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PERFIL
foto de Woody Allen

Woody Allen

• Idade: 81 anos
• Nascimento: 01/12/1935
• País de nascimento: Estados Unidos
• Local de nascimento: Brooklyn, New York

São quase 40 de seus 70 anos de vida destinados ao trabalho na sétima arte, nos quais produziu algumas das maiores obras-primas que podem ser encontradas no universo no cinema

Enquanto esperamos pela vinda de seu mais recente trabalho, “Scoop” (que, como de costume nos lançamentos do diretor, atrasará por mais algum tempo), faremos uma pequena retrospectiva da carreira do comediante, ator, diretor, roteirista e músico Woody Allen. Recordista de indicações ao Oscar de Melhor Roteiro (são 14 no total), Allen é mestre em transportar para celulóide os mais singelos e emocionantes sentimentos presentes nos relacionamentos humanos, sempre com extrema competência. Ainda assim, consegue ser um dos comediantes mais extraordinários ainda atuantes, devido ao senso de humor inteligente, ácido e irônico presente em toda sua filmografia. 

Filmografia esta que, em quase 40 anos como diretor, tem a impressionante marca de 36 filmes lançados, o que resulta em uma média de quase 1 filme por ano. São poucos os diretores que podem se orgulhar de números como estes (no momento, consigo apenas lembrar-me de Hitchcock, que sempre lançava ao menos um filme por ano). Porém, o mais interessante de sua carreira não é apenas a grande quantidade de filmes lançados. O que realmente torna sua filmografia fenomenal é o fato de, dentre todas estas obras, pouquíssimas serem de qualidade irregular. Todavia, o número de obras-primas produzidas por Woody Allen chega a ser equivalente ao seu número de fracassos. Quiça ainda maior.

Allen iniciara como diretor e ator de cinema em “Um Assaltante Bem Trapalhão” (Take The Money and Run, 1969), comédia anárquica que conta a história de um desajeitado assaltante que, por causa de suas fracassadas tentativas de assalto, acaba entrando e saindo de penitenciárias diversas vezes. Allen já havia trabalhado com cinema anteriormente, mas apenas escrevendo roteiros (como, por exemplo, “O Que Que Há Gatinha?”, com Peter Sellers). Em seguida, fez “Bananas” (idem, 1971), mais uma comédia que, desta vez, apresenta-o como um homem que vai para um país latino-americano e se torna um líder revolucionário. Tanto quanto “Um Assaltante Bem Trapalhão”, é um filme muito difícil de ser encontrado aqui no Brasil, já que ainda não saiu em DVD. 

No ano seguinte, o diretor satirizaria os livros de auto-ajuda com o divertido “Tudo o Que Você Sempre Quis Saber Sobre Sexo, Mas Tinha Medo de Perguntar” (Everything You Always Wanted To Know About Sex But Was Afraid To Ask, 1972). São sete contos diferentes trazendo dúvidas a respeito de sexo, sempre com a ironia impagável do diretor. É um pouco irregular, já que possui um desnível de qualidade muito grande (alguns contos são ótimos, outros nem tanto), o que torna o filme apenas bom. Já em 1973, produziria seu primeiro filme memorável: “Dorminhoco” (Sleeper, 1973). O filme brinca de maneira excepcional com os costumes sociais levando um homem comum, vivente da década em que o filme fora lançado, a um futuro totalmente diferente. É uma coleção de piadas absurdamente engraçadas e inteligentes, e um dos filmes mais interessantes do diretor.

Em “A Última Noite de Bóris Grushenko” (Love and Death, 1975), Woody Allen viria a satirizar a cultura russa do século XIX, com inteligência e mais uma penca de boas piadas. Porém, sua obra seguinte é merecedora de todo o espaço restante deste parágrafo: “Noivo Neurótico, Noiva Nervosa” (Annie Hall, 1977) é, para mim, a maior obra-prima da filmografia do diretor. Não bastando isso, ainda digo mais: é um dos maiores espetáculos da comicidade no cinema em todos os tempos, e um dos melhores e mais revolucionários filmes dos últimos 40 anos. O filme nos mostra vários momentos, tanto bons quanto ruins, da deliciosa história de amor entre Alvy Singer, um comediante judeu, e a maluquinha Annie Hall, imortalizada pela figura inigualável de Diane Keaton, com inteligência e sofisticação impressionantes. 

Com este filme, Woody Allen despertara para o mundo como um dos talentos mais promissores da década e, inclusive, vencera 4 prêmios Oscar: Melhor Filme (desbancando, surpreendentemente, o ‘blockbuster’ “Star Wars”), Melhor Diretor, Melhor Roteiro e Melhor Atriz, para Diane Keaton. Porém, mais surpreendente que a vitória de Allen, fora sua atitude na noite da cerimônia. Como fazia todas as segundas-feiras, Allen fora tocar clarinete com sua banda de Jazz em um barzinho, deixando de ir receber os prêmios no festival, que acontecia, obviamente, em uma segunda-feira. Com isso, Allen provocou a ira da Academia e, conseqüentemente, nunca mais receberia prêmio algum (com exceção do Oscar de Roteiro Original para “Hannah e Suas Irmãs”), mesmo tendo merecido diversas vezes (obviamente não fora este o motivo, mas é coincidente). 

A seguir, viria a produzir seu primeiro filme dramático, “Interiores” (Interiors, 1978), no qual Allen utiliza-se do clima pesado e opressivo dos dramas dirigidos por seu maior mestre, Ingmar Bergman. O filme marca uma mudança radical na carreira do diretor, iniciando uma nova fase na qual ele mescla, com brilhantismo, a comicidade de suas obras anteriores com o romance e o drama. Depois de “Interiores”, Allen trouxera ao mundo mais uma obra-prima inigualável: “Manhattan” (idem, 1979) tem o que há de melhor em filmes românticos, contando a história de um homem, apaixonado por Nova York, que cai de amores pela mulher de seu amigo. Com uma fotografia vislumbrante de Gordon Willis, de “O Poderoso Chefão”, Allen cria aqui seu filme visualmente mais belo, indispensável para quem gosta de comédias-românticas. 

Já no início da década seguinte, viria a produzir mais um drama cômico e autobiogáfico, “Memórias” (Stardust Memories, 1980), contando a história de um diretor de cinema que, prestes a receber uma homenagem, passa a recordar de momentos que passaram em sua vida, relembrando velhor traumas e obssessões. Depois deste, Allen voltaria a inspirar-se em Bergman para produzir “Sonhos Eróticos de uma Noite de Verão” (A Midsummer Night’s Sex Comedy, 1982), contando a história de dois casais do início do século passado que, em meio a um fim de semana no campo, passam a discutir sobre sexo em diversas situações inusitadas. É o primeiro filme dele com aquela que viria a ser sua companheira ao longo desta década, Mia Farrow (ex-mulher de Frank Sinatra, e imortalizada pela personagem Rosemary, da obra-prima de Roman Polanski)

Em 1983, Allen volta a trabalhar com o diretor de fotografia Gordon Willis, desta vez de maneira revolucionária, em “Zelig” (idem, 1983), no qual conta a pseudo-biografia de Leonard Zelig (pseudo porque, na verdade, o homem jamais existiu). Neste filme, Gordon Willis consegue a proeza de, com a ajuda de imagens de arquivo, fazer Allen contracenar com personagens importantíssimos da primeira metade do século passado, como Adolf Hitler e o papa Pio XVI, artimanha que viria a ser utilizada por Robert Zemeckis, quase 10 anos depois, em “Forrast Gump”. É um trabalho visual maravilhoso. Em seguida, Allen produz o sutil e divertidíssimo “Broadway Danny Rose” (idem, 1984), onde apresenta a história de um agente de teatro que, ao tentar ajudar uma antiga cantora de sucesso, acaba se metendo em diversas enrascadas. 

O ano seguinte marcaria incisivamente a carreira do diretor. Se em “Noivo Neurótico, Noiva Nervosa”, Allen conseguira a proeza de produzir uma das mais divertidas comédias do cinema, em “A Rosa Púrpura do Cairo” (The Purple Rose of Cairo, 1985) o diretor transforma uma história de amor emocionante e extremamente comovente em uma das maiores homenagens à sétima arte já concebidas. Nesta obra-prima, que se passa durante a época da depressão da década de 30, o personagem de um filme simplesmente sai da tela para declamar seu amor a uma mulher que, para esquecer os grandes problemas do mundo real, vai incessantemente ao cinema para rever o filme em cartaz, chamado A Rosa Púrpura do Cairo. O final deste filme, no qual Allen consegue extrair do espectador reações necessariamente opostas como tristeza e alegria, desilusão e esperança, e risos e lágrimas, é antológico. Um dos grandes momentos da década de 80, que sequer concorreu ao Oscar.

Porém, este fato viria a ocorrer no ano seguinte, quando Allen produziria “Hannah e Suas Irmãs”, um excelente drama no qual ele apresenta uma galeria de personagens inesquecível. É um dos mais bem dirigidos e atuados filmes do diretor, e seu roteiro, denso e maravilhoso, recebera o Oscar de Roteiro Original. O filme também rendera prêmios a Michael Caine e Diane Wiest, como coadjuvantes. Em 1987, fora a vez de Allen homenagiar a década de sua infância em “A Era do Rádio”, no qual o elemento citado no título serve como ponto em comum de diversar e divertidas histórias, passadas na década de 40. É um filme bastante autobiográfico, já que, a exemplo da personagem principal do filme, Woody também passara sua infância nesta época. 

Nos anos seguintes, Woody Allen produziria uma série de dramas, como “Setembro” (Semptember, 1987), e “A Outra” (Another Woman, 1988), no qual nos mostra a história de uma mulher que, ao se mudar para um apartamento ao lado de um escritório de psicanalise, passa a ouvir as confissões das pacientes e refletir sobre sua própria vida, até chegar em mais uma obra-prima: “Crimes e Pecados (Crimes and Misdemeanors, 1989). Neste filme, Allen mescla de maneira perfeita o drama e a comédia, ao tratar sobre a personalidade de duas pessoas bastante diferentes. O tema remete muito à obra-prima literária de Fiodor Dostoiévsky, Crime e Castigo (não apenas pela alusão ao título), e Allen nos brinda com um de seus roteiros mais impecáveis. É disparado o melhor drama do diretor e, em minha opinião, é um dos três melhores filmes de sua carreira. 

Neste mesmo ano, Allen ainda havia dirigido, roteirizado e atuado em um dos três segmentos de “Contos de Nova York” (New York Stories, 1989), sendo os outros dois dirigidos por Martin Scorsese e Francis Ford Coppola (que, por sinal, destrói a obra com um conto bastante decepcionante). Seu conto, dentre os três, é o mais interessante, engraçadíssimo e bastante sarcástico, embora o dramático e surpreendente segmento de Scorsese (surpreendente por ser bastante diferente das obras habitualmente dirigidas pelo diretor) também seja ótimo. Já em 1990, Woody Allen produz um bonito conto em “Simplesmente Alice” (Alice, 1990 - curiosidade inútil: o filme que despertou meu interesse no trabalho do diretor). É uma obra bastante carismática, embora não seja um filme à altura de seus melhores trabalhos. 

Dois anos depois, produziria Neblina e Sombras (Shadows and Fog, 1992), outro de seus filmes de difícil acesso aqui no país e, no mesmo ano, faria uma de suas obras mais polêmicas, o ótimo “Maridos e Esposas” (Husbands and Wives, 1992). A polêmica, em si, não vem diretamente do conteúdo da obra, mas sim da história acerca dela: o filme seria uma espécie de relato do divórcio entre Allen e Farrow, que já passavam por crises conjugais antes mesmo de rodá-lo, e viriam a se separar logo depois. Neste filme, o diretor teria dado algumas boas indiretas à ex-esposa, que, por sua vez, ficara indignada com o resultado da obra. Observação: o estopim da crise entre o casal se deu no momento em que fora descoberta a relação de Allen com sua filha adotiva chinesa, com a qual se mantém casado até os dias de hoje. 

Depois deste inconveniente período de sua vida, Allen afirmara não ter mais vontade de produzir filmes dramáticos, e partira para mais uma nova fase de sua carreira: voltando ao bom humor habitual de seus primeiros trabalhos, suas obras seguintes viriam a ser as mais leves de toda sua carreira, a começar pelo divertidíssimo “Um Misterioso Assassinato em Manhattan” (Manhattan Murder Mistery, 1993), no qual Allen voltaria a contracenar com sua antiga estrela e ex-esposa, Diane Keaton. O filme narra a história de um casal que acredita que seu vizinho tenha sido assassinado e, como de costume, acaba se metendo em boas confusões. Utilizando alguns elementos do gênero de suspense (embora com fins cômicos), Allen provara ao mundo, com este filme, que ainda sabia fazer filmes divertidos, e não apenas dramas pesados e introspectivos.

Já com “Tiros na Broadway” (Bullets Over Broadway, 1994), Woody Allen voltaria a receber prestígo universal, concorrendo, inclusive, à premiação da Academia. A obra conta a história de um diretor de teatro que, infelizmente, se vê obrigado a escalar a namorada de um gângster para o papel principal de sua peça, à pedido do marido. No ano seguinte, produziria o filme mais superestimado desta fase, “Poderosa Afrodite” (Mighty Aphrodite, 1995), que renderia o Oscar de Atriz Coadjuvante à estreante Mira Sorvino. O filme é extremamente divertido, sem sombra de dúvidas, mas é um exagero considerá-lo o melhor feito pelo diretor nesta década, como alguns o fazem. De qualquer forma, é engraçado e o final, extremamente inteligente, é um dos melhores de sua carreira.   

Em 1996, com seu poder internacional renovado, Allen decidira ousar e produzir uma pequena homenagem aos bons e velhos musicais da Era de Ouro de Hollywood. O resultado? “Todos Dizem Eu Te Amo” (Everyone Says I Love You, 1996) é mais uma obra-prima na carreira do diretor. Um musical extremamente divertido, com boas canções, maravilhosa fotografia, excelente elenco e um roteiro brilhante de Allen. Este sim, o melhor trabalho seu na década de 90, um pouco acima de seu filme subseqüente, o maravilhoso “Desconstruindo Harry” (Desconstructing Harry, 1997). Neste filme, Allen surpreende mais uma vez pela ousadia de seu texto, desbocado e cheio de palavrões, e com a vulgaridade de algumas cenas (principalmente aquela envolvendo um casal em meio ao sexo e uma velhinha, impagável). É o mais excelencial trabalho do diretor nestes últimos 10 anos, no qual Allen exorcisa seus demônios com uma narrativa remetente à obra “Morangos Silvestres”, de Ingmar Bergman.

A partir daí, sua carreira começou um inquestionável declínio, no qual o diretor passaria por uma fase formada apenas por medianos ou, no máximo, bons filmes (até o ano de 2005). Nesta fase, produziria sete obras que, a meu ver, não possuem qualidades suficientes para fazer parte de nenhuma compilação de melhores momentos da carreira do diretor. Entre os anos de 1998, no qual lançara “Celebridades” (Celebrity, 1998), e 2004, quando produziu “Melinda e Melinda” (Melinda and Melinda, 2004), seus filmes parecem ter recebido um acabamento um pouco mais relaxado, perdendo muito de sua força cômica e sendo mal estruturados narrativamente. Excetuando as já citadas, as obras deste período são: “Poucas e Boas” (Sweet and Lowdown, 1999), “Trapaceiros” (Small Time Cookies, 2001), “O Escorpião de Jade” (The Course of the Jade Scorpion, 2001), “Dirigindo no Escuro” (Hollywood Ending, 2002) e Igual a Tudo na Vida (Anything Else, 2003).

Já em 2005, de volta à carreira dramática preterida no início na década de 90, Allen voltaria com uma surpreendente obra de suspense, “Match Point” (idem, 2005). No filme, um homem, querendo crescer na vida à qualquer custo, casa-se com a filha de um rico empresário e, constantemente, começa a se encontrar com a ex-namorada de seu cunhado. O resultado desta traição é surpreendente mesmo, principalmente pela inovação de Allen em seu próprio estilo, deixando de lado a verborragia clássica de sua filmografia para concentrar-se em uma trama de puro suspense, novamente com notáveis referências à obra Dostoiévskiana. O filme trouxe novo prestígio ao diretor, que andava desacreditado pelo público e pela crítica, em conseqüência de seus últimos trabalhos. Chegou a concorrer ao Globo de Ouro de Melhor Drama e acredito que, por pouco, não entrara na seleção dos indicados da Academia.

Com isso, termino aqui esta pequena retrospectiva da carreira de Woody Allen, um dos mais importantes cineastas ainda em atividade. Dono de uma filmografia extensa e extremamente qualificada, Allen já deixara sua marca registrada nos anais da sétima arte, principalmente pela inteligência habitual de seus trabalhos e pela exímia habilidade com que trabalha acerca de temas bastante referenciais à personalidade humana. Amante de Jazz e fã incondicional do cinema de Fellini e Bergman, o diretor ainda tem muita coisa a oferecer antes de terminar definitivamente sua carreira. São quase 40 de seus 70 anos de vida destinados ao trabalho na sétima arte, nos quais produziu algumas das maiores obras-primas que podem ser encontradas no universo no cinema. Um autor imprescindível a qualquer cinéfilo.

Por Daniel Dalpizzolo, em 28/11/2006

Fotos
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Filmografia
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• Scoop - O Grande Furo (2006) ... Sid Waterman
• Cineastas Contra Magnatas (2005) ... Ele Mesmo
• Vida e Arte de Charles Chaplin (2003) ... Ele mesmo
• Igual a Tudo na Vida (2003) ... David Dobel
• Dirigindo no Escuro (2002) ... Val
• Escorpião de Jade, O (2001) ... CW Briggs
• Stanley Kubrick: Imagens de uma Vida (2001) ... Ele mesmo
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• Agente Como a Gente, Um (2000) ... Lowther
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• Retrato de Woody Allen, Um (1997) ... Ele mesmo
• Desconstruindo Harry (1997) ... Harry Block
• Todos Dizem Eu Te Amo (1996) ... Joe Berlin
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• Poderosa Afrodite (1995) ... Lenny
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• Maridos e Esposas (1992) ... Prof. Gabriel 'Gabe' Roth
• Cenas em um Shopping (1991) ... Nick Fifer
• Neblina e Sombras (1991) ... Kleinman
• Crimes e Pecados (1989) ... Cliff Stern
• Contos de Nova York (1989) ... Sheldon Mills
• Rei Lear (1987) ... Sr. Alien
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• Hannah e Suas Irmãs (1986) ... Mickey Sachs
• Encontrando Woody Allen (1986) ... Ele mesmo
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• Zelig (1983) ... Leonard Zelig
• Sonhos Eróticos de Uma Noite de Verão (1982) ... Andrew
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• Manhattan (1979) ... Isaac Davis
• Noivo Neurótico, Noiva Nervosa (1977) ... Alvy Singer
• Testa de Ferro Por Acaso (1976) ... Howard Prince
• Última Noite de Boris Grushenko, A (1975) ... Boris Dimitrovich Grushenko
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• Tudo que Você Sempre Quis Saber Sobre Sexo e Tinha Medo de Perguntar (1972) ... Fabrizio/Victor Shakapopulis/Esperma 1
• Sonhos de um Sedutor (1972) ... Allan Felix
• Bananas (1971) ... Fielding Mellish
• Men of Crisis: The Harvey Wallinger Story (1971) ... Harvey Wallinger
• Assaltante Bem Trapalhão, Um (1969) ... Virgil Starkwell
• Cassino Royale (1967) ... Jimmy Bond - Dr. Noah
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• O Que é Que Há, Gatinha? (1965) ... Victor
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