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Críticas

Cineplayers

Um filme cheio de falhas, compensando apenas pela sua direção e boa interpretação de Nicholson como Coringa.

6,0

Com Batman, uma nova era no cinema se iniciou. Era essa de orçamentos gigantescos, publicidade em massa (e mais gastos gigantescos), grandes astros e roteiros baseados em ação/aventura, que é o maior chamariz para a grande fatia do público - que é composta por adolescentes e jovens do sexo masculino. Estavam [re-]criados os blockbusters, ou arrasa-quarteirões.

Foi a segunda adaptação de uma história em quadrinhos, depois de Superman, que já havia sido um grande sucesso e gerado uma série de filmes rentável (e muito meia-boca). Chamaram Jack Nicholson para interpretar o vilão, Coringa (que faturou uma grana preta com o filme, já que teve participação nos lucros - o filme chegou a ultrapassar a barreira dos 410 milhões de dólares nas bilheterias mundiais para um orçamento estimado de 35 milhões), que seria o grande astro da produção. A escolha do diretor Tim Burton era considerada certeira, já que este vinha do sucesso de Os Fantasmas se Divertem. Faltava a escolha do protagonista, que coube a Michael Keaton. Um grande erro. Keaton é feio, baixinho, um anti-Batman, por assim dizer.

E o filme é quase uma decepção. Se a direção inventiva de Burton funciona, com ângulos e tomadas sensacionais, se a música de Danny Elfman, eterno parceiro de Burton, é caprichada, se a direção de arte é maravilhosa - vencedora do Oscar, o roteiro deixa a desejar - e muito. Confuso, perdido e extremamente arrastado, nada é explicado direito, e tudo acontece sem maiores detalhamentos. Os personagens, excetuando o Coringa (inesquecível performance de Nicholson), são mal desenvolvidos, inclusive o do próprio Homem-Morcego. Se em uma produção do tipo esperamos uma edição ágil, forte, envolvente, é exatamente o contrário que acontece. Uma pena. Ainda bem que podemos contar com a deslumbrante Kim Basinger no elenco, na pele da jornalista Vicki Vale, que se envolve com o Morcegão. Em compensação, temos a monstruosa Jerry Hall, esposa de Mick Jagger, em um papel... monstruoso. Mas mesmo sendo cheio de falhas, o filme foi um sucesso, e continua sendo ponto de referência quando o assunto são heróis dos quadrinhos.

Comentários (2)

Cristian Oliveira Bruno | sábado, 23 de Novembro de 2013 - 13:44 | Responder

Com uma abordagem bem mais cartunesca e divertida, esse filme traz o segundo melhor Coringa de todos os tempos e terceiro pior Batman (Clooney e Kilmer disputam ferrenhamente o trono) já visto. Mas Burton conduz tudo com maestria. Marcou minha infância. Nota 8,0, mas a crítica é bem coesa. Parabéns!

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