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7+: Abbas Kiarostami

Abbas Kiarostami, realizador iraniano, faleceu no dia 4 de julho de 2016, aos 76 anos, devido a um câncer gastrointestinal. Nascido em Teerã, em 1940, Kiarostami teve um acesso indireto à arte cinematográfica, depois de concluir sua formação em Belas-Artes pela Universidade de Teerã. Começou a trabalhar como designer gráfico e diretor de comerciais para a TV iraniana. Após se juntar ao Kanun (Centro de Desenvolvimento Intelectual para Crianças e Jovens Adultos), o diretor realizou suas primeiras metragens ao longo de 20 anos, incluindo seu primeiro longa, O Relatório, de 1977. O cineasta venceu, em 1997, a Palma de Ouro por Gosto de Cereja e se tornou, ao lado de nomes como Jafar Panahi e Mohsen Makhmalbaf, um dos principais expoentes do cinema em seu país.

Uma das características mais marcantes em suas obras é a exploração da humanidade de seus personagens, na qual, filosoficamente, levanta questões sobre a moral do ser e existencialismo. Além de tecer críticas à religião e ao Estado. Em 2002, Kiarostami lançou o Documentário dramático intitulado Dez (Dah), longa que apresentou uma visão diferenciada da mulher iraniana contemporânea, e este foi censurado pelo governo do Irã em 2008 por ser considerado um filme ativista e feminista, a favor dos direitos das mulheres. Além da censura moral do governo, os problemas econômicos do país culminaram em produções estrangeiras, na qual deram origem aos seus dois últimos projetos: Cópia Fiel (Copie conforme, 2010), coprodução francesa e italiana, e Um Alguém Apaixonado (Like Someone in Love , 2012), coprodução japonesa e francesa.



7. Um Alguém Apaixonado (Like Someone in Love, 2012)



6. Cópia Fiel (Copie conforme, 2010)



5. Vida e Nada Mais (E a Vida Continua) (Zendegi va digar hich, 1992)



4. O Vento nos Levará (Bad ma ra khahad bord, 1999)



3. Onde Fica a Casa do Meu Amigo? (Khane-ye doust kodjast?, 1987)



2. Gosto de Cereja (Ta'm e guilass, 1997)



1. Close-up (Nema-ye Nazdik, 1990)

Comentários (5)

Declieux Crispim | quinta-feira, 07 de Julho de 2016 - 09:47 | Responder

Parabéns pela lista, todos são realmente obras-primas. Eu mudaria somente a ordem, mas os filmes seriam os mesmo. É uma grande perda desmedida de um dos poucos gênios que ainda restavam no cinema.

Reginaldo Almeida | sexta-feira, 08 de Julho de 2016 - 12:33 | Responder

Abbas Kiarostami. Sem duvida até "então" , um dos melhores cineasta vivos. Close-up e Onde Fica a Casa do Meu Amigo? São filmes que nos dão lição de humanidade. 2 obras prima que esse realizador nos deixa . Muito triste, se vivesse mais, nos mostraria mais lições de humildade com seus filmes, e com sua genialidade.

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