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CRÍTICA

Viúvas

(Widows, 2018)
Por Francisco Carbone Avaliação:               7.0
Ramificações a perder de vista.

O projeto da adaptação cinematográfica da telessérie Viúvas tinha um sabor de refresco para Steve McQueen. Cineasta acostumado com a densidade de suas produções, ligadas a temas potencialmente polêmicos e espinhosos, já tinha um espaço entre o novo filme e seu anterior como é do seu feitio; 12 Anos de Escravidão foi aplaudido no mundo todo, ganhou o Oscar e deu projeção máxima ao autor. É nesse momento que chega o filme novo, pra mostrar que McQueen pode se divertir sem perder seu relevo. Na abertura, a montagem de Joe Walker dá o tom do que veremos a seguir, uma escalada criminosa que atinge bem mais do que o núcleo central do filme. Através do jogo proposto de intercalar as três frentes narrativas já na abertura, McQueen estabelece que, além da diversão escapista que costuraria em cena, ele não perderia seu rigor técnico preciso.

A história ele manteve praticamente intacta (então nem é bom ler sobre o seriado, que rendeu duas temporadas e um reencontro 10 anos depois), apenas adaptando para o cenário atual e adequando as realidades para a Chicago de hoje, e criando uma sensibilidade plus ao projeto, que consegue fazer funcionais seus inúmeros flashbacks, dando ao casal Veronica e Harry Rawlings muita espontaneidade e uma entrega essencial para o envolvimento popular pela história. Sobra estilo à forma com que McQueen filma seu material, e diversas cenas têm composição cênica impecável, tais como o plano-sequência com a dupla de rappers na quadra de basquete, a passagem com diálogo entre Colin Farrell e Carrie Coon dentro do carro com a câmera exclusivamente no parabrisa, entre outras. Mas o roteiro infelizmente não segue o padrão de qualidade da mise-en-scene.

A escritora Gillian Flynn (de Garota Exemplar) foi chamada para construir a adaptação da série de Lynda La provavelmente por sua habilidade com personagens femininas tridimensionais. O talento do elenco contribui para o intento, mas a apresentação da ação cinematográfica não acompanha o desenho de personagem, que por fim são prejudicados também. Através de sutilezas silenciosas, o casal protagonista tem dedicação no roteiro superior a de Linda, vivida por Michelle Rodríguez, que ameaça ir para um lugar excelente, mas é abortada. O mesmo acontece com os personagens de Carrie Coon, Daniel Kaluuya e Jacki Weaver, com tipos muito aquém de suas possibilidades e todos com rascunhos excelentes. A culpa não é dos atores, que tem um conjunto harmonioso de interpretações, mas do próprio roteiro. É curioso observar que o personagem de Robert Duvall seja o que menos aparece em cena do elenco, e seu personagem seja muito melhor delineado que tantos no longa.

O grande acerto do filme é investir no revestimento que o casal Hawlings dá à narrativa. As outras duas frentes, igualmente políticas (representadas pela família escrava do nepotismo de Colin Farrell e Duvall, e no lado oposto o surgimento do "novo poder político", na figura de Brian Tyree Henry), têm belas apresentações, ótimos atores, e desenvolvimento aquém de suas possibilidades, como já citado. Com isso o casal de protagonistas sobra em cena com um romantismo mudo; são diversas as cenas de intimidade entre Viola Davis e Liam Neeson, todas encenadas com muita propriedade e paixão, a exacerbar da tela. Na sequência inicial, é inclusive essa relação a intercalar com a ação do filme que estabelece uma riqueza tão evidente. Com seu olhar aguçado, McQueen construiu sequências com muita verdade entre todos os seus atores, mas infelizmente nem todos os personagens alcançam seu espaço.

Isso é uma novidade na carreira do diretor, que geralmente tem cuidado extra com seu roteiro. Geralmente cercado em universos fechados, ele se expandiu pela primeira vez em seu projeto anterior, que contou com um roteiro muito superior (não à toa também ele vencedor de prêmios). Aqui não somente a gama de narrativas se acumula, como também suas camadas são abrangentes e profundas, ficando vários deles perdidos pelo caminho. Um senão grave com um cineasta de alcance e brilho, que realiza brilhantemente com as lentes (Sean Bobbitt na fotografia continua ótimo), mas que perdeu o rumo com o tamanho de sua empreitada, ao menos no papel.

Filme visto no Festival de Cinema do Rio de Janeiro
Por Francisco Carbone, em 02/11/2018
Avaliação:               7.0
Notas - Equipe
• Rodrigo Torres 7.5
• Francisco Carbone 7.0
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 FICHA DO FILME

 Viúvas
(Widows, 2018)
• Direção:
- Steve McQueen (II)
• Elenco Principal:
- Viola Davis
- Elizabeth Debicki
- Michelle Rodriguez
• Sinopse: Ambientado numa Chicago contemporânea, em meio a um tempo bastante tumultuado, quatro mulheres com nada em comum entre si precisam concluir o trabalho de seus quatro maridos, mortos após um assalto mal-sucedido. Baseado na minissérie britânica homôni...
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