FILMES CRÍTICAS NOTÍCIAS PERFIS TRILHAS TOPS PREMIAÇÕES ARTIGOS COMENTÁRIOS FÓRUNS   SÉRIES PUBLICIDADE
CENTRAL DE USUÁRIOS   |    CADASTRE-SE   |   ENTRAR
   
FILMES
CRÍTICAS
NOTÍCIAS
PERFIS
TRILHAS
TOPS
PREMIAÇÕES
ARTIGOS
COMENTÁRIOS
FÓRUNS

SÉRIES
CADASTRE-SE   |   ENTRAR
CRÍTICA

Vingadores: Guerra Infinita

(Avengers: Infinity War, 2018)
Por Bernardo D.I. Brum Avaliação:               7.0
O ápice incompleto.
imagem de Vingadores: Guerra Infinita
Os Vingadores: Guerra Infinita era um sonho para a Marvel e seus fãs. O projeto foi de fato o rei das expectativas para uma franquia que, como ninguém, cultivou a espera pela obra tanto quanto o próprio filme em si. Dezenas de cenas pós-créditos, elementos de outras histórias e subtramas de personagens convergem para esse momento. O filme é o clímax de uma longa obra seriada cada vez mais interdependente e cuja máquina irrefreável de produção refina cada vez mais as qualidades dos produtos oferecidos - mas igualmente também exacerba vícios e lugares comuns confortáveis. 

A aparição do titã louco Thanos e a sua busca pelas Joias do Infinito na missão de restaurar o equilíbrio do universo fez que com que os diretores irmãos Anthony e Joe Russo (de Soldado Invernal e Guerra Civil) conjugassem todas as "pratas da casa" e destaques recentes em seu projeto mais ambicioso, que acabou resultando no segundo filme mais caro da história. E como aconteceu nos dois filmes do Capitão América comandados pelo clã Russo, o resultado é uma narrativa de longa extensão onde humor, ação, suspense e drama nem sempre conseguem um casamento muito conciliatório. 

O resultado é um tanto desequilibrado. Thanos é, de longe, o melhor elemento dramático do filme. A forma que os Russo construíram Thanos deram origem a um vilão que rouba o espetáculo de seus personagens. De fato, é o único personagem com um passado explorado, um dos únicos que tem que tomar decisões difíceis e praticamente o único sem ter que dividir tempo de tela com cenas a mais que ajudam a construir o personagem. 

Sim, pela segunda vez em sequência o estúdio acerta no desenvolvimento do vilão tanto ou mais quanto dos heróis, após o Kilmonger de Pantera Negra. É curioso ver como um filme nascido da união de super-heróis onde eles se reúnem em tão grande quantidade, mas grande parte deles simplesmente não interessa. Certamente temos oportunidade de saber como Gamora, Tony Stark, Thor ou Peter Quill sentem-se frente à situação, mas a grande maioria - e aí podemos incluir Peter Parker, T'Challa, Natasha Romanoff, Bucky Barnes, James Rhodes, Sam Wilson ou Groot - não tem qualquer motivação ou questões particulares com as quais lidar na trama.

E em meio à tentativa de, com a mão pesada, sempre tentar imprimir a marca registrada, como o humor galhofeiro, a salvação do mundo, a criação de nêmesis cada vez mais poderosos, que a dramaturgia do filme sai perdendo. Como dito acima, o drama da maioria dos personagens mal arranha o drama de Thanos. Tony Stark fala sobre casamento e filhos no início do filme, mas isso logo deixa de importar assim que as naves de Thanos chegam à Terra. Bem como a culpa que Thor sente, explanada por meio de diálogos, mas poucas vezes desenvolvida. 

É um filme muito mais sobre o arquétipo do herói contra o drama individualista de romance moderno do vilão, que acaba tendo que competir com as muitas cenas de ação que muitas vezes tornam-se redundantes. É uma luta atrás da outra, uma luta atrás da outra, e tudo é sobre as Jóias do Infinito. Não se fala em mais nada, ninguém tem mais nenhuma questão a ser resolvida: não há vícios, derrotas, mágoas, arrependimentos ou mentiras a serem exploradas. É sobre a salvação do mundo, e pronto. Pode-se mencionar que Capitão e Natasha mudaram após a Guerra Civil ocasionada pelo registro - mas em tela, atitudes, decisões, é algo que jamais se vê. 

A própria forma como Thanos se enfrenta com os heróis tornaria o personagem um tanto chato como o foi o Lobo da Estepe em Liga da Justiça: é forte demais, poderoso demais, não há chance contra ele, os maiores esforços são praticamente infrutíferos. Não fosse o vilão estar lembrando do próprio passado, tomando decisões difíceis e argumentando a favor de sua causa, sua invencibilidade épica e cósmica de nada serviria sem um personagem minimamente interessante por trás. 

Mas Os Vingadores: Guerra Infinita não é um filme ruim. Dá para definir mais como um filme mediano com excelentes momentos e personagens. Difícil ficar impassível ao drama de Gamora, talvez o mais contundente e pungente de todos os protagonistas, um dos únicos arcos que de fato envolve relações do passado com o presente e noções de sacrifício pessoal. Dá para dizer que, de longe, o ouro do roteiro é a dinâmica de ressentimento, afeto e ódio criada com o antagonista. 

E é claro, o final. Sem contar muito, o clímax do filme dispensa as piadas (ao menos em grande parte), troca o heroísmo suicida, estoico e romântico por noções de sacrifício pessoal e aborda em grande parte apenas com reações, efeitos de computação e trilha sonora o momento esperado após o feijão com arroz básico das piadinhas e pancadaria incessantes. É um dos momentos mais plásticos, catárticos e, por que não, operísticos que a Marvel já foi capaz de oferecer. 

Mas ainda falta alguma coisa, analisando o filme no resultado final. A noção de protagonismo individual é perdida, com muitos personagens basicamente atuando como apenas um, e esse apenas um jamais consegue clamar a mesma empatia que seu antagonista. Muito tempo é perdido no que os espectadores tanto clamam por ver, sob risco de todo o afeto dirigido não resultar em decepção. A pavimentação do caminho, ou pacing, é acidentada, com o último e dramático ato tendo que sustentar a duras penas um filme que quer causar uma grande reação no espectador - ainda que o tempo todo "alivie as pancadas" ao longo do caminho. E esse sentimento de concessão a um escapismo barato, de fórmula feita, refeita e refeita mais uma vez, falha em elevar o filme a tudo que prometeu. O resultado é um Frankenstein entre o esperado e o desafiador, degladiando-se o filme todo de maneira indigesta. Mas sim, para os que tanto investiram, há momentos extremamente satisfatórios, mas eles são pura e absolutamente isso: momentos. E se a parte sustenta o todo, aí só o público dirá.
Por Bernardo D.I. Brum, em 26/04/2018
Avaliação:               7.0
Notas - Equipe
• Rodrigo Cunha 8.0
• Heitor Romero 7.0
• Marcelo Leme 8.0
• Bernardo D.I. Brum 7.0
• Rafael W. Oliveira 6.0
• Felipe Leal 6.0
•  Média 7.0
Notas - Usuários
7.7/10 (146 votos)
Minha nota:
0.5 1.0 1.5 2.0 2.5 3.0 3.5 4.0 4.5 5.0 5.5 6.0 6.5 7.0 7.5 8.0 8.5 9.0 9.5 10.0
    --
• Todas as opiniões 
Comente no Cineplayers (5)
Por Matheus Bezerra de Lima, em 26/04/2018 | 23:21:53 h
Me lembro de uma entrevista dos Irmãos Russo em que eles disseram que Thanos era, de certa forma, o verdadeiro protagonista do filme e a história seria contada muito de sua perspectiva.
Por Matheus Bezerra de Lima, em 26/04/2018 | 23:07:57 h
Mas boa crítica Brum, parabéns, espero que tenha assistido com um público tão bom quanto o meu também.
Por Matheus Bezerra de Lima, em 26/04/2018 | 23:06:56 h
De qualquer forma, este filme explodiu minha cabeça, me surpreendeu consistentemente, e isso é ainda mais ampliado quando assistido com uma multidão empolgada e enorme numa sala enorme vibrando e aplaudindo juntos cada grande cena, cada momento épico de poder e aparição dos personagens, minha melhor experiência cinematográfica de todos os tempos disparado, esse sentimento não pode ser descrito e é uma experiência que só uma sala de cinema enorme, lotada e com um público empolgado, pode proporcionar! Viva o cinema! Tem certas experiências que jamais dá para ter em casa. E se agradou o Brum, que nem é fã desse tipo de filme ou do apelo das batalhas épicas em si, imagine quem é! Assisti o filme hoje, na estreia e hoje ainda é meu aniversário!
Por Matheus Bezerra de Lima, em 26/04/2018 | 22:59:49 h
E sobre a perda de alguns dilemas pessois, após a chegada das tropas de Thanos a Terra, para se focar bastante no drama das Joias do Infinito, o próprio Bruce Banner dá uma bronca perto do início do filme, quando o Homem de Ferro hesita em chamar ajuda de algumas pessoas, que a situação tinha coisa em jogo demais para ele se importar "com quem você está falando ou não".
Por Matheus Bezerra de Lima, em 26/04/2018 | 22:51:22 h
Entendo que o filme é sim um pouco desconjutado e tem seus problemas no desenvolvimento de alguns personagens, mas isso já era mais que esperado e praticamente inevitável em uma história dessa escala, em quantidade de personagens diversos e distintos e em tramas paralelas. Os irmãos Russo já disseram que tiveram que cortar muita coisa, e mesmo assim o filme ainda ficou com 2 horas e 40, o mais longo da Marvel! Mesmo que tenha suas falhas, admiro muito o trabalho gigantesco que deve ter sido montar esse filme, já pararam para pensar nisso? Os irmãos Russo já disseram, se não me engano, que com a quantidade de cenas deletadas, dava para fazer outro filme de 2 horas. Material extra interessante no Blu-Ray não deve faltar!
Comente no Facebook
Todas as informações aqui contidas são propriedades de seus respectivos produtores. Sugestões? Reclamações? Elogios? Faça valer sua opinião, escreva-nos!
 CINEPLAYERS CAST
CP Cast
• #32 Um Corpo que Cai
• #31 Stephen King no Cinema
• #30 Vingadores: Guerra Infinita
• #29 A Franquia 007
• #28 Um Lugar Silencioso
• #27 2001: Uma Odisseia no Espaço
• #26 Jogador Nº1
• #25 Planeta dos Macacos
• #24 Quentin Tarantino
• #23 75 anos de David Cronenberg
• #22 Projeto Flórida
• #21 Trama Fantasma
• #20 Três Anúncios Para um Crime e Lady Bird
• #19 Oito e Meio de Fellini
• #18 A Forma da Água
• #17 The Post e os filmes de Jornalismo
• #16 Indicados ao Oscar 2018!
• #15 20 Anos de Titanic
• #14 Nostalgia Cinéfila - Especial 15 Anos!
• #13 Melhores de 2017
• #12 Star Wars: Episódio VIII - Os Últimos Jedi
• #11 Especial Natalino
• #10 Assassinato no Expresso Oriente
• #9 Onde os Fracos Não Têm Vez
• #8 Liga da Justiça
• #7 Stranger Things
• #6 45 anos de O Poderoso Chefão
• #5 Branca de Neve e os Sete Anões
• #4 Halloween
• #3 Blade Runner / Blade Runner 2049
• #2 De Volta Para o Futuro
• #1 Os Goonies
• #0 O Piloto
 LEIA TAMBÉM
 FICHA DO FILME

 Vingadores: Guerra Infinita
(Avengers: Infinity War, 2018)
• Direção:
- Joe Russo
- Anthony Russo
• Elenco Principal:
- Robert Downey Jr.
- Chris Evans
- Chris Pratt
• Sinopse: Enquanto os Vingadores e seus aliados continuam protegendo o mundo de ameaças muito grandes que nenhum herói consegue enfrentar sozinho, um novo perigo surge das sombras do cosmo: Thanos. Um déspota com má-fama intergalática, sua meta é reunir as sei...
 FILMES RELACIONADOS
• Liga da Justiça
CINEPLAYERS LTDA. (2003 - 2018) - TODOS OS DIREITOS RESERVADOS

CENTRAL DE USUÁRIOS
FILMES
CRÍTICAS
NOTÍCIAS
PERFIS
TRILHAS SONORAS
HOME CINEMA
TOPS
COMENTÁRIOS
ARTIGOS
PREMIAÇÕES
JOGOS
FÓRUNS
PAPÉIS DE PAREDE
MAIS ASSISTIDOS
EQUIPE
NOSSA HISTÓRIA
CONTATO
PERGUNTAS FREQUENTES
PROMOÇÕES
ESTATÍSTICAS
ESPECIAL A NOVA HOLLYWOOD
ESPECIAL WES CRAVEN
CHAT
MAPA DO SITE
API CINEPLAYERS
ANUNCIE CONOSCO
         
CINEPLAYERS LTDA. (2003 - 2018)

           
 USUÁRIOS
 + ASSISTIDOS
 EQUIPE
 HISTÓRIA
CONTATO
FAQ
PROMOÇÕES
ESTATÍSTICAS
WES CRAVEN
MAPA DO SITE
API
ANUNCIE