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Análise: 13ª Temporada de Grey's Anatomy

Categoria: Geral
Por Heitor Romero
Os furos e a falta de inspiração que ocasionaram a pior fase da série.

A longevidade de Grey’s Anatomy (Anatomia da Grey, no Brasil) é vista pelos fãs como prova de sua qualidade e sucesso, enquanto para os que não conhecem ou não gostam da série é apenas sinal de desgaste e perda total de relevância. Cada lado tem sua parcela de razão e de equívoco - é de fato uma série bem sucedida como poucas atualmente, mas também não passou imune aos efeitos do tempo e das inúmeras baixas importantes que teve no elenco ao longo dos anos. Ainda que não seja hoje o mesmo que foi nas primeiras quatro ou cinco temporadas, Grey’s sobreviveu bem a muitas adversidades, brigas nos bastidores, demissões, e passou por uma enorme prova de fogo quando perdeu seu protagonista, Patrick Dempsey (Dr. Derek Shepherd), no fim da 11ª temporada, que pediu demissão. O que parecia insuperável surpreendeu a todos e a temporada seguinte, que tratava principalmente do luto de Meredith Grey (Ellen Pompeu) e Amelia Shepherd (Catarina Scorsone) e as dificuldades das duas em se acertar após a morte de Derek, se mostrou uma das mais inspiradas e bem escritas fases do programa. 
Após esse sucesso inesperado da história sem Derek, parecia fácil dar continuidade com o bom gancho deixado para essa 13ª temporada, mas pela primeira vez desde o início de Grey’s Anatomy temos uma temporada que pode ser considerada péssima. Pontuada por um ou outro episódio isoladamente bom (como o 8, o 10 e o 24), no geral a série apresentou uma inexplicável desestrutura narrativa repleta de arcos incompletos, furos de roteiro e motivações não convincentes por parte de alguns personagens. Fica a impressão de que cada episódio foi escrito por um roteirista diferente que não leu os episódios anteriores. Alex Karev (Justin Chambers) e Jo Wilson (Camila Luddington), que pareciam ser os personagens centrais dessa temporada, têm seus conflitos esquecidos no meio do caminho e depois se perde todo o timing para fechar o arco deles (até porque Jo simplesmente desaparece no fim da temporada, por conta da gravidez de sua intérprete). A intriga que se inicia entre Richard Webber (James Pickens Jr.) e Miranda Bailey (Chandra Wilson) é banal e infantil e poderia ser resolvia com uma simples conversa, mas se transforma num cabo de guerra que divide residentes e atendentes em panelinhas bobas como numa série infantojuvenil. Dra. Eliza Minnick (Marika Dominczyk), personagem nova que preenche a saída de Callie Torres (Sara Ramirez) como novo interesse romântico de Arizona Robbins (Jessica Capshaw), é de uma antipatia indefensável e sofreu gigante rejeição do público. 

Mas nada é tão ruim quanto a condução dos casais Amelia e Owen (Kevin McKidd), April (Sarah Drew) e Jackson (Jesse Williams) e Meredith e Nathan (Martin Henderson). Novamente infantil, o conflito de Meredith e Nathan parece intriguinha de escola primária quando a protagonista rejeita as investidas do novo galã por conta dos sentimentos de Maggie (Kelly McCreary) e, quando finalmente assumidos, não possuem nada de química. April e Jackson têm o episódio 16 somente para eles, em que muita coisa acontece e fica no ar, mas depois jamais voltam a contracenar até a season finale, deixando um furo gigante na história pendente entre os dois. É uma lacuna injustificável, já que os dois moram juntos, trabalham juntos, são pais da mesma criança, mas a história jamais se volta para eles de novo num período tão longo. As motivações de Amelia para fugir de Owen, com acabou de casar, são inexplicáveis. A personagem que brilhou tanto na 12ª temporada, aqui perdeu todo seu brilho e só fez irritar. O espaço dado para Maggie e sua mãe jamais gera qualquer interesse, assim como o período de recuperação de Andrew DeLuca (Giacomo Gianniotti).

Sobrou para Stephanie Edwards (Jerrika Hinton) carregar os últimos episódios nas costas e oferecer os únicos momentos de fato interessantes, ainda que sejam bastante inferiores e desgastados em relação às demais temporadas. Personagem que passou a maior parte do tempo apagada em tramas desimportantes ao longo das últimas cinco temporadas, Edwards finalmente ganha seu destaque tardio. De resto, somente reciclagem de tudo o que já vimos anteriormente em Grey’s Anatomy (de novo avião em turbulência? De novo explosões? De novo mortes/quase mortes? De novo paciente perigoso à solta?). De repente, tudo aquilo que tanto amamos em outras temporadas passa a incomodar com esse ar requentado de agora. Pior de tudo, pela primeira vez desde o início da série, Meredith Grey perdeu a graça, o que pode ser fatal para o programa. 

Shonda Rhimes, criadora da série, está no auge de sua carreira e no comando de outros projetos de sucesso, o que pode explicar esse descaso com Grey’s Anatomy, que ainda é seu carro-chefe e sucesso de audiência garantido e, portanto, anda com as próprias pernas e exige menos supervisão da criadora. Chegou agora o ponto decisivo com que toda a série longeva se depara: se reinventar, continuar mais ou menos ou se encerrar no auge. Os números estão a favor e uma 14ª temporada já foi encomendada, mas se for para continuar nesse ritmo de descaso e desgaste apresentado aqui, é melhor que Grey’s Anatomy termine antes de se tornar um produto decadente e descaracterizado. 
Por Heitor Romero, em 15/06/2017
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Por Vinicius Lins Magno Ferreira, em 15/06/2017 | 21:59:39 h
Sempre digo que há vários fatores a se levar em conta para o insucesso dessa temporada. Quatro atrizes entraram em licença maternidade durante a exibição, intérpretes de personagens importantes: Arizona, Amelia, Meredith e Jo, respectivamente. Muitos episódios foram regravados, o da cadeia sendo feito de última hora, e acho que resolveram jogar tudo para a temporada seguinte. Uma pena, pois a 12 foi realmente boa. Esperemos.
Por Paulo Faria Esteves, em 15/06/2017 | 20:42:10 h
Oba, apreciação geral de uma temporada de uma série! Essa ideia tem potencial. Pena eu não ver esta série, senão já estaria a ler tudo...
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