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CRÍTICA
Titanic
(Titanic, 1997)
Por Rodrigo Cunha Avaliação:                   9.0
O clássico agora em três desnecessárias dimensões.

Quis o destino que, no ápice da moda inútil do 3D no cinema, uma das maiores tragédias marítimas da história fizesse cem anos. Oportunidade perfeita para que James Cameron recauchutasse seu Titanic (idem, 1997), que por muito tempo foi a maior bilheteria do cinema (até ser superado por Avatar [idem, 2009], do próprio Cameron), e o relançasse em 3D no final de semana que marca o aniversário da tragédia, apresentando o clássico romance vencedor de 11 Oscars a uma nova geração e prometendo uma experiência completamente nova a quem já está familiarizado com a obra.

Indo direto ao ponto, pelo menos na sua versão em película, o 3D não impressiona tanto. Lógico que há planos perfeitos para o uso do recurso, principalmente quando o navio está afundando e sobe em direção à tela, mas, no geral, o resultado final ficou aquém do que se poderia esperar: escuro demais, sem brilho, com cores fracas e desbotadas, chegando a afetar a fotografia original – as cenas de dia, por exemplo, parecem nubladas e lavadas, ao contrário daquele sol invejável invadindo o deque do navio que estamos acostumados a ver na TV. Pode ser que a versão em IMAX corrija boa parte desses problemas, mas quantos terão a real oportunidade de ver algo nessa qualidade? Não que as pessoas estejam se importando muito com isso, afinal, alguns apenas querem reviver a nostalgia, outros querem ter a oportunidade de ver o filme pela primeira vez em tela grande. Para eles, isso que importa. Para Cameron, as cifras a mais.
 
Sei que pode parecer absurda a informação, mas há muita gente que não sabe que Titanic é baseado em uma história real. Para os desavisados: sim, é (e sim, é sério isso também). Refiro-me ao famoso naufrágio, e não ao caso entre Jack (Leonardo DiCaprio), um jovem de terceira classe, e Rose (Kate Winslet), uma jovem falida da classe alta do navio que está noiva de um milionário, ainda que não o ame, afim de salvar o status de sua família, que serve como narrativa ficcional para o desastre real, que se desenvolve como pano de fundo histórico. Em 1912, Titanic zarpou depois de um ambicioso projeto de construir o maior navio do planeta. Considerado inafundável, ele colidiu contra um iceberg durante sua viagem inaugural entre a Inglaterra e os Estados Unidos, afundando e, sem resgate a tempo, matando mais da metade de sua tripulação.

Os anos se passaram e Titanic, o filme, é posto à prova a um público mais crítico e menos receptivo a obras que assumem o romance sem medo de dizer ‘te amo’. Lógico que ainda há algumas passagens que beiram o constrangimento (“I’m the king of the world!”), mas no geral Titanic não envelheceu um único frame desde que deixou os cinemas, ainda nos anos 90. Teoricamente um filme simples, a força de Titanic está justamente na sua imensa gama de abordagens. Temos o romance clichê (mas contagiante) entre Jack e Rose, o discurso contra o capitalismo (na hora H, todos são iguais), a abordagem histórica (o navio está recriado de forma absolutamente impecável), e os efeitos especiais seguem impressionantes mesmo com o desenvolvimento técnico na área. As cenas famosas, que costumam marcar gerações e servem de cartões postais para as obras posteriormente, seguem funcionando, sendo uma das mais clássicas delas o primeiro beijo entre Jack e Rose, na ponta do navio, tudo embalado por versões da chorosa música interpretada por Celine Dion.

Soluços foram ouvidos ao final do filme, não deixando dúvidas de que este relançamento ainda funciona e fará um considerável sucesso (não a ponto de ultrapassar Avatar), principalmente se considerarmos que há muita curiosidade em torno do filme, mas seria muito mais honesto com seu público relançá-lo intocável, da mesma maneira que chegou aos cinemas em 97 e encantou as pessoas da época. Mesmo que já tenhamos decorado o filme de cabo a rabo, Titanic é Titanic, e só o espetáculo já faz a ida ao cinema valer a pena, em 3D ou não.

Por Rodrigo Cunha, em 13/04/2012 Avaliação:                   9.0
Notas - Equipe
• Alexandre Koball 8.0
• Daniel Dalpizzolo 7.0
• Rodrigo Cunha 9.0
• Josiane Ka 8.0
• Régis Trigo 8.0
• Demetrius Caesar 5.0
• Silvio Pilau 9.0
• Vlademir Lazo 8.0
• Heitor Romero 9.0
•  Média 7.9
Notas - Usuários
8.2 (1489 votos)
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Por Douglas Braga, em 22/04/2012 | 06:37:19 h
E o 3D pra mim foi apenas perfumaria, só de assistir o filme novamente valeu cada centavo gasto. [3]
Por Kennedy B. Vasconcelos, em 18/04/2012 | 06:25:56 h
E o 3D pra mim foi apenas perfumaria, só de assistir o filme novamente valeu cada centavo gasto. (2)
Por Raphael da Silveira Leite Miguel, em 16/04/2012 | 22:47:28 h
E o 3D pra mim foi apenas perfumaria, só de assistir o filme novamente valeu cada centavo gasto.
Por Raphael da Silveira Leite Miguel, em 16/04/2012 | 22:46:52 h
[5] no Lazo

Revi esse fim de semana e me emocionei como se fosse a primeira vez que estivesse assistindo. Após a sessão tive o mesmo pensamento das pessoas daqui, deveria ser relançado à cada 10, 15 anos, para que cada geração pudesse ter o gostinho de vê-lo na grande tela.

Duro foi ver algumas pessoas da geração Restart e Transformers assistindo o filme perto de mim, tive que soltar um: "Cala a boca porra!". E olha que eu me segurei. Eles estavam rindo porque uma mulher estava soluçando de tanto chorar lá.
Por Vinícius Aranha, em 16/04/2012 | 12:59:14 h
http://www.youtube.com/watch?v=yPLcZ5Rk3Lg&feature=player_embedded
Uma das sequências mais primorosas de todos os tempos.
Por Lucas Michels, em 15/04/2012 | 23:38:22 h
um cara que considera a morte de milhares de pessoas algo fútil realmente pede um delete da administração do site.

Filmaço do maior fazedor de filas nos cinemas de todos os tempos. Pra mim maior defeito do filme é a sombra do câmera man no vidro do salão principal na cena final. ojojaJOAJOAj
Por Ana Paula de Oliveira Azevedo., em 14/04/2012 | 22:28:44 h
Assisti e chorei oceanos novamente. hehe
"Titanic é Titanic, e só o espetáculo já faz a ida ao cinema valer a pena, em 3D ou não." [2]
Por Walter Prado, em 14/04/2012 | 09:32:53 h
É um grande filme, claro... Mas então teriam que relançar vários outros "majestosos" a cada 15 anos...
Por Lucas Castro, em 13/04/2012 | 22:41:38 h
O que esse filme tem de fúltil e superficial, na boa?
Por Paulo Faria Esteves, em 13/04/2012 | 21:39:59 h
Eu já esperava esse trocadilho...

Corrigindo: Titanic é um grande filme (em todos os sentidos). E tenho dito!
Por Tiago Costa, em 13/04/2012 | 21:32:08 h
É grande sim. Tem três longas e quase insuportáveis horas. Desculpem, não resisti
Por Paulo Faria Esteves, em 13/04/2012 | 21:28:44 h
E a segunda!

Concordo plenamente com o Lazo (coisa rara, hein?): "Na verdade, deveria ser relançado cada dez, quinze anos nos cinemas para que sempre uma nova geração tivesse a oportunidade de vê-lo dessa maneira."

Titanic é um grande filme. E tenho dito!
Por Tiago Costa, em 13/04/2012 | 20:29:02 h
Vou me retirar daqui, senão me apedrejam
Por Tiago Costa, em 13/04/2012 | 20:28:09 h
"Titanic é aquele tipo de filme que surge uma vez a cada 50 anos"

Fúteis, superficiais, clichês e supervalorizados? Vejo a cada dois meses.
Por Tiago Costa, em 13/04/2012 | 20:22:22 h
"Na verdade, deveria ser relançado cada dez, quinze anos nos cinemas para que sempre uma nova geração tivesse a oportunidade de vê-lo dessa maneira."

Prefiro ver na Sessão da Tarde
Por Tiago Costa, em 13/04/2012 | 20:21:36 h
O que veem tanto nesse filme não sei. A trilha é boa, mas enjoa rápido. Como o filme, aliás.
Por Thiago Cunha, em 13/04/2012 | 20:17:50 h
[2] para o Lazo.
Por Vlademir Lazo , em 13/04/2012 | 19:30:49 h
Titanic é majestoso na tela grande. Na verdade, deveria ser relançado cada dez, quinze anos nos cinemas para que sempre uma nova geração tivesse a oportunidade de vê-lo dessa maneira.
Por Kennedy B. Vasconcelos, em 13/04/2012 | 19:10:19 h
"Titanic" é aquele tipo de filme que só surge a cada 20 anos.
Por Daniel Vilas Boas, em 13/04/2012 | 19:01:07 h
http://veja.abril.com.br/multimidia/video/critica-titanic-3d
Por Thiago Cunha, em 13/04/2012 | 17:21:01 h
Eu acho a melhor.
Por Walter Prado, em 13/04/2012 | 17:05:30 h
"Eu considero a trilha a melhor feita até então."

Aí eu já não acho não... Bem longinho inclusive...
Por Thiago Cunha, em 13/04/2012 | 17:01:13 h
Eu tb gosto da música tema, Rodrigo! (novidade...)
Eu considero a trilha a melhor feita até então. E Titanic não seria o mesmo sem a trilha-sonora, nem Cameron e sua genialidade na direção fariam o filme ser o mesmo. James Horner foi genial nesse!
Por Luiz Fernando de Freitas, em 13/04/2012 | 16:16:14 h
Concordo plenamente com as pessoas que comentaram que dão-se muita importância para a canção do filme (que só toca nos créditos, que brasileiro nem vê). Além do fato de que a trilha sonora do filme é belíssima e muito bem orquestrada. E o filme assim como a canção só foram sendo "denegridos" com o tempo pela superexposição dos mesmos. Para mim Titanic é um filmão e um dos mais importantes da década.
Por Kennedy B. Vasconcelos, em 13/04/2012 | 15:39:58 h
Se não houvesse o 3D não haveria motivo para ir ver o filme. Para alguns não. Para mim sim, já que nunca vi "Titanic" em 3D.
Por Walter Prado, em 13/04/2012 | 15:33:57 h
Eu gosto da canção, mas dão uma importância além da conta pra ela... Aparece praticamente nos créditos apenas... A trilha é excelente...
Por Rodrigo Cunha, em 13/04/2012 | 14:56:59 h
A música é chorosa, mas eu gosto.
Por Thiago Cunha, em 13/04/2012 | 14:13:34 h
"tudo embalado por versões da chorosa música interpretada por Celine Dion."
Pf, a trilha-sonora de Titanic não se baseia apenas nessa música. Assim como a música dessa cena. "My Heart Will Go On" foi composta pelo James Horner depois de que quase toda trilha-sonora já havia sido feita.

Falando nisso, se referir a "trilha-sonora de Titanic" como MHWGO é idiotice, não que vc tenha feito isso na crítica, mas muitos fazem isso...
Por Bruno Kühl, em 13/04/2012 | 12:39:49 h
vish
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 FICHA DO FILME

 Titanic
(Titanic, 1997)
• Direção:
- James Cameron
• Elenco Principal:
- Leonardo DiCaprio
- Kate Winslet
- Billy Zane
• Sinopse: Jovem aventureiro ganha passagem, em mesa de jogo, para a primeira viagem do transatlântico Titanic. No navio, apaixona-se por Rose Bukater (Kate Winslet), noiva de um homem rico e arrogante, com quem vive um amor proibido. Mas a viagem ganha contorn...
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