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CRÍTICA

Vox Lux

(Vox Lux, 2018)
Por Francisco Carbone Avaliação:                     10.0
Costurando uma nova face.

Brady Corbet é um jovem ator que se lançou diretor há dois anos atrás. Causou impacto que um rapaz tão novo e que nunca tinha provocado nenhuma maior consideração em sua área tivesse surgido com algo tão significativo e poderoso quanto A Infância de um Líder, espécie de gênese de um líder fascista contada da maneira mais lúgubre e sutil possível. Então, dentro do rapaz loiro tinha um cineasta com gana e vontade impressionante de registrar seu nome. Não é estranho então que seu filme seguinte, Vox Lux, tenha sido recebido com expectativa. E, no caso desse texto em específico, essa abertura não serve apenas para ilustrar uma carreira iniciante, mas para ajustar os pontos em comum entre dois filmes que, a princípio, só o cineasta os une.

Na trama nova, um evento trágico assola a vida de Celeste, uma adolescente de 14 anos que, durante um período de recuperação hospitalar por conta do acontecido, compõe uma canção e, de uma hora pra outra, vê essa composição ganhar o status de hino contra a violência, catapultando-a para um improvável estrelato. 15 anos depois de seu surgimento, a estrela pop Celeste tem inúmeros motivos para crises emocionais, e desconta em todos ao seu redor o resultado de anos de estrelismo; Celeste é uma diva, com todos os prós e infinitos contras. Durante a projeção, uma narrativa é construída à margem do foco principal, como um intruso distante e imperceptível. A narração inspirada de Willem Dafoe ajuda a revelar o que faz os dois filmes de Corbet afins, em final assustador na sua ressignificação.

O cineasta já tinha deixado claro seu rigor estético no filme anterior. Aqui ele parece mais "leve", mas essa aparência cobra o preço do envolvimento com o projeto, menos exposto que seu primeiro filme. Aqui, aparentemente não tem uma camada paralela que descortina as intenções pouco humanas daquele ambiente. Em Vox Lux, o jogo sobre a idolatria, o narcisismo típico de um artista, a fama mal conduzida e outros temas, digamos, populares são o cerne da questão, que perpassa também o culto dessas celebridades em um período onde a violência está caminhando ao lado desse lugar, como numa competição de absurdos, sendo erguido como um aprofundamento da produção. Mas o que está sendo desenvolvido às escondidas é um horror muito maior, cuja escalada  — aí, sim — amarra o roteiro de todo o filme. 

O fotógrafo Lol Crawley (45 Anos) já tinha realizado um trabalho inesquecível em Childhood of a Leader, e também aqui o trabalho em parceria com o diretor tem uma superfície muito diferente da profundidade que se apresenta aos poucos. A abertura desconcertante, os fast forwards eventuais durante a narração de Dafoe, a forma com que as lentes captam a protagonista quase transformando-a em refém das imagens, quase a perturbação necessária para o arremate. A cor utilizada na paleta não é abrangente, mas o filme tem uma coerência visual raramente vista hoje. A montagem a cargo do húngaro Dávid Jancsó (colaborador do grande Kornel Mundruczo, de obras como Lua de Júpiter) é mais uma aposta em repetir a vencedora equipe do filme anterior, e a edição trôpega a provocar vertigem dá ao longa mais uma constatação da embriaguez da produção.

Tudo isso seria em vão caso a segunda fase de Celeste não tivesse uma intérprete à sua altura. Uma personagem tão grande, frenética, histérica, à flor da pele, precisava de uma atriz que não tivesse medo do exagero e do ridículo, mas que costurasse esses adjetivos a uma sensibilidade, uma carência e uma fragilidade interna, para humanizar esse furacão. Pois Natalie Portman se prova capaz disso e muito mais, encarnando a aura do melhor que Gena Rowlands já nos propiciou. Em uma interpretação definitiva que a coloca num patamar difícil de alcançar, a atriz que já tinha sido brilhante tantas vezes se eleva aqui e estabelece um novo posto para si. Seus embates com a irmã vivida com igual entrega por Stacy Martin são a tônica de uma relação viciosa durante toda a vida. É por trás da origem dessa relação que se esconde outras gênesis, que o filme irá habilmente moldar, à nossa frente sem percebermos. Um roteiro irrepreensível dirigido com maestria por um diretor que se prepara para ir muito mais longe.

Filme visto no Festival de Cinema do Rio de Janeiro
Por Francisco Carbone, em 08/11/2018
Avaliação:                     10.0
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 FICHA DO FILME

 Vox Lux
(Vox Lux, 2018)
• Direção:
- Brady Corbet
• Elenco Principal:
- Natalie Portman
- Jude Law
- Stacy Martin
• Sinopse: Um conjunto incomum de circunstâncias traz um sucesso inesperado para uma estrela pop.
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• 45 Anos
• A Infância de um Líder
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