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CRÍTICA

Z - A Cidade Perdida

(Lost City of Z, The, 2016)
Por Pedro Tavares Avaliação:                 8.5
Melodrama no deserto verde.
imagem de Z - A Cidade Perdida
Z - A Cidade Perdida pode ser divido em três partes: um melodrama familiar guiado pelos alicerces do cinema clássico americano, uma espécie de western de exploração pela selva amazônica aos moldes de Bravura Indômita e um filme de guerra. Não bastasse para mostrar a versatilidade de James Gray como realizador, o filme, em seus limites, garante uma bela história sobre adaptação, (anti) heróis e paternidade.

Se comparado a outros filmes da filmografia de Gray, Z estaria entre Os Donos da Noite e Era Uma Vez em Nova York, por mais que um diálogo direto entre eles pareça impossível em primeira instância. É impressionante como Gray segue uma fórmula para depois destroçá-la impiedosamente: para os diálogos, plano e contra-plano. Sempre. Em close de preferência. Haverá um plano geral em seguida. Essas marcações estão na construção de um melodrama onde a ausência paterna é o norte principal da trama. As marcações, portanto, estão em função da história ante ao conceito estético. A narrativa naturalmente levará aos planos gerais e a entrega da câmera aos corpos, destruindo a proposta inicial. Z então se torna um filme observacional, no qual a exploração de um novo território é o gatilho para outro gênero e muito pouco sobre personas - um exemplo: Percy Fawcett (Charlie Hunnam) tem um ajudante, Henry Costin, vivido por Robert Pattinson. Pouco ou nada há a saber sobre este homem. Interessa mais a Gray em como transformar estes homens em colunas para a narrativa, como outrora John Wayne e Clint Eastwood foram. São homens a serem batidos, mas frágeis, fragilizados, medrosos e com um deserto verde a ser descoberto com inimigos à frente. 

E não há muito espaço para uma conclusão sobre êxitos e falhas nas jornadas de Fawcett e cia. pela Amazônia em busca da cidade perdida. O ritmo não permite que a figura tome outra forma, pois logo estará em outro filme - ou outro gênero. Gray então dirige sequências de guerra com simplicidade ímpar; planos abertos, poucos corpos, ambiente apocalíptico. O campo ideal para o trágico. Mas antes disso, uma preparação bastante nostálgica e remetente aos filmes deste gênero. Rapidamente as colunas não são mais as mesmas e tampouco o filme. Estamos no melodrama novamente e a esse ponto não surpreende mais a proposta de James Gray. 

Os heróis nunca ganham esta nomenclatura ou mesmo pose de. São meras representações -  como as que interessam a Peter Brook até hoje - de emoções, ainda que na superfície sejam homens de gelo a serem desbravados. E no retorno ao melodrama - e ao cinema clássico americano - Gray entoa Era Uma Vez em Nova York de forma mais explícita:  os planos, a forma como os valores são exibidos e sua conclusão. Gray, enfim, dá espaço para um diálogo direto entre filme e audiência, um espaço para que os personagens enfim façam parte do que são filmados e não como espectros de cinema. 

E isso é para poucos: construir um filme com sombras e fantasmas entre lacunas postos à frente da narrativa, como se estivessem no front a esconder um catálogo de dilemas e valores a serviço da linguagem. E para que esta proposta se sustente, frestas estão abertas, como eixos singelos entre estes gêneros registrados (ou homenageados) como forma de narrar uma história verdadeira; ainda que o realismo esteja à mercê a todo momento, interessa ao realizador o lado fantástico e como ele pode elevar, pela magia (ainda que isso soe piegas) este paralelo que o cinema permite. E com deste domínio, poucos hoje fazem como James Gray.  
Por Pedro Tavares, em 29/05/2017
Avaliação:                 8.5
Notas - Equipe
• Alexandre Koball 6.0
• Daniel Dalpizzolo 8.0
• Silvio Pilau 7.0
• Heitor Romero 8.5
• Pedro Tavares 8.5
• Felipe Leal 8.0
• Felipe Ishac 9.0
•  Média 7.9
Notas - Usuários
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Comente no Cineplayers (4)
Por Citizen Kadu , em 22/08/2017 | 08:15:56 h
Classicismo...kkkkk....
Por Citizen Kadu , em 22/08/2017 | 08:14:33 h
Vocês estão loucos....saudades de "Little Odessa " e "We Own the Night" onde James Gray pelo menos não saia do microcosmo urbano dele.Volta pra Boston filho d puta!!!!!Esse filme é uma farsa perfilada por clichês melodramticos baratos e mascarados por uma bela fotografia e sequencias contemplativas a la Coppola que enganam newbies.Quem escreveu esse roteiro?Que vergonha as relações intimas(e mal filmadas) e os discursos motivacionais dignos de vômito.Esse filme é um passo num degrau abaixo na carreira desse diretor,que deseja ir além do que pode....e poderia ser foda e é isso que fode mais.
Por Douglas Rodrigues de Oliveira, em 30/05/2017 | 00:37:55 h
Bela crítica! Estou ainda mais Louco pra assistir - na maior tela possível, óbvio!!
Por LUCAS MOREIRA DA SILVA, em 29/05/2017 | 23:05:06 h
Quando li Melodrama achei que seria uma critica negativa ao filme. Pela nota parece que não.
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 FICHA DO FILME

 Z - A Cidade Perdida
(Lost City of Z, The, 2016)
• Direção:
- James Gray
• Elenco Principal:
- Charlie Hunnam
- Sienna Miller
- Tom Holland (II)
• Sinopse: Percy Fawcett (Charlie Hunnam), um militar britânico que se torna explorador, embarca em uma busca por uma cidade perdida na Amazônia. Essa busca se torna uma obsessão febril que se estende por décadas.
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• Bravura Indômita
• Era Uma Vez em Nova York
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