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Estou Pensando em Acabar Com Tudo

(I'm Thinking of Ending Things, 2020)
6,4
Média
55 votos
?
Sua nota
Direção
Roteiro:
Charlie Kaufman (adaptação), Iain Reid (livro)
Gênero:
, ,
Origem:
Estreia:
04/09/2020
Duração:
134 minutos

Lupas (9)

  • O maior trunfo de Kaufman é também o seu maior defeito. A narrativa complexa encanta quem está enfastiado dos roteiros simplórios de Hollywood mas por outro lado acaba deixando a história muito truncada e fora de foco em diversos momentos. Overdose de simbolismos entremeados em cenas longas e verborrágicas. Há boas cenas que remetem a estranheza de Lynch e o final poderia ser melhor, mas pesando tudo ainda vale a pena conferir

    Daniel Lucena | Em 21 de Setembro de 2020 | NOTA: 8.5
  • Kaufman desconstrói e constrói seus personagens os triturando dentro de suas ansiedades, dores e chegando a uma tentativa do quão complexo pode ser cada um. Suas marcas estão aqui, mas numa bagunça que pouco gera a ansiedade que propõem, que é se conectar com a bagunça da mente, e sim caindo na bagunça estética e rítmica que gera cansaço. Assim como em Sinédoque, só que bem mais, Kaufman, falha em como transitar sem se tornar exaustivo, nessa ideia das agustias mentais dos personagens.

    Leonardo Ferreira Sampaio | Em 14 de Setembro de 2020 | NOTA: 6.0
  • Trata-se de uma produção minimalista no que diz respeito a cenários e elementos cinematográficos, mas excessiva em seus diálogos e, principalmente, por sua escancarada pretensão de se mostrar um cinema de arte alheio ao entendimento do público. Isso pode soar pedante e até desnecessário.

    Kennedy | Em 14 de Setembro de 2020 | NOTA: 7.0
  • Kaufman quer expor muito de seu conhecimento e muitas vezes funciona. O começo é ótimo com a narração intimista e depois com o misto entre o pensamento de Jessie e seus discursos junto ao namorado mais distante que já existiu. Isso é muito problemático, eles não tem química nenhuma e pra o último ato isso só piora. Ao chegar na casa, Collette e Thewlis tinham tudo pra só fazer o longa decolar, mas a estranheza deles se tornou robótica e logo em seguida começou um devaneio presunçoso até o final.

    Eduardo Percequillo Freire de Souza | Em 10 de Setembro de 2020 | NOTA: 5.5
  • Memórias, lembranças e realidade se misturam, levando os personagens a reflexões que ficam aquém das pretensões de Kaufman.

    Bruno Ricardo de Souza Dias | Em 09 de Setembro de 2020 | NOTA: 6.5
  • Dessa vez, Kaufman exagera na verborragia e nas referências, como se apenas quisesse colocar nas bocas de seus personagens suas velhas obsessões com o tempo e a identidade. Para alguns, a conexão é profunda, para outros, é uma sessão de brilhos ocasionais e muitas passagens entediantes, em que o falatório acaba dizendo bem pouco.

    Patrick Corrêa | Em 09 de Setembro de 2020 | NOTA: 7.0
  • Kaufmann praticamente condensa toda sua carreira em Estou Pensando... Aqui ele discorre sobre identidade, memória, tempo, envelhecimento, arrependimento, morte, suicídio sem nunca esquecer de seu trabalho metalinguístico costumeiro a respeito da plasticidade do cinema em sua relação de beleza x feiura. Um sonho filmado dos mais emblemáticos do cinema recente, que recorre demais ao cinema de Alain Resnais e o que se fazia nos anos 60.

    Eliezer Lugarini | Em 08 de Setembro de 2020 | NOTA: 8.5
  • Mesmo com receios quanto a contradição autoimposta no final, Kaufman se justifica e analisa sua proposta em pleno transcorrer fílmico, transpondo as angústias do masculino ao feminino e vice versa. A construção social da manifestação artística que molda o autor e o decompõe.

    Guilherme Algon | Em 06 de Setembro de 2020 | NOTA: 8.0
  • Dessa vez o roteiro do Kaufman chamou tanta atenção pra si e para a metalinguagem que as vezes pareceu meio verborrágico. Para um cinema que necessita de certa imersão (mesmo com recursos que vão no sentido contrário, como quebra de 4ª parede etc), a duração é bastante sentida e enfraquece um pouco a narrativa proposta. Se excede em certas sequências na estrada e acho que com um Spike Jonze na direção seria um filme melhor. Não é ruim, mas é bem inferior ao Sinédoque, que ainda é o melhor dele.

    Victor Narciso | Em 05 de Setembro de 2020 | NOTA: 6.5