Saltar para o conteúdo
8,0
Cineplayers
11 votos
7,9
Usuários
146 votos
?
Sua nota
Direção
Asghar Farhadi
Roteiro:
Asghar Farhadi
Gênero:
Drama
Origem:
França, Irã
Estreia:
05/01/2017
Duração:
118 minutos
Prêmios:
74° Globo de Ouro - 2017, 69° Festival de Cannes - 2016, 89° Oscar - 2017

Pouco depois de se mudar para o novo apartamento, com seu marido Emad, Rana leva um grande susto. Enquanto tomava banho, um estranho entrou em sua casa. Com o choque ela se fere e vai parar no hospital. Bastante preocupado, o marido sai a procura de pistas que o levem ao tal homem, sem deixar de se dedicar a sua encenação de a "A Morte de um Caixeiro-Viajante" de Arthur Miller.

Elenco

Shahab Hosseini
Emad Etesami
Taraneh Alidoosti
Rana Etesami
Babak Karimi
Babak
Mina Sadati
Sanam
Farid Sajjadi Hosseini
Naser
Mojtaba Pirzadeh
Majid
Sahra Asadollahe
Mojgan
Shirin Aghakashi
Esmat
Maral Bani Adam
Kati
Emad Emami
Ali
Mehdi Koushki
Siavash
Sam Valipour
Sadra
Ehteram Boroumand
Sra. Shahnazari

Lupas

Faça login para dar uma nota e uma lupa.

  • O final é um pouco melodramático sim, mas acredito que seja uma forma de extrapolar ainda mais sua mensagem... Asghar Farhadi mais uma vez faz um cinema atual, relevante, denúncia. Filme para ser lembrado como retrato de sua era.

  • Filme de camadas distintas - aqui em paralelo a história de "A Morte do Caixeiro Viajante" -, e um texto afiado, como de hábito na filmografia do realizador. Farhadi continua preciso ao narrar o acaso.

  • Farhadi parte de um fato banal (mudança de um apartamento) pra falar de um Irã regido pelo machismo, incomunicabilidade, e vingança. Se o diretor começa a se repetir na temática, o rigor cênico, as simbologias e a sensibilidade engrandecem o filme. Bom.

  • Farhadi aposta novamente em relações familiares (sobretudo marido-mulher) para levar o realismo ao Cinema, e novamente com uma história quase universal, permeada por interpretações firmes e situações-limite perfeitamente aceitáveis.

  • Drama minimalista, intenso, na medida certa, aborda a questão da vingança cotidiana, que pode nos atingir a qualquer momento, fazendo da linguagem universal seu ponto mais positivo.

  • A sensação de sufoco do filme de Farhadi é tão crescente que em seu último ato é impossível respirar ou piscar os olhos. É raro que se consiga tensionar um drama moral numa duração tão extensa e com atuações brilhantes. Portugal e Irã > outros cinemas.

  • A crescente ruptura familiar em consequência de um ato de violência cotidiano como ponte para um trabalho sufocante na dicotomia entre homem e mulher, entre o machismo e a posição feminina, entre a vingança e o desejo de seguir em frente. Que belo filme.

  • Trama tensa, envolvente, mas arrastada demais, diferente de A Separacao. Uma pena.

  • Talvez seja o filme de Farhadi mais polêmico e controverso pela solução final que deixa a cargo do espectador qual seria o destino justo para o agressor. Farhadi controla toda a ação e tensão de seu filme com maestria, novamente, diga-se de passagem.

  • Peça-chave pra notar a maturidade de Farhadi, cineasta livre o suficiente para estar imerso na realidade de seu cosmos iraniano e globalizado. Um tempo e espaço enfim presentes num opulento quadro cultural limítrofe entre as impressões da arte e do real.

  • O filme explode em seu ato final, quando os símbolos e construções de Farhadi ficam mais fortes , naquilo que é típico de seu cinema: crítica social dentro de um ambiente reduzido de personagens. Entretanto, há problemas de ritmo no miolo da obra.

  • Na qualidade criativa típica de Farhadi, trabalha demais na história a partir de um ponto simples, cotidiano. Traz muita humanidade e realismo à seus casos. Poderia ter acontecido algo de fato, dava mais peso à história. E sem a cena besta do macarrão.

  • Mais uma vez partindo de uma premissa absolutamente simples, Farhadi consegue tornar um fato terrível do cotidiano em um estudo sobre a vingança e suas consequências e da relação do machismo e a posição das mulheres no Irã.

  • Magistral! O domínio absurdo de cinema de Asghar Farhadi prova escandalosamente como é plenamente possível contar uma excelente história, com cinema de altíssimo nível, sem ter que apelar para astros, efeitos ou truques. Saí estupefato! 7-12-16, Sesc.

  • Gosto da maneira que Farhadi descortina e dá corpo ao conflito moral da trama ao longo do filme. A solução, porém, soa patética pra complexidade do que se pretendia discutir.

  • Fugindo dos padrões de Hollywood, uma nova cultura é apresentada ao público que toca em assuntos relevantes como: machismo, moral e orgulho. O último ato fica tenso e prende a atenção como poucos filmes.

  • Farhadi sempre trás discussões interessantíssimas que, repletas de reflexões sobre cultura acabam por nos revelar um pouco sobre sua moral e costumes.

Comentários (0)

Faça login para comentar.