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PERFIL
foto de M. Night Shyamalan

M. Night Shyamalan

• Idade: 46 anos
• Nascimento: 06/08/1970
• País de nascimento: Índia
• Local de nascimento: Mahé, Pondicherry

Um dos melhores diretores de suspense de todos os tempos.

M. Night Shyamalan é um dos diretores mais promissores da atualidade em Hollywood. Depois de dirigir o mega-sucesso de público e crítica O Sexto Sentido, seus dois outros filmes, Corpo FechadoSinais, embora não recebendo tamanho carinho do público, ainda assim são considerados obras-primas para milhares de críticos e cinéfilos. Há também uma boa parcela do público que os odeia. Aqui será apresentada um pouco da vida e do trabalho de Shyamalan, este diretor que, a cada novo trabalho seu, vem gerando discussões acaloradas.

Manoj Nelliyattu Shyamalan nasceu na Índia em 1970, mas foi morar ainda na sua infância na Filadélfia, nos Estados Unidos. Filho de médicos, demonstrou paixão pelo cinema desde que ganhou uma câmera quando tinha oito anos de idade. Seu grande ídolo sempre foi Steven Spielberg. Não é pra menos, Tubarão foi lançado quando ele tinha apenas cinco anos; Contatos Imediatos do Terceiro Grau, quando tinha sete anos; e E.T. veio ao mundo quando Shyamalan possuía 12 anos. Os filmes de Spielberg fizeram, portanto, parte do crescimento de Shyamalan, e não é à toa que hoje parte da crítica o chame de “o novo Spielberg”, denominação que o diretor diz não gostar muito, pois não quer se ver comparado com seu grande ídolo. Por volta da época em que freqüentou o colégio, Shyamalan resolveu alterar seu sobrenome do meio para “Night”, passando a assinar desse modo ao invés de “Nelliyattu”.

Seu primeiro filme comercial (afinal, ele fez dezenas de pequenos filmes caseiros durante toda a sua adolescência, escritos por ele mesmo) foi “Praying with Anger”, produzido em 1992, portanto quando Shyamalan tinha apenas 22 anos. É um filme modesto, que nem chegou a ser lançado aqui no Brasil (mal foi lançado nos próprios Estados Unidos). Pode-se dizer que é um filme praticamente auto-biográfico. Fala sobre um jovem indiano que retorna ao seu país depois de viver alguns anos na América, e lá descobre toda a força da religião e faz uma viagem de auto-conhecimento, fato que aconteceu com o diretor. O trabalho rendeu inclusive alguns prêmios, e o filme chegou a ser exibido no importante Festival de Cinema de Toronto, naquele ano.

Praying with Anger foi um filme realmente pequeno, mas que lhe deu os alicerces para passar para um novo nível na carreira. Conseguiu, anos depois, um contrato para lançar seu próximo filme pela Miramax. Este filme já é bem mais conhecido, estando inclusive já disponível em vídeo aqui no Brasil. Chama-se “Wide Awake”, ou Olhos Abertos, e foi lançado em 1998. É outro trabalho com teor religioso. Fala sobre um menino que procura a Deus, depois de seu avó morrer. É um trabalho bem simpático, que já contou com atores mais renomados, como Robert Loggia, que já fez Independence Day (o general norte-americano) e trabalhou com David Lynch em A Estrada Perdida. O filme passa-se na Filadélfia, cidade onde Shyamalan cresceu, e mesmo cenário que mais tarde passariam-se O Sexto Sentido e Corpo Fechado.

Comercialmente, Olhos Abertos deu muito errado. Porém, isso acabou tornando-se um fato bom para a carreira de Shyamalan. O problema é que o filme simplesmente não recebeu um tratamento respeitoso por parte da Miramax (que ainda estava em franca-expansão em 1998), e foi jogado em segundo plano, tendo uma fase de pós-produção que parecera ser eterna, e um lançamento precário, que Shyamalan considerou desrespeitoso. Isso serviu como um estopim para o diretor, que resolveu sair da companhia e reavaliar sua carreira.

Shyamalan prometeu então para ele mesmo que escreveria o melhor roteiro de todos os tempos. Talvez tenha sido um exagero, mas não por muito: o que saiu dessa “raiva” foi o roteiro de O Sexto Sentido, que é realmente considerado por muitos como um dos melhores roteiros, senão de todos os tempos, dos anos 90, pelo menos. Ele exigiu, na fase de pré-produção do filme, agora pela Disney (Buena Vista), que teria Bruce Willis como seu protagonista. Willis leu o roteiro e aceitou na hora trabalhar com o diretor. O que se seguiu não estava nem nos maiores sonhos de Shyamalan: O Sexto Sentido recebeu aprovação crítica muito positiva, e faturou 293 milhões de dólares nos Estados Unidos (foi o último filme a conseguir a proeza de permanecer cinco semanas no topo das bilheterias, caso praticamente impossível para os dias atuais) e 660 milhões no mundo todo. Concorreu a diversos prêmios, inclusive à meia dúzia de Oscars (incluindo melhor filme e diretor), e colocou Shyamalan no primeiro time de diretores de Hollywood, quase do dia para a noite.

Com O Sexto Sentido, ganhou no total 3 milhões de dólares. Seu próximo trabalho, Corpo Fechado (Unbreakable, no original), de 2000, rendeu-lhe 10 milhões de dólares. Corpo Fechado também foi escrito e dirigido por Shyamalan, novamente com Bruce Willis no papel principal. Embora tenha faturado “apenas” pouco mais de 1/3 do que faturou O Sexto Sentido, Corpo Fechado é considerado uma obra-prima por parte do público e crítica, e já ganha ares de filme-cult. Possui uma legião de fãs. Teria virado uma trilogia, segundo Shyamalan, mas parte do público e da crítica trucidaram o filme, o que fez o diretor colocar suas idéias para as seqüências na gaveta (a justificativa real é que ele disse não ter se identificado muito com os 2/3 finais da história que escreveu, resolvendo filmar apenas a primeira parte).

De qualquer forma, Corpo Fechado demonstrou para o mundo que Shyamalan não foi um diretor de um sucesso só. E a cada dia estava conseguindo seguir os passos de seu ídolo Spielberg. Seu próximo trabalho demorou dois anos para ser lançado, foi cercado por expectativas imensas. Quando lançado, Sinais rendeu 60 milhões de dólares só em seu final-de-semana de estréia, dando a Mel Gibson, protagonista do filme, sua maior bilheteria da carreira. O filme terminou com mais de 480 milhões no mundo todo, e Shyamalan recuperou a imagem de “Mr. Box-Office”, que ficou um pouco apagada com Corpo Fechado.

Sinais rendeu ainda mais controvérsia do que Corpo Fechado. É outro filme de extremos, há quem ame e idolatre; há quem odeie e desmereça. E há ainda muitos que não o entenderam. Ao assistir seus filmes, é necessária uma dose de cabeça aberta. Sinais foi um filme riquíssimo em metáforas e não há uma resposta única para sua proposta. Com tanta controvérsia, com o bom elenco, a ótima qualidade técnica, Sinais foi um estrondoso sucesso mundial.

Em 2004, viria A Vila. Shyamalan já estava marcado como alguém que deveria obrigatoriamente proporcionar resoluções impressionantes em seus filmes. A Vila trouxe uma tentativa de final surpreendente deslocada, talvez até mesmo desnecessária. O problema é que o filme não deve ser julgado pelo seu final. O nível de terror e suspense proporcionado nesse seu trabalho está entre os maiores da década no cinema norte-americano.

O sucesso comercial de A Vila foi bastante grande, embora relativamente inferior a Sinais – era o início do ódio assumido de parte da crítica (e, consequentemente, do público) para com Shyamalan. Parece que o final de Sinais ofendeu, de alguma forma, a muitos espectadores. As cobranças, que já eram enormes, seriam daí para frente impossíveis de serem satisfeitas. Qualquer deslize do diretor seria aumentado exponencialmente, retumbando pelas paredes, alcançando proporções maiores do que o real. A Vila conquistou muitos fãs, e quem o assistiu de cabeça aberta, e não esperou algo particularmente impressionante de sua resolução, saiu satisfeito.

Aqui vale destacar que o problema do “ódio” para com o diretor não era de exclusividade do público ou da crítica. Shyamalan sabe de suas qualidades, e deixou em vários momentos transparecer certa arrogância. Chega então a sua obra mais pessoal. Em 2006 A Dama na Água viria a ser lançado. O filme foi tão pessoal que Shyamalan rompeu o contrato com a Disney por “diferenças criativas” e passou a publicar seus filmes pela Warner. A Dama na Água é uma mistura esquisita de drama, suspense, terror e fantasia, em um cenário urbano. Foi escrito originalmente como uma história para dormir para seus filhos. Dessa vez o tal final surpresa não foi o foco. Universalmente aceito como o pior filme de sua carreira (embora há quem goste), A Dama na Água foi uma resposta do diretor às suas críticas nos dois trabalhos anteriores. Um de seus personagens – um arrogante crítico de cinema – é cruelmente assassinado pelo monstro do filme. A guerra estava declarada. O filme foi um fracasso de público e crítica.

Em 2008, Fim dos Tempos deixou essa guerra bem clara. Retornando ao seu estilo que o fizera famoso – suspense, aqui com alto teor de sátira aos problemas ambientais de nosso planeta, o filme nada mais foi do que um terror “B”, feito com o intuito de entreter. Com esse objetivo, e com a qualidade técnica e artística de sempre (sobretura a trilha sonora), Fim dos Tempos recuperou um pouco o diretor nas bilheterias (embora o resultado tenha sido inferior a A Vila), mas a crítica desprezou o filme, inventando inúmeras desculpas para odiá-lo e, novamente, fazendo pequenos erros parecerem desastres cinematográficos.

Parece que, daqui pra frente, muitos continuarão torcendo para seu insucesso, como se fosse uma espécie de rixa pessoal. Independentemente dessa visão simplista e limitada, é inegável que Shyamalan é um diretor que demonstra talento para o cinema desde criança, que ama o que faz. É um diretor que dá prioridade ao roteiro ao invés dos efeitos especiais, e isso tem que ser respeitado, mesmo por seus detratores. Ainda há inteligência no cinema popular, resta saber até quando boas idéias prevalecerão à falta de vontade do público para aceitar o diferente.

Algumas curiosidades aleatórias sobre M. Night Shyamalan:

- Os filmes do diretor, pelo menos desde Olhos Abertos, sempre têm uma espécie de reviravolta surpreendente no final. A maior delas pertence obviamente a O Sexto Sentido, mas as revelações finais de Corpo Fechado e Sinais são também muito intensas, no bom ou mau sentido. Olhos Abertos apresentou um final do estilo também, embora tenha sido apresentado mais como uma lição de vida (assista ao filme para descobrir) como uma revelação surpreendente.

- A fé e religião são temas recorrentes no trabalho do diretor. Isso fica evidente em Praying with Anger, Olhos Abertos, O Sexto Sentido e Sinais, principalmente, e deve-se às origens indianas do diretor. A Índia é talvez o país mais religioso do mundo.

- Outro tema recorrente de seus filmes são pessoas comuns vivendo situações extraordinárias. Bruce Willis em O Sexto Sentido e Corpo Fechado e Mel Gibson e Sinais são exemplos disso.

- Shyamalan imita um de seus outros diretores favoritos, Hitchcock, fazendo aparições em seus filmes. Porém, ao contrário do lendário Hitchcock, ele não apenas serve de figurante em segundo plano, como atua em pequenos papéis coadjuvantes, como o de médico em O Sexto Sentido; o de traficante em Corpo Fechado; e o da pessoa que atropelou a esposa de Gibson em Sinais (nota-se: as suas aparições são cada vez maiores).

- Pelos seu trabalho em O Sexto Sentido, Corpo Fechado e Sinais, recebeu, respectivamente 3, 10 e 12,5 milhões de dólares.

Por Alexandre Koball, em 10/04/2003

Fotos
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Atuação (8)
• Fragmentado (2017) ... Jai
• Fim dos Tempos (2008) ... Joey
• Dama na Água, A (2006) ... Vick Ran
• Vila, A (2004) ... Guarda
• Sinais (2002) ... Ray Reddy
• Corpo Fechado (2000) ... Traficante no estádio
• Sexto Sentido, O (1999) ... Dr. Hill
• Praying with Anger (1992) ... Dev Raman
Direção (13)
• Glass (2019)
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• Visita, A (2015)
• Depois da Terra (2013)
• Último Mestre do Ar, O (2010)
• Fim dos Tempos (2008)
• Dama na Água, A (2006)
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• Sexto Sentido, O (1999)
• Olhos Abertos (1998)
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Roteiro (15)
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• Dama na Água, A (2006)
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