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A geração Millenium é muito burra para Godard
(#545445)
Por Luís F. Beloto Cabral, em 14/09/2018 | 00:04:29 h
Prefiro Bressane.
(#545447)
Por Caio Lucas Martins Matos, em 14/09/2018 | 00:33:46 h
https://letterboxd.com/timeistheking/tag/jlg/reviews/
(#545454)
Por Josiel Oliveira, em 14/09/2018 | 15:11:17 h
Olha Kadu.. concordo em partes..
Entendo o seu ponto sobre a geração, mas acho que a questão não é bem essa.
Eu vejo o Godard como um Raul Seixas: não é um cara que veio pra explicar, ele veio pra confundir
E o lance é que ele é extremamente culto e gosta de transitar nessas questões da alta cultura. E essas questões nunca foram da massa, independente da geração, não é pra qualquer um mesmo se aventurar nesse universo teórico. Acho que mesmo na França (embora tenha muito mais intelectuais por lá)
Uma coisa é assistir Pierrot Le Fou, O Desprezo (não por acaso são seus filmes mais populares) outra coisa é assistir A Chinesa ou A Gaia Ciência. Esses últimos pedem uma bagagem intelectual muito maior.
E realmente essa bagagem faz diferença a interpretação de tudo na vida, não discuto isso.
Você parece ter uma bagagem legal, muito bom! Eu tô na minha busca também, tô estudando Economia, vendo alguns autores clássicos, de ciência política, sociologia, ainda que superficialmente, ajuda muito a formatar a sua própria visão de mundo. Mas é aquela coisa.. aos poucos kkk.. não é uma prioridade de vida. No fundo tudo isso é uma grande masturbação intelectual da nossa parte (e como uma boa masturbação, é uma delícia kkk).. e total respeito a quem não se interessa por isso, realmente não é pra qualquer um.

Voltando ao Godard.. eu acho complicado querer rotular ele de radical ou não, de comunista ou não... eu vejo ele como um artista que jamais se cobraria esse tipo de coerência racional. Volto a dizer, eu vejo ele como um Raul, ele quer mais é escrachar todos os lados, ter liberdade de flutuar pelas correntes e pelas convicções da intelectualidade e dar os seus pitacos.

Tipo.. A Chinesa, por exemplo, é baseada em Dostoievsky, mas é uma adaptação tão livre que fica difícil de cravar que se trata mesmo de adaptação. Não vi sequer uma fidelidade com a visão de mundo, com o espírito, da obra dele. Mas é isso.. ele gosta também de botar essa banca.

Mas legal Kadu.. eu venho acompanhando suas lupinhas dos filmes do Godard.. muito boas! com bastante referência e visão crítica
(#545472)
Por Josiel Oliveira, em 14/09/2018 | 18:50:13 h
Pode crê, concordo.
Assim como filmes, tem críticos pra todos os gostos, mas também sinto falta de críticos que contextualizem, que falem sobre os movimentos, sobre as épocas, etc, de uma forma mais embasada, mais técnica.
Também acho o Godard foda, um gênio provocador.. e confesso que demorei bastante pra começar a curtir e entender.. demorou mas veio no tempo certo.
Ainda tô engatinhando no universo dele, não tenho essa base toda pra aprofundar com vc.. mas tamo aí.. tô com alguns dele aí na fila pra assistir, assim que entrar no clima (pq eu pra ver Godard tenho tá no clima, disposto, um cigarrinho de artista kkk aí sim)
(#545482)
Por André Oliveira de Araujo Ferreira, em 14/09/2018 | 20:50:18 h
Quero dar um destaque para uma frase do Josiel :" demorou mas veio no tempo certo". Para a atual geração, que fica com oito abas abertas no navegador ao mesmo tempo, você assistir à um filme, procurar saber do seu contexto e do seu criador, e revê-lo depois disso par uma nova experiência, soa beeeeeeem irreal.
(#545483)
Por André Oliveira de Araujo Ferreira, em 14/09/2018 | 20:52:32 h
Ah, infelizmente, do Godard, só vi Pierrot Le Fou (o melhor dele que eu vi), Le Mepris e Alphaville. Não posso falar do cinema dele com tanta propriedade como vocês
(#545489)
Por Pedro Degobbi, em 15/09/2018 | 00:03:09 h
Também não tenho bagagem para falar do cinema de Godard. Assisti aos filmes dele quando tinha uns 16/17 anos, e confesso que na época, muitos não me agradaram, talvez pelo fato de que eu "não estivesse preparado", pois não tinha muita paciência com um cinema mais lento, silencioso e/ou contemplativo (vide Morte em Veneza, de Visconti).

Muitos filmes franceses, inclusive, eu achei bem maçante quando mais jovem, mas com o passar do tempo, aprendi a gostar bastante de filmes que te põem a pensar e refletir. Como nosso amigo disse: demorou, mas veio no tempo certo.

Eu tenho muita vontade de rever O Desprezo, Ano Passado em Marienbad, Hiroshima Meu Amor, etc, mas falta tempo, e também tem sempre aquela questão de querer assistir novos filmes, ainda que este ano eu tenha revisto Sonata de Outono e Stalker, filmes que eu não tinha curtido à primeira vista e que adorei na revisão - muito provavelmente o mesmo aconteceria caso eu revisse O Desprezo ou O Demônio das Onze Horas, por exemplo.

Fugi um pouco da temática, eu sei, mas quanto à geração mais atual, fico bem triste pela falta de interesse em filmes que fujam da zona de conforto deles. O cinema é tão rico e tem tanto a oferecer, mas muitos não conseguem ficar 2h de frente pra TV vendo um filme que seja "parado" (o que é, de fato, uma pena).

Não posso afirmar que a geração é muito burra para Godard, mas com certeza são preguiçosos e desinteressados demais a ponto de nem sequer conhecê-lo, e caso conheçam, é só mais um "diretor francês chato" pra eles.
(#545499)
Por Luís F. Beloto Cabral, em 15/09/2018 | 10:41:29 h
Uma vitalidade desesperada (Parte I) (Pasolini)

Como num filme de Godard: sozinho
num carro que corre pelas autoestradas
do Neocapitalismo latino - voltando do aeroporto -
[lá ficou Moravia, puro entre suas malas]
sozinho, "pilotando seu Alfa Romeo"
sob um sol impronunciável em rimas
não elegíacas, porque celestial
- o sol mais belo do ano -
como num filme de Godard:
sob aquele sol que se esvaía imóvel
único,
o canal do porto de Fiumicino
- um barco a motor que retornava inobservado
- os marujos napolitanos cobertos de andrajos de lã
- um acidente rodoviário, pequena aglomeração em torno...

- como num filme de Godard - redescoberta
do romantismo em âmbito
de cinismo neocapitalista, e crueldade -
ao volante
pela estrada de Fiumicino,
e eis o castelo (que doce
mistério, para o diretor francês,
no alarmado sol sem fim, secular,
este monstro papalino, com seus melros,
sobre as sebes e as aleias da feia campina
dos camponeses servos)...

- sou como um gato queimado vivo,
pisado pelo pneu de uma carreta,
enforcado por rapazes numa figueira,

mas ao menos ainda com seis
de suas sete vidas,
como cobra reduzida a pasta de sangue
uma enguia meio mordida

- as faces cavas sob os olhos abatidos,
os cabelos horrivelmente ralos sobre o crânio
os braços magros como os de um menino
- um gato que não morre, Belmondo
que "ao volante de seu Alfa Romeo"
na lógica da montagem narcísica
se destaca do tempo, e aí insere a
Si mesmo:
em imagens que nada têm a ver
com o tédio das horas em fila...
com o lento resplendor de morte da tarde...

A morte não está
em não poder comunicar
mas em não poder mais ser compreendido.

E este monstro papalino, não isento
de graça - a lembrança
das rústicas concessões patronais,
no fundo inocentes, assim como era inocente
a resignação dos servos -
no sol que foi,
nos séculos,
por milhares de soalheiras,
aqui, o único hóspede,

este monstro papalino, ameado,
agachado entre choupos de Maremma,
campos de melancias, diques,

este monstro papalino blindado
por contrafortes da doce cor laranja
de Roma, fendidos
como construções de etruscos ou romanos,

está prestes a não poder mais ser compreendido.
(#545505)
Por Paulo Faria Esteves, em 15/09/2018 | 17:38:10 h
Perdoem a ignorância(?), mas...não e "Millenial", em vez de Millenium?

E já agora...se for verdade que esta gente não pensa por si só - duvido que seja assim, mas adiante... - então as suas ideias sobre Godard (ou sobre qualquer outro assunto) não são suas, são de outras pessoas. E se estão errados ao dizer que Godard é A, B ou C, então estão errados porque acreditaram no que essas outras pessoas lhes disseram. E para isso, havia bom remédio: não lhes dissessem coisas erradas, porque isso é basicamente divulgar fake news.

Poderão dizer que nunca um povo inteiro vai deixar de passar mensagens erradas ao resto do seu povo, e provavelmente terão razão. Mas aí se vê um dos defeitos mais básicos do ser humano: a tendência para falar primeiro e investigar depois.
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