensáveis, como O Som ao Redor, Febre do Rato, Luz nas Trevas, Encarnação do Demônio, Trabalhar Cansa e por aí vai.

Hollywood também faz muita porcaria todo ano de forma incansável, mas daí o que não dá para fazer é generalizar e dizer que todos os filmes são ruins. E quem discorda é por motivos de: falta de experiência e preconceito - uma coisa que leva a outra, naturalmente.

Li uma vez em um blog de um francês que morava há um ano no Brasil algo bem interessante: "O brasileiro gosta mais de novelas que de Cinema; e o Cinema nacional é bom." Pararam para refletir isso?
Por Christian Figueiredo, em 23/07/2013 | 12:24:42 h
Só pra lembrar: O Som ao Redor é nacional.
Por Alexandre Guimarães, em 23/07/2013 | 12:16:43 h
Concordo com o Carlos, é por isso que não me interesso por filme nacional de genero nenhum.
Por Carlos Dantas, em 23/07/2013 | 12:08:50 h
Se esse tipo de comédia pastelão que vem sendo feita no Brasil, rende tanta bilheteria assim, acho que o público em geral tem uma certa responsabilidade nisso, concordam? Os diretores e produtores são apenas espertos em explorar essa "fatia de mercado".
Por Lt. Dan, em 23/07/2013 | 11:16:59 h
R.I.P Comédia nacional. Agora é disso ai pra pior, afinal, quanto pior for, mais vende no Brasil. Lamentável.
Por Pedro H. S. Lubschinski, em 23/07/2013 | 10:30:40 h
acho que esse texto e o do Koball casam bem um com o outro e revelam um panorama preocupante de uma parcela significativa do cinema nacional...
Por Rodrigo Torres de Souza, em 23/07/2013 | 10:12:13 h
De fato, é possível que eu tenha de redefinir meu parâmetro de ruindade, Xande.
Por Alexandre Koball, em 23/07/2013 | 07:18:25 h
A Saga Molusco parece melhor do que isso aqui
Por leonardo roese de lima, em 23/07/2013 | 06:09:19 h
Previsível.
Por Ricardo Nascimento Bello e Silva, em 23/07/2013 | 04:12:06 h
Eitcha...
Por Rodrigo Torres de Souza, em 23/07/2013 | 03:53:27 h
Meio ponto para o fato de não ser pior que A Saga Molusco.

Ou seja, dúvida grande pelo meio ponto.
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 FICHA DO FILME

 Concurso, O
(Concurso, O, 2013)
• Direção:
- Pedro Vasconcelos
• Elenco Principal:
- Danton Mello
- Fábio Porchat
- Anderson De Rizzi
• Sinopse: A trama conta a história de quatro finalistas de um concurso para juiz federal: um carioca (Danton Mello), um gaúcho (Fábio Porchat), um paulista (Rodrigo Pandolfo) e um cearense (Anderson Di Rizzi). Às vésperas da prova, eles se envolvem em situaçõe...
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