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Kolia vive numa pequena cidade próxima ao Mar de Barents, no norte da Rússia. Ele é dono de uma oficina mecânica, que fica ao lado da casa onde vive com sua jovem esposa Lilya e seu filho Roma, de um casamento anterior. O prefeito da cidade pretende se apropriar do terreno onde estão a oficina e a casa. Inicialmente o prefeito tenta subornar Kolia, que não consegue lidar com a ideia de perder tudo o que tem – não só seu terreno, mas também toda a beleza que o rodeia desde que nasceu. O prefeito passa então a ser mais agressivo em suas tentativas.

Elenco

Elena Lyadova
Lilya
Aleksey Serebryakov
Kolya Mikhalovich - Nikolay
Lesya Kudryashova
Yulya,secretária de Vadim
Vladimir Vdovichenkov
Dmitriy Seleznyov
Anna Ukolova
Angela Polivanova
Kristina Pakarina
Menina no trem
Roman Madyanov
Vadim Shelevyat,o prefeito
Aleksey Rozin
Pasha Polivanova
Alim Bidnenko
Sergey Pokhodaev
Roma
Aleksey Pavlov
Guarda
Sergey Bachurskiy
Ivan Stepaniych
Igor Savochkin
Investigador
Dmitriy Bykovskiy-Romashov
Tkachuk
Valeriy Grishko
Bispo
Igor Sergeev
Padre Vasseyev
Irina Ryndina
Esposa de Vadim

Lupas

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  • Zvyagintsev coloca o dedo nas feridas certas (a corrupção do Estado, a frieza da Justiça, e a falência das relações interpessoais). Mas a linearidade da história e a falta de "grandes momentos" tornam tudo muito frio. Um pouco de poesia não faria mal.

  • Se o retrato quase kafkiano de uma Rússia corrupta é válido, a rigidez e o formalismo da abordagem de Zvyagintsev afasta o espectador de um maior envolvimento com a história e os personagens. O resultado é de se admirar, mas à distância.

  • Eis que veio dos Russos, um povo reconhecidamente louco, uma sensível história sobre uma família destruída pela ganância de quem deveria lhes ajudar a prosperar e ter uma vida melhor, banhado à Vodka e caminhos que não podem ser desfeitos. Belo filme.

  • Zvyagintsev tece um retrato sombrio das instituições que envolvem o homem de uma forma universal. Estado, religião, família, casamento e justiça são levados ao status de mito e nesta situação a verdade dos fatos é irrelevante. Restarão os ossos dos mitos.

  • Um final sujo e tão bom num filme que te cobra muita paciência e força de vontade pra chegar até lá. Os diálogos não tem coesão alguma e os cortes são todos bagunçados. Um filme de desenvolvimento muito reservado pra um final tão explanado.

  • Um filme que se passa na Rússia mas poderia ser o Brasil por tratar de temas como corrupção, ética, religião e família. As situações que acontecem poderiam se mostrar melhor se trouxessem o espectador mais pra dentro da história, mas é o jeito russo.

  • Se não adere ao cinema soviético, nem ao misticismo conservador, esse cinema bem laico parece buscar apoio mais na literatura pontuada por excessos da Rússia do século 19.

  • Realmente é muito interessante e vale ser visto. Mas não cairia mal terminar mais resolvido,mais incisivo.Foge das momentos-chave e o simbolismo do Leviatã é bem fraco. Haja peito pra encarar esses bebedores de vodca ! Não há limite pra fogueira.

  • Permeado por ótimas ideias, acaba diminuído por sua execução monótona. Mesmo assim, é muito acima da média quando trata da opressão nas instituições sociais e sua natureza cíclica face à fragilidade do indivíduo. A sequência final é brilhante.

  • Os dois Leviatãs - hobbesiano e bíblico - chocam-se nesse corajoso e inteligente trabalho de Zvyagintsev, com seus simbolismos e narrativa em que não se perdoa nenhuma instituição, da Igreja ao Governo, da Família à Justiça.

  • O tempo passa, pessoas morrem, lugares são destruídos e construídos, mas a insignificância do homem diante daquilo que ele próprio criou permanece. "O homem é lobo do próprio homem".

  • O estado é uma força onipresente e controladora, mas é também um mediador de conflitos. O problema é quando o estado (corrupto, mas faz diferença) se torna o conflito. O que o homem comum pode fazer quando se defronta com este implacável gigante?

  • Numa fotografia fincada com as cores da bandeira russa, Leviatã mostra o monstro que nada nos lagos sociais de todos os cantos: a corrupção, e ainda encontra tempo pra criticar política, religião, casamento e uma pá de instituições de forma brilhante.

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