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CRÍTICA

Rampage: Destruição Total

(Rampage, 2018)
Por Rodrigo Cunha Avaliação:             6.0
O videogame como inspiração, não como cópia.
imagem de Rampage: Destruição Total
Muita gente não sabe, mas Rampage: Destruição Total (Rampage, 2018) é um filme de ação baseado em um game pouco comentado atualmente, também chamado de Rampage, lançado primeiro para os arcades dos anos 80, e que ganhou diversas versões caseiras anos depois. O jogo é simples: você assume o controle de uma das três criaturas disponíveis, um Gorila, um Lobo / Morcego ou um Crocodilo gigante, e deve destruir cidades - divididas como fases -, acumulando pontos enquanto enfrenta um exército disposto a pará-lo e mata civis inocentes que estão tentando sobreviver. Já Rampage, o filme, sabe do perigo de se copiar um jogo como esse e apenas capta sua essência, monstros gigantes destruindo cidades, para criar um divertido filme de ação atemporal.

Dwayne Johnson, The Rock, é um ex-militar que trabalha hoje com treinamento de animais em um zoológico e vê essa vida mais pacata mudar quando um experimento espacial com DNAs animais dá muito errado e vestígios desse experimento caem na Terra. Um dos afetados é George, um gorila albino, último de sua espécie, que começa a sofrer mutações e crescer de tamanho e força em uma proporção anormal, chamando a atenção também do governo. Para evitar que seu amigo seja morto pelo exército, ele precisa encontrar os verdadeiros responsáveis pelo ocorrido e também uma vacina que deixe George consciente de novo, já que ele agora está agressivo graças a efeitos colaterais do experimento. Isso sem contar um lobo gigante e um jacaré maior ainda, todos indo em direção à cidade e que aumentam o desafio do grandalhão.

Fica bem óbvio que, do jogo, temos apenas a ideia mesmo de monstros destruindo a cidade. Hollywood não se dá muito ao luxo de esquecer o politicamente correto e rapidamente transforma uma das três aberrações em um parceiro do protagonista vítima da situação. George, ao contrário do jogo, agora é branco (em nenhuma das versões do jogo o é), uma espécie em extinção e tem relações sentimentais com o criador, o que rapidamente cria empatia com o público por: 1. seus traços e apresentações são bastante amistosos e até que o filme investe bastante tempo na construção dessa relação; e 2. o cinema já ter um estreito histórico com macacos / gorilas, de King Kong em preto e branco, pulando nas Torres Gêmeas nos anos 70, ou  um irmão distante de Caesar e Gollum na versão de 2005 de Peter Jackson, até macacos dominando a humanidade em ficções científicas que completaram 50 anos recentemente. Sempre houve um representante forte em cada geração.

Some isso ao fato de The Rock ser uma das maiores estrelas dos filmes de ação recentes e temos um divertido filme destruição remodelado, esticado ao máximo e lotado de mentiras lindas de se ver em tela grande e com som potente - o jacaré, em especial, faz os executivos de Imaxes da vida sorrirem de um canto ao outro do rosto com seu som (é certo chamar de rugido?). 

É um filme que não entra em discursos mais profundos, não está afim de dialogar com ninguém, muito menos compartilha do discurso político de filmes catástrofe ou então das metáforas anti-guerra dos filmes de monstros japoneses. É porrada, explosão, sorrisos, mentiras, com vilões tão caricatos que poderiam estar em seriados infantis, porém muito, MUITO divertido - sabe-se lá o porquê de toda essa simplicidade funcionar tão bem. Talvez porque The Rock, por si só, é também uma aberração humana de tão forte que é. Ele consegue ser do mesmo tamanho de um gorila e, quando os animais estão alterados, ser forte o suficiente para bater de frente com eles, a sua maneira. Carismático ao infinito e ótimo ator, talvez precise apenas de um diretor talentoso como os dos anos 80 / 90 e que faziam filmes de ação mais cuidadosos para ser mais respeitado.

Incrivelmente simples e divertido, Rampage será lembrado como um ingênuo filme de ação. Até porque merece mesmo, faz rir, entretém e cumpre bem tudo aquilo a que se propõe. Ele é isso aí apenas e nada mais. Filmes assim também são necessários ao cinema. Ah, mas que curtam em 2018, enquanto os efeitos especiais, que escalonam em uma velocidade assustadora e deixam obras antes impressionantes agora datadas (já viram O Senhor dos Anéis hoje?) ainda estão atualizados e permitem cenas ainda mais complexas, o que há não muitos anos atrás eram necessárias horas e mais horas de maquetes para tornar uma destruição nessa escala minimamente parecida no cinema.
Por Rodrigo Cunha, em 18/04/2018
Avaliação:             6.0
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• Régis Trigo 4.5
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