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CRÍTICA

Todas as Razões Para Esquecer

(Todas as Razões Para Esquecer, 2017)
Por Pedro Tavares Avaliação:             6.0
O velho jovem e o novo adulto.
Por décadas e décadas o cinema vem, de diferentes formas, trabalhando como raio-x de gerações. De acordo com cada região, o cinema toma identidades distintas para falar sobre elas. No caso da juventude, fica evidente a discrepância de como europeus, americanos e asiáticos abordam este tema. Para os americanos, nos últimos anos, a proximidade da juventude e a vida adulta tornou-se a zona de conflito mais explorada, mesmo quando o cerne está numa festa ou na procura pelo sexo. No Brasil, nos últimos 25 anos, a novela Malhação é a invariável comparação para qualquer obra que chegue ao tema; alguns com sucesso, outros nem tanto. Todas as Razões Para Esquecer é uma rápida atualização do tema sem correr tantos riscos.

O filme de Pedro Coutinho tem atenção à urgência em tempos de redes sociais: o que se sente em uma sequência não terá mais importância na seguinte, mas seu embrião continua o mesmo de muitos filmes para esta faixa etária - como circular problemas amorosos e dar a volta por cima quando tudo parece sem futuro. 

A fúria adolescente é a mesma, mas Antonio (Johnny Massaro) já é um novo adulto: é o momento de traçar objetivos, trabalhar e (sobre)viver. Ao se ver sem chão após o término de um relacionamento, Antonio é um quadro branco para Coutinho traçar um perfil moderno do novo adulto, talvez em qualquer parte do mundo -  os aplicativos de namoro, drogas, antidepressivos, falta de atenção e ócio. 

Todas as Razões Para Esquecer está em zona segura. Traça suas sequências como pequenos blocos em que Antonio aos poucos abraça mais informações, personagens e lugares – como uma pequena metáfora aos tempos em que se soma mais espaços e contatos e não se aproveita nenhum deles, pois no fim Antonio se vê sozinho diante do computador. Ele tem seu braço direito mutante – ora como a figura da terapeuta, ora do vizinho ou do amigo mulherengo, e segue a estirpe da obrigação de que um homem bem sucedido é aquele bem resolvido. Portanto, o que se julga aqui é como e quando Antonio estará, enfim, pronto para seguir.

Neste conto muito próximo do filão norte-americano, algo entre a histeria do cinema popular e o tom agridoce do cinema independente, o filme de Pedro Coutinho esmera aproximação com tantas referências no mundo de um garoto deslocado que tantos filmes ainda tentam traçar. Não é necessariamente um filme sobre garotos; é um filme sobre a facilidade de se perder entre tantas chances de se achar. E assim, Antonio, por mais que siga todas as opções, tem uma longa saga para achar a plenitude. 
Por Pedro Tavares, em 01/03/2018
Avaliação:             6.0
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