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7,4
Média
75 votos
?
Sua nota
Direção
Kornél Mundruczó
Roteiro:
Kata Wéber
Gênero:
Drama
Origem:
Estados Unidos, Canadá, Hungria
Duração:
126 minutos
Prêmios:
78º Globo de Ouro - 2021, 93º Oscar - 2021

Lupas (14)

  • Há um certo desequilíbrio entre os primeiros trinta minutos, restritos ao espaço da casa e ao processo do parto, bastante imersivos, e o desenrolar um tanto arrastado da uma hora e meia seguinte. Mas é na atuação de Kirby que esse drama pulsa com intensidade, e ainda temos a maravilhosa Burstyn em cenas de arrepiar.

    Patrick Corrêa | Em 18 de Dezembro de 2021 | NOTA: 7.5
  • Um filme redondinho, planejado ato a ato, com simbolismos, grandes silêncios que comunicam sentimentos reprimidos, boas atuações e uma cena de abertura de cair o queixo pela complexidade, algumas metáforas me soam óbvias, e algumas relações fora do arco da kirb, como o marido com a prima, não me soaram muito naturais, mas, o filme é envolvente e comovente sem exageros, é muito humano da parte da protagonista, e toda sua angústia é muito plausível do começo ao fim.

    Fabio Luis Martins Rafo | Em 26 de Outubro de 2021 | NOTA: 7.0
  • Mundruczó não economiza no realismo para explorar o ambiente vulnerável e angustiante que cerca Martha, seja demorando-se em um parto sofrido, que visivelmente exigiu muito de Vanessa Kirby, seja posteriormente explorando o silêncio e as explosões da personagem sem dar explicações sobre seu estado interno. O que inquieta o espectador é a imprevisibilidade da personagem, que age fora de uma linha pré-visualizável dentro de uma narrativa em que não acontece muita coisa.

    Victor Tanaka | Em 30 de Abril de 2021 | NOTA: 7.0
  • Filme atrizes. kirby e especialmente Ellen Burstyn Matam a pau. LeBeouf mto bem em cena tb, em que pesem as polêmicas extra set. Quanto ao filme si, tem suas qualidades. Conectando o espectador facilmente com a história de cada personagem. O ritmo lento jamais atrapalha.

    Gabriel Cine | Em 18 de Março de 2021 | NOTA: 7.0
  • A primeira meia hora é fenomenal, estabelecendo uma relação intensa através do não dito e com um trabalho de câmera exemplar, refletido no resto da obra. Dos grandes momentos do cinema 2020. Depois disso, cai numa novela de conflitos desnecessários e metáforas excessivamente repetitivas. O texto fica expositivo e ofusca o brilho de seu elenco.

    Guilherme Algon | Em 13 de Março de 2021 | NOTA: 6.5
  • A parte inicial é insuportavelmente incômoda, mostrando muita habilidade de Mundruczó na condução do plano sequência e grande atuação de Vanessa Kirby. O passo seguinte pós tragédia e todo processo de luto é torturante para todos.

    Bruno Ricardo de Souza Dias | Em 10 de Fevereiro de 2021 | NOTA: 7.5
  • A cena inicial de Pieces of a Woman é um verdadeiro achado. Um parto naturalista é realizado nos primeiros 30 minutos de filme e confesso que por um certo momento cri que o filme todo acompanharia o nascimento desta criança. Uma pena que assim não foi, já que todo o trabalho de tensão e de câmera num plano sequência único perde sua força.

    Eliezer Lugarini | Em 01 de Fevereiro de 2021 | NOTA: 6.5
  • Uau... Os minutos iniciais com as cenas do parto foram muito intensas e realistas, mergulhamos junto com a mãe, sentimos suas dores... E sofremos sua perda... Igualmente acompanhamos o medo e insegurança da parteira... Um filme cheio de sofrimento e simbolismos, como o correr da água do chuveiro, as plantas mortas… Mas a introdução e ultimo ato com o julgamento definem o filme, maravilhosamente doloroso... Me angustiei com o início, chorei no final...

    Rosana de Almeida Machado | Em 19 de Janeiro de 2021 | NOTA: 9.0
  • Um bom drama familiar, pode não ser espetacular, mas não cai em possíveis armadilhas do gênero. A sequência toda do parto é muito bem filmada. Sem dúvida as atuações elevam o longa, Vanessa Kirby constrói uma personagem muito forte, trazendo o espectador para seu lado. Mesmo sem entender sua forma de lidar com a perda, fica evidente que ela faz seu melhor. Ellen Burstyn merece o destaque que tem tido da crítica.

    Rodrigo Miranda de Andrade | Em 16 de Janeiro de 2021 | NOTA: 7.5
  • (SPOLIERS)O casal aqui, é separado de maneira perfeita entre o processo de covardia e o de descoberta dentro do luto. O luto é um dos processos mais profundos que podemos passar. Nossas atitudes nesse momento muitas vezes revelam quem realmente somos e iluminam outros processos que estavam escondidos. Cada um decide o que fazer com as feridas abertas e assim sendo, que seja para evoluir você, para dar fruto. Que direção e roteiro delicados, que atuações e que montagem fenomenal.

    Leonardo Ferreira Sampaio | Em 15 de Janeiro de 2021 | NOTA: 9.0
  • Dividido por meses, acompanhamos a expectativa pelo grande momento da vida do casal, e o surgimento do pior e suas consequências até o desmanche. Nessa 'gestação' em que a tristeza e luto imperam, o controle e a pressão também aparecem. Martha(Kirby) não tem liberdade ou autonomia pra decidir como seguir sua vida e resolver todo esse imbróglio. O carinho e suporte que recebe de sua família e de seu marido vem com opiniões envelopadas em julgamentos que se distanciam da paz que tanto necessita.

    Eduardo Percequillo Freire de Souza | Em 12 de Janeiro de 2021 | NOTA: 9.0
  • O filme já começa com um clímax de parar o coração. A partir disso, ele trabalha muito bem as diferentes maneiras de como as pessoas lidam com o luto. A cena do parto é primorosa, para ficar mais real que aquilo só filmando uma grávida de verdade sentindo as contrações de verdade.

    João Pedro Duarte | Em 11 de Janeiro de 2021 | NOTA: 8.0
  • A primorosa introdução do filme já nos dá uma ideia da experiência que virá: uma jornada íntima que nos coloca muito próximos da protagonista, quase como se sentíssemos o que ela sente. O filme faz isso muito bem, não só pela sensacional atuação de Kirby, mas também pela direção e fotografia, que sempre destacam a falta de liberdade da personagem. Além do luto, o filme trabalha bem a culpa internalizada das mulheres frente à pressão de uma sociedade machista que as sufoca desde o nascimento.

    Vinicius Garcia | Em 09 de Janeiro de 2021 | NOTA: 9.0
  • A introdução do filme, mesmo longa (cerca de 30 minutos), é um primor! Seja em atuação ou direção, são os minutos mais viscerais a que assisti nos últimos anos. Após isso, o filme caminha num lugar comum, embora poético e intimista, acaba soando burocrático demais. Alguns conflitos acabam sendo inclusive desnecessários, mas a entrega da Vanessa Kirby e da Ellen Burstyn rendem bons momentos. A ambiguidade dos sentimentos femininos é o grande trunfo do roteiro. Grata surpresa.

    Alan Nina | Em 08 de Janeiro de 2021 | NOTA: 8.5