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Drama

Filha de Ninguém, A

(Nugu-ui ttal-do anin Haewon, 2013)
7,9
Cineplayers
7 votos
7,8
Usuários
45 votos
?
Sua nota
Direção
Sang-soo Hong
Roteiro:
Sang-soo Hong
Gênero:
Drama
Origem:
Coréia do Sul
Estreia:
13/12/2013
Duração:
90 minutos

Haewon, uma estudante, sente-se abandonada. A sua mãe está prestes a se mudar para o Canadá e Haewon decidiu terminar o seu romance com um professor. Não só os colegas de Haewon descobrem o caso como seu amante casado se recusa a aceitar o fim do relacionamento. Confusa, Haewon se retrai em sua concha. Outros homens cruzam o seu caminho, o que acaba a levando a uma antiga fortaleza nas montanhas de Seul. Lá, ela encontra não só vinho de arroz e uma melodia familiar mas também uma via de escape.

Elenco

Eun-chae Jung
Haewon
Sun-kyun Lee
Seongjun
Joon-sang Yoo
Jungshik
Ji-won Ye
Yeonju
Ja-ok Kim
Jinju
Eui-sung Kim
Jungwon

Lupas

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  • Um drama literalmente emocional que se sustenta na inquietude que acompanhamos e apreciamos em cada quadro e cada gesto através de detalhes sinalizados pela câmera de Sang-soo Hong.

  • Sinceramente? Reconheço a qualidade de Sang-soo, mas seu cinema ainda me entedia. A cativante Haewon torna esse seu trabalho que mais me agrada, porém, particular como o diretor, não tem o poder de sintetizar uma transição pra fase adulta como Frances Ha.

  • O filme que Frances Ha poderia ter sido, com uma encantadora protagonista cujas idiossincrasias são apresentadas naturalmente. A longa cena de bebedeira entre o professor e os alunos é um primor que sintetiza a sensibilidade do cinema do Sang-Soo.

  • Hong Sang-soo virou uma marca, já registrada e já consagrada. Anseio por seus roteiros, por sua visão de mundo, como com Woody Allen ou Scorsese. Essa 'Filha...' o mantém no padrão excepcional dos seus incríveis roteiros; um banho de metalinguagem.

  • A mulher cada vez mais ocupando um espaço como núcleo central na filmografia do diretor coreano, numa bem-vinda (re)perspectiva e variação em seu cinema.

  • Sang-Soo volta ao seu cinema mais dramático e menos metalinguístico em relação ao anterior A Visitante Francesa para criar a inesquecível personagem que é Haewon. Filme entre os seu melhores.

  • Realidade, sonho e memória ocupam a mesma diegese para Sang-soo, que mesmo assim faz um filme direto e singelo, mais uma pincelada em seu grande quadro sobre mundo e relações contemporâneos.

  • Questiona o drama do relacionamento moderno numa sociedade ainda conservadora que é a oriental. Um filme cheio de simbologias e metalinguagens. A simplicidade das cenas tornam a obra algo denso e profundo.

  • Planos longos e diálogos extensivos sem apresentar um minuto de tédio ou desinteresse. A personagem principal, assim como os demais na tela, carrega uma transparência belíssima. Ótimo cinema contemporâneo.

  • O filme de Sang-soo Hong caminha entre o agradável, o eloquente e a ternura. Ilustra um cotidiano que se transforma em infortúnio, mas intimista e singelo na observação dos fatos. É o contato com as pessoas e a eterna busca por significados.

  • Dramas cotidianos incógnitos tratados calmamente e com o apresso exato. Sem conclusões precisas, mas ainda assim bastante eficaz. Em meio a explosão de sentimentos exacerbados do filmes atuais, é um sopro de tranquilidade.

  • Com um roteiro pobre, onde a maioria das poucas subtramas nada acrescenta ao romance, a direção tenta arrancar emoção à fórceps, valendo-se do papo-cabeça sem nexo, emoldurado por belas paisagens ao fundo, mas sem a sensibilidade necessária.

  • Atenção às nuances e às filigranas quando Sang-soo está no comando. O medo de nunca mais ter por perto, o sonho e o despertar, o banal e o indizível, a metalinguagem: todos esses itens coexistem no seu cinema tão singular e universal.

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