Saltar para o conteúdo
7,4
Média
76 votos
?
Sua nota
Direção
Kornél Mundruczó
Roteiro:
Kata Wéber
Gênero:
Drama
Origem:
Estados Unidos, Canadá, Hungria
Duração:
126 minutos
Prêmios:
78º Globo de Ouro - 2021, 93º Oscar - 2021

Lupas (15)

  • A maçã é utilizada como tema ao longo do filme, representando o ciclo da vida. Algumas das sementes que Martha havia refrigerado germinaram, outras morreram por razões além de seu conhecimento. No final, sua filha de uma vida futura está brincando em uma árvore adulta, cheia de maçãs, que retrata um ciclo de vida sem fim. Tem Scorcesse ai.

    LUCIANO BAHIA | Em 31 de Janeiro de 2022 | NOTA: 6.5
  • Há um certo desequilíbrio entre os primeiros trinta minutos, restritos ao espaço da casa e ao processo do parto, bastante imersivos, e o desenrolar um tanto arrastado da uma hora e meia seguinte. Mas é na atuação de Kirby que esse drama pulsa com intensidade, e ainda temos a maravilhosa Burstyn em cenas de arrepiar.

    Patrick Corrêa | Em 18 de Dezembro de 2021 | NOTA: 7.5
  • Um filme redondinho, planejado ato a ato, com simbolismos, grandes silêncios que comunicam sentimentos reprimidos, boas atuações e uma cena de abertura de cair o queixo pela complexidade, algumas metáforas me soam óbvias, e algumas relações fora do arco da kirb, como o marido com a prima, não me soaram muito naturais, mas, o filme é envolvente e comovente sem exageros, é muito humano da parte da protagonista, e toda sua angústia é muito plausível do começo ao fim.

    Fabio Luis Martins Rafo | Em 26 de Outubro de 2021 | NOTA: 7.0
  • Mundruczó não economiza no realismo para explorar o ambiente vulnerável e angustiante que cerca Martha, seja demorando-se em um parto sofrido, que visivelmente exigiu muito de Vanessa Kirby, seja posteriormente explorando o silêncio e as explosões da personagem sem dar explicações sobre seu estado interno. O que inquieta o espectador é a imprevisibilidade da personagem, que age fora de uma linha pré-visualizável dentro de uma narrativa em que não acontece muita coisa.

    Victor Tanaka | Em 30 de Abril de 2021 | NOTA: 7.0
  • Filme atrizes. kirby e especialmente Ellen Burstyn Matam a pau. LeBeouf mto bem em cena tb, em que pesem as polêmicas extra set. Quanto ao filme si, tem suas qualidades. Conectando o espectador facilmente com a história de cada personagem. O ritmo lento jamais atrapalha.

    Gabriel Cine | Em 18 de Março de 2021 | NOTA: 7.0
  • A primeira meia hora é fenomenal, estabelecendo uma relação intensa através do não dito e com um trabalho de câmera exemplar, refletido no resto da obra. Dos grandes momentos do cinema 2020. Depois disso, cai numa novela de conflitos desnecessários e metáforas excessivamente repetitivas. O texto fica expositivo e ofusca o brilho de seu elenco.

    Guilherme Algon | Em 13 de Março de 2021 | NOTA: 6.5
  • A parte inicial é insuportavelmente incômoda, mostrando muita habilidade de Mundruczó na condução do plano sequência e grande atuação de Vanessa Kirby. O passo seguinte pós tragédia e todo processo de luto é torturante para todos.

    Bruno Ricardo de Souza Dias | Em 10 de Fevereiro de 2021 | NOTA: 7.5
  • A cena inicial de Pieces of a Woman é um verdadeiro achado. Um parto naturalista é realizado nos primeiros 30 minutos de filme e confesso que por um certo momento cri que o filme todo acompanharia o nascimento desta criança. Uma pena que assim não foi, já que todo o trabalho de tensão e de câmera num plano sequência único perde sua força.

    Eliezer Lugarini | Em 01 de Fevereiro de 2021 | NOTA: 6.5
  • Uau... Os minutos iniciais com as cenas do parto foram muito intensas e realistas, mergulhamos junto com a mãe, sentimos suas dores... E sofremos sua perda... Igualmente acompanhamos o medo e insegurança da parteira... Um filme cheio de sofrimento e simbolismos, como o correr da água do chuveiro, as plantas mortas… Mas a introdução e ultimo ato com o julgamento definem o filme, maravilhosamente doloroso... Me angustiei com o início, chorei no final...

    Rosana de Almeida Machado | Em 19 de Janeiro de 2021 | NOTA: 9.0
  • Um bom drama familiar, pode não ser espetacular, mas não cai em possíveis armadilhas do gênero. A sequência toda do parto é muito bem filmada. Sem dúvida as atuações elevam o longa, Vanessa Kirby constrói uma personagem muito forte, trazendo o espectador para seu lado. Mesmo sem entender sua forma de lidar com a perda, fica evidente que ela faz seu melhor. Ellen Burstyn merece o destaque que tem tido da crítica.

    Rodrigo Miranda de Andrade | Em 16 de Janeiro de 2021 | NOTA: 7.5
  • (SPOLIERS)O casal aqui, é separado de maneira perfeita entre o processo de covardia e o de descoberta dentro do luto. O luto é um dos processos mais profundos que podemos passar. Nossas atitudes nesse momento muitas vezes revelam quem realmente somos e iluminam outros processos que estavam escondidos. Cada um decide o que fazer com as feridas abertas e assim sendo, que seja para evoluir você, para dar fruto. Que direção e roteiro delicados, que atuações e que montagem fenomenal.

    Leonardo Ferreira Sampaio | Em 15 de Janeiro de 2021 | NOTA: 9.0
  • Dividido por meses, acompanhamos a expectativa pelo grande momento da vida do casal, e o surgimento do pior e suas consequências até o desmanche. Nessa 'gestação' em que a tristeza e luto imperam, o controle e a pressão também aparecem. Martha(Kirby) não tem liberdade ou autonomia pra decidir como seguir sua vida e resolver todo esse imbróglio. O carinho e suporte que recebe de sua família e de seu marido vem com opiniões envelopadas em julgamentos que se distanciam da paz que tanto necessita.

    Eduardo Percequillo Freire de Souza | Em 12 de Janeiro de 2021 | NOTA: 9.0
  • O filme já começa com um clímax de parar o coração. A partir disso, ele trabalha muito bem as diferentes maneiras de como as pessoas lidam com o luto. A cena do parto é primorosa, para ficar mais real que aquilo só filmando uma grávida de verdade sentindo as contrações de verdade.

    João Pedro Duarte | Em 11 de Janeiro de 2021 | NOTA: 8.0
  • A primorosa introdução do filme já nos dá uma ideia da experiência que virá: uma jornada íntima que nos coloca muito próximos da protagonista, quase como se sentíssemos o que ela sente. O filme faz isso muito bem, não só pela sensacional atuação de Kirby, mas também pela direção e fotografia, que sempre destacam a falta de liberdade da personagem. Além do luto, o filme trabalha bem a culpa internalizada das mulheres frente à pressão de uma sociedade machista que as sufoca desde o nascimento.

    Vinicius Garcia | Em 09 de Janeiro de 2021 | NOTA: 9.0
  • A introdução do filme, mesmo longa (cerca de 30 minutos), é um primor! Seja em atuação ou direção, são os minutos mais viscerais a que assisti nos últimos anos. Após isso, o filme caminha num lugar comum, embora poético e intimista, acaba soando burocrático demais. Alguns conflitos acabam sendo inclusive desnecessários, mas a entrega da Vanessa Kirby e da Ellen Burstyn rendem bons momentos. A ambiguidade dos sentimentos femininos é o grande trunfo do roteiro. Grata surpresa.

    Alan Nina | Em 08 de Janeiro de 2021 | NOTA: 8.5