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Cineplayers
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Sua nota
Direção
Pawel Pawlikowski
Roteiro:
Pawel Pawlikowski (roteiro), Rebecca Lenkiewicz (co-roteirista)
Gênero:
Drama
Origem:
Polônia
Estreia:
25/12/2014
Duração:
80 minutos
Prêmios:
72° Globo de Ouro - 2015, 87° Oscar - 2015

Polônia, 1962. Anna é uma noviça de 18 anos que se prepara para celebrar os votos definitivos e tornar-se freira no convento onde vive desde criança. Antes, a madre obriga-a viajar à aldeia onde nasceu para conhecer a sua única parente viva, a tia Wanda. Anna descobre que é judia e que o seu verdadeiro nome é Ida. Uma revelação que a força a escolher entre a identidade biológica e a religião que a salvou dos massacres provocados pela ocupação nazista.

Elenco

Agata Kulesza
Wanda Grunz
Agata Trzebuchowska
Anna - Ida Lebenstain
Dawid Ogrodnik
Lis
Jerzy Trela
Szymon
Adam Szyszkowski
Feliks
Halina Skoczynska
Madre Superiora
Joanna Kulig
Cantora
Dorota Kuduk
Kaska
Natalia Lagiewczyk
Bronia
Artur Janusiak
O policial
Pawel Burczyk
O promotor
Anna Grzeszczak
A vizinha
Izabela Dabrowska
A garçonete
Mariusz Jakus
O barman
Marek Kasprzyk
Homem no bar

Lupas

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  • Um simples e eficiente resgate de pilares de formas e filosofias cinematográficas; Ozu e Dreyer são lembrados neste filme Pawlikowski.

  • Pawlikowski cria algumas das mais belas imagens do ano, em uma narrativa sóbria e sutil sobre busca de identidade e do passado. Ainda assim, a abordagem distante gera respostas frias por parte do espectador. Para ser mais admirado do que sentido.

  • Os planos estáticos e descentralizados e o rigoroso P&B, mais que um mero floreio estético, cumprem função dramática e parecem evocar o cinema tcheco dos anos 60 e o estilo Dreyer de filmar. Austero, sóbrio, mas menos profundo do que aparenta. Cabia mais.

  • Insípido, covarde e superficial, é o pastel de vento 'artístico' da temporada. Uma sequência de conflitos (étnicos, históricos, religiosos, existenciais) totalmente esvaziados, resultando apenas num espetáculo estético frígido e límpido à moda Instagram.

  • Fora a belíssima direção de fotografia, sobra um filme comum, com a batida temática da noviça em crise existencial tendo que decidir entre Deus ou o Mundo. Não aprofunda na questão do holocausto, falta emoção. Falta um clímax.

  • Enche visualmente os olhos e sua narrativa é firme e consistente, mas falta 'enchimento' ao roteiro, superficial e carente de densidade.

  • Em um dos filmes mais lentos da temporada, Ida e seus olhos vampirescos simulam um desespero entre a escravidão em doar sua vida a um deus ou libertar-se. Em ambos, ela enxerga, haverá sofrimento. É uma espécie de vida sem futuro, sem saída.

  • A mensagem pode até ser rasa perto de outros filmes de Holocausto, mas o modo como foi filmado, com planos belíssimos e sufocando seus personagens nos cantos da tela a todo instante, fazem de Ida uma obra a ser lembrada.

  • Um tanto sintético em sua perfumaria (preto e branco, planos estáticos, atmosfera melancólica) - mas a amargura e solidão dos personagens acaba se revelando interessante de se acompanhar. Provavelmente não merecia o Oscar de filme estrangeiro.

  • Sua tão bajulada fotografia pode até ser bela, mas dificilmente alcança um pleno casamento com a abordagem rasa e tão pouco interessante do seu texto, tornando tudo muito insípido e vazio.

  • Silencioso e bonito. Contempla, sobretudo, seu riquíssimo contexto histórico, pulsante durante os 80 minutos. A oposição entre as personagens é curiosa, mas me senti tão distante das duas que suas jornadas me soaram superficiais. Fotografia legal, porém.

  • Sem o que contar, porém disfarçado de arte (fotografia e planos de cena diferentes do habitual), o filme se apega a um roteiro chinfrim, na verdade uma micronovela mal estruturada sobre sofrimento judeu, e não dá espaço nem para o bom elenco atuar.

  • Preciso rever pra ter certeza do quao ruim é.

  • Podemos chamar de "enlatado europeu conceitual". Toda aquela atmosfera de Bergman, um contexto que remete a Haneke, só que sem vontade alguma de gerar qualquer interesse.

  • Pawel Pawlikowski tenta ser um Bergman ou Dreyer mas coitado, só chega ao nível Michael Haneke . Um filme seco e tão somente isso, risível e com personagens psicologicamente frágeis. Agora , a fotografia é uma das mais estupendas do cinema recente.

  • O uso do preto e branco em termos fotográficos encanta, porém a lentidão e a abordagem fazem uma recepção fria pelo espectador. Entretanto, a história é interessante em acompanhar o dilema e decisões na vida de uma freira.

  • O que se esconde debaixo do hábito pode ser o que há no final da escada em espiral? Um filme que caminha entre o certo e o errado, num mundo e sociedade onde esses dois conceitos se reconhecem cada vez menos.

  • O dilema moral – o velho embate entre a santa e a vadia – é trabalhado num nível risível de superficialidade nessa canção de ninar polonesa, numa narrativa que é tão estática quanto sua fotografia.

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