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... E o Vento Levou

(Gone With the Wind, 1939)
8,4
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769 votos
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Sua nota

Críticas

Cineplayers

Uma das maiores obras do cinema de todos os tempos, que continua emocionando a todos.

8,0

Um filme não se torna um dos mais assistidos de todos os tempos à toa. “...E o Vento Levou” é um épico maravilhoso e inesquecível, que faturou inúmeros prêmios importantíssimos ao longo da história: 10 Oscars, incluindo filme e diretor; está entre os 10 primeiros na lista dos 100 melhores filmes de todos os tempos da AFI; é o filme que mais faturou nas bilheterias de todos os tempos (segundo nossa matéria especial sobre bilheterias, com o discutível reajuste dos valores), entre outros números importantíssimos. Mas não são os prêmios que fizeram dele um grande filme. Eles foram apenas conseqüências de sua magnitude que reside até hoje nas telas.

Victor Fleming (de O Mágico de Oz, lançado também em 1939) acabou como o diretor da obra, mesmo tendo dirigido um pouco menos da metade de toda a filmagem. Isso porque o poderoso produtor David O. Selznick trocou nada mais nada menos três vezes de diretor, não creditando nenhum outro pelo trabalho. Seu poder na obra era tanto que até dirigir algumas seqüências ao longo da produção ele dirigiu. David foi muito feliz em sua visão da força da obra, que poderia render um bom fruto cinematográfico. Comprou então os direitos autorais para transformar o livro de Margaret Mitchell logo que sua distribuição ao mercado foi lançada pela colossal quantia de 50.000 dólares. Se o livro fosse um fracasso, seria bem provável que o filme fosse pelo mesmo caminho, afundando junto o produtor, os diretores, o elenco e os 15 roteiristas pelos quais a história passou em mãos.

História que narra a complicada vida de Scarlet O’Hara (vivida magistralmente por Vivien Leigh), seus amores e desilusões em um período que tem a Guerra Civil Americana como pano de fundo. Clark Gable é Rett Butler, um vivido aventureiro que passa pela vida de Scartlet, em uma relação de amor e ódio marcada por conflitos já clássicos e cenas inesquecíveis de amor. Este filme praticamente inventou as telenovelas, devido aos conflitos constantes de emoções manifestadas e o romance como tema – não necessariamente por uma outra pessoa, e sim por uma causa, lugar ou qualquer outra coisa que se refira sentimentalmente ao personagem. Por isso, não estranhe se, ao assistí-lo, você ficar com a sensação de “já vi isso tudo antes em algum lugar”.

Scarlet é uma personagem bastante complicada, uma vez que em plena época de protagonistas perfeitos, de ideais fortes e ordeiros, ela se apresenta egoísta e determinada a passar por cima de todos para conseguir defender sua terra que tanto ama – Tara. Isso pode soar feminista e irritante para alguns, mas na verdade é justamente aí que está o charme da personagem. Seu modo de lutar, sua força de vontade para trazer o bem aqueles que a rodeiam, sem nunca deixar de pensar na própria felicidade fazem de Scarlet uma personagem complexa e bastante profunda.

Inúmeras cenas marcam esta forte caracterização de Scarlet. Em certo momento, ela chega a matar para impedir que os ianques retirem o pouco que restou de sua casa após o término da guerra. O que não necessariamente corresponde ao final do filme, uma vez que ele procura explorar também as horríveis conseqüências do pós-guerra em cenas chocantes. Outra, por exemplo, pode ser facilmente identificada como quando Scarlet parte em busca do doutor em pleno campo de batalha, para que ele faça o parto em Melanie Wilkes (Olivia de Havilland). A câmera vai se afastando e subindo em um gigantesco traveling para mostrar a dimensão dos mortos e feridos naquela batalha – uma cena fantástica, por sinal, ao combinar perfeitamente o incrível número de figurantes com a avançada técnica de filmagem da época, que só foi possível por causa de um imenso guindaste.

As cenas de Butler funcionam quase que em sua totalidade em função de Scarlet, uma vez que ela está praticamente presente em todas as seqüências com o aventureiro. Em particular, a cena do primeiro beijo, enquanto ambos fogem da cidade incendiada, é uma das mais famosas da história. Scarlet está jogada nos braços de Butler, inteiramente vulnerável, enquanto este se aproveita da situação e beija nossa protagonista de força romântica e única, tudo fotografado em uma semi-silhueta de fundo rubro. Vemos esse amor entre os dois crescendo de forma quase que inaceitável por parte dos personagens, que aos poucos vão se rendendo e passando a se ajudar não só por uma questão de sobrevivência ao meio, e sim por amor.

Quando digo que a técnica de “...E o Vento Levou” é avançada para a época, não achem que eu estou exagerando. Para dizer a verdade, isto é até pouco perto de sua representação na história, uma vez que esse filme foi o primeiro a faturar o Oscar de melhor filme, feito originalmente a cores. Isso mesmo, aquela outra silhueta famosa, onde Scarlet declara seu amor à terra, foi originalmente filmada a cores e, acreditem ou não, em locação. Como Victor sempre mostrou competência ao trabalhar com cores, mesmo elas sendo uma novidade no modo de fazer cinema (vide novamente Mágico de Oz, que tinha uma complexa composição de cores em seus quadros), ele insistiu e gravou várias vezes a cena em locação, não se rendendo ao luxo e a facilidade de ir para um estúdio filmar esta seqüência para alcançar a beleza desejada.

Se pararmos para analisar, este também é um dos grandes trunfos de “...E o Vento Levou”, saber utilizar as locações de maneira verossímil e satisfatória, sem perder a magia e o encanto da obra. Só que para algumas seqüências mais complicadas não houve jeito: a solução foi mesmo filmar tudo em estúdio. A cena em que Scarlet foge com Butler e Melanie na carroça, por exemplo, além de muito bem escrita (“[...] não perca o cavalo, já deu muito trabalho roubar esse”), foi simplesmente uma das mais fantásticas já filmadas em Hollywood. Vários estúdios inteiros tiveram de ser entregues às chamas para que tudo ficasse real e assustador. O sucesso na execução foi tanto que alguns vizinhos da MGM chegaram a chamar os bombeiros achando que o estúdio estava em chamas realmente. Mas na verdade, nada mais do que os antigos cenários de King Kong (1933) estavam sendo queimados e quase duas horas de incêndio filmados para um maior realismo chegar às telas.

Para entender um pouco a grandiosidade de “...E o Vento Levou” basta pensarmos que, de mais de 28 horas de cenas filmadas, apenas 4 foram utilizadas no produto final. Horas e mais horas foram gastas na edição, sem ao menos David ter consultado algum de seus diretores para nenhum dos cortes. Uma produção imensa que custou aos cofres da MGM cinco milhões de dólares, quantia irrisória se pensarmos nos valores atuais de produções, ainda mais se pensarmos nos lucros que o filme deu e continua dando ao estúdio.

Vivien Leigh foi uma felizarda. Convenhamos, entrar em uma produção desse tamanho, com as filmagens já iniciadas e ser a escolhida dentre mais de mil atrizes cotadas para o papel não é apenas talento, é sorte também. Bette Davis (do ótimo A Malvada) foi uma das que recusaram o papel de Scarlet, para sorte de Vivien. Ela balanceou perfeitamente a ingenuidade que Scarlet deveria ter no início do filme e protagonizou uma bela mudança de comportamento da personagem devido ao rumo que as coisas tomaram na história e conforme suas necessidades foram se apresentando. Já Clark Gable parece não ter tido muito trabalho para interpretar Butler, uma vez que ele é o tipo de personagem galanteador canastrão que estava acostumado a encarnar. Não que fosse uma tarefa fácil interpretar Butler, mas Clark já sabia a medida certa de romantismo e esperteza que deveria conceder ao seu personagem para que ele nunca atraísse a antipatia do público com o desenrolar da história, mesmo com as sacadas que ele fazia com Scarlet. Butler sempre se mostrou louco por Scarlet, essa é a verdade.

Mas claro, há problemas em meio a isso tudo. Acontece tanta coisa na história, mas tanta coisa, que o filme fica cansativo de se acompanhar nas primeiras vezes em que é assistido. Com o DVD é perfeitamente possível assistir “...E o Vento Levou” em várias seções sem que ele perca seu clima ou charme, mas ver tudo direto é uma missão complicada e que exige disposição. Como estamos nos referindo também a uma época pré Cidadão Kane, onde muito da linguagem cinematográfica ainda não estava desenvolvida, é fácil também achar algumas partes primitivas e extremamente ultrapassadas. Mas pelo fato de ter sido feito antes da obra-prima de Orson Welles e mesmo assim apresentar algumas tomadas ótimas, “...E o Vento Levou” consegue seus méritos em vários momentos. Duvido que alguém esqueça sua canção tema, por exemplo. Muitas pessoas, inclusive, reconhecem-na mesmo sem nunca ter assistido ao filme.

Lançado em uma época complicada da história, ...E o Vento Levou construiu uma história tão interessante quanto a que é contada no filme. Se vocês acharam emocionante Halle Berry ter recebido seu Oscar aos prantos, o que dizer de Hattie McDaniel, que não pôde receber sua estatueta de coadjuvante simplesmente por ser negra? Sua produção é de uma grandeza igualada por poucos com o passar do tempo. Seus 10 Oscar (um honorário e outro técnico, por isso talvez alguns o considerem vencedor de apenas oito estatuetas) representam um pouco da imortalidade da obra. Para todos os cinéfilos de plantão, uma obra obrigatória em nossa lista de filmes assistidos. Gostando ou não do resultado final, é certo de que assistir “...E o Vento Levou” será uma experiência única para toda a vida.

Comentários (7)

Caio Jr. | terça-feira, 23 de Novembro de 2021 - 06:59

Um dos filmes preferidos da extrema-direita Norte Americana pelos seguintes motivos principais:
- negacionismo histórico;
-revisionismo histórico;
-racismo
A única diferença deste filme para o do Griffith é que este melodrama barato não contribuiu em nada para a gramática do cinema e pelo menos não fez apologia a uma milícia armada anti-negro.
Tem outro motivo principal, o que eu chamo de cinéfilos-putas. Eu vi "E o vento levou" muitas vezes e ele de certa forma influenciou no meu gosto pelos clássicos no período da infância para a pré-adolescência. Mas com mais de 30 anos eu não sou uma puta para tremer diante da trilha do "Tema de Tara" e começar a:
1 - negar que existe racismo no filme;
2 - citar o Oscar ou os ralhos da personagem de Hattie contra os personagens brancos para defender o fato de que ela faz uma "escrava feliz" e empoderada(?!);

Caio Jr. | terça-feira, 23 de Novembro de 2021 - 07:00

3 - tentar contextualizar com : "Ah mas em 1939 podia...mas em 1915 podia...era outra época.etc.."(meu texto contextualiza tanto para 1915 quanto para 1939...como contextualizaria se esse filme fosse lançado hoje? Bobagem!)

Todos aqueles que idolatram o filme que exalta a derrota sulista e suas mentiras e seus negros estereotipados por causa de seus diretores preferidos ou por causa da aura clássica Hollywoodiana são parte dos cinéfilos-putas que ajudaram a manter o status de uma peça anti-ética.

Caio Jr. | terça-feira, 23 de Novembro de 2021 - 07:01

Quando em 1939 os negros acusaram Hattie de ter feito um personagem dentro do arquétipo "Uncle Tom's Cabin", ela respondeu que preferia ganhar um dinheirão interpretando uma empregada, do que uma miséria sendo uma empregada. Se essa resposta não diz nada pra vocês lamento, reflete o racismo fictício com o vivido pela atriz, com o real de 1939. Foi nessa época que começou uma batalha contra o filme por parte dos negros, que foi explorada em um artigo do The New York Times em julho de 2020 chamado "The Long Battle Over Gone With the Wind", mas que batalha natimorta, vide que os jornais pertenciam aos brancos.

Caio Jr. | terça-feira, 23 de Novembro de 2021 - 07:02

"...aqui foi visto pela última vez cavalheiros e damas, senhores e escravos, procurem apenas nos livros." É o que diz o letreiro no começo do filme, enquanto ao fundo os negros trabalham...em plena escravidão. Quando vem o famoso letreiro GONE WITH THE WIND da direita para a esquerda, a sensação que se tem é o ressentimento de este passado ter acabado. Quando os yankees invadem Atlanta, os negros invadem estereotipados: sendo manipulados por políticos, se vestindo com roupas de branco e andando de maneira ameaçadora pelas ruas(igual a "The Birth of the Nation" neste aspecto)...é um dos filmes mais racistas existentes e mais óbvios, visto que da dramaturgia o que interessa mesmo é a guerra e os seus efeitos no Sul; o roteiro faz questão de normalizar a escravidão e colocar "bons negros", porque Selznick tambem não era bobo, e porque o romance de Margaret Hamilton é justamente uma expansão épica de "Uncle Tom's Cabin"...RACISTA .

Caio Jr. | terça-feira, 23 de Novembro de 2021 - 07:02

E Hattie foi proibida de participar da Premiere; ficou sentada em um lugar segregado no Oscar(a grande cartada da Academia) e ela fez papeis parecidos até morrer...ou seja, melhor que ser criada mesmo.

"I resented it. I didn't mind being funny, but I didn't like being stupid."
Butterfly McQueen.

Justamente nos dias de hoje em que no mundo inteiro pessoas de razão condenam revisionismo,negacionismo e racismo, peças da cultura popular que já nasceram como um chicote, que já nasceram ultrapassadas, continuarão sendo acariciados com nostalgia pelos cinéfilos-putas; aliás de acordo com eles, arte e ética se disassociam(só pode ser). Não sou contra o filme continuar na tv, uma cartilha educativa é importante para mostrar o quanto Hollywood era negacionista quanto à escravidão... e a culpa do Sul.O quanto desde seus primórdios narrativos ele era racista.

Caio Jr. | terça-feira, 23 de Novembro de 2021 - 07:03

Não gosto de cancelamentos, se existe o Museu de Auschwitz é por uma razão. Também não gosto de ser politicamente correto, odeio isso, mas nunca usarei esse ódio como desculpa para permanecer um idiota. Fica a dica. Cinema não é tudo, nunca foi. Hollywood aparentemente sempre foi tudo, a ponto de manter o status deste filme e o do Griffith. Eu sou um cidadão do mundo.O luxo medonho dos produtores em uma mesma época em que Jean Renoir e Howard Hawks estavam trabalhando é do que eu menos preciso para ser nostálgico a este ponto. Cada um evolui como pode; cada um tem o cérebro do tamanho que merece.

Ted Rafael Araujo Nogueira | terça-feira, 23 de Novembro de 2021 - 13:20

Todo e qualquer filme é feito como fruto de sua época, e como tal, deve ser estraçalhado como merece. E a partir do momento que o mesmo é divulgado ele entra pra história como todos os ônus e os bônus que lhes aprouverem. No caso aqui, descer a chibata na obra como racista que a mesma era. O anacronismo não é terminologia de escapismo ou de blindagem (quem usa o troço pra isso que se lasque também), mas, sim de diagnóstico acerca de uma linha de pensamento. A exemplo podemos explicitar erros cometidos por algum pensador do século 19 por estar envolvido em determinada época (que se considere sim), e porque sua escrita não lhe legitima ad eternum acerca de quaisquer fuleiragens. Obra nenhuma é imutável, ela pode ser conferida com os olhares de agora e ser chibateada como tal, chega de frescura. O principal disso tudo é que este filme deve continuar a ser visto. Pra ser esculhambado. Que sirva como exemplo sim de um escamoteamento crasso acerca do racismo que ainda persevera.

Ted Rafael Araujo Nogueira | terça-feira, 23 de Novembro de 2021 - 13:23

Sobre a questão houvera um pequeno e oportuno artigo sobre a polemica do filme com a HBO MAX. Divulgado em junho do ano passado.

https://www.cineplayers.com/artigos/geral/e-o-vento-levou-cai-fora-da-hbo-max-merece-pegar-o-beco

Jonas Bittencourt | terça-feira, 23 de Novembro de 2021 - 16:44

Porra,traçar um paralelo entre E o Vento Levou e Nascimento de uma Nação é de cair cu, o intestino, e o fígado da bunda. Implicar q esse filme teve a mesma motivação fundamentalmente racista da fita de Griffith é desonestidade intelectual pra dizer o mínimo, são situações/contextos/perspectivas completamente diferentes(a única similaridade é a de que as temáticas inegavelmente problemáticas,mas compreensíveis dado a época dos filmes,não se sobrepõem as qualidades técnicas e relevância geral/experiência cinéfila que proporcionam e qualquer tentativa de desqualificar os filmes por não se adequarem à sensibilidades modernas vêm de pessoas q estão mais interessadas em sinalizações de virtude hipócritas do que em admirar e preservar clássicos do cinema,mas isso é para cinéfilos,oq vcs não são.Pós-modernismo é puro triunfo da temática sobre a substância mesmo,ent essas militadas erradas de vcs já eram previsíveis,vão pra uma ocupação do MST e deixem filmes pra quem curte mesmo.

Caio Jr. | terça-feira, 23 de Novembro de 2021 - 21:35

Então teu cu caiu ou faz tempo que tu não viu o filme, porque esse paraleleo com Griffith é feito desde 1939. Além disso implica que eu sou militante e mete MST no meio, ou seja, o nível de burrice entre tu Jonas, e o Jackie, é igual. Eu tenho inúmeros argumentos melhores do implicar que o outro está fazendo uma militância, porque eu não sou um filha da puta burro como tu. Filha da puta eu presumo porque só uma mãe vagabunda pode deixar o filho ser criado pela internet para ter opinião sobre o mundo da forma como tu tem, e porque tu agride não só a minha inteligência como apela para esse tipo de discussão, achando que eu sou de esquerda enquanto tu é um típico jovem criado filosoficamente por youtubers. Nunca deve ter lido um livro de economia, sequer vai saber julgar um filme, Então eu desisto do site, qe tirando o Ted, virou um curral de mongolóides.

Caio Jr. | terça-feira, 23 de Novembro de 2021 - 21:40

Eu já disse que à época do filme já houve protestos. Em 1916 Griffith faliu por filmar uma resposta chamada "Intolerância" aos negros que protestaram por ele ter ressuscitado a KKK. Pós-modernismo aonde? Em um filme de produtores como "E o Vento Levou..."; um filme de Selznick mais do que qualquer outra pessoa? Pós-modernismo? Cara, tu não é politicamente incorreto, tu é um vagabundo, burro, e idiota. E eu não tenho tempo pra gente que já é idiota aos 20 e poucos anos com a quase certeza que vai morrer assim...um idiota. Porque pessoas educadas pela internet, tendem a só piorar. Tu é muito burro pra mim perder tempo, vai se fuder. Se reclamar que meu argumento é xingamento, volta e lê tudo de novo. IMbecil.

Caio Jr. | terça-feira, 23 de Novembro de 2021 - 21:43

Como uma pessoa que não tem o mínimo de inteligência pode me chamar de desonesto intelectual quando eu falo o óbvio? O filme é conhecido como "The Birth of a Nation" amaciado. Retrata em 1939 negros escravos-felizes. Vergonha que as pessoas não amadurecem. Cinefilos-putas. Sinto pelo Cineplayers.

Caio Jr. | terça-feira, 23 de Novembro de 2021 - 21:49

Time, uma revista militante comunista:
https://time.com/5852362/gone-with-the-wind-film-history/

"The white women are elegant, their menfolk are noble or at least dashing. And, in the background, the black slaves are mostly dutiful and content, clearly incapable of an independent existence."
David Reynolds

Isso sem falar do revisionismo histórico do Sul dos EUA, que eu acho que teve seu último suspiro com este filme. Pega essa tua militância racista, e vai pro Disney+ pedir a inclusão de "A Canção do Sul".
Racista, vagabundo, iletrado...eu nem de esquerda sou muito menos militante.

Caio Jr. | terça-feira, 23 de Novembro de 2021 - 21:51

Esse Jonas e esse Jackie são dois exemplos da morte do Cineplayers. Quem não cuida de sua própria casa,deixa entrar um monte de bandido vagabundo que esconde seus preconceitos ou sua idiotice na desculpa de ser politicamente incorreto.

Caio Jr. | terça-feira, 23 de Novembro de 2021 - 07:14

É um texto jocoso(cinéfilos-putas) e bem articulado, não é um ataque ao senhor Rodrigo Cunha. É um texto para reflexão. Impossível ser condenado pela ironia de meu texto bem estudado mas jocoso, ao mesmo tempo que se celebra tal obra. O que é melhor? Ser jocoso e irônico...ou ser uma peça do racismo estrtural? O senhor Rodrigo Cunha escreveu o texto em 2004, na época eu teria a mesma opinião sobre o filme, então não o ataco. Mas é sempre bom rever conceitos ou ao menos refletir. Por favor, não venham me cancelar por ser anti-racista.

Caio Jr. | terça-feira, 23 de Novembro de 2021 - 07:20

Gostaria muito da opinião de quem tem lugar de fala dentro do corpo de críticos do site; eu sou branco. E gostaria que eles defendessem a minha opinião, contra os brancos que por acaso venham me atacar por causa de uma certa nostalgia cinéfila. Sequer acredito que quem deu nota alta para este filme seja racista, mas o filme definitivamente é e isso não é opinião...é fato.Assim como o livro.Vamos movimentar o site exatamente com este tipo de discussão já que ele está ermo. Respect....

Caio Jr. | terça-feira, 23 de Novembro de 2021 - 07:25

Gostaria de dizer ao senhor Cunha que eu não li a crítica dele antes de escrever a minha, portanto essa não é uma resposta à mesma. Sei o quanto o senhor é respeitoso e tem um ótimo coração.Mas esse site precisa ser ressuscitado com respeito e amadurecimento.

Caio Jr. | sexta-feira, 26 de Novembro de 2021 - 14:09

Quando eu disse que o filme era o favorito da extrema-direita racista americana, vieram me xingar me associando com militância e MST. Isso já diz tudo. Um melodrama barato que sobrevive pelo luxo publicitário da produção e reruns, e claro, a nostalgia idiota e o argumento de que em 1939 era viável o filme ser feito. A cinefilia faz as pessoas amarem cinema, mas as faz esquecer peremptoriamente da semântica da indústria facista. Serve para separar o joio do trigo. Como dizia Wander Wildner: "A indústria é fascista e tem as mãos cheias de sangue". A propaganda deixa até as pessoas de bem....cegas.E quando os negros conseguem voz para reclamar, são tratados como politicamente corretos cheios de mimimi que não aguentam se ver na tela como escravos felizes em um revisionismo igual ao negacionismo do holocausto.IGUAL.

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